Blackwhite

25 You're safe with me.


Notas iniciais
E ai pessoal? Como está todo mundo? Eu queria dizer que estou ótima, mas não dá. Fiquei doente. Muito. Mal conseguia levantar da cama. Ai quando consegui um pouquinho de força resolvi escrever esse capitulo. O nyah estava fora do ar, então considerem esse capitulo como uma comemoração da volta dele. Bom, o capitulo está meio curto, mas acreditem, vai valer a pena. Considerem como uma preview do próximo, que é realmente o meu alvo. Espero que gostem, e não se preocupem, o próximo capitulo logo sairá. Eu queria pedir um favor a quem ler e deixar uma review. Eu queria que respondessem as seguintes perguntas: VOCÊ DESEJA QUE O IKUTO E A AMU VOLTEM A NAMORAR? SE SIM, COMO ESPERA QUE ELES FAÇAM AS PAZES? Obrigada por acompanharem minha história e aproveitem! ^^

…:Normal POV:…

– ESPERE! – os seis amigos pararam, surpresos com o grito e observaram enquanto uma garota entrava correndo na sala, completamente descabelada, com suas roupas desarrumadas e completamente sem fôlego – Es… perem! – ela para no pé da escada, apoiando-se nos joelhos e respirando fundo, tentando recuperar o fôlego.

– O que… Quem é você? – Utau pergunta, curiosa e ao mesmo tempo chocada com a aparição da garota.

– Meu nome é… Hikari. Fukushima Hikari.

– Não tenho tempo para isso. – Ikuto fala, pegando sua jaqueta e andando em direção a porta — Fale com algum deles. Estou indo atrás da Amu.

– Espere! Eu sei onde ela está! – a garota grita, fazendo Ikuto parar imediatamente e olhá-la.

– Você sabe? – Ikuto ergue uma sobrancelha, desconfiado.

– Sim! Eu estava com ela! Eles me sequestraram porque eu namoro o Ryuji-kun.

– Ryuji? Não é esse o nome do braço direito do Kakeru-kun? – Tadase pergunta para Nagihiko, que assente.

– Sim! – Hikari sorri, feliz por estar conseguindo a atenção deles. – Eu estava lá quando a Amu-chan chegou.

– Eu não compro essa. – Ikuto fala, surpreendendo os amigos. – Você diz que foi sequestrada. E que estava com a Amu. Então como está aqui? Não acho que eles simplesmente deixaram você sair andando pela porta.

– Eu fugi! A Amu-chan distraiu um deles enquanto eu usava o canivete para cortar as cordas e fugir.

– Quantos tinham? – Kukkai pergunta.

– Seis.

– E você ta falando que nenhum dos seis viu você fugindo?

– Eles viram. Mas são uns idiotas. E eu já estava bem longe. Além disso, a Amu-chan estava dando uma surra em um deles e eles tinham que ajudar o amigo. Aquela garota sabe como lutar! – Hikari ri, lembrando da cara de choque do garoto quando Amu pulou em cima dele.

– E por que ela não fugiu com você? – Rima pergunta, assustada – Alguma coisa aconteceu com ela?

– Huh? Não. Na verdade, tudo aconteceu bem rápido. Não foi uma fuga planejada. Ela viu a oportunidade e me ajudou. Eu achava que ela estava vindo atrás de mim, mas quando eu olhei para trás… Ela não estava.

– Tem uma coisa que eu não entendo. Por que você veio aqui? – Utau pergunta, sem entender – Você deveria ter ido para o seu namorado, não?

– Ele pode esperar. – Hikari fala, sorrindo para a garota – Eu não sei por quanto tempo eles vão ficar quietos e eu estou com medo de que tenham feito alguma coisa para ela porque eu fugi. Eu sei que a Amu-chan namora o líder dessa gangue aqui, apesar de ela ter dito que terminaram faz tempo. Ela estava bem confiante de que ele não ia atrás dela… Quem é o líder, afinal? – a garota olha para os quatro garotos.

– Ele. – todos apontam para Ikuto, que encarava a garota sem expressão.

– Wow, ela realmente sabe escolher. – Hikari sorri, com um pequeno corado em suas bochechas.

– Onde ela está? – Ikuto pergunta.

– O que? Ah, sim! Ela está no galpão perto do templo. Na parte sul da cidade. Espera, então você vai atrás dela?

Ikuto não responde. Ele simplesmente vai até a garota, encarando-a de forma intimidadora, fazendo-a arregalar os olhos com medo.

– Se isso foi algum tipo de armadilha ou se você tiver alguma ligação com o imbecil do Akira, eu vou atrás de você. E acredite, não vai haver lugar nenhum em que você possa se esconder. – o garoto se vira, caminhando até as escadas com elegância e saindo dali.

– Wow. – Hikari solta a respiração, sem sequer ter percebido que havia a segurado – Agora eu sei porquê ele é o líder.

– Desculpe. Ele está irritado por causa disso. – Nagihiko sorri – Obrigado por nos ajudar.

– Está tudo bem. É o mínimo que eu poderia fazer depois de ela ter me ajudado a escapar daqueles idiotas.

– Mashiro, Utau, fiquem aqui. – Kukkai fala, pegando seu capacete – Quando nós acharmos a Hinamori, eu ligo para você Utau.

– O que?! Eu quero ir também!

– Utau, ele está certo. Se nós formos, só vamos ficar no caminho. – Rima olha para o namorado e sorri – Tomem cuidado e… Se vocês não trouxerem a Amu ilesa, terão consequências. – ela os olha ameaçadoramente.

– Pode deixar. – Nagihiko sorri sem graça, um pouco assustado com o sorriso assassino no rosto da namorada.

– Vamos. – Tadase chama, já na escada.

As três garotas assistem os três saírem e se olham.

– Você acha que eles vão ficar bem? – Utau pergunta, temerosa pelo namorado, irmão e amigos.

– Por favor, aqueles três provavelmente não vão conseguir fazer nada. Do jeito que o seu irmão está, ele vai acabar com a raça de todos antes que eles possam pronunciar a palavra idiota. – Rima revira os olhos e Utau sorri, quase sentindo pena de quem estava do outro lado da fúria de Ikuto. Quase.

…:Amu POV:…

Estou entediada. Totalmente e incrivelmente entediada. É tão chato ficar aqui parada, amarrada e sem nada para fazer. Eles podiam ao mesmo vir ficar um pouco comigo, conversar. Me dar informações. Sorrio. Hayato-oji-san vai ficar muito feliz em saber o que eu descobri. Apesar de ele ter ficado bem chocado depois do que eu contei para ele…

~Flashback~

– Então… Tem alguma razão para você não querer que meu filho escute isso? – eu olho para ele por alguns segundos, então me viro e encaro a lápide a minha frente. Hinamori Tsumugu, Hinamori Midori e Hinamori Ami.

– Sabe, Hayato-oji-san, essa é a primeira vez que eu visito o túmulo deles. – sorrio suavemente.

É bom saber que eles foram enterrados propriamente e que o túmulo é bem cuidado. Aqui é tão calmo e relaxante… Provavelmente é como ser enterrado em um pedacinho do céu. Espero que onde quer que estejam, vocês estejam juntos e felizes. Papa provavelmente está tirando fotos da Ami em todas as poses e lugares possíveis enquanto ele faz um discurso do quão fofa ela é. Mama provavelmente está só rindo, como ela sempre fazia quando ele tirava fotos nossas.

Suspiro. Como será que estaríamos hoje se nada daquilo tivesse acontecido? Ami estaria no ensino fundamental já. Com certeza estaria super feliz. Ela tinha apenas 2 anos quando… aconteceu e já estava louca para ir para a escola. Mama estaria escrevendo matérias para a revista dela. Ela estava para ser promovida na época. Talvez hoje ela fosse Presidente. Sorrio. E o Papa, claro, provavelmente ainda estaria trabalhando para a policia. E com certeza estaria enlouquecendo com o tanto de amigos homens que eu tenho.

Ah. Eu fecho os olhos e inspiro profundamente, tentando impedir as lágrimas de cair. Eu não teria tanto amigos homens assim se nada daquilo houvesse ocorrido. Eu provavelmente nunca teria encontrado o Kyou, nem o Kei, nem qualquer um deles. O Ikuto… Também não. Papa com certeza teria ‘fugido’ para o banheiro se soubesse que eu tinha um namorado. Riu.

Tantas coisas seriam diferentes… Será que eu realmente preferiria que nada tivesse acontecido? Eu não consigo me imaginar vivendo outra vida. Não consigo me imaginar sem o Kei, a Utau, a Rima, os meninos… Sem o Ikuto. Talvez tudo isso tenha acontecido por uma razão. Talvez… tenha sido uma coisa ruim para coisas boas virem.

– Tenho certeza de que onde quer que seu pai esteja, ele está muito orgulhoso de você. – sorrio para o oji-san.

Papa com certeza estaria orgulhoso. Ele se orgulhava de qualquer coisa que eu ou a Ami fazíamos. Até mesmo da vez em que eu escalei os armários da cozinha para pegar chocolate para a Ami, que não podia comer porque estava doente, ele ficou super excitado e falava sobre o meu ‘grande feito’, nas palavras dele, para todo mundo que ele via. Eu provavelmente já teria morrido de vergonha se nada tivesse acontecido.

– Ele vai ficar realmente orgulhoso quando você conseguir pegar o assassino dele e o cara por detrás da rede de tráfico. Ele vai se arrepender de ter mexido com os Hinamori.

– Com certeza. – ele ri.

– O que eu vou lhe contar agora ninguém sabe. Eu só contei algumas coisas para o Kei, mas não tudo.

– Você sabe que talvez você precise testemunhar contra ambos no tribunal, não é?

– Ambos? – olho para ele, então sorrio – Não, não existe ambos. Você não estava lá quando minha família foi assassinada, mas a pessoa que os matou é a mesma pessoa por trás do tráfico. Yamamoto Takashi.

– O que? – ele me olha, horrorizado.

– Eu reconheceria ele em qualquer lugar. Ele não sabia que meu pai tinha duas filhas. Ele só sabia da Ami. Quando a mamãe mandou eu me esconder, eles já tinham pego a Ami e o papai. Então ele veio no quarto e a matou. Ele nem mesmo pensou em olhar os outros cômodos para ver se tinha mais alguém. Antes de ele e dos capangas dele saírem, ele tirou o capuz da cabeça e eu pude ver o rosto dele. Depois que eles saíram, eu fugi. Estava com medo de eles voltarem e me pegarem também.

– Para onde você foi? Eu procurei por você em todos os lugares que pude pensar. Eu pensei que… que eles tinham levado você com eles.

– Eu só fugi. Não tinha lugar nenhum para ir. Eu tinha medo de ir para a casa de algum conhecido e eles me acharem lá e matarem a mim e a todos. Então eu corri e corri. Um garoto me achou e eu fiquei com ele por todos esses anos. O nome dele era Kyou. Ele se tornou a família que eu tinha perdido. Ele era tudo para mim. E de novo, Yamamoto Takashi tirou minha família de mim.

– Eh? Ele encontrou você?

– Não exatamente. Eu e o Kyou sempre gostamos de fazer experimentos. Os nossos amigos também eram de gangues. E um dia, um deles voltou para casa com um pacotinho, dizendo que tinha alguém vendendo aquilo, viciando todos, que, no final, acabavam morrendo. Foi como uma travessura do destino, mas eu, sem saber, acabei me envolvendo no mesmo esquema pelo qual meu pai tinha morrido. Mas o Kyou sabia dos perigos. Então nós mantivemos em segredo tudo e qualquer coisa que descobríamos sobre a droga. Nós tínhamos um ajudante lá dentro. Mas ele foi pego. Provavelmente torturaram ele antes de mata-lo. É a única em que consigo pensar para eles terem descoberto sobre mim e o Kyou. Eles provocaram um acidente e depois mataram o Kyou. E colocaram fogo na nossa casa. Eles destruíram tudo que podia incriminá-los.

– Eu sinto muito, Amu-chan. – sorrio ao sentir a mão dele no meu ombro.

– O que eu vou contar a você agora é tudo o que nós descobrimos sobre a droga. Tudo, inclusive como nós chegamos a descobrir. Você provavelmente vai achar que eu sou louca no final de tudo, mas eu quero que saiba, oji-san, que tudo o que eu fiz até agora, tudo, foi para evitar que outras pessoas sofram o mesmo que o meu pai, minha mãe, a Ami e o Kyou sofreram. E acredite, depois que eu terminar, vai desejar nunca ter se envolvido com isso.

~Fim de Flash Back~

Caramba, mal posso acreditar que todo esse pesadelo está perto de terminar. Sorrio. Até agora, tudo está indo de acordo com o plano. E depois de tudo que esse idiotas que me sequestraram falaram, vai ser ainda mais fácil pegar o chefão. Eu vou ter certeza de vê-lo apodrecer atrás das grades.

Eu escuto um barulho alto vindo do lado da saída e levanto o rosto, observando e escutando atentamente. O que está acontecendo? Me ajeito ao escutar gritos e arregalo os olhos. O que DIABOS está acontecendo? Parece que eles estão sendo assassinados lá fora. Olho para a corda ao redor dos meus tornozelos e mexo as mãos atrás das minhas costas. Eles tinham me amarrado direito dessa vez. Por que isso está tão apertado?! Qual o problema deles?

Escuto o barulho da porta batendo na parede e olho para cima a tempo de ver um dos capangas correndo até mim, sangue escorrendo pelo lábio dele. Arregalo os olhos. O que ele vai fazer comigo?

– Vamos!! – ele fala apressado, usando uma pequena faca que tinha no bolso para cortar as cordas que amarravam meus pés e me levantar com força.

– O que está acontecendo? – pergunto, alarmada pelos gritos lá fora – Vocês finalmente enlouqueceram e estão se matando?

– Cala a boca. O demônio do seu namorado nos achou. Nós temos que ir. AGORA! – ele me arrasta e eu vou andando, completamente abobalhada. Ele disse… meu namorado? O Ikuto… está aqui?

Eu sinto ele parar bruscamente e bato nas costas dele. Olho para ele e arregalo os olhos ao ver o terror nos olhos dele. Então eu olho para onde ele está olhando e vejo…

– Ikuto… — sinto meus lábio se alargarem em um sorriso. Ele veio por mim. Então eu percebo a expressão no rosto dele. A expressão de alguém que está pronto para matar. Agora eu sei porque eles estavam gritando feito condenados. Ninguém em sã consciência conseguiria olhar para aquela expressão e não sentir medo.

– N-não se aproxime! Não chegue perto de mim ou eu vou mata-la! – ele coloca a faca contra o meu pescoço e eu arregalo os olhos em medo. Ele não faria isso, não é?

– Tsukiyomi! – escuto um grito e olho para o lado, a tempo de ver um dos capangas correndo a toda velocidade em direção ao Ikuto.

– Cuidado! – eu grito e assisto sem saber se devo me sentir admirada ou assustada com a habilidade dele. O garoto sequer teve chance. O Ikuto desviou do chute, pegou a perna dele, torceu de um jeito que nenhuma perna deveria ser torcida e o jogou contra as caixas. Tudo isso enquanto ele gritava. Tudo isso em poucos segundos.

– Ikuto! – chamo ele ao sentir o garoto que me segurava me puxando com força – Não! Me solta! Ikuto!

Quando o garoto olha para mim, só vejo um reflexo nos olhos dele e então ele está caindo no chão, gritando em dor. Eu me afasto, assustada e caio no chão. Então eu sinto dois braços ao redor da minha cintura e olho para cima, vendo o Nagihiko sorrindo para mim.

– Você está bem, Amu-chan?

– Eu… — sinto um calafrio percorrendo minha espinha ao escutar um grito e olho para frente de novo, vendo o Ikuto chutando o garoto que tinha tentado me levar.

– Você não precisa ver isso, Amu-chan. – ele coloca a mão em cima dos meus olhos.

– Por que você não está parando ele? O Ikuto vai acabar matando ele… — sussurro, com medo por ele. O Ikuto pode ser assustador quando está com raiva, mas ele com certeza se arrependeria de algo assim. E eu não quero ver isso acontecendo.

– Ele precisa fazer isso. Se não, essa raiva vai se acumular e ele vai acabar descontando em alguém que não tem nada a ver com isso. – tão logo ele termina de falar, os gritos param e se tornam gemidos. Eu escuto, então, sussurros e depois algo caindo no chão. Quando o Nagihiko tira a mão dos meus olhos, há duas pernas na minha frente, pernas coberta por uma calça com espirros de sangue. Eu olho para cima lentamente e vejo uma mão, logo em seguida do rosto dele, que agora não mais carrega aquela expressão assustadora, mas sim uma de culpa e… afeto. Eu não sei por quanto tempo nos encaramos, mas deve ter sido muito tempo, por que quando finalmente volto a mim, ele está afastando a mão, um flash de dor passando por seus olhos. Ele acha que eu estou com medo dele…

Antes que eu possa sequer entender o que está acontecendo, sinto minha mão disparar, segurar a dele e puxar todo o meu corpo para perto de dele, abraçando-o com o máximo de força possível.

– Ikuto… você veio por mim… — sinto lágrimas se formarem nos meus olhos e me aproximo mais ainda dele, sentindo os braços dele arrodearem minha cintura com força.

– Me desculpe por ter demorado tanto. – ele sussurra contra minha orelha e eu sinto aquele calor que há muito não sentia tomando conta do meu corpo. Um que me fazia sentir segurança e conforto. — Você está segura agora, Amu. Estou aqui.

Notas finais
Reviews?