Notas iniciais
Hey galerinha, eu trouxe mais um capitulo para vocês hoje. Pelo rumo que a história ta tomando muitos de vocês devem imaginar que ela esta acabando e é verdade. Ja disse antes, eu acho, que não estenderei muito depois da partida dos Irmãos Pevensie. Estamos a bastante tempo com essa história e será difícil dizer adeus a ela, então aproveitem enquanto dure. Amo vocês galerinha.

Tudo o que ocorreu daqui para frente foi extremamente rápido. Tudo em uma batalha acontece muito rápido. Quando passei pela entrada do prédio caminhei até o meu cavalo, emprestado por Edmundo, e terminei de arruma-lo para a luta. Montei-o e esperei pelo sinal, esperei pela situação.

Algum tempo depois Caspian apareceu, montado em seu cavalo, e tomou uma das tochas da parede para si. Todos já sabíamos o que aquilo significava. Ele virou o seu cavalo em direção ao vasto corredor. Havíamos descoberto alguns dias antes que as colunas de terra sustentavam toda a colina do lado de fora do prédio. Uma engenharia praticamente perfeita que nos daria o elemento surpresa de que precisávamos naquele momento.

– POR NÁRNIA! — ele gritou e começamos a correr, nós dois na frente e os narnianos nos seguiam. Caspian olhou para mim e murmurou, mesmo sem ouvir o que ele falava eu sabia o que era: a contagem regressiva. Então comecei a minha:

–... 2, 3, 4,... — os sons da batalha acima das nossas cabeças ecoavam pelos corredores. -... 5, 6, 7... — olhei para ele e vi a preocupação em seus olhos . A nossa frente dois minotauros seguravam machados e, ao sinal, eles quebraram duas colunas que abriram uma passagem para nós, nos levando para o lado de fora.

Obviamente, nós estávamos em desvantagem. Lutávamos sem um minuto de descanso. Estávamos desesperados. Nossas esperanças estavam todas depositadas em Lúcia. Tudo o que fazíamos era para ganhar tempo para ela. Estava distraída, olhando a batalha a minha volta, quando o cavalo empinou e me derrubou, fazendo- me cair e bater a minha cabeça. Desorientada, minha visão estava embaçada e a audição aguçada, o que só me atrapalhou mais. Quando minha visão normalizou, eu vi um soldado telmarino vindo em minha direção, com a espada levantada, pronto para me matar. Meu treinamento me fez agir de modo automático. Derrubei-o com uma rasteira e tomei a espada de suas mãos, entretanto, quando olhei em seus olhos, não consegui mata-lo, portanto virei o cabo da espada e bati com força em seu elmo, o desacordando.

Peguei sua espada e me levantei, quando fiquei completamente ereta eu vi uma coisa que apenas imaginava em meus sonhos: as raízes das árvores estavam saindo, literalmente, do chão e as árvores andavam, afugentando os Telmarinos.

Senti uma mão em meu ombro, olhei para o lado para ver quem era: Susana.

– Lúcia conseguiu! — ela falou e eu assenti. Edmundo apareceu do meu lado esquerdo.

– O que faremos agora? — perguntei.

– Temos a vantagem. Vamos aproveita-lá! — Pedro falou chegando montado em um Centauro. Caspian apareceu ao seu lado, montado em um cavalo com armadura telmarino. Segurei sua mão e peguei impulso, subindo no cavalo.

Os Telmarinos haviam corrido para o Beruna, com seu exército reduzido eles poderiam passar mais rapidamente do que vieram, porém tínhamos a vantagem que Lúcia havia nos proporcionado.

A maior parte deles estava em cima da ponte recém construída. Não tinham como retornar já que a passagem para a floresta estaca fechada por nós. Do outro lado podíamos ver uma pequena figura feminina, Lúcia, e ao seu lado um grande animal de pelos dourados e uma juba enorme, Aslam. Quando os Telmarinos tentaram avançar para o outro lado um grande rugido pode ser ouvido e logo depois um silêncio assombroso. O que aconteceu depois disso é praticamente impossivel de ser explicado.