Blame It On The Rain
2 Don't trust anybody
Notas iniciais
MAS EU TO AQUI AGORA E É ISSO QUE IMPORTA! -nnnnnnnnnnnnnnnn
vamos falar sobre a fic:
7 reviews. Isso é bom pra o primeiro capítulo. Obrigada a todos e todas, e eu só posso comentar as reviews nas notas finais, pq eu vou ser morta. Eu adorei escrever esse capítulo, sério mesmo. só demorei por causa da inspiração e por que eu queria o capítulo perfeito, e.... eu tava querendo me comparar a uma escritora que eu amo, mas é impossível véi :( mas vamos falar de coisa boa:
TEM TPR! e... personagem novo! eu fui me apaixonando enquanto escrevia isso KKKKKK' E.... prefiro falar mais lá embaixo.
A única coisa que Ali viu foi a polícia colocando a sua mãe num grande saco preto.
– Tudo bem, mamãe, vai ficar tudo bem. O Hamtaro toma conta de você – e colocou o boneco junto de Marie. A ingênua garota, ensanguentada, não percebera que a mulher já estava morta.
– Eu não sei policial. Eu só ouvi o tiro, quando olhei pela janela tudo o que pude ver foi Rick saindo calmamente da casa com uma mala e entrar em seu carro, e quando fui ver o que havia acontecido, encontrei a menina ajoelhada sobre o cadáver de Marie... Eu sabia que o casamento deles ia por água abaixo, todos na vizinhança já sabiam, sabíamos que ele era um bêbado e tudo o mais, mas nunca imaginei que ele fosse capaz disso...
– Calma senhora, ainda não temos certeza. Você sabe me dizer se há alguma testemunha ocular?
– Tem a menina, mas seria torturante fazê – la passar por tudo isso de novo, pobre garota.
– Tia... – Ali puxava a barra da blusa da vizinha – Para onde a mamãe foi? Foi ficar com o papai?
– Não, anjinha... – Respondeu Francis, abraçando – a.
– Ali, você poderia dizer para onde o seu pai foi?
– Não sei... – Deu de ombros – Ele atirou na mamãe e saiu. Ela vai ficar bem, não vai? Foi só um dodói, né?
Os adultos se entreolharam. Não precisava ser do CSI para deduzir quem havia matado Marie, de modo que eles logo começaram a se mexer e a ligar para a assistência social, ativar alarmes, tudo para encontrar e prender Rick, e assim, arrumar a vida da pequena Ali.
O tempo foi passando e Ali agia como qualquer outra criança da sua idade, sempre perguntando à sua vizinha Annie quando a sua mãe voltaria do hospital, mas ela nunca soube ao certo o que dizer, quando após uma semana tendo pesadelos com a última vez em que vira a sua mãe – o dia de sua morte – estava indo pedir à sua tia para dormir com ela, mas ao chegar lá encontrou – a em seu quarto balbuciando algumas palavras enquanto olhava para a janela. Ficou parada diante da porta e se esforçou para entender aquela cena, até que conseguiu por fim ouvir o que ela tanto murmurava:
– Será mesmo que estou agindo certo? Pobrezinha, não sabe que jamais verá sua mãe.
Ali estranhou as palavras daquela mulher, mas decidiu não adentrar aquele quarto, pois via que Annie não estava agindo naturalmente. Ela ficou pensando na última noite em que vira os seus pais, e percebeu que Annie estava certa: Alison nunca mais veria a sua mãe.
Com isso, ela correu até o seu quarto e pegou um caderninho que comprara com a sua mãe semanas antes de ela morrer – Ela dizia que era para usar como diário – e começou a escrever, desabafando:
You can’t trust a cold blooded man
Girl, don’t believe in his lies
You can’t trust a cold blooded man
He’ll love you and leave you alive
(Você não pode confiar em um homem de sangue frio
Garota, não acredite nas mentiras dele
Você não pode confiar em um homem de sangue frio
Ele vai lhe amar e depois deixá – la viva)
Ali então olhou para os versos que escrevera e notou o quão irônicos foram os dois últimos. Afinal, Rick matara aquela que ela mais amava. Ela sabia que os seus pais andavam brigando por qualquer besteira ultimamente, mas achava também que era assim com todos os adultos, pois muitas vezes via seus amigos falando sobre a separação dos seus pais, e sempre desejou ao máximo que isso não acontecesse com a sua família. Diversas vezes fora dormir chorando por ouvir seus pais brigarem e gritarem uns com os outros. Mas não podia ser hipócrita a ponto de dizer que eles nunca se importaram com ela, pois eles sempre evitaram brigar na sua frente, sempre fingiam que estava tudo perfeito. Ela sabia que isso era mentira, mas também nunca deixou os pais saberem, por isso, entrava no joguinho deles também fingia estar tudo maravilhoso, até poder chegar em casa se permitir chorar em seu quarto.
Passou então a pensar em Annie, aquela mulher que a acolhera de modo tão gentil e maternal e sempre parecera ser tão carinhosa e aberta. Alison não conseguia acreditar que aquela mesma mulher havia mentido tanto para ela, lhe escondendo algo tão importante. Pensando em tudo isso, voltou a escrever:
You can’t trust a cold blooded woman
Boy don’t you lie in her bed
You can’t trust a cold blooded woman
She’ll love you and leave you for dead
It’s one thing you must understand
You can’t trust a cold blood woman
(Você não pode confiar em uma mulher de sangue frio
Garoto, não deite em sua cama
Você não pode confiar em uma mulher de sangue frio
Ela vai lhe amar e depois lhe matar
Se tem uma coisa que você tem que entender
É que você não pode confiar em uma mulher de sangue frio)
Ela sentira — se fria ao falar assim de Annie, mas no fundo não ligava. Como ela pôde confiar naquela mulher esse tempo todo? Precisava de um amigo, mas não tinha muitos. Na verdade ela só tinha um amigo, porém ele valia por mil.
Alison confiava totalmente em Sean, e vice – versa. Os seus pais também passaram por dificuldades e, assim como Ali, ele fingia não ligar. Mas era ela quem o consolava todo dia pelo telefone quando ele não suportava mais fingir.
Perdida em pensamentos, Alison se surpreendeu ao ver Annie parada à sua porta, assim como ela própria estava a pouquíssimo tempo. Alison a fitou, seus olhos não podiam crer naquela mulher, não mais. Foi então que percebera que Annie já havia entrado em seu quarto e estava se dirigindo à cama, de modo que a criança não pode esconder o “diário”, facilitando a leitura dele pela aquela mulher tão falsa, que prontamente pegou e começou a ler, e o mais estranho foi que, embora os seus sentimentos de ódio estivessem contidos naquela página, ela não se importou. Pela primeira vez na vida tivera coragem de expor seus sentimentos e não se importava se alguém soubesse deles. Em pouco tempo Annie tirou o olhar do papel e olhou diretamente nos olhos daquela pequena criança, sem acreditar que aquelas palavras foram escritas por ela.
- Você acha mesmo que eu tenho sangue frio? – A menina pôde ver os olhos da “tia” já quase marejando, mas pra quê mentir?
- É claro, afinal não fui eu que escondi de uma menina de oito anos que sua mãe morreu. – Ela falou com um sorriso irônico estampado no rosto.
- Eu não sabia como te contar. — Ela senta na cama, e, para a surpresa da menininha começa a chorar – Eu tentei, mas toda vez que olhava para seus olhos, não queria vê-los tristes.
- E como você acha que me sinto agora?
- Me desculpe.
- Aceitaria se tivesse dito isso antes, mas já se passaram cinco meses! – Ela gritou – Saia daqui! Eu quero ficar sozinha!
A moça saiu assustada do quarto, mas não sem antes dizer:
- Sua mãe era minha amiga. Eu só queria o melhor pra vocês.
Ela caiu na cama. Alison nunca se sentiu tão ingênua, tão pequena, tão... Criança. Chorou a noite inteira e quando finalmente dormiu, sonhou com sua mãe lhe afagando os cabelos enquanto dizia “Vai ficar tudo bem, querida.” Quando acordou, seus olhos estavam inchados e vermelhos, e já eram 9h da manhã. A vizinha preferiu deixar a menina dormir.
- Alô, Sean? – Ela ligou para a única pessoa que ela confiava naquele momento
- Ali? – Assim que ela ouviu a sua voz, desatou a chorar – O que aconteceu?! – Sua voz soava preocupada – Você esta chorando?
Ela não sabia ao certo como explicar tudo, então ficou por um tempo em silêncio, o que só deixava Sean mais preocupado. Mas ele a respeitou e esperou até que finalmente ela lhe contasse tudo que acontecera. Após toda a história, estabeleceu-se novamente o silêncio, aquele silêncio que estava sendo mortal para Ali,pois ela precisava mais do que nunca das palavras do Sean para reconfortá-la e aconselhá-la acima de tudo, mas este por sua vez nada podia falar, tamanha era a sua perplexidade diante de tudo que amiga contara-lhe. Em meio a esse silêncio, o garoto pôde ouvir pelo telefone o barulho de uma porta se abrindo e logo após percebeu que Alison havia soltado o telefone e de repente pôde ouvir ao longe o que parecia ser uma discussão – provavelmente entre ela e Annie – E logo pensou em desligar, até que ouviu a voz de Alison ao telefone:
- Sean você se importa se eu ligar mais tarde? As coisas estão um pouco complicadas – Ele pensou ter ouvido a voz da garota falhar ao dizer, e tudo que quis fazer foi abraçá-la e dizer que tudo ia passar, mas ao perceber que não poderia fazer isso, assentiu, até lembrar que ela nãoconseguia vê-lo, o que o fez murmurar um baixo “tudo bem”.
***
Ao desligar o telefone Alison encarou aquela mulher de modo totalmente frio, e Annie retribuira o olhar à altura. Então Annie respirou e falou:
- Eu falei ontem à noite com o policial Reynolds sobre você não estar satisfeita aqui e ele me falou que já tinha recebido um retorno de assistente social responsável por contatar seu parente mais próximo. Aparentemente, ela descobriu que a sua avó, poderia cuidar de você. – Ela falou tudo isso de modo automático, e ao ouvir aquilo, um sorriso se formou no rosto da pequena Ali, mas que sumiu ao perceber que a sua avó morava do outro lado do país.
Ela não podia abandonar tudo! Não que ela tivesse muitas coisas para deixar, mas... E Sean? Como ela poderia abandonar seu único amigo, o único que realmente se importava com ela? E foi justamente quando ela pensou nisso que ela percebeu que embora se mudar significasse abandonar o único com quem se sentia livre, tinha de fazê-lo, pois não aguentaria viver nem mais por um segundo debaixo daquele teto. Tampouco naquela cidade a qual só lhe trazia lembranças de quando ela ainda vivia feliz com os seus pais, quando eles ainda não brigavam.
Mais uma vez fora atingida pela mesma angústia que a atormentava sempre que pensava nos seus pais. Por isso que, após alguns minutos de silêncio pensando nisso tudo, apenas suspirou e falou à Annie:
- Quando me mudarei?
Apenas dois dias após aquela conversa, lá estava Alison esperando por Miranda, a assistente social de quem Annie falara, pois ela iria levá-la até o encontro de sua avó – Annie disse que seria melhor para ambas devido às circunstâncias da relação entre elas. Ali ficou parada em frente àquele portão por volta de 15 minutos, quando avistou um Voyage preto se aproximando. Pegou então suas malas e em questão de segundos já estava dentro do carro, indo em direção ao aeroporto. Miranda tentara ao máximo conversar com Alison e facilitar a situação em que ela se encontrava, mas a garota limitou-se a ficar calada, de modo que a mulher decidiu não insistir.
Mas Ali só ficava calado porque, no fundo, estava pensando em Sean. Doía pensar que, em poucas horas, não veria o seu melhor amigo, e ela nem ao menos conseguira se despedir dele. A menina passou tanto tempo pensando naquilo que quando deu por si, aquela mulher ruiva de belos olhos esmeralda estava parada à sua frente, seu sorriso acolhedor estampado em seu rosto, tão simples e ao mesmo tempo com uma beleza estonteante. Então enquanto tiravam os pertences do porta-malas, ela pôde ouvir a voz daquela mulher pela primeira vez:
- Nós vamos nos encontrar com a sua avó dentro de aproximadamente 4 horas e embora eu não lhe conheça direito, espero que agora tudo dê certo para você. Saiba que mesmo longe, vou torcer aqui. – A assistente social abriu um sorriso tímido mas que também passava uma confiança e tranquilidade imensa.
Alison não pôde deixar de sorrir ao ouvir aquelas palavras. Mas lembrou-se de que era com isso que aquela mulher trabalhava então a frase já era quase programada, como se um robô estivesse falando aquilo. A garota desfez o sorriso, acenou com a cabeça e pediu para entrar logo no aeroporto para não se atrasarem.
Adentrando o aeroporto, foram caminhando silenciosamente em direção à cabine onde fariam o check-in. Quando estavam chegando, Ali avistou algo – Ou melhor, alguém – bastante familiar. Ela correu alegre e ao mesmo tempo desesperada em direção àquelas pessoas que se despediam de seus parentes e amigos e foi em direção ao único que não abraçava ninguém nem estava chorando. Ao chegar perto, apenas sorriu e cutucou o garoto, o qual deu um pulo e a abraçou. Rindo, começaram a pular como quaisquer crianças serelepes, se esquecendo de tudo o que estava acontecendo ao redor. Depois de tanto rir, Ali olhou para Sean de modo curioso, e então ele falou:
- Annie me disse que você ia se mudar hoje e eu fiquei me perguntando “porque ela mesma não havia me dito isso?” Foi quando eu percebi que você tinha muitas outras coisas com as quais se preocupar. – Ali se sentiu culpada ao ouvir aquelas palavras, mas ele voltou a falar: — Então fiz meus pais me trazerem até aqui, ou você acha mesmo que eu deixaria você viajar até o outro lado do país sem se despedir de mim? – Com isso ele conseguiu arrancar uma risada da menina, e foi quando a pobre Ali percebeu que sentiria mais falta de Sean do que imaginara.
Justamente nessa hora chegou Miranda – Ela estava fazendo o check-in avisando que já estava na hora, pois o voo sairia dentro de alguns instantes. Ouvindo isso Ali ficou triste, entretanto viu um sorriso no rosto de Sean, um sorriso terno, acolhedor. Então o garoto se aproximou e disse:
- Isso é para você não se esquecer de mim, mesmo do outro lado do país – E a beijou.
Notas finais
SarahRiot_
23/05/2012 às 20:06 [Deletar] [Responder]
[Going Under]
o.o
PUTA QUE PARIU VEI KKKKKKKKKKA~PSOAKL~PASLKPÕAS~KPSLK NA BOA QUE ISSO QUE ISSOOOOOOOOOOOOO
Primeiro, gostei da sinopse. Me atraiu.
Segundo, gostei do teu jeito de escrever. *u*
Terceiro, se esse puto desse pai da alison fizer algum mal, juro que entro na fic e mato ele de uma forma bem triste, dolorosa e má. E você sabe que eu posso fazer isso ^^
quarto, bem, poste mais OPKAPKALS
sinto que eu vou morrer. REZEM POR MIM. vei eu amei escrever isso #souma, MAS TO SEM TEMPO PRA FALAR AQUI, FIM DE MUNDO! tenho que estudar pq camila aqui não entende nada de fisica e tem prova quarta.
isso mesmo.
ESSA QUARTA.
mas atualizei a fic, então ta beleza. prometo não passar dois meses sem atualizar, até pq AS FERIAS TÃO CHEGANDO!
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