Black Sun (Sol Negro)
16 Capítulo 16 - Conhecendo o Rio: Um lugar ao Sol-P2
Notas iniciais
_Denise? – disseram eu e a Magali juntas, ao mesmo tempo
_Eu mesma diva amores, acharam que era quem, a Mandonna? – disse a Dê
_Não, achávamos que era você mesma – disse a Maga
_Claro que só podia ser eu, Denise é única, exclusiva e...- disse ela sendo interrompida por mim
_Tá, tá, já conhecemos esse papinho...
_O quê você está fazendo aqui, em Ipanema? – perguntou a Magali
_E você por quê está aqui? Fófis...
_Ora é porque a Carmem convidou a gente e...
_O quê? A Carmem convidou vocês para irem no Rio, vocês duas e eu aqui, como fico? – perguntou a Dê
_Bom, não exatamente, ela convidou a gente para ir há ilha do pai dela, só que antes a gente veio dar uma passada no Rio de Janeiro e... – respondeu a Magali, sendo interrompida pela a Denise
_O quê? Isso é pior ainda, vocês vão para a ilha do pai dela, e nem para falar disso, ela me fala – gritou a Denise, escandalosa no meio da praia
_É a Denise, não deixa de ter razão, Magali, o que está acontecendo com ela, é a mesma coisa se eu te deixa-se para trás e convidasse outra garota, sendo que você sempre foi a minha melhor amiga...
_É como se ela, nunca tivesse falado com a Denise e...- disse a Magali, sendo interrompida pela Denise
_É ela nem, mesmo liga para contar sobre isso, depois ela que não fique querendo o meu ombro, para poder chorar porque não tem amigos...- disse a Denise
_Para tudo, a Carmem chora por não ter amigos?
_Ai, eu não devia ter dito, mas, sim, não todo dia, mas ás vezes ela vê a amizade de vocês que é tão bonita e ela fica desejando ser que nem vocês, Mônica, Magali, Cebola e Cascão – respondeu a Denise
_Mas a Carmem faz isso toda hora? – perguntou a Magali
_Eu disse que ela não faz isso todo dia...
_Então a Carmem faz isso quando? – perguntou a Magali, olhando fixamente nos olhos da Denise
_De dois em dois dias, um dia sim, um não – respondeu a Denise, encarando a Maga
_Nossa, eu nunca pensei, que a Carmem faria isso, na vida – disse a Magali encarando a Denise
_Pois eu nunca pensei, que a Carmem tinha sentimentos...
_Mas, é claro que ela tem, todos temos...- disse a Denise
_É, mas lembra daquela vez que ela maltratou os gatos da Magali (TMJ 53)
_Ah, deixa isso para lá, Gatz, vamos aproveitar a praia e...- disse a Denise, sendo interrompida pela a Magali
_Você está mentindo não está? – perguntou a Magali
_É lógico, que ela está mentindo, não é Denise?
_Ah, me faça um favor, precisa mesmo disso e...
_Denise, sabemos muito bem que a Carmem, não faz isso, sabemos que você está mentindo, só para a gente falar bem de você, de forma que a Carmem te leve a ilha
_E também, tem o fato que no início, você ficou brava, porque a Carmem não te chamou e depois parecia que num passe de mágica, você se esqueceu disso – disse a Maga
_Como se vocês não tivessem mentindo também – disse a Denise
_O que foi que você disse? – perguntaram eu e a Magali, ao mesmo tempo
_Ah, cá entre nós, sei que a Carmem não convidou vocês para nada, vocês mal se falam e...
_Ah, é? Então eu te convido você para ir com a gente até o hotel, ai você vê que a gente estava falando a verdade...
_Combinado, Mônica – disse ela com um enorme sorriso no rosto
Quando eu, olhei para a Magali, ela me mostrou um olhar diferente, como se eu tivesse caído na conversa de alguém e depois bateu a mão dela na cara dela...
Nos afastamos um pouco da Denise, para a Magali me falar algo que ela queria, foi difícil compreender, mas depois de algumas piscadas e beliscadas no braço, eu percebi que ela queria me dizer algo.
_O que foi Magali?
_Mônica, eu não acredito que você não percebeu – disse a Magali, me encarando com aqueles olhos fixos em mim
_Não percebi o quê?
_Mônica, você não percebeu que a Denise estava fazendo um joguinho? – disse ela ainda olhando fixamente para mim
_Joguinho?
_Exatamente, ela estava te usando, jogando papo-furado para te convencer a você leva-la até a Carmem.
_Como, você deduziu isso?
_Simples Mônica, é lógico que a Denise iria continuar com raiva, porque a Carmem não convidou ela, mas ela fez algo melhor e pensou um pouco e fingiu não está com raiva e... – respondeu a Maga, sendo interrompida por mim
_Que ela fingiu eu sei, né, grande novidade...
_Mônica deixa eu terminar, é falta de educação interromper os outros...
_Fala, então
_A Denise mentiu, quando disse que a Carmem chora por aquilo, é verdade que a Carmem chora, mas ela chora quando o pai dela, não deixa ela usar o cartão de crédito para ir ao shopping – disse a Magali, com a cara emburrada
_Como você sabe disso?
_E ainda precisa de motivos? Eu já passei dezenas de vezes perto da Casa da Carmem, e vi ela chorando pelo cartão e o shopping, mas por isso que a Denise disse eu nunca vi, além disso ela toda patricinha, quem não garante, que se tirar o cartão de crédito dela, o mundo dela cai e acontece um apocalipse na cabeça dela – disse a Magali, estressada
_Bom, é bem provável, que isso realmente aconteça e...
_Mônica, isso aconteceu eu sei disso – disse a Maga
_Bom, mas porque você disse sobre aquele joguinho?
_Mônica, você ainda não percebeu, que a Denise ficou contente, quando você disse que levaria ela para o hotel?
_Na verdade, não...
_Ela ficou contente, porque era isso que ela queria, ela fez com que você acreditasse, que ela não acreditasse no que você falou, assim você ficaria com raiva e daria o que ela queria – disse a Magali
_Mas o que isso tem a ver com a Carmem?
_Ai, Mônica, ás vezes você tem que parar para pensar, ela quer ir no hotel para poder falar com a Carmem e você deu essa oportunidade a ela...
_Mas o que tem de ruim nisso?
_Ora, Mônica, e se a Carmem e a Denise estão brigadas, ai você leva a Denise para lá, ai você arranja problema para você e para a gente e...
_Estão falando de mim? – perguntou a Denise
_Ah, é...
_Olha estávamos procurando vocês – disse o Cebola me interrompendo
Salvas pelo gongo, digo o Cê!
_Vocês se afastaram demais do taxi e foi difícil achar vocês – disse o Cas, com um leve sorriso no rosto
_Claro, procuramos um lugar ao sol...
_Ah, Denise? – perguntou o Cê de olho arregalado para a Denise
_Surpreso Bofe? – disse a Denise
_Nossa que coincidência a gente aqui no Rio e a Denise também – disse o Cascão
_É muita coincidência- disse a Magali
_Em falar nisso, você até agora não explicou, o porque de estar aqui no Rio...
_Foi a minha prima que me convidou, para aproveitar a alta temporada no Rio – disse a Denise
_Então cadê a sua prima? – perguntaram nós quatro
_Ela foi no banheiro e aproveitou para tomar picolé, olha ela ali chegando – respondeu a Denise
Eu olhei para o horizonte e já podia ver a prima dela, era um garota toda encorpada, com cabelos longos e ruivos, encostando na cintura, seus olhos eram um castanho cor de mel, usava um biquine preto e um chinelo rosa e levava com sigo um picolé de chocolate e outro de morango.
_Deixa eu apresentar para vocês...
_Está é a minha prima Diana, Diana esses são aqueles de quem eu falei...
Eu não queria olhar para o que vi, mas já sabia que isso ia acontecer e é lógico que eu comecei a sentir a raiva passando pelas minhas veias, ele se jogou todo para ela.
_Prazer, eu sou o Cebola – disse aquele ignóbil, beijando a mão dela
_Ora seu...sínico...se eu te pego e...
_A você deve ser a Mônica, a garota rabugenta, com dentes salientes, que a Denise fala – disse a Diana, com um carinha que não me convencia
_Quer dizer que você fala mal de mim para os seus primos, Denise?
_A Diana se enganou, era do esquilo de um outro primo meu, que falei para ela e... – disse a Denise sendo interrompida por mim
_Quer dizer que você acha que eu sou um esquilo?
_Calma, Mônica, na boa, vamos apresentar a gente na paz, eu sou a Diana e você é a?
_Ai eu sei que você é a Diana e eu sei que você sabe, que eu sou a Mônica e...
_Calma amiga, é só uma apresentação formal – disse a Maga, tentando me acalmar
Quando olhei para a cara da Diana, eu vi que ela, estava estendendo a mão para mim, e me sentir obrigada de cumprimenta-la, mas pensando bem, porque deveria ter raiva dela, não foi ela que se jogou para o Cebola e sim ele que se jogou nela, a não ser que aquela metida, tenha feito algo que eu não vi, mas então eu deveria brigar com o Cebola?
De um jeito ou de outro, eu não fui com a cara dela, mas ao mesmo tempo, sentia que ela seria alguém que me ajudaria, em algo, no futuro, então será que eu deveria dar uma chance a ela?
Por quê, acho que, sempre fui muito dura, com qualquer garota nova, que apareça, daqui a pouco vão me chamar de barraqueira. Mas eles não deixam de ter razão pelo fato, de eu ser muito ciumenta...
Mas é porque o Cê, e é muito especial para mim, não consigo nem imaginar ele com outra, mas acabo imaginando, é eu menti, toda garota nova que o Cebola vê, ele fica animadinho, bom nem todas, mas a maioria. Muitas vezes tenho pesadelos de garotas beijando o Cebola, ás vezes aparecem uma fila inteira e ás vezes fico imaginando, coisa que eu não deveria...
E isso acontece sempre, que vejo uma nova garota, na nossa vida, fico imagino, ela beijando o Cebola, em várias cenas, em vários lugares. E eu a pateta da história, chorando num cantinho escuro ou olhando de longe, com algumas gotas de lágrimas, saindo do meu rosto.
Isso só me faz lembrar, de como ele é especial para mim, coisa que ás vezes me faz pensar, será que ele sente o mesmo por mim? E eu estou aqui perseguindo, um cara que nem mesmo liga para mim.
E não é de hoje, que nosso romance, sempre dá errado, por causa de alguma garota. Romance, a boba aqui, já está falando de algo que nem mesmo existiu. Nosso grande romance não durou, nem uma edição inteira.
Mas mesmo que não tenha chegado tão longe assim e tenha durado tão pouco tempo, ainda assim, foi longo e pleno, quando começamos a ficar juntos, sentimos como se atravessássemos o limite dos céus e todos os problemas sumiam com um toque entre nossos lábios, foi tão emocionante, tão surpreendente, tão envolvente, que parecia tudo isso aconteceu numa vida inteira.
Numa vida inteira, não e sim eternamente, ele me fazia sentir especial, mas eu não sei, se eu fazia ele se sentir deste jeito, assim como eu e penso, será que ele ainda tem medo de mim? Ou apenas me ver com uma vilã de um jogo, que ele precisa derrotar de outros meios...
Ás pessoas ficam falando, pelas costas ou até mesmo na minha frente, mas é como diz o ditado “Falar é fácil, o difícil é fazer”, sei que me consideram uma bobona, que fica correndo atrás de um garoto, que parece nem ligar para ela.
Mas é difícil, meu coração sente isso, não sei o que faria sem ele, acho que se o Cebola, não existisse, minha vida ia ficar incompleta e sem sentindo, e não aguentaria ficar sem ele por perto. Por mais que ele sempre me zoou na infância e eu batia nele, isso não foi capaz de romper a nossa amizade, o nosso amor.
Por que ele é simplesmente eterno e sei que o Cebola sente algo por mim, mesmo que seja lá no fundo, ele só precisa se erguer e ter coragem, para poder assumir os seus sentimentos.
Mas na real é isso, nosso romance, foi como um conto de fadas, tudo estava perfeito, não, tudo estava mais que perfeito, mas infelizmente não teve um final feliz, tudo porque ele se sente inferior a mim, mais ai eu me pergunto, na mente dele eu sou uma garota especial ou apenas um muro para ele derrubar? Uma pedra no caminho dele e...
_Mônica acorda, para a realidade- disse a Maga
_Ás vezes eu acho incrível, essa sua capacidade de ir toda hora para o mundo da lua – disse o Cebola
_É você começou a pensar e pensar e até se esqueceu do mundo, o que será que passa nessa cabecinha, gatz – disse a Denise, sarcástica
_É eu esqueci total do mundo
_Bom, mas agora já está aqui por completa, e ai já posso cumprimenta-la?
Tive que fazer um esforço, mas conseguir cumprimentá-la e assim todos nós cumprimentamos e já estava na hora de sair da praia e ir para o segundo lugar da lista.
_Tenho certeza que seremos grandes amigas, Mô – disse a Diana, toda sorridente
_É, né e...
_Então que tal você e a Denise irem com a gente até o próximo local da lista? – perguntou o Cê, mas sorridente do que a Diana
_Eu adoraria e você Dê? – perguntou a Diana para a Denise
_Eu também, ainda mais que vou para vocês para o hotel
O agonia, acho que você precisar dar uma passada na farmácia, para ver se tomo um calmante, mas acho que nem isso resolve o meu caso.
_E ai vamos? Só temos que arrumar as nossas coisas – disse o Cebola
_Deixa que eu ajudo – disse a Diana, toda oferecida
_Hunf, mas que oferecida
Fale com o autor