Notas iniciais
Hey, estou tentando fazer isso o mais rápido possível para vocês não me matarem.

Abri meus olhos, mas não sabia se realmente havia acordado, tudo a minha volta continuava escuro. O cheiro me era familiar, como o cheiro de estrume de cavalo dos estábulos do castelo. Ouvi vozes:

— Espere, meu senhor! Não é quem você pensa! – ouvi um dos generais de Miraz e logo a escuridão cedeu para dar lugar à claridade excessiva.

— Você?! – ele disse com desdém. – Onde está Caspian? Essa menina não serve-me de nada!

— Ele está... – tossi, cuspindo sangue. – Bem longe daqui.

— Traga ela para o salão principal! Pode me ser útil para alguma coisa! – Miraz falou, depois de pensar por alguns minutos, e, logo depois, saiu.

Um de seus soldados de Miraz me puxou do cavalo e me pôs de pé. A minha volta, soldados do muro, que acabavam de sair de suas rondas, me olhavam como se eu fosse um ser estranho. Algemaram-me e me puxaram através dos corredores do castelo como se eu fosse uma criminosa que cometeu um crime contra o “Rei”, o que eu tecnicamente fiz!

Os serviçais passavam por mim sem entender nada. A filha de uma das ajudantes de minha tia na cozinha me viu e saiu correndo. Em alguns minutos, toda a minha família saberá que fui apreendida como uma criminosa.

Paramos em frente às portas do salão central de reuniões do palácio. O general mandou que os guardas aguardassem junto a mim e entrou. Eu estava cercada por todos os lados, não havia como escapar. A única coisa que poderia fazer era esperar. O general voltou e me puxou para dentro através das correntes. Os lordes, que antes estavam sentados em suas grandes e majestosas cadeiras de prata, levantaram e me olharam, abismados.

— O que significa isso, Miraz? Solte a menina! – um deles me defendeu.

— Meus caros amigos, noite passada, nosso querido Príncipe Caspian foi sequestrado... – todos ficaram espantados. – Por narnianos!

— Ah Miraz, quer que acreditemos em historias que nossos pais contavam para nós antes de dormir? Contos de fada. – outro lorde falou.

— Também pensava assim, mas a verdade está diante dos nossos olhos. Caspian foi sequestrado e a sua frente, meus caros, está uma das participantes desse crime. Confesse, traidora! – Miraz veio ate mim e puxou meus cabelos pra trás, deixando meu rosto mais a mostra.

— Nunca! – falei e cuspi em seu rosto.

— Vadia! – soltou meu cabelo para limpar o rosto, depois, com essa mesma mão, ele deu um tapa em meu rosto. – Um tempo na cela fará você ter um pouco de respeito! Podem levá-la.

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Jogaram-me dentro da cela, cai com meu rosto virado para o chão enquanto ouvi fecharem as grades atrás de mim. Escorreguei pela parede, limpando o sangue, que ainda escorria da minha boca, com a manga do meu vestido. Respirei fundo e fechei meus olhos. Minha única esperança para passar por tudo isso era de Caspian estar seguro em lugar bem longe daqui.

Pov’s Caspian

Minha cabeça doía. Meus olhos abriram, se acostumando com a baixa claridade do lugar. O teto era de madeira, mas madeira em um formato estranho. Sentei-me na cama, tirando a atadura que envolvia a minha cabeça. Ouvi vozes.

— Preciso terminar essa sopa. O rapaz já deve estar acordando.

— Pois é. Não devo ter batido com força suficiente na cabeça dele.

— Ele é só uma criança.

— ELE É UM TELMARINO! E não um cão perdido! – olhei para o outro cômodo e vi um anão junto com uma outra coisa, parecia um animal. Isso não é possível. – Você disse que ia dar um jeito nele.

— Não, eu disse que cuidaria dele! Não podemos mata-lo, eu enfaixei a cabeça dele. Ele é um hospede.

— E como acha que os amigos dele tratam os hospedes? – o anão perguntou, irritado.

Vi a minha chance quando tentei pegar uma faca de cozinha grande que estava em cima da bancada, mas o anão foi mais rápido e me bloqueou, puxando a espada. Peguei, de perto da lareira, um dos ferros que usamos para mexer em brasas.

Enquanto “duelávamos” alguém dizia para pararmos, eu só não sabia quem era.

— Eu disse que deveríamos tê-lo matado quando tivemos a chance! – o anão, a minha frente, falou.

— Você sabe porque não podemos! – o Texumbo falou.

— Se vamos votar, eu voto com ele. – falei, apontando para o Texumbo com a cabeça.

— Não podemos deixa-lo ir! Ele viu a gente. – o anão falou e veio em minha direção, com a espada apontada para mim.

— De uma vez por todas Tekabrik. Ou eu vou ter que sentar na sua cabeça de novo? – o Texumbo falou.

Então o anão parou. E eu olhei pro Texumbo.

— Olha só o que você fez, levei metade da manhã para fazer essa sopa. – ele falou e saiu andando, com o pote que havia acabado de pegar do chão.

— O que você é? – perguntei, só me dando conta da realidade naquele momento.

— Que engraçado, era de se esperar que reconhecesse um texumbo quando visse um! – ele falou do que parecia ser uma despensa.

— Não não, quero dizer... Vocês são narnianos! Deveriam estar extintos! – falei e o anão me zoou.

— Bom.. Desculpe decepciona-lo! – Tekabrik falou, voltando para trás da mesa.

— Venha comer enquanto ainda está quente! – Texumbo falou.

— Não me lembro de termos aberto uma hospedaria para soldados telmarinos! – Tekabrik falou.

— Não sou um soldado telmarino, sou Principe Caspian X! – falei e eles me olharam estranho.

— O que os soldados do castelo estavam fazendo atrás do principe? – o anão me perguntou.

— Meu tio mandou me matar! Ele sempre teve inveja de mim e do meu pai! Acho que só sobrevivi tanto tempo porque ele não tinha um herdeiro! – expliquei.

— Bom, sua amiga acreditava em você! – Tekabrik falou.

— Alexandra? Onde ela está? – perguntei, só agora me lembrando de tudo o que aconteceu na noite passada.

— Eles levaram-na! – o anão falou.

— Vão mata-la! – falei, me levantando. – Preciso tira-la de lá!

— Espere! – o Texumbo chamou minha atenção. – Não sabe o que é isso? – ele levantou a trompa que o Professor havia me dado

Notas finais
E ai?