Notas iniciais
Bom, espero que gostem. Tive uma ideia que considero louca e não sei se vai dar certo, espero atender a expectativa de vocês!

Blank Space

Capítulo 1

Sebastian Levine Martins dava uma curva na estrada parcialmente embaçada pela neblina, e também pelo fato de ter tomado algumas doses de vinho antes de sair de casa.

Sebastian já dirigia direto há duas horas e meia, sem interrupção. Não havia nada na estrada, foi quando ele viu algo. Uma mansão. Ele dirigiu até ver uma mansão luxuosa, grande, mas no meio do nada. A imponente casa tinha ao seu redor somente árvores, exceto na fachada.

“Podem me abrigar”, pensou Sebastian.

Dentro da pomposa mansão estava Grace Jones. A mulher tinha pele pálida, olhos azuis e cabelos negros. Grace usava batom vermelho e delineador em forma de gatinho, como quase sempre.

Grace escrevia mais uma carta: “Espero ver-te logo por aqui, Joseph, tenho uma surpresa para entregar-lhe. Beijos, Christina Grace Jones.”, finalizou ela.

Quando Grace estava colocando a carta dentro do envelope, a mesma ouviu um barulho de motor.

A mulher correu para a janela. Um Porsche preto estava na frente de sua casa. “Inesperado”, Grace pensou, vendo o lindo homem que o dirigia, apesar de o vidro estar um pouco embaçado pela chuva. Grace logo tratou de pegar um controle do tamanho da palma de sua mão e o grande portão de ferro preto se abriu, para o homem dirigindo o Porsche passar.

O carro entrou e parou embaixo de uma área coberta. O homem saiu do carro, correndo até a porta da mansão, Grace também correu para abri-la.

Grace abriu a grande porta de madeira, dando de cara com o homem.

— Olá? – Disse o homem, seu sorriso tirando o fôlego da mulher. Grace olhou para ele: o rapaz tinha grandes olhos castanhos escuros, cabelos de mesma cor e pele bronzeada.

— Olá. Posso saber o que faz aqui? – Perguntou Grace, tentando disfarçar o seu sorriso. Ele parecia ser seu próximo erro.

— Ah, eu estava dirigindo há muito tempo e não achei nenhum hotel pela região e... – Ele não parava de sorrir, e ela não parava de olhar para seu sorriso. — Enfim... Achei que poderia ficar aqui, pelo menos até a chuva passar.

Grace saia da frente da porta, dando espaço para o homem passar.

— Entre. – Disse a mulher. — Mas antes... Diga seu nome.

— Ah claro, que indelicadeza a minha. Sebastian, Sebastian Levine Martins.

— Martins? – Grace fez uma cara de incompreensão. — Nunca ouvir falar desse sobrenome.

Sebastian deu uma risada.

— Sou brasileiro. Nasci aqui, nos Estados Unidos, mas sou brasileiro e passei a maior parte da minha vida no Brasil.

— Ah, Brasil! – A mulher deu um sorriso. — Sempre quis ir para lá.

— Recomendo! – Disse o homem dando um sorriso de orelha á orelha.

“Deus, porque ele não parava de sorrir?”, pensou ela.

Sebastian entrou na sala de estar, boquiaberto com a luxuosidade do casarão.

O piso era de mármore branco, o teto era enfeitado por lustres chiques e a parede era toda coberta por obras de artes. Apesar de a casa parecer bem antiga, era muito charmosa.

— Desculpe a pergunta dona...?

— Grace. Christina Grace Jones, mas só me chamam pelo Grace.

— Desculpe a pergunta, dona Grace, mas seu marido não vai se incomodar com a minha presença?

Grace deu uma pequena risada.

— Na verdade, sou viúva. E não me chame de dona. Faz-me sentir uma velha. Chame-me de Grace.

— Ok então... Grace.

***

Sebastian e Grace estavam sentados ao sofá da sala de estar.

Os dois bebiam vinho do ano de 1912 que Grace pegara na adega. Grace mordiscava a orelha de Sebastian e beijava seu pescoço. A chuva já havia passado, mas Sebastian continuava ali pela insistência de Grace. Sebastian conhecia Grace apenas há algumas horas, mas o olhar daquela mulher lhe penetrava e lhe hipnotizava. Os dois já haviam trocado alguns beijos, algo normal, ela não era comprometida, nem ele.

Sebastian se sentiu tonto.

— Grace. Estou com dor de cabeça. Você tem algum analgésico?

— Ah claro. Deixe-me pegar. – Grace se levantou do macio sofá e foi até a cozinha.

Enquanto ficava sozinho na sala, Sebastian olhava ao seu redor. Ele observava uma pequena mesinha no centro da sala, próximo ao sofá, quando algo chamou sua atenção. Uma pasta.

Em cima da pasta havia alguns papéis e um cinzeiro, mas ela ainda era parcialmente visível.

Por curiosidade, Sebastian pegou a pasta. Nos primeiros compartimentos, havia algumas fotos. Havia várias fotos de uma criança que provavelmente era Grace, com seus delicados olhos azuis.

Depois, passara á surgir fotos de Grace mais velha, adolescente, adulta... Mas em todas elas, Grace estava sozinha, nenhuma outra pessoa á não ser Grace, estava nas fotos. Quando apareceu uma foto de Grace não muito mais nova do que ela estava hoje em dia, acompanhada de um homem alto, loiro e de olhos claros.

Grace tinha um vestido preto curto, seu cabelo estava preso em um coque moderno e chique, e ela usava um batom rubro que destacavam seus lábios.

Finalmente as fotos acabaram e em outra divisória havia alguns papéis. Sebastian estava pronto para deixar de bisbilhotá-los quando viu alguns anexos de consultas, exames e outros.

“Grave grau de psicopatia, sociopatia e bipolaridade”, leu Sebastian nos papeis.

— Você não devia ter visto isso. – Disse a voz delicada de Grace atrás do rapaz, Sebastian podia sentir leves cócegas em sua orelha e então ele apagou.

Notas finais
Espero que tenham gostado :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.