Bleeding Love

1 Bleeding Love - LUST


Notas iniciais
é tão triste amar sem ser amado...

Bleeding Love – Lust and Vain Ela levantou-se da cama onde a alguns segundos encontrava-se sentada, envolta em lençóis. Seus movimentos delicados a levaram até a varanda. Seu corpo alvo, totalmente descoberto, ficava ainda mais pálido a luz do luar. A brisa úmida e salgada do mar balançava seus cabelos negros, que estavam tão elegantemente arrumados no início da noite. Seus olhos se perdiam na lua, seus ouvidos concentrados no quebrar das ondas na praia. Seu corpo gelado não reagia ao frio da noite com pavor e angustia, mas com um certo prazer soturno. Nesse instante, ela recordou daquele que era o único homem que recusou os seus prazeres. O amante dela despertou a procurando na cama e após sentar-se preocupado por não encontra-la viu o contorno de seu corpo através das cortinas diáfanas. Ele levantou-se ávido, aproximando-se dela e tocando suas costas nuas delicadamente, os dedos quentes – especialmente na pele gelada – deslizaram suavemente até a coxa, apertando. Ela suspirou soturnamente, dissipando suas lembranças geladas e se entregando ao calor da mão de seu amante, ao calor da boca dele em seu pescoço. Um doce sorriso de prazer surgiu em seus lábios rosados, e ela virando-se para ele, tocou seu peito quente – assim como todos os homens eram para ela – e acariciou sua barriga bem desenhada. Os lábios agora se consumiam, num beijo urgente, ardente e sensual e, antes que chegassem ao quarto, já estavam se amando. Ele a jogou na cama e enquanto beijava seus seios não podia ver as lágrimas que brotavam e se confundiam com suor em seu rosto. Seu homem não estranhava o corpo gelado, desde que a vira seu desejo fora despertado de tal modo, que mesmo agora, cansado, não conseguia parar de amá-la. Poderia te-la em seus braços durante uma vida inteira. Porém na manhã seguinte, ele percebeu ao acordar que ela não estava lá. ~O~ Mais uma noite, mais uma festa. Ela chegou elegantemente vestida por um vestido de chifon, roxo, com salto alto e fino e seus cabelos presos em um também elegante coque. Aliás seu nome era Lust. Lust andava pelo salão observando as pessoas – em especial os homens, já que nenhuma mulher poderia competir com seus atrativos naturais e instintivos – em busca de uma bebida, champagne naturalmente. Lá, no meio da pista de dança, um casal chamava a atenção. A mulher, uma loira, razoavelmente atraente, na opinião de Lust, estava nos braços de um homem, o homem que fez Lust parar e arfar, e se concentrar na dança, cometendo um pecado que não era o seu. A inveja possuiu sua alma, e naquele instante ela se esqueceu do desejo que sentia por cada um daqueles homens. Aquele homem era a Vaidade, o único capaz de recusar os prazeres dela, pois ele não era capaz de amar nada além de si mesmo. Ainda assim, sabendo dessa situação, Lust o amava, e era nele que ela pensava na noite anterior, enquanto se entregava ao seu amante. A Vaidade era conhecida por Vain. Há muito tempo Lust o ama, e ele muito vem nutrindo esse amor, com seus lábios doces que sussurravam nos ouvidos dela, suas mão fortes que acariciavam seu corpo. Mas ele não a amava... tal sentimento não podia existir em seu gelado coração. Por causa daquele homem, aquele que era um pecado, seu coração sangrava, e Lust se sentia muitas vezes perdida e infeliz. A tristeza de amar sem ser amado. A tristeza de amar alguém que jamais poderá te amar. A natureza de Vain, seu instinto é o amor próprio, ele gostava de ser amado pelas mulheres para satisfazer seu ego e fazia amor com elas para satisfazer seu corpo. E então... o que poderia ser melhor para sua vaidade do que ser desejado pela mais desejado dos seres? A própria Luxuria. A música terminou e ele abandonou a moça loira e foi em direção á Lust com o sorriso malicioso, que partia o coração dela ao mesmo tempo que a enchia de desejo. — Olá meu amor – ele disse naturalmente, quase como se aquilo fosse mesmo verdade. — Olá... Bela parceira de dança – ela disse sarcástica — Não tão bela quanto você, ou... eu! – ele deu uma risada e estendeu a mão para Lust. – Me dá o prazer de uma dança? — Sim... uma dança. E eles dançaram. Os corpos pálidos, gélidos e lindos se encaixando perfeitamente. Eram sem duvida o casal mais elegante do salão. A mão de Vain acariciava as costas de Lust e ela, excitada tentava se controlar; não queria mais ser humilhada. A música terminou e Vain demorou-se a beijar a mão de Lust. Ela se afastou dele com um sorriso, dando sua atenção aos outros homens do salão. Todos, naturalmente, sentiam atraídos por ela e lisonjeados com tanta beleza e sensualidade, porém Vain se sentia nervoso e apreensivo nesse momento. A vaidade é sombria e solitária, pois ele não podia fugir de sua própria natureza. Ele viu que a vontade dela era maior que seu desejo e se sentiu ferido, ferido em seu âmago, por ela não ter entregue sua atenção e carinho a ele. Depois de algum tempo, tempo que ele passou no lado mais escuro do salão a observando, Lust subiu as escadas que levava ao corredor dos quartos acompanhado de um homem, que ele poderia até considerar bonito, não fossem os braços grandes de mais, o péssimo senso para se vestir o cabelo mal cuidado... Mas se era assim, porque ela estava com aquele homem? Os instintos, ele pensou, os instintos que fazem com que eu não possa amá-la. Pois eles eram pecados. Luxuria e vaidade ambos fruto do pecado original e que agora vagavam por entre os homens. Lust sentia desejo pelo homem que agora guiava pelo corredor do segundo andar para um quarto. Ela parou de repente, puxando-o para uma parede, prendendo seu corpo ao dele e o beijando, passando sua mão pelo corpo forte e quente, abrindo os botões do camisa. As mãos do seu amante pousaram sobre sua cintura, subindo até seus seios, apertando-os. Vain a havia seguido, ele não entendia bem o porque, mas estava ali parado assistindo o casal. Seu corpo foi tomado pela ira e ainda sem pensar ele decidiu ir adiante. Chegou ao lado do casal e puxou Lust pela cintura, afastando abruptamente de seu novo amante. Ele deu um soco no rosto do homem, que segurou seu nariz, provavelmente quebrado. — Vem comigo! – Vain a pegou pela mão e Lust perplexa com a situação se deixou levar. Eles caminharam em passos rápidos por outro corredor e entraram dentro de um banheiro. Ao entrar, Vain fechou a porta e a trancou. Ele respira fundo e ela diz: — O que você está fazendo? – a voz tremia, não de medo, obviamente, mas surpresa. Se seu coração batesse, estaria disparado agora. Uma vozinha na sua cabeça gritava “sim ele também me deseja”, mas ela sabia que não devia ouvi-la, sabia que não era não, e que na situação em que eles se encontravam não havia nem chances... — Eu... – Vain estava sem palavras. Suas últimas atitudes foram impensadas e não faziam sentido algum. Então como ele não tinha palavras, ele tomou atitudes... Virou-se para Lust e viu nos olhos dela a mesma confusão que estava em sua cabeça, porém ele também viu o desejo que ela sentia e isso era tudo o que ele precisava... Ele andou em direção a ela... seu olhar também dizia muitas coisas... — Não Vain – ela tentava lutar. Era uma tentativa inútil, pois ela não desejava lutar. Seus instintos e emoções iam contra essa luta em todos os sentidos, e então, ela simplesmente se deixou levar. Porém Vain era lento, lento demais para a urgência dela, para o desejo desesperado que seu corpo sentia. A mão dele tocou a sua, e o corpo de Lust se arrepiou por completo. Lust estava encostada na grande pia escura, com um colossal espelho atrás dela. A mão de Vain subiu lentamente por seu braço, até tocar seu rosto e acaricia-la gentilmente. Em seguida, segurou seu pescoço e aproximou os rostos, levando seu corpo para mais junto do dela. Os lábios se encontraram e o beijo começou de forma doce e delicada. Foi Lust quem colocou a língua primeiro na boca dele, explorando novas possibilidades, sentindo o gosto de seus lábios, deliciando-se com o prazer que aqueles, e apenas aquele lábios podiam proporcionar. Seus braços tomaram lugar no pescoço dele, puxando-o mais para si, e ao contrario das outras reações dele, de se afastar, ele a abraçou pela cintura. O beijo continuou perfeito, sincronizado e estimulante, cada um descobrindo mais os desejos do outro. De repente Lust mordeu o lábio inferior dele e Vain com um suspiro a puxou ainda mais para perto dele. Sua boca foi até o pescoço dela, beijando e mordendo a pele alva, enquanto Lust, admirada acariciava a pele do pescoço e costas dele. Vain puxa o laço do vestido no pescoço dela e o pano leve desliza pela parte superior do corpo dela, deixando seus seios descobertos. Vain os acariciou com os lábios. -Não Vain... não é justo — ela sussura e puxa sua boca para seus lábios, enquanto as mãos retiravam o palitó dele. A mão de Vain desce delicamente até a coxa, e agora, não sendo mais delicada, aperta-a. Depois de ouvir o leve gemido de Lust ele levanta o vestido dela, encaixando o próprio corpo no dela, e passando a perna dela por sua cintura. Após segundos nessa posição ele a ergue e senta na pia, os corpos ainda encaixados, pressionados um contra o outro. Lust vai soltando, um a um os botões da camisa dele, e deixa sua boca passear pelo corpo, que durante toda sua existencia foi o alvo do seu desejo. -Ah Lust — ele suspira as palavras, incentivando-a, enquanto passeia com sua mão pelas costas nuas. Ao chegar na base das costas dela ele a puxa forte para si. Neste momento a esperança de Lust bateu seu recorde pessoal. Nunca ela acreditou tanto que ele seria dela. Deixou sua mão descer pela barriga dele e de repente estava abrindo o cinto da calça. Ele segurou sua mão e sussurrou em seu ouvido: -É isso que você quer meu amor? — ele morde a orelha e acaricia o pescoço dela com seu hálito frio. -Sim, claro — ela responde prontamente, desvencilhando sua mão e acariciando-o. A pele encontrava-se gelada ainda naquele momento, ele apenas suspirou com o gesto dela. -Vain... então você gosta? — ela perguntou inocentemente, pois agora somente a exitação do momento passava por sua cabeça. -Sim... — ele sussurrou de volta. Como é engraçado o amor. O desejo. A paixão. Vain a sentiu conquistada, sentiu que havia finalmente obtido seu objetivo, viu o quanto era amado e desejado, sentiu-se, enfim, envaidecido. -É isso... é a mim que você tanto deseja? — ele perguntou na certeza da resposta, que veio sussurrada poucos segundos depois -Sim... é a você. Meu maior desejo... minha única fonte de satisfação... não imagina o quanto eu te quero... -Me quer? A mim que sou um pecado... enquanto pode ter o calor de qualquer um na face da Terra? -Sim... mas não é calor que eu desejo e sim o frio da sua pele... só desejo o prazer que apenas você pode me dar. Como é injusta a sinceridade. Vain olhou para o seu reflexo no espelho logo atrás dela, arrumava um ou dois fios de cabelo enquanto pensava \' o ser mais desejado entre os homens me deseja, como deveria sempre ser.\' Ele fugiu do abraço, passou a fechar os botões da camisa. Lust perguntou assustada: -O que... — mas não terminou a frase. Ela sabia a resposta, acredito que sempre soube. Vain era um pecado, a Vaidade. Seu instinto era se amar e ser amado, se admirar e ser admirado, como ela mesma que vagava pelo mundo a procura de prazer e sexo, que satisfazia a luxuria dos homens e a sua própria. Ele teve o quis, conseguiu o que precisava, cumpriu seu objetivo, porém ela, Lust apenas chegou perto, mas tão perto dessa vez, ela pensou animada e triste. Vain saiu rapidamente do banheiro, com um sorriso sinico no rosto: -Nos vemos depois, meu amor. -Adeus — ela respondeu também dissimulada, mas incapaz de ficar com raiva. Sua vontade era de chorar, pela raiva e humilhação. Mas Lust não era do tipo de garota que deixava se abater por um homem. Ajeitou novamente o vestido e o cabelo, respirou fundo e saiu do banheiro indo delicada para o grande salão. Seu corpo ainda excitado desejava desesperadamente o conforto de um homem. \'Ele ainda será meu\', ela pensava perseverante, enquanto se aproximava de um homem alto e loiro. Era essa a sua sina, a sua convicção, pois ela era um pecado. Seu corpo e alma foram criados apans para sentir prazer, como o corpo e alma de seu amado foi criado para amar a si proprio. Só se lembrou de Vain ao amanhecer, enquanto andava pela areia da praia, sentindo a brisa salgada no rosto. xFIMx

Notas finais
(*¬*)
e então o que vc achou??
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!