Notas iniciais
Eu gostaria muito de gratular ao Pinterest por me conduzir, motivar e me guiar a escrever essas oneshots (que só Deus sabe de onde saem, exatamente). É só uma coisa sobre amor próprio, feminismo ou alguma coisa assim que eu grafei. Acho que algo positivo tinha que sair da minha mente, uma hora ou outra :/
Aproveite...

Eu não preciso de você.

E nós dois sabemos disso.

Sabemos que eu não sinto sua falta como você gostaria que eu sentisse. Não, eu apenas sinto falta dos bons, agradáveis, amáveis e felizes momentos que tivemos e partilhamos juntos. Mas de você, não. Para que tudo expirasse fora necessário que os momentos ruins, pútridos, nocivos e venenosos superassem facilmente aquilo que eu considerava aprazível até então, e quando isso se sucedeu, esses momentos bons tornaram-se nada em relação ao que você tinha de sórdido a disponibilizar. É por isso. É por isso que eu não sinto sua falta. E não preciso de você.

Não diga que eu estou enganada sobre tal coisa – o céu ainda continua o mesmo de antes. As estrelas ainda estão lá e elas não parecem menos belas. A luz do Sol continua a mesma de antes. Ela nunca deixou de brilhar e cintilar durante o dia. As flores continuam as mesmas de antes. As pétalas não perderam sua fragrância e essência. E até elas também precisam murchar, cair, enraizar, crescer e florescer.

Você sabe que esse seu desejo por posse em nada afeta, certo? Eu não pertenço a você e nem a ninguém. Você não pode me dizer o que fazer ou deixar de fazer, aonde ir ou deixar de ir, o que vestir ou deixar de vestir. Estou exausta de pessoas reles e ordinárias ministrando para nortear e manejar minha vida. Não posso me atirar ao fogo para te manter aquecido e eu não quero suas malditas desculpas.

Eu quero que a culpa que engula vivo. Eu quero que você se afogue nos próprios pensamentos da mesma forma que eu me afoguei.

Eu não preciso de você.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!