Blessing In Disguise
55 Capítulo 55 Harvester of Sorrow
Notas iniciais
Ficamos abraçados por muito tempo. Não falamos, não nos beijamos, não nos mechemos... não estavamos com vontade de fazer nada, se pudesse até paraíamos de respirar... só queriamos e precisavamos ficar ali, um na presença do outro. Só ele me bastava e só eu o bastava... nada mais importava, nada mais existia... Nós conversamos e achamos que o melhor era darmos um tempo enquanto não descobriamos tudo. Foi duro, mais esse foi um acordo, sim, acordo era a palavra correta, porque não era um rompimento, era apenas um acordo de ambas as partes. Tivemos que fazer isso porque sabíamos que não aguentaríamos ficar sem nos ver, e agora isso seria uma ameaça ao plano, e poderia colcar tudo a perder. Gerard me contara uma coisa que me preocupou mais. Mikey disse para ele que em uma de suas conversas com sua mão, ela o interrogou sobre a gente, mas ele exitou em responder, mas ela o disse que já estava movendo os pauzinhos para "acabar com essa histórinha absurda". Estou com medo...
O vento soprava forte, e o frio de um provável inverno já se fazia presente, quando as luzes do bairro se apagaram por completo. 24:00. Maldita lei do governo. Meio de semana, ninguém na rua depois das 24:00. Quem diabos eles pensam que são?
As ruas de Jersey eram muito perigosas naquela hora, mas só nos lembramos disso quando ouvimos disparos que vinham de longe, então resolvemos que era melhor irmos. Nos despedimos apenas com o olhar, eu já em minha csa, ele já na dele. Um olhar triste mais ao meso tempo conformado. Um olhar que transmitia angustia mais ao mesmo tempo amor.
O que me confortava era saber que tudo estava bem, não havia mais mágoas ou desavenças, e só isso me bastava para estar feliz... Subi para meu quarto e tomei um banho demorado. Minha cabeça doía como a muito não fazia, e o alcool estava corroendo meu estômago vaziu. Me deitei em uma tentativa inutil de dormir. Me levantei novamente, e me pus a contemplar a escuridão pela janela. Um vento frio passou pela janela de meu quarto me fazendo arrepiar por um instante, enquanto eu observava detalhes da rua escondidos pela noite. Os rangidos dos brinquedos do parquinho se faziam serem ouvidos, enquanto de longe se pudia escutar também alguma música de alguma festa em algum lugar próximo dali.
Deixava que algumas pouca lágrimas rolassem enquanto tentava fugir de minha angustia a deriva dessa solidão em que me encontrava. Por um momento pensei ouvir algo, e forçando os ouvidos pude perceber que era alguma música vinda da casa de Gerard... um música triste... bonita... era ele... me senti mal por pensar que ele pudesse estar sentindo o mesmo que eu naquele momento, mas nada tinha a fazer, então só me restava continuar a perecer naquele lugar.
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