Notas iniciais
Yoo minna, voltei! Não, eu não morri nem fui abduzido nem abandonei a fic, acalmem-se u.u Essa demora pra postar foi a junção de vários fatores: carnaval, dias sem internet e agora, pra completar, estou sem pc! Esse capítulo consegui postar por um arranjo, por isso, não sei quando postarei o próximo. Enfim, chega de enrolação, já enrolei demais. Espero que gostem do capítulo! Boa leitura!

Yuzuke estava em seu quarto, deitado de forma relaxada. Após ter “fugido” da quarta divisão, Isane desesperara por ter perdido um paciente, o que resultou em uma enorme bronca quando retornou. Porém, depois que contara a ela o que havia acontecido, que entrara numa espécie de transe, fora obrigado a fazer mais exames e ficar em repouso verdadeiramente dessa vez.

Estava pensando em como sua vida mudou em apenas algumas semanas. Quando foi encontrado mal lembrara de seu próprio nome, e agora estava lá, praticamente parte da Seireitei, de um esquadrão. Talvez depois que tivesse alta poderia treinar para se tornar um shinigami. Não sabia ao certo quando, mas a ideia surgira e agora ocupava grande parte da sua mente, mas não completamente. Uma outra parte era ocupada por Rukia, a shinigami que o salvara e cuidara dele desde então.

Estava perdido em seu devaneio, quando um estranho e barulhento som o despertou.

“Atenção, todos os capitães acompanhados de seus tenentes deverão comparecer a primeira divisão imediatamente para uma reunião.”, soou a voz de uma mulher, que parecia vim de dentro de sua própria cabeça.

– Ei, Yuzuke — Isane apareceu na porta do quarto. — Você ouviu o recado, eu vou ter que sair.

– Então você também…? — disse ele, apontando para a cabeça.

– Sim, não estranhe, isso é apenas um bakudou de comunicação. Ele serve para transmitir recados para todos numa grande área simultaneamente.

– Bom, então tudo bem — disse ele. — Eu vou ficar aqui e descansar mais um pouco, acho que não tenho muitas opções — seu tom era de receio, lembrando de como Isane ficara nervosa por ele ter saído.

– Acho melhor você vestir isso — disse ela, jogando um shihakushou em cima da cama.

– Mas isso é…

– Sim, roupas de shinigami. — interferiu ela. — Eu pedi autorização para a capitã para que pudesse te levar. Talvez um passeio pela Seireitei é tudo que você precisa para recuperar sua memória. E você não pode andar por aí sem uma roupa apropriada. — disse, apontando para as roupas hospitalares de Yuzuke.

– C-certo! — respondeu ele, ainda incrédulo.

– Volto em cinco minutos para te buscar — disse Isane, então saiu pelo corredor.

Uma shihakushou…, pensou Yuzuke segurando a vestimenta em suas mãos. Talvez ele estivesse realmente sendo aceito como parte da Seireitei. Com um enorme sorriso estampado no rosto, vestiu-se e notou uma silhueta parada à porta.

– Eu já estou pronto Isa… — disse, virando-se, mas notou que não era Isane quem estava ali. — Rukia?

– Você está usando… — disse ela.

– Sim, um shihakushou, Isane me emprestou um temporariamente, ela disse que seria bom eu ir com ela nessa reunião, talvez ajudasse a recuperar minha memória. — explicou ele, sem graça.

É isso, essa é a abertura que eu precisava para fazerem aceitá-lo aqui!, pensou Rukia, abrindo um pequeno sorriso.

– Algum problema? — questionou ele, ao ver a expressão da shinigami. — Se você não concorda eu posso ficar aqui no quarto.

– N-não! — disse ela, despertando de seu devaneio. — Eu concordo com Isane, isso pode te ajudar.

Yuzuke assentiu, sorrindo singelamente.

Saíram e seguiram ao longo do corredor, encontrando Isane, que explicou que Unohana já havia ido na frente pois os capitães eram os únicos que poderiam comparecer a reunião, tenentes e outros shinigamis teriam de esperar do lado de fora.

Andaram pelas tortuosas ruas da Seireitei, apontando para as divisões que passavam pelo caminho e explicando sobre os outros capitães e tenentes, na esperança de que pelo menos um resquício de memória pudesse ser recuperado.

Estavam se aproximando do primeiro esquadrão, quando encontraram com Ichigo. Que não estava sozinho dessa vez.

– Ichigo, Inoue, Sado, Ishida! — disse Rukia, animada.

– Rukia, Isane! — disseram eles, em uníssono.

– O que estão fazendo por aqui? — questionou a shinigami.

– Urahara nos mandou para ver se estava tudo bem por aqui, e conseguir algumas informações — disse Sado, dando um passo a frente.

– Ele está com um pressentimento muito ruim sobre a aparição desses portais — Ishida se pronunciou dessa vez. — Ele acha que tem a ver com a misteriosa aparição de Yuzuke — exitou ao falar a última frase, arrumando seus óculos desconfortavelmente.

– Comigo? — Yuzuke pareceu ter acordado de um transe. — Quem são vocês? — questionou, arisco.

– Calma — disse Ichigo. — Esses são meus amigos, Inoue, Sado e Ishida — explicou, apontando para cada um.

– Mas são apenas suspeitas — disse Inoue, receosa. — Ele não acha que você tem culpa de nada.

– Não se preocupa — disse Rukia, olhando diretamente nos olhos de Yuzuke. — Vai ficar tudo bem.

Continuaram em seu caminho, acompanhados dos quatros amigos, e em poucos minutos já estavam em frente ao seu objetivo.

Rukia apresentou Yuzuke a todos que estavam ali: Ise Nanao, Marechyio Oomaeda, Kira Izuru, Momo Hinamori, Tetsuazaemon Iba, Matsumoto Rangiku e Jusajishi Yachiru. Fora Renji que ele já conhecia e Ikkaku e Yumichika que sempre se reuniam com os outros tenentes, apesar de não fazerem parte.

– Então este é o rapaz que atrapalhou a noitada das mulheres? — questionou Matsumoto, examinando-o de cima a baixo. — Até que ele é bonitinho — disse, fazendo-o corar instantaneamente.

Todos riram com a reação do rapaz, o que o fez ficar com mais vergonha de início, porém se rendendo a situação e gargalhando junto.

E assim Yuzuke passou o resto da tarde, rindo, conversando e se divertindo, como parte dos shinigamis, como ele e Rukia tanto esperavam.



Sombras eram projetadas nos inúmeros pilares pelas luzes. O local, apesar de ser dia, era pouco iluminado, com janelas altas. Estavam em um grande salão, em fileiras de cinco capitães um ao lado do outro, de frente a outra fileira que continham o mesmo número. Ao meio, um tapete vermelho, e à frente das duas fileiras, o comandante. As paredes eram de cor vinho, e o chão, lustroso e polido.

Um capitão se adiantou, após ouvir o que o comandante havia acabado de falar.

– O que você está dizendo?! — questionou Komamura, incredúlo. — Isso é inaceitável!

– Comandante, com todo respeito, o senhor deveria repensar a sua decisão — pronunciou-se Soi Fong.

– Isso não é certo… — sussurrou Histugaya, em meio aos murmúrios de incredulidade que preenchiam a sala.

– Comandante, ele pode ser um capitão, mas ele não é confiável! — disse Komamura, exasperado.

– SILÊNCIO! — gritou Yamamoto Genryuusai, o comandante, batendo com seu cajado no chão. — Eu sou o comandante aqui, vocês não tem o direito de questionar nenhuma das minhas escolhas!

A mensagem pareceu percorrer como um choque, paralisando todos os capitães presentes.

– Esse caso não me diz respeito, eu tenho coisas mais importantes a fazer — continuou ele. — Estou deixando no comando o capitão Kurotsuchi Mayuri e não quero questionamentos! — disse, olhando para o capitão que estava ao seu lado. — Reunião encerrada, voltem a seus postos.

Komamura foi o primeiro a sair, claramente indignado com a decisão. Depois, pouco a pouco todos os capitães saíram, ficando apenas Mayuri e Yamamoto na sala.

– Lembre-se do nosso combinado — disse o comandante. — Eu o coloquei no comando desse caso porque você sabe a verdade.

– Não se preocupe — sorriu Mayuri; um grande sorriso amarelado. — Eu farei tudo como planejado — disse, e então se retirou, abrindo e fechando a grande porta dupla de madeira.

– Eu não posso deixar que aquilo aconteça de novo, pelo bem da Seireitei… — sussurrou Yamamoto, amassando o relatório em suas mãos.





– Yamamoto largou o caso? Mas assim, de repente? — questionou Ichigo.

Estavam na sala de recepção da mansão dos Kuchiki. Um espaço grande, pintado em cores que variavam entre marrom, marfim e vinho, grandes cortinas vermelhas e móveis no estilo vitoriano. Após o fim da reunião, todos os capitães, juntamente aos tenentes, voltaram a seus postos. Rukia, por outra vez, arrastou Yuzuke, Ichigo e os companheiros atrás de Byakuya, em busca de respostas, pois havia percebido a reação dos capitães ao saírem da reunião.

– Olha o respeito, ele é o comandante, idiota! — indignou-se Rukia, dando um cascudo no companheiro.

– Ai, ai! — resmungou ele, colocando a mão sobre a cabeça. — Você não tem mais informações? — questionou, voltando-se ao capitão.

– É tudo o que posso dizer — disse Byakuya.

– Primeiro a aparição de Yuzuke naquela noite, depois os portais misteriosos que foram implantados e agora isso — pensou Renji, em voz alta. — Tem alguma peça faltando nessa quebra-cabeça.

– Eu não sei — disse Ishida. — Mas eu não confio muito naquele capitão — disse, arrumando seus óculos.

– Nós podemos ir até a décima terceira divisão — observou Rukia. — Talvez o capitão Ukitake tenha mais informações.

Todos assentiram com a cabeça.

– Ei, borboleta, volta aqui! — gritou Inoue, do jardim de inverno. — Não seja má, volta aqui! — disse, correndo atrás do inseto, mas uma barreira enorme e sombria surgira em seu caminho.

– Inoue, não corra na casa dos outros — disse Sado, em frente a garota, com os olhos cobertos pela sombra do próprio rosto, aparentando totalmente sombrio.

– Sado-kun, não seja tão mal comigo! — disse ela, cruzando os braços e fazendo bico.

Uma chuva de risadas percorreu o local, quebrando o clima tenso. Até mesmo Byakuya, o capitão que nunca sorria, abriu um pequeno sorriso no canto de sua boca.

– Bom, eu preciso voltar — disse ele. — Renji, você está dispensado, fique a vontade para ir com eles, se quiser.

– Certo. — respondeu o tenente. — Vamos? — disse, olhando para os companheiros, que o seguiram.

Rukia estava saindo quando notou Yuzuke, ainda parado em um dos cantos da sala, como havia ficado durante toda a conversa.

– Você... está bem? — questionou ela, aproximando-se.

– Eu? — disse ele, despertando de seu devaneio. — Eu estou bem. Só estava pensando no que Ishida disse, sobre esse tal de Urahara achar que os portais tem alguma conexão comigo.

– Yuzuke… — começou Rukia.

– E se isso for realmente verdade — disse ele, interrompendo-a. — Então o que está acontecendo agora também é por minha causa… — sussurrou, decepcionado consigo mesmo.

– Ei, se acalma — disse Rukia. — Se isto tem alguma a ver com você, então nós vamos descobrir, eu prometo — disse, com pesar nas palavras.

– Então, esse capitão Ukitake, é o capitão da divisão onde você trabalha, Rukia? — questionou Yuzuke, andando junto aos demais em direção a 13ª. divisão.

– Sim, tenho certeza que ele irá nos ajudar — disse ela. — Ele sempre me ajudou, até mesmo quando eu sofri risco de morte.

– Risco de morte? — questionou ele, espantado.

– Longa história — disse Ichigo, sorrindo e olhando de soslaio para Rukia, que abriu um pequeno sorriso.

– Um dia eu te conto — considerou Rukia. — Chegamos — disse, parando em frente a construção de concreto e madeira, semelhante as antigas construções japonesas.

Tudo estava quieto demais, quando dois shinigamis pareceram brotar do chão.

– Rukia, você apareceu! — disse um shinigami alto, de pele morena clara, cabelos pretos levantados, um cordão branco em sua testa e barbicha.

– Ei, Rukia! — cumprimentou outra shinigami, tomando a frente. Esta era baixinha, pele clara, cabelos curtos e loiros. Trajava luvas e o que parecia ser uma camisa social por baixo de seu shihakushou.

– Kotsubaki, Kotetsu, é bom ver vocês. — respondeu Rukia.

– Quanto tempo — disse Kotsubaki, o homem, jogando Kotetsu para trás e tomando a frente novamente. — Você anda vindo trabalhar tão pouco que eu mal te vejo — disse, deixando Rukia encabulada com tal afirmação.

– É… é… que… eu… — engasgou-se Rukia.

– Não liga pra ele — disse Kotetsu, pulando em cima do companheiro, intencionalmente, e derrubando-o. — E então, o que faz por aqui? Vejo que trouxe companheiros — disse, notando pela primeira vez as outras pessoas.

– Eu vim ver o capitão, estamos precisando de algumas informações — respondeu Rukia.

– Isso se o capitão ainda se lembrar de você — sussurrou Kotsubaki.

– Cala a boca! — gritou Kotetsu, dando um cascudo no companheiro. — Desculpa Rukia — disse ela, se ajeitando. — Mas o capitão está descansando, hoje ele não está muito bem e um tumulto só pioraria.

– Kotetsu, Kotsubaki — disse uma voz masculina, que Rukia notou estar na entrada do esquadrão. — Está tudo bem, deixe-me conversar com eles — disse Ukitake, aproximando-se dos shinigamis.

– Sim, senhor! — disseram os dois em uníssono.

– É tudo culpa sua! — resmungou Kotetsu, empurrando seu companheiro.

– Minha nada, a culpa é sua! — retrucou Kotsubaki.

E os dois sumiram de vista enquanto se batiam e empurravam-se.

– Desculpe por isso. Esse dois são um pouco… difíceis — disse o capitão, sorrindo gentilmente. — O que os trouxe aqui?

– Capitão Ukitake — Rukia tomou a frente. — Nós descobrimos que o comandante abandonou o caso, você tem mais alguma informação sobre isso?

– Infeliizmente não — disse ele. — Acho que é a primeira vez que algo assim acontece. Capitão Yamamoto nunca abandonou um caso.

– Você acha… — disse Rukia. — Acha que isso tem alguma coisa a ver com o Yuzuke?

– Rukia… — começou a dizer Ukitake, mas uma forte explosão a distância fez com que tudo balançasse.

Antes que alguém pudesse se dar conta do que havia ocorrido, uma outra explosão, mais forte dessa vez, fez com que a atenção de todos voltasse para os locais que estava entrando em chamas.

“Atenção, estamos sob ataque nos portões leste e oeste, repito, estamos sob ataque nos portões leste e oeste!”, a voz de uma mulher soou novamente.

– Um ataque?! — questionou Rukia, espantada.

– Droga, terminamos essa conversa depois — disse Ichigo. — Precisamos nos dividir em dois grupos. Ishida, Sado e Renji, vocês vão para o portão oeste, eu e Rukia vamos para o leste. Inoue, você cuida dos feridos.

– Certo! — afirmaram todos.

– E-espere! — gritou Yuzuke, antes que partissem. — E eu? Eu também quero ajudar!

Ichigo virou-se para o rapaz, que acompanhou seu olhar e entendeu o que ele queria dizer.

– Por favor… — implorou Yuzuke. — Talvez isso me ajude a recuperar a memória.

– É muito perigoso — disse Ichigo, inflexível.

– Tudo bem — disse Rukia, e, antes que Ichigo pudesse sequer se pronunciar, ela continuou. — Eu tomo conta dele.

– Certo — disse Ichigo. — Tome cuidado, Yuzuke.

– Agora vamos — disse Rukia. — Não temos tempo a perder.

Suas últimas palavras serviram como um tiro de largada. Cada grupo seguiu para um lado, Inoue indo junto ao outro grupo para o portão oeste onde as explosões estavam mais frequentes.

– Rukia, você tem alguma ideia de quem está atacando? — questionou Ichigo, enquanto movia-se em passos rápidos de shunpo.

– Eu não sei — respondeu ela, seguindo-o logo atrás, ajudando Yuzuke. — Mas eu tenho a sensação de que vamos encontrar a peça que estava faltando nesse quebra-cabeça.



Notas finais
Gostaram, não gostaram? Comentem! Eu vejo que há muito mais visualizações do que leitores que interagem, não façam isso leitores fantasmas! T.T Reviews me inspiram e me ajudam a continuar! Obrigado por ler!