Notas iniciais
Deixem alternativas nos cometarios do que pode acontecer depois. Minha musica inspiradora do captulo foi The Heart Wants What It Wants da Selena Gomez.

Boa Leituraaa!!!!

Estava muito escuro, meu salto fazia um barulho insurdecedor quando batia na calçada de granito. Ainda chorava pelo que eu tinha acabado de ver, senti a maquiagem misturando com as lágrimas. Estava sem rumo, não sabia onde estava, parei na esquina, com um ponto que meu coração sabia que podia dar certo, encontrei o carro do Christian parado em uma das garagens. Atravessei a rua e com muita coragem bati na porta, demorou um tempo e depois de alguns segundos a luz se acendeu e ele abriu a porta. Sorri, ainda que meu coração não aguentasse. Ele logo mudou a feição quando viu meu rosto borrado, ele me abraçou apertado e me levou para dentro. A intensidade do choro piorou e agora estava em seus braços chorando por uma coisa que agora não significava nada para mim.

- O que houve? – Sussurrou ele.

Fiz uma careta lembrando do que aconteceu.

- Vem. – Disse ele me puxando pelo pulso.

Ele me levou para a cozinha e ofereceu um copo de água. Eu tremia. Ele segurou minha mão manchada de maquiagem. Me apertou forte contra seu peito. Depois que me acalmei. Ele me levou para casa. Sentada no banco de couro do seu carro. Levamos cerca de 15 minutos para chegar em casa. As luzes estavam mais brilhantes, depois que eu sai. Agora conseguia ouvir uma gritaria. Eram os dois. Não demorei muito para sair do carro.

- Effy. Por favor, quando estiver bem me informe.

Apenas concordei com a cabeça. Quando entrei em casa, eles estavam discutindo na cozinha. Minha mãe estava chorando também. Olhei para ele. Sem ao menos uma palavra me agarrei a ela. Ela parecia, agora, estar escorregando de mim. Não estava mais magoada, estava com raiva, muita raiva. Subi passando por ele. Suas roupas estavam jogadas pelo quarto de casal. Peguei tudo que encontrei. Estava com um montinho de roupa nos braços quando ele se aproximou de mim.

- Se encostar em mim eu te mato! – Gritei.

Ele se afastou e passei por ele batendo o ombro. Coloquei as roupas no quintal, junto com tudo que ia encontrando dele pela casa. Depois peguei o fosforo, a chama percorreu tudo até não sobra mais nada, além do grito dele. Entrei no carro, a chave estava na ignição, deduzi que minha mãe chegou quando ele ainda estava com ela. Dei ré, ele tentou me impedir se jogando contra a porta do carro, minha mãe não conseguia falar nada, apenas estava em choque ainda. Caminhei duas ruas até achar ela. Sai do carro um metro de distancia dela. Quando conseguia sentir o cheiro dele nas suas roupas a puxei pelo braço até o carro. A levei para casa. Quando estacionei na frente da sua casa, ela começou a chorar.

- Por favor! Ele vai matar seu pai.

- Ele não é meu pai! – Bati no volante. – Ele foi meu padrasto, alguém que eu confiava.

- Effy, você não pode estragar tudo assim.

- Você estragou, achei que fossemos amigas. – Disse com a voz falhando. – Por que você fez isso?

- Eu sinto muito. – Disse ela com choro falso. – Eu sou sua amiga.

- Amiga nunca faria isso comigo e com ninguém. – Disse tentando engolir o choro. – Sai do carro.

- Obrigada, Effy.

Observei ela sair e entrar na sua casa. Fiquei parada por um tempo até a luz do quarto dela se acender. Liguei o carro, agora não sabia mais o que fazer, tudo que eu tinha feito foi puro extinto, nada de alguém que mais tarde se tornaria uma policial. Estava perto da casa do Christian. Estacionei em frente a sua casa. Mandei uma mensagem falando que estava sentada na sua varanda. Não demorou muito até ele aparece desesperado e se sentar comigo. Encostei meu rosto no seu peito. Ficamos lá até começar a esfriar e tivemos que entrar. Sentamos no sofá e lhe contei tudo que havia acontecido. Ele me aconselho e falou que tudo não passou de uma loucura que eu fiz. Me deitei com ele no tapete da sua sala e logo depois de uma conversa boa me fez esquecer tudo e me colocou para dormi em seus braços.

Quando amanheceu tomamos café juntos, até eu decidir que estava na hora de eu ir para casa. Voltei para casa e o carro do Patt não estava mais na garagem. Encontrei minha mãe no sofá com um cigarro acendido. Ela logo se virou para ver quem acabou de chegar. Ela apagou o cigarro e veio até mim. Me agarrou e perguntou o que aconteceu. Me senti com o poder de finjir que tinha saido para dar uma volta.

- E o Patt?

- Ele foi embora. – Disse ela escorrendo os dedos pelo meu cabelo.

- Sinto muito. – Sussurrei.

- Sei que gostava dele e que ele ajudava em casa, mas agora é apenas eu e você.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.