Blank Paper

1 Capítulo Único


Blank Paper

(Papel em branco)

A menina estava sentada sozinha em um pátio totalmente lotado por adolescentes rindo e conversando, mas essa em particular estava só ali, sentada ouvindo musica em seu querido fone de ouvido com o som extremamente alto para abafar o som das conversas e das risadas em sua volta.

Ela escrevia furiosamente em um pedaço de papel, totalmente concentrada no trabalho que fazia.

Havia pelo menos dúzias de papeis todos preenchidos com suas histórias.

Annabeth adorava aquilo, era seu mundo, onde ninguém podia se meter ou estragar a menos claro que ela queira, pois em cada uma daquelas páginas era uma história nova, romances, aventuras de tão diversos temas que nem a mesma sabia ao certo, o quantas horas havia se dedicado aquilo.

Mas sabia que valia cada coisa.

Pois ali ela se sentia livre.

Ela havia começado a escrever desde muito cedo, começando com historias de fadas, mas quando sua mãe, Athena Chase, adoeceu a mesma entrou de cabeça no mundo da escrita.

E nunca mais havia conseguido sair, era sua paixão.

Ela se lembrava perfeitamente das noites que ela passava com sua mãe no hospital, onde compartilhava suas histórias com sua mãe, o brilho no olhar dele enquanto lia.

Athena era a única pessoa que Annabeth deixou ler suas histórias, nunca deixava ninguém tocar nelas, era apenas algo entre elas.

Depois de sua morte, ela ainda mantinha o compromisso, mesmo que sentisse falta de como era, alguém para apreciar ou até criticar, a loira não mostraria a ninguém, nunca mais.

Quando o sinal, indicando o final do recreio, tocou, Annabeth tão absorta em seu mundo que nem ao menos percebeu que o sinal havia tocado, então teve que com presa pegar seu copo de suco que havia esquecido de tomar pela concentração e pegou suas inúmeras folhas pelo outra mão, correndo pelo corredor.

Mas em sua presa acabou por dar de encontro com outro aluno, derrubando o copo de suco inacabado que havia em suas mão na pessoa.

— Me desculpa por favor, eu não te vi – apressou-se Annabeth a dizer, entretanto ao ver a pessoa, sua voz morreu.

A sua frente estava Rachel, uma das populares da escola, ela tinha cabelos crespos perfeitos e sempre usava as roupas igualmente perfeita, mas agora com uma coisa quebrando aquela imagem.

Uma pequena mancha de suco.

Rachel olhou para Annabeth com uma fúria desenfreada, mas logo a mesma sorriu maldosamente, tanto ela quando o resto dos seus amigos não precisavam de nenhum motivo para tornar a convivência dos outros um inferno principalmente a de Annabeth.

Por isso sempre que podia a garota tentava ao máximo manter a distância deles, não que isso adiantava muito, em tempos em tempos alguém vinha e simplesmente a atormentava, principalmente por conta de seu passado, a mesma odiava isso.

— Essa é a sua lição de casa? – perguntou Rachel trocando olhares com suas amigas – Me deixa ver, Querida?

Annabeth rapidamente tentou abrir sua bolça para jogar seus papeis lá dentro, mas não foi rápida o suficiente, uma das “capangas” de Rachel então puxou tão forte o maço de papel na mão de Annabeth que algumas que estavam desgastadas acabaram por rasgar.

A garota viu sua obra cair ao seus pés se espalhando pelo chão, totalmente absorta, nem ao menos via Rachel ou qualquer coisa no corredor.

Sem nem ao menos perceber lágrimas começaram a cair silenciosamente pelo seus olhos, sem dizer nada, a mesma se abaixou e começou a pegar os papéis.

A loira nem ao menos estava com raiva como ficava normalmente, dessa vez havia apenas... Tristeza.

Nunca havia chorado pelas provocações já que nunca haviam mexido com algo tão importante quanto aquilo era para ela, os populares provavelmente queimariam tudo se soubessem da existência daquilo.

Ela tentou não notar as risadas ou as insinuações de “Isso é para aprender a ver por onde anda, Assassina”, ela não queria ver, mas sabia que as pessoas do corredor estavam quase todas olhando para ela.

Algumas com dó, outras sorrindo, mas ninguém fazia nada, o medo de ser o próximo alvo sempre era maior.

“Por que todos sempre apenas olham?”

Então ela percebeu uma presença ao seu lado, por um momento pensou que ele podia estar rasgando ou fazendo ao ainda mais pior com seu querido trabalho, mas quando percebeu que as risadas tinham parado, todos estavam em silêncio, até mesmo Rachel.

O garoto parecia estar ajudando ela a juntar seus papeis.

O garoto novo” – percebeu.

Annabeth sentiu algo estranho, gratidão percebeu ela.

Ao juntar suas folhas, ela se levantou rapidamente tirando da mão de quem a recolia o resto, Sem perceber que havia deixado uma com o garoto.

— Obrigada – disse baixo, para que apenas ele ouvisse então saiu a passos rápidos dali em direção a saída da escola.

O horário escolar não havia acabado ainda, e Annabeth não era o tipo de garota que faltava aulas, mas com o que acabara de acontecer, ela só queria chegar em casa, e ficar longe daquele lugar.

Ela soltou o cabelo esperando que se mante-se a cabeça abaixada enquanto andava, esperando que as pessoas que passavam a sua volta não visse suas lágrimas.

— Ei – escutou o grito atrás de si, mas nem ao menos virou para ver, sabia que não era com ela.

Então ela sentiu uma mão em ombro, e sentiu uma eletricidade partir dali, ela se virou rapidamente recuando ao toque, se deparando com o mesmo garoto que há tinha ajudado.

— Estava te chamando – ele passou a mão pelos cabelos nervoso, ele nunca fora bom pessoas, principalmente com garotas ainda mais com aquelas que choravam a sua frente – Você esqueceu esse papel – disse entregando a ela um papel dobrado – você escreve muito bem.

A loira sentiu suas bochechas esquentarem, pegou o papel rapidamente da mão do moreno, sentindo como se um nó tivesse se formado na sua barriga, e seus olhos encheram de lagrimas as qual ela lutou para não deixarem cair, afinal o garoto havia a ajudado.

— Meu nome é Percy – disse ele estendendo a mão para ela.

— Annabeth – respondeu ela aceitando o cumprimento, tentando manter voz estável.

— Bom, espero te ver amanhã Annabeth – Percy sorriu largamente para ela, antes dele se virar voltando assim para dentro da escola

No caminho do ônibus há sua casa, o garoto que a ajudou ficou em sua mente, ele parecia uma pessoa legal, já que foi o único que havia ajudado, mas ela sabia que isso se dava pelo fato dele ainda não saber das consequências de seus atos, ou até mesmo por não conhecer ninguém na escola e não saber de sua historia, claro que ela não havia esquecido, que ele havia lido algo que ela tivera escrito, mas sabia também que o “Percy” não sabia de tal fato.

“Prometo que nunca mais acontecera” – prometeu a si mesma.

Além de tudo logo ele esqueceria dela.

"Bom, espero te ver amanhã Annabeth" — As ultimas de Percy voltaram a sua mente e logo Annabeth se pegou querendo aquilo também.

oOo

Ela olhou para a janela da sala de aula contando os segundos para sair de lá, o professor de filosofia contava as teorias de Plutão mas Annabeth já sabia te tudo isso.

Lia tantos livros que era difícil não ganhar conhecimentos de filosofia básica.

Ou saber o quanto aquilo era chato.

Sua concentração foi quebrada quando sentiu algo chocar-se contra si, não era algo pesado, mas era impossível de não notar.

Ao olhar para o pé da sua mesa, viu uma bolinha de papel amassado, ela pegou em suas mãos, ela olhou para o professor, o mesmo estava de costas enquanto escrevia na lousa.

Eles nunca viam” – pensou ela.

"Assassina" — Annabeth não precisou olhar para trás para saber de quem havia vindo, ela simplesmente tornou a amaçar o papel e guardar em sua bolça.

Tudo havia piorado.

Agora ela recebia indiretas todos os dias todos do grupo da Rachel.

E a loira continuava a não ligar, mas ela sabia o por que disso.

Percy, ele havia se tornado amigo dela, e isso irritava a Rachel profundamente.

Ele era o garoto novo, era a carne nova no lugar, além dele não ser feio, ela alto, tinha olhos verdes que encantavam a todas e seus cabelos emaranhados pretos o deixavam ainda mais bonito, mas não era apenas por isso por que Rachel odiava tanto essa amizade.

A loira balançou a cabeça, esquecendo esse pensamento, era pior relembrar, mais doloroso.

Então ela desistiu de se manter alheia, puxou um papel em baixo da carteira e escreveu o resto da aula, quando mesnos viu a aula havia acabado.

— Annabeth – ela olhou para cima e o professor estava ali, parado a sua frente – pode esperar um segundo para conversamos?

— Claro professor – disse ela temendo essa conversa.

Com o seu material guardado ela esperou, viu pelo canto Rachel sair e lansar um sorriso malicioso em sua direção.

— Annabeth lembra haviamos combinado? – ele perguntou enquanto limpava os oculos – você não pode simplesmente se desligar da aula, eu te fiz uma pergunta e em ao menos você me ouviu, pelo menos fassa como os outros alunos tá legal? Eles podem estar destraidos, nem ao menos escutando a aula, mas me respondem quando eu chamo.

Annabeth olhou para baixo, invergonhada, era por esse motivo que não escrevia nas aulas, ela dificilmente iria quebrar sua consentração depois de começado.

— Me desculpe professor – disse baixo.

— Você vai ficar na detenção hoje, não me leve a mal annabeth voce é uma otima aluna, mas tem que ser punida.

— Tudo bem – disse arruamando sua mochila nos ombros e saia da sala.

A vergonha queimava em suas faces.

Nas aulas que se seguiram ela não tentou mais escrever, não estava com coragem de irritar mais um professor.

No final do dia, Annabeth nem ao menos conseguiu falar o ocorrido para Percy, antes do inspetor parecer para leva-la a sala.

“Telhado?”— indicou Percy apenas com os labios para que ninguem ouvisse.

Ela então acentiu e seguiu para seu castigo.

A loira nunca havia ficado de castigo de fato, então não sabia muito bem com era, mas achou que não era realmente um castigo, o professor dormiu depois de colocar um video sobre diciplina e responsabilidades, então ninguem teve de fato de prestar atençao, mas Annabeth ainda estava um pouco de medo de que se voltasse a escrever ela fosse pega.

Então por incrivel que pareça apenas ficou olhando o video, pelo resto da tarde.

Quando saiu ela não realmente sabia se percy iria estar esperando.

Mas ele estava, ali, esperando ela com um sorriso.

Sem perceber, seu coração deu salto ao ve-lo

— Por favor me diga que não ficou aqui esse tempo todo? – perguntou ela

— Naah, eu fui para casa, depois voltei, já fiquei de castigo, sabia que horas voce ia sair.

— E Tyson? Seu pai está em casa? — seus olhos escureceram um pouco a mensão do pai percebeu ela.

— Ele nunca está, Tyson foi dormir em uma casa de uma amiguinho, então essa noite é só nossa – disse Percy voltando a sorrir e contagiando a amiga junto.

— E o que pretende?

— Bem eu – ele massou a mão em seus cabelos os deixando ainda mais bagunçados – eu não sei, o que voce quiser acho.

— Que tal só... só ficarmos aqui sabe.

A noite estava nublada, mas a lua estava iluminando tudo com sua luz, mas aquilo trazia uma paz incrivel para Annabeth, e ela não queria extragar aquilo.

— Bom, por favor me mostre onde está o seu primeiro alerta – os olhos de percy brilhavam enquanto ele dizia – acho que o primeiro nocaute deve ser lembrado, até colocado em algum lugar como monumento, “Aqui jas a prova que Annabeth fez uma coisa errada na vida dela” acho que poderiamos ficar ricos.

Annabeth riu da bobagem do amigo enquanto tirava o papel onde sua tia teria que assinar ao chegar em casa.

A prova do seu crime.

Mas enquanto tirava o papel, outra coisa caiu de sua bolsa, uma boliha de papel, ela tentou pegar antes que percy visse, mas não foi tão rapida, Percy já tinha aberto.

“Assassina” — As palavras queimavam em suas palpebras, ela nem ao menos conseguia olhar para Percy.

E eles ficaram em silencio, aquele clima tão bom que tanto annabeth não queria que acabasse tinha se quebrado, e ela não podia se odiar mais por isso.

— Por que você nunca me perguntou o porquê das pessoas me odiarem? — perguntou ela sem ao menos pensar, ainda sem olhar para o moreno, sem coragem para ver sua expressão, não queria mais ver reprovação.

Percy simplesmente deu ombros.

— Nunca me importou, sei quem você só isso que importa.

Annabeth olhou para ele, Percy estava olhando para o céu com a mão apertando forte a bolinha de papel, mas se virou para ela quando percebeu que a olhava.

Os dois se encararam, até a loira desviou o olhar.

“Nunca vi seus olhos tão lindos”— pensou ela.

Eles caíram em um silêncio, apenas se ouvia ao longe o barulho da cidade.

Annabeth sentia algo estranho dentro dela, algo que não sabia indentificar, mas não era uma sensação estranha, era algo que estava sentindo a bastante tempo, mas ela gostava mais de ignora-la, tinha medo do que podia ser.

Ao olhar para Percy novamente ela sentiu aquela sensação aumentar, e a única coisa que passou pela cabeça é que podia confiar nele.

Até para saber a verdade.

— Eu era uma garota bem inconsequente sabe, não ligava para nada e nem para as consequências dos meus atos, mas amava minha mãe, antes de adoecer eu e ela não éramos tão ligadas, ela não gostava que eu saísse, mas eu saia assim mesmo – sua voz se quebrou por um momento, mas então ela sentiu a mão de Percy segurando sua, o que de certo modo a acalmou de certo modo – Rachel era minha melhor amiga, eu e ela éramos as mais populares, o grupo no qual ela anda hoje, antes pertencia a mim.

“Mas quando minha mãe... Bom eu passava meus dias com ela depois disso, ia da escola para o hospital e visse versa, acho que Rachel viu isso como uma oportunidade.

Hoje eu faria tudo diferente sabe, naquela época eu ligava Muito para o qual popular eu era, e quando eu percebi que ia perder tudo isso, eu tentei retomar

Rachel me disse que teria uma festa, sua festa de aniversário, e se eu não fosse...

Minha mãe me pediu para não sair aquela noite, que precisava de mim, ela estava muito doente sabe, mas estava pagando uma enfermeira para que eu parasse de ficar todos os indo ao hospital, para ficar mais perto da sua filha.

Foi muito fácil fugir. Sair de uma casa onde tudo era dor.

Depois de algumas horas minha tia veio na festa falando que a minha mãe teve uma recaída, e que ia me levar para casa, mas eu não escutei, estava bêbeda, xinguei ela e a minha mãe, fiz um escanda-lo.

E então Rachel, minha melhor amiga começou a falar para todos que eu tinha ido a casa dela, e dito que precisava drogas para fazer a minha mãe dormir e acabei provocando a recaída, mas eu não fiz isso, os remédios que a minha mãe usava já eram fortes, ela quase não se aguentava em pé.

Ninguém acreditou em mim. Não depois de ter falado tudo aquilo na festa, na frente de tudo mundo.

Ninguém quer ficar perto de uma assassina.

Ninguém acreditou em mim, nem minha tia acreditou, ela nunca gostou de mim, ainda mais depois daquela noite.

Se minha própria família não acredita porque alguém deveria acreditar?"

Quando terminou suas lágrima caiam silenciosas, havia tanta magoa e ódio em sua voz, mas eram contra ela mesma, Annabeth nunca lutou, nunca fez nada contra o que os colegas faziam com ela, pois ela merecia, e como ela sabia disso.

Para ela. Ela mesma era uma monstra.

Annabeth esperou que ele saísse, que como os outros a chamasse de assassina e nunca mais a olhasse na cara.

Mas invés disso ele a abraçou.

E ela nunca se sentiu tão bem, o cheiro de Percy a calmava e seu calor a aconchegava.

Foi ali que ela percebeu o quanto estava apaixonada.

Naquela noite calma, onde havia apenas eles e suas lagrimas.

Mas Percy não a odiava e isso a tranquilizava mais que qualquer outra coisa no mundo.

oOo

No resto da semana Annabeth ela o ignorou.

Nunca esteve tão apavorada.

Assim que naquela noite onde ela disse a verdade para ele e ela colocou a cabeça no travesseiro ela sentiu o medo afundar em sua barriga, o mais puro medo.

Então ela nunca atendia quando ele ligava e sempre tentava ao máximo não o encontrar nos corredores.

Não conseguia mais escrever de tanto estresse em sua mente.

Ela pensava nas histórias em que lia ou escrevia de romance, sempre tinha parecido tão fácil, mas não se comparava a vida real, aquilo parecia o pior dos seus pesadelos.

Quando os dois tinham aulas juntas ela não conseguia controlar suas mãos, já que elas tremiam tanto que não conseguia nem ao menos disfarçar, ao o gelo profundo que sentia a todo momento sem sua barriga.

Mas era claro que Percy era muito persistente, chegava a ligar 4 vezes ao dia, todas as vezes Annabeth mandava uma mensagem que estava ocupada, ela sabia que não podia fugir dele para sempre, que aquela situação não podia ficar assim pela eternidade, uma hora ela teria que falar com ele ou ele iria confronta-la de qualquer modo.

Então ela escreveu, como sempre fez, mas dessa vez sobre ela, e sobre percy e talvez sobre os dois.

Ela levou a folha bem guardada no dia seguinte, tinha muito medo que alguem pegasse então ficou grudada com ela dia todo.

Dessa vez ela não ignorou Percy, quando ele veio falar com ela no intervalo das aulas a mesma tentou continuar a conversa, mas não estava conseguindo se concentrar ao todo, mas ainda sim percebeu a cara de preocupação de Percy.

Antes de se despedir para a aula ela juntou toda a coragem que conseguia ter beijou Percy na bochecha e correu para a aula sem olhar para trás.

“Tem que ser hoje”— ela dizia em sua cabeça.

Então quando o final do dia acabou, ela tentou achar Percy, o que não foi tão difícil, ela estava em seu armário.

— Ei Percy – disse ela fazendo de tudo para que sua voz não a entregasse.

Ela se virou, parecia radiante, seus olhos verdes brilhavam fazendo com que Annabeth quase esquecesse o que estava para fazer.

— Annie, achei que ia para casa – disse ele

Mas ela sentiu as palavras que faltavam (sem falar comigo de novo)

— Preciso falar com você, terraço? – perguntou ela fazendo com que o sorriso de Percy vacilasse e seus olhos escureceram.

— Claro.

Com as mãos trêmulas puxou o amigo para o fundo da escola e junto subiram as escadas, o único lugar onde teriam paz.

Ela sentia como se fosse desmaiar, suas mãos suavam e ela lutava contra sair correndo dali e esquecer tudo aquilo.

Percy por sua vez, mesmo percebendo o estado da amiga, nada disse, desconfiava que podia ser, claro que seu palpite estava completamente errado, que já ele imaginava que ela estava querendo dizer que nunca mais iria querer vê-lo, já que não entendia o porque ela estar o ignorando daquela forma, talvez ela tivesse se arrependido de ter contado tudo aquilo para ele, e ele entendia era algo muito pessoal, muito importante mas apenas esperava que ela voltasse a estar com ele, havia sido as piores semanas da sua vida, não conseguia a tirar de sua cabeça, seu sorriso, como ela era inteligente, tudo nela o agradava.

E nem conseguia aceitar o que as pessoas faziam com ela apenas por um boato bobo.

Ele odiava esses momentos, sabia que Annabeth não precisava de sua proteção, era uma garota muito forte, mas não conseguia conter esses seus impulsos.

Com as mãos nervosas Annabeth pegou um papel dobrado com extremo cuidado e entregou ao moreno sem ao menos dizer nada, já que tinha medo de sua voz a trair e ela começar a gaguejar.

— Para... Eu ler? – perguntou incerto já que a mesma nunca tinha deixado ler nada além daquele texto de quando eles haviam se conhecido, desdobrou o papel o tomando culdado começando a ler.

“Por um bom tempo, eu achei que estive-se doente, minhas mãos tremiam apenas de estar perto, e um frio na barriga constante apenas por você me olhar.

Parece que foi a tanto tempo, mas me pergunto o por que.

Por que você se importou quando ninguém mais se importava.

Quando você passa tanto tempo sozinha, sentindo-se como se estivesse em uma corda bamba com todos torcendo para que caia, que tropece você passa a pensar que nunca ninguém iria prestar atenção o suficiente para estender uma mão em seu amparo.

Alguém para segurar a sua mão na hora em que você precisa, ou até na hora em que você nem ao menos pede.

Os sentimentos que isso desperta em você.

Talvez o amor seja uma doença, mas uma doença boa, uma que eu não quero me curar, pois se isso é uma doença, você me tornou doente há muito tempo.”

Annabeth torcia as mãos enquanto o via ler.

Nunca tinha ficado tão nervosa e com medo na vida, não sabia o que esperar de Percy, talvez tudo menos corresponder.

O que a assustava ainda mais.

Percy ao terminar estava sem palavras, olhou para Annabeth totalmente absorto, sem seu interior ele estava em êxtase, mesmo que na carta não houvesse escrito com todas as palavras, ele sabia que era uma forma de declaração da loira, a conhecia bem o suficiente para isso e com certeza sentia o mesmo, mas nunca pensou q a mesma correspondesse, ela tão inteligente como era gostar de um garoto como ele, nem em seus sonhos mais loucos.

Mas ali estavam eles.

Com calma ele levou sua mãos as bochechas de Annabeth fazendo um pequeno afagar.

A mesma fechou os olhos, estava confusa, não sabia o que aquilo significava, mas esperava que Percy não estivesse fazendo aquilo por pena.

Foi então que seus lábios se tocaram com carinho, nos primeiros momentos, foi apenas isso um tocar, mas os dois não queriam se separar, então as mãos do moreno foram para a cintura da loira enquanto a mesma o enlaçava pelo pescoço aprofundando o tão esperado beijo, estendendo aquele momento.

Podia ser no lugar errado, ou até na hora errada, mas para os dois com certeza fora perfeito.

Quando os dois se separam, suas respirações estavam descompassadas

— Eu também acho que estou doente – disse Percy – e por favor nunca mais me mantenha longe okay? Você não sabe o quanto foi difícil não saber o por que, cheguei achar que você me odiava ou coisa pior

— Me-e Desculpe, eu não queria, só precisava de um tempo para – Annabeth ia dizendo com sua voz quebrando mas Percy a puxou para outro beijo.

— Pode ficar com o tempo todo do mundo Annie, mas me fale tudo bem? – ele disse arrancando um sorriso da loira.

— Tudo bem.

oOo

— Percy – murmurou Annabeth abraçando o moreno afundando seu rosto em seu peito, ele por sua vez a segurou mais perto sentindo o cheiro dos seus cabelos loiros, tentando guarda-lo em sua memoria – Por que você tem que ir?

Percy sentiu seu coração doer, ele não queria ir, mas não tinha escolha, e ver a loira daquele jeito o estava matando por dentro.

Tinha-se passado um ano, e os dois já estavam quase terminando o colegial, e logo iriam para as faculdades, mas mesmo assim ali estavam eles em um aeroporto, com Percy prestes a ir embora.

O pai de Percy precisava viajar, seu trabalho pedia isso, já haviam ficado quase 2 anos ali, 2 anos eles viveram juntos, Annabeth lembrava de uma conversa que eles haviam tido.

"- meu pai prometeu para mim, essa foi a última mudança — disse Percy enquanto a beijava no rosto — você não vai se livrar de mim tão fácil"

Bobeira.

Aquilo parecia ser a tanto tempo, que Annabeth pensou se eles realmente tiveram aquela conversa.

Isso só fez com seu choro aumentasse ainda mais.

Já Percy se sentia péssimo, odiava aquela situação, odiava ver a garota em seus braços chorar, mas não podia ficar, mesmo que estivesse perto de completar 18 anos, tinha Tyson, seu irmão mais novo, seu pai trabalhava o dia todo, então era Percy que tinha a responsabilidade de cuidar do irmão durante a tarde e a noite.

Enquanto Tyson era o seu motivo para ir, Annabeth era seu motivo para ficar, e essa decisão foi a pior que fez em sua vida.

Mas ele sabia que ele e Annabeth não iriam se separar, e com essa crensa que ele estava indo embora.

— Por favor, eu preciso de você.

— Eu sei – disse – e eu sinto muito.

Eles se beijaram, cada um tentando fazer com que aquele não fosse o último, tentando fazer aquele momento durar para sempre.

— Percy – chamou Tyson puxando a calça do irmão – Papai está te chamando, o alião vai sair.

— Estou indo Ty – falou Percy para o casula.

Ele se virou uma para Annabeth a abraçando uma última vez, a segurando tão forte q a mesma teve problemas para respirar, mas ela não ligou, não naquele momento.

“te mandarei e-mail todos os dias” – prometeu ele em seu ouvido, a mesma não tinha condições de fala pelo choro então apenas confirmou com a cabeça.

Minutos depois o avião tinha saído e Percy tinha se ido.

E Annabeth ficou ali.

Nos anos que se seguiram, Percy realmente mandou e-mails para Annabeth todos os dias durante o primeiro ano, mas nunca recebeu uma resposta, não que a loira estivesse brava com ele ou o tivesse esquecido.

E Percy sabia disso, Annabeth nunca fora uma mulher de tecnologia, então acabou por não ficar tão surpreso pela falta de notícia, mas claro que se sentia um tanto incomodado, gostaria de pelo menos receber alguma coisa.

Um "Estou bem" seria mais do que calmante para sua preocupação.

Ela simplesmente não sabia como responder, e não por falta de tentar, passava horas e no computador, mas sempre acabava do mesmo jeito, escrevendo algo com palavras vazias e logo depois jogava em sua lixeira eletrônica.

Apenas 2 anos depois que Percy recebeu em sua casa, uma carta, um modo tão antiquado de comunicação.

Entretanto quando Percy abriu, avido pelo conteúdo acabou encontrando apenas um papel totalmente em branco, com apenas uma data e local.

Aeroporto Internacional John F. Kennedy

14/01 — 10:30

Annabeth estava nervosa, tinha medo que Percy estivesse brava com ela pelo falta de resposta, ou até tivesse esquecido ela.

Mas assim que eles se viram, nada realmente importava, eles estavam juntos de novo, o sentimento que eles tinham a 2 anos antes nunca os havia deixado.

Era mais forte que qualquer coisa.

Uma rocha solida em meio a uma tempestade.

Eles se abraçaram tão forte quanto o abraço de despedida deles, mas esse era feliz, uma abraço de apenas saudade.

— Senti tanto a sua falta – disse ela sorrindo ainda agarrada ao pescoço de Percy.

— Eu sei – respondeu distribuindo beijos pelo rosto dela fazendo a rir – e eu nunca mais irei embora.

Fim

Notas finais
Nossa, como faz tempo que eu não posto nada, me desculpem, mas eu realmente não conseguia escrever.
Até que esse One saiu, talvez tenha uma continuação, provavelmente vai, mas não tenho certeza okay?
Vou tentar juro.
Eu realmente senti falta disso, bom muito obrigada por quem tirou um tempo para ler umas das minha historias loukas kkk
Bjs, Caah.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!