Bleak
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem, boa leitura.
Desculpem-me se algo estiver errado, eu nunca consigo ver quando estou revisando LOL
Desculpem-me se algo estiver errado, eu nunca consigo ver quando estou revisando LOL
Dou um giro completo antes de sair andando para fora de casa, com mamãe aos gritos logo atrás de mim. E eu subo na garupa da Harley cromada de Gabe — o garoto loiro que conheci há duas semanas e faz parte das classes de História, Inglês e Educação Física.
Não estou tentando fazer com que me pareça rebelde ou que estou causando uma rebelião entre os estudantes da Meadowntown High — eu nem me importo o suficiente com aquele lugar para tentar criar um tipo de grupo contra os diretores e suas exageradas e estúpidas regras -, mas parece que tudo está indo diretamente contra e para mim.Agora, exatamente neste instante, estou com os dedos unidos e pressionados contra a jaqueta de tecido térmico de Gabe. Apesar de várias camadas de roupa posso sentir seus músculos rígidos se contraindo a cada movimento meu. Será que Gabe gosta de mim?Meus lábios se repuxam para cima com este pensamento e eu aperto os olhos enrugando os cantos.Gabe e eu não somos exatamente amigos, ou amantes super apaixonados fugindo para a fronteira do Canadá, ele é mais como um garoto bonito que está ajudando-me a dar um fora de casa.Quando o vento resseca meus lábios e a paisagem passa borrada em nosso caminho eu engulo a bilé e respiro fundo. Sinto-me como uma grande e miserável garota; fragilizada, enganada e estúpida. Eu não tenho certeza absoluta se fugir era única e real opção para o meu caso.Mas eu não tenho muito tempo para testar isso.1º CapítuloEu empurro o fluxo de pessoas para longe de mim enquanto caminho em direção ao trem. Gabe tropeçava em seus próprios pés bem atrás de mim, murmurando sobre cheiros estranhos e mulheres velhas passando suas mãos nele.-Você poderia, por favor, se apressar? — tentando parecer séria, eu digo pausadamente a Gabe sem virar meu rosto para encara-lo, e continuo andando.-Izy! — ele ofega atrás do meu pescoço. Eu realmente não gosto nenhum pouco quando ele fica tão perto de mim — Eu não estou muito acostumado com tantos seres humanos encostando em mim, você sabe — Gabe enrrugou seu nariz com nojo.-Desculpe-me — digo a ele.-Tudo bem — agora Gabe está ao meu lado. A luz fraca do sol reflete em seu cabelo loiro transformando o amarelo em branco.Gabe é uma prole de demônio e anjo. Eles não tem autorização para fazerem visitas ao mundo terrestre... Exceto quando tem uma missão. O que não é o caso de Gabe. A última vez que ele esteve aqui encima foi há 300 anos D.C. então podemos entender porque ele está tão paranóico a ponto de se segurar na manga da minha jaqueta enquanto andamos.Ao entrar no vagão eu puxo Gabe pelo pulso até encontrar a nossa cabine e empurro-o para dentro. Tranco a porta e junto-me a ele, sentando na poltrona macia à sua frente.Jogo minha mochila para o chão. O lugar cheira a café e naftalina, uma combinação que repuna meu estômago. Faz com que me lembre da sala de detenção da Meadowntown... E de casa.Tento parecer neutra. Gabe sente quando não estou em meus melhores momentos.Ele é o meio-anjo-demônio mais estranho que eu já conheci... E o único até então. Não que isso importe, tenho uma forte intuição que ele será o mais normal, caso venha a ter o conhecimento de outros.Apertei a lateral da minha jaqueta jeans para sentir a página que imprimi na biblioteca antes de ir embora. Há duas semanas eu conheci Gabe, na escola, ele era o novo garoto misterioso e bonito que todas as meninas estavam disputando por um suculento pedaço. Tive a felicidade de tornar-me sua amiga, e se não fosse por causa dele eu jamais saberia minha verdadeira identidade.-Pensando na vida, Izy? — sinto meu rosto esquentar. Gabe sorrateiramente havia se esquivado para o meu lado e sorria com seus olhos cor de carvão brilhantes.-Pode-se dizer que sim — dou um meio sorriso.Suspiro aliviada quando ele volta para o seu lugar a minha frente, depois que respondo-o.Fito seus dedos longos e alvos tamborilando sobre seus joelhos antes de encara-lo nos olhos novamente. Eu sempre me sinto um pouco desconfortável com Gabe. -Se eu fosse você estaria fazendo o mesmo — agora ele vira seu rosto para a janela e parece se maravilhar com a paisagem, um campo verde com carvalhos exuberantes por toda a extensão, até onde era possível se enxergar.-Ainda se acostumando com o "novo mundo"? — pergunto jogando meus braços para trás da cabeça.-Tudo ainda é muito fresco para mim. — ele sorri de canto revelando os belos e brancos dentes.-Sei bem como é — dou de ombros e Gabe apenas sorri compreensivo.Resolvo ler o papel em meu bolso (pela milésima vez). Desdobro-o com cuidado. Ele queima meus dedos, os faz coçarem e pesarem. Lambo os lábios secos para hidrata-los.A ideia de ter sido concebida por pura luxúria e ganância da minha mãe me deixa zonza. Eu sempre fiz de tudo por ela, sempre tentei dar o meu melhor na escola e em casa. Então descubro quem realmente, a mulher que me gerou e criou, é.Não é uma leitura muito agradável para o momento, resolvo guardar o papel novamente em seu lugar; dentro do bolso da jaqueta.-Joshua vai estar nos esperando na próxima estação. — Gabe trouxe-me de volta à realidade. Como uma âncora que mantém o navio em seu devido lugar.
-Ele é como você, não? — ajeito-me para poder prestar atenção em Gabe. Sua aura alaranjada queima como fogo diante dos meus olhos.Eu queria saber mais sobre Joshua Marvel, já que estávamos indo ao seu encontro.-De certa forma sim. Mas somos um pouco diferentes. Joshua está sempre indo e vindo entre os mundos, ele não gosta de ficar muito no Eji, então sempre que pode escapa para cá e importuna as pessoas. Joshua não é alguém que parece ser muito confiável, inicialmente, mas com o tempo... -Ele é meio-anjo-demônio igual a você?- Gabe assente e diz:-Ele tem sangue de anjo, somente anjo. — Gabe dá de ombros.-Nephilim? — ele balança a cabeça — Então o quê?-Joshua é um anjo... Um anjo caído.Anjos caídos, de acordo com o meu conhecimento supérfluo sobre o sobrenatural, são os anjos que negaram a Deus, e seguiram Lúcifer em sua queda ou desobedeceram as leis divinas e foram chutados para a Terra como lixo.-Isso faz parte da profecia... ? — eu estreito os olhos para Gabe. Espero que ele não esteja planejando nada sob o meu conhecimento. -Talvez — Gabe enrosca seu cabelo entre os dedos e puxa tudo para a frente, deixando os fios desfiados serem levados à sua testa.-Você e suas ideias geniais. Se eu morrer a culpa será sua — estico minhas pernas pela poltrona.-Se você morrer a culpa será da sua mãe.Isso atingiu-me como um piano despencando de um prédio. Senti a fisgada de dor repuxando meu estômago. Gabe tinha razão, se eu morresse seria culpa da minha mãe, porque desde o momento que ela fez o que fez, eu tive meu destino trassado; a morte estaria aguardando meu décimo sétimo aniversário para festajarmos juntas.-Desculpe-me, Izy — ele levanta-se rapidamente e prende meu corpo em seus braços sentando ao meu lado.-Está tudo bem, Gabe — coloco minha franja atrás da orelha e Gabe volta para a sua poltrona após alguns segundos.-Eu não devia ter dito aquilo à você — Gabe olha para fora.Mordo o lábio com força e sinto o gosto de sangue. Dou um longo suspiro tentando recompor-me. Demoram longos e eternos quinze minutos até que o silêncio instalado na cabine acabe, Gabe eufórico diz:-Chegamos, Izy, está na hora de você conhecer Joshua Marvel.
Notas finais
E então, o que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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