Notas iniciais
Yoo minna-san /o/ Como prometido, voltei. Demorei, mas voltei u.u Não estou tendo muito tempo para escrever, mas em compensação estou lotado de ideias... tá difícil conciliar XD Mas enfim, não vou enrolar, já enrolei demais pra postar o capítulo. Espero que gostem, foi feito com muito carinho. Boa leitura!

– O que você disse? — perguntou Rukia, espantada.

– É isso que vocês ouviram. Yuzuke é meu companheiro — respondeu Mei.

– Eu, seu companheiro? — questionou Yuzuke, soltando-se e recuando, confuso.

– É claro que é — disse Mei, voltando seu olhar para o companheiro. — E você já pode parar de fingir. Eu sei que você se lembra de tudo — disse, colocando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha.

– Fingir? Se lembrar de tudo? — questionou Yuzuke, olhando para as próprias mãos. — O que você quer dizer? E-eu não me lembro de nada — seu tom era de desespero.

– Yuzuke — gritou Rukia, levantando-se. — Não dê ouvidos a ela, ela está tentando te confundir!

Mei riu com o comentário da shinigami.

– Você acha que eu viria até aqui só para contar uma mentira? — disse ela, com desdém. — Você sabe no fundo, Yuzuke, que nada do que estou falando é mentira.

– Isso não pode ser verdade — sussurrou Yuzuke, caindo sobre os joelhos e levando as mãos a cabeça. — Não pode ser...

– Eu sou aliada e eles são seus inimigos Yuzuke — disse Mei, algo em seu tom de voz indicava firmeza; o que fez com o rapaz começasse a gritar agoniado.

– Chega — disse Ichigo, furioso. — Você aparece aqui, ataca a Seireitei, fere meus amigos, e ainda se diz companheira de Yuzuke? Isso só pode ser brincadeira! — gritou, olhando severamente para Mei. — Afaste-se dele, agora!

– Ou talvez — disse Mei, virando para encarar o shinigami -, vocês que devem se afastar dele — provocou, acenando com as mãos como que mandando-os irem embora.

Rukia observou Mei, com toda sua arrogância e autoridade, mescladas com meiguice e graciosidade. Não conseguia imaginar ela, uma pessoa que ataca uma cidade as claras, com Yuzuke, cujo coração, apesar da mente estar confusa, era bondoso. Não, pensou, Yuzuke não é como ela, não tem a mínima chance de ele ser assim.

– Agora vamos, Yuzuke. — Mei voltou seu olhar para ele. — Você já pode parar com o teatro — disse, esticando a mão para ele. Mas, antes que pudesse chegar no rapaz, foi interceptada por uma lâmina.

– Eu já disse para se afastar dele — disse Ichigo, em um sussurro; seu olhar, sério e sombrio, escondido pela sombra do cabelo.

– E eu já disse que não! — gritou Mei, chutando a lâmina de Ichigo para cima, girando e, com a mesma perna, acertando um chute em seu estômago, o que o fez recuar alguns metros pela força do impacto.

Mas, antes que pudesse avançar no shinigami, Mei notou o solo sob si congelando em círculo. Rapidamente firmou os dois pés no chão novamente, saltando segundos antes que o círculo de gelo se completasse e congelasse o solo, subindo até o céu, em um cilíndro enorme.

Ainda no ar, arfou e girou, notando Rukia avançando sobre si em um salto, com sua lâmina branca e brilhante empunhada nas mãos, como um traçado de gelo.

– Ridículo! — gritou Mei, desembainhando sua lâmina e defendo-se do golpe. — Vocês não passam — disse, defletindo o golpe e acertando um chute giratório em Rukia, lançando-a com força contra o solo -, de seres fracos! — irritou-se, disparando um cero, com as duas mãos, na direção da shinigami.

Yuzuke, que estava caído agoniado, sentiu que algo não estava certo. E, após conseguir levantar sua cabeça, notou em seus olhos lagrimejados a cena sua frente. Rukia, a pessoa que mais se importava ele, estava ali, caída. Impossibilitada de reagir. E prestes a ser acertada em cheio.

– Rukia! — gritou, desesperado.

Tentou se levantar, mas as pernas falharam. Ainda não estava recuperado do trauma de suas memórias confusas. Estava prestes a gritar de novo, mas sua voz não saiu. Sentiu o desespero tomar conta de seu corpo. A cada centímetro que o cero se aproximava mais de Rukia, o seu coração parecia se despedaçar em minúsculos pedaços cada vez mais.

– Rukia! — ouviu Ichigo gritar em seu lugar, surgindo acima da garota e protegendo-a da rajada com sua lâmina, que estava diferente: longa, fina e negra, assim como suas vestes.

Ichigou pousou, sua vestes balançando com o vento causado. Olhou fixamente para Mei, que ainda permanecia no ar, levantando sua Zanpakutou e apontando para ela.

Tensa Zangetsu – disse, seriamente.

– Tudo bem — disse Mei, pousando a uma distância segura dos shinigamis. — Vamos acabar com isso — sacou sua espada, apontando-a para Ichigo.

– Ichigo… — sussurrou Rukia, recobrando a consciência.

– Tudo bem Rukia — disse ele -, eu vou acabar com isso de uma vez.

Ichigo voltou seu olhar para Mei, envolvendo sua lâmina com reiatsu preta. E, em um piscar de olhos, já havia avançado em uma velocidade incrível, ao mesmo tempo em que Mei também avançou, utilizando reiatsu em seus pés para conseguir mais velocidade.

Estavam prestes a se chocar um contra o outro, quando Yuzuke se recompôs com dificuldade e gritou:

– PAREM!

Naquele exato momento o tempo pareceu congelar. Ichigo e Mei pararam no mesmo instante. Ichigo, com sua lâmina envolta de reiatsu, próxima ao pescoço de Mei. E Mei, com sua lâmina desembainhada e apontada para o coração de Ichigo.

– Yuzuke…? — questionou Ichigo, surpreso, olhando para o companheiro.

– Parem, por favor, parem! — gritou Yuzuke, enquanto lágrimas escorria em demasia de seu rosto. — Eu não quero que ninguém seja ferido. Eu vou com ela. — disse, apontando para Mei.

Os olhos de Mei se arregalaram, surpresos, mas logo depois relaxaram. Suspirou, abaixando sua lâmina e embainhando-a novamente.

– Não — disse ela, atraindo a atenção de todos. — Você não vai vim comigo.

– O quê…? — sussurrou Ichigo, sem entender.

– Eu estou indo embora — disse Mei.

Rukia observou, incrédula, enquanto Mei simplesmente começou a andar na direção contrária da Seireitei, como se estivesse indo para casa após um passeio no parque.

Mas, uma sombra enorme e rápida passou por Yuzuke, Ichigo e Rukia, levantando poeira e jogando pequenas pedras do campo para todos os lados, parando a frente de Mei.

A jovem piscou algumas vezes e cerrou os olhos por causa da poeira, notando aquilo a sua frente: um monstro gigantesco, o corpo uma mistura de centopéia com lagarta, coberto por um manto, e a cabeça e os braços, as únicas partes expostas, semelhante a de um bebê, porém amarelas. Um círculo de metal, com sinos pendurados, ao redor de sua cabeça.

– Ora, ora. Você já está partindo? — ecoou uma voz estranha, mas ao mesmo tempo familiar. — Pensei que fosse ficar um pouco mais para a festa, digo, agora que ela vai ficar mais interessante.

Mei parou, espantada, e girou, vendo o autor da voz.

O rosto pintado de preto em uma cruz, deixando apenas o nariz exposto. Anexos curtos, redondos e largos nos lugares dos ouvidos. No queixo, um apego muito reminiscente de ouro de um faraó egípcio e seus dentes, com uma coloração dourada. Seu cabelo azul, que se inclinavam para o baixo do alto de sua cabeça e emolduravam sua face, dando a impressão de serem chifres.

Kurotsuchi Mayuri.



– Capitão Mayuri — sussurrou Rukia, olhando do capitão para Mei.

Rukia, assim como Ichigo e Yuzuke estavam estáticos, observando.

– E então — disse Mayuri -, vai ficar mais um pouco por vontade própria ou terei que forçá-la? — disse, inclinando a cabeça de leve e abrindo uma largo sorriso.

– Como você...? — questionou Mei, incomodada.

– Como notei sua presença? — ecoou Mayuri. — Você não acha que esse seu kidou simples de disfarce de reiatsu funcionaria contra todos, achou?

Então é por isso que não apareceram reforços, pensou Rukia.

– Maldito — sussurrou Mei, fitando o capitão.

E em um movimento rápido, saltou e avançou na direção da bankai de Mayuri, sacando sua lâmina, pronta para cortar sua face em dois.

– Eu não faria isso se fosse você — disse Mayuri, e no exato momento, uma grande onda de fumaça roxa saiu da boca da criatura, derrubando Mei e cobrindo uma grande área ao redor.

Mei levantou e tentou avançar de novo, mas suas pernas fraquejaram e ela voltou a cair. Sentiu uma dor em seu braço e notou manchas roxas, surgindo não apenas no braço, mas em seu corpo todo.

– Mas o que é isso? — praguejou.

– Ah, eu esqueci de falar — disse Mayuri, com tom de deboche. — Konjiki Ashisogi Jizou é uma bankai venenosa — sorriu. — Eu vou adorar te dissecar, parte por parte, para entender essa estrutura engenhosa que é você.

– Droga... — sussurrou Mei. — Não tenho outra escolha — falou, segurando o cabo de sua lâmina.

Um redemoinho, envolvendo pó, terra, grama e pedras, começou a se formar em volta da jovem, afastando a fumaça tóxica. Sua reiatsu se elevou em grande escala; o bastante para que todos presentes se sentissem alarmados. Seus cabelos balaçando de um lado para o outro e sua expressão de seriedade total.

– Cansei de brincar com vocês — disse, a ira presente em sua voz. — Vocês vão ver o que é um poder de verdade, shinigamis inúteis! — gritou, fora de si.

O redemoinho começou a ficar mais forte, levantando rochas maiores e incomodando Ashisogi Jizou que recuou. A pressão, causada pela reiatsu, começou a ficar maior e mais pesada. As pernas de Rukia tremeram, como havia acontecido no hospital, e ela teve que se apoiar em uma árvore para não cair.

Mei abriu a boca, prestes a recitar algo…

Mas uma figura misteriosa surgiu ao seu lado e agarrou seu braço que segurava a espada.

No mesmo instante o redemoinho parou, e pedras, poeira, terra e grama desabaram instantaneamente no chão.

– Você, aqui… — protestou Mei.

– Você sabe muito bem que não deve fazer isso — uma voz masculina rouca ecoou através do capuz que encobria a misteriosa figura.

– Tudo bem — resmungou Mei, soltando o cabo da espada.

– Vamos embora — disse “ele” e, logo após, desmanchou-se em água, desaparecendo.

– Vamos — ecoou Mei. — E vocês — disse, virando-se para os shinigamis -, vamos nos encontrar de novo e eu não terei piedade da próxima vez — e desapareceu em um flash branco.

– Você está dizendo que uma pessoa apareceu na unidade oeste também? — questionou Rukia.

Estavam reunidos em frente ao primeiro esquadrão novamente, onde uma reunião de emergência havia começado. Rukia e Renji tiveram que fazer relatório as pressas, enquanto Yuzuke, ainda não completamente recuperado, teve que depor sobre tudo que sabia sobre o caso. Mas, com sua perda de memória e restante das memórias confusas, tudo o que conseguiram para colocar no papel foram gritos de dor e agonia do rapaz.

– Sim, ele disse que se chamava Kamiya Ryoku, ou algo parecido — disse Renji. — Mas não conseguimos detê-lo, ele era forte demais… — relatou, baixinho.

– Assim como Mei… — sussurrou Rukia.

– É o mesmo sobrenome de Mei — afirmou Yuzuke.

– Você se lembrou de algo, Yuzuke? — questionou Ichigo, desencostando-se do pilar atrás de si.

Yuzuke balançou a cabeça negativamente.

– Foi o que ela disse durante a batalha — disse ele. — Que seu nome era Mei, Kamiya Mei. — a sombra causada pela estrutura cobrindo parte de seu rosto.

– E de que você era parceiro dela — lembrou Ichigo.

Rukia, descruzando os braços, lançou um olhar de reprovação para o companheiro.

– Kamiya… — disse ela -, esse sobrenome significa algo para você?

– Desculpe, mas não consigo me lembrar de nada — disse Yuzuke, parecendo decepcionado consigo mesmo.

O silêncio tomou conta do local. Por alguns minutos, apenas o som do vento e o barulho distante de shinigamis andando podia ser ouvido. O Sol, se retirando aos poucos, deixava uma coloração alaranjada no céu, o crepúsculo.

– Durante a batalha com Ryouku — Renji se pronunciou. — Os hollows… eles não atacavam a gente, apenas os outros shinigamis que não estavam na batalha.

– Você está dizendo que eles têm controle sobre os hollows? — questionou Ichigo. — Como os Espadas?

Um frio percorreu a espinha de Rukia ao ver tal palavra. Espadas. Lembrou-se de Aroniero Arruerie, o Espada a qual ela fora obrigado a enfrentar e que usou a aparência de seu antigo tenente, Shiba Kaien, para persuadi-la.

– Então eles que implataram os portais — disse Rukia.

– Provavelmente sim — respondeu Renji. — Mas, eles não têm controle sobre os hollows.

– Não? — questionou Rukia, com uma postura ereta.

– Eles não têm controle — disse Yuzuke. — Os hollows temem a eles, por isso os obedecem.

– Como assim os hollow os obedecem porque temem a eles? — questionou Soi Fong, incomodada.

Um murmúrio de incrédulidade percorreu o salão da primeira divisão.

– Silêncio! — gritou Yamamoto, o comandante. — Kurotsuchi Mayuri, o responsável pelo caso, ainda não terminou seu relatório.

– Como eu estava falando antes de ser interrompido — disse Mayuri, parado sobre o centro, lançando um olhar de desdém para Soi Fong. — Segundo os relatório de Abarai Renji, tenente da sexta divisão, o Quincy, Uryuu Ishida, questionou o inimigo sobre o controle que eles tinham dos hollows — disse ele, batendo repetidamente sua unha do dedo do meio (a única unha grande) na perna. — E a resposta do inimigo foi que o os hollows temem a ele, por isso eles têm controle total sobre aquelas criaturas.

– Mas os hollows não raciocinam — disse Hitsugaya, cruzando os braços, pensativo.

– Não — disse Mayuri -, mas o instinto de sobrevivência permanece neles, mesmo após a transformação.

– Mas isso é impossível! — disse Komamura, indignado. — Se os hollows temessem a quem fosse mais forte, eles não tentariam atacar a Sereitei. Nós, os capitães, temos um grande nível de reiatsu.

– Era esse o ponto que eu queria chegar — disse Mayuri. — Quando temos dois alvos, um mais fraco e um mais forte, instintivamente perseguimos o mais fraco.

– Você está querendo dizer que… — Ukitake deixou a pergunta no ar, suando frio.

– Sim — disse Mayuri. — Aqueles dois, e quem mais estiverem ao lado deles, são mais fortes que nós, os capitães da Seireitei.

Notas finais
E aí gostaram? Não gostaram? Deixe seu comentário! Além de me inspirar, também me ajuda a querer continuar nessa difícil jornada . Obrigado por ler. Jya na!