Black Stone

2 Capítulo 2 - Descoberta


Kyoo entrou em casa e decidiu pesquisar sobre a marca na pedra, que tanto o intrigava, para tanto começou a procurar na internet, e realmente encontrou o que ele mais temia. A pedra era uma espécie de selo de um acordo feito entre o portador da pedra e o shinigami que é responsável pela pedra.

Kyoo já ouvira histórias e lendas sobre shinigami, eram seres horripilantes que vinham a terra para levar as almas dos seres humanos quando era chegada a hora de sua morte, eram uma espécie de ceifeiros de almas.

Kyoo até então não estava em pânico, pois a pedra ainda possuía a mulher que a atirara e também porque acreditava que essa era mais uma das brincadeiras que eram postas na internet. Foi dormir.

Quando acordou, tomou um banho e dirigiu-se à escola para mais um dia de tormentos e deboches a sua pessoa. Chegando lá, começaram as provocações:

-Lá vem o menino prodígio!

-Será que ele teve outra descoberta magnífica?

-Não, ele estava muito ocupado dando aula de álgebra pro professor.

-Hahaha!!!

E era assim, dia após dia, a garotada fazia Kyoo de alvo a todas as brincadeiras de mau gosto, fora os esbarrões e rasteiras que levava, a verdade era que a maioria das provocações eram por inveja a sua inteligência.

Em sua enorme vontade de se vingar, subitamente, Kyoo lembrou-se da pedra, apertou-a com a mão e pode perceber que a pedra estava perceptivelmente quente, mas guardou-a de novo e pensou:

- Um dia ainda vou me vingar...

Passou a aula inteira pensando em como seria sua amarga vingança e de o que realmente significava a insígnia na pedra, boa coisa não era, porque a mulher estava realmente apavorada.

Por mais que ele pensasse em se desfazer da pedra sempre a curiosidade falava mais alto e Kyoo pensava:

-Quem sabe?

Depois da escola, Kyoo chegou em sua casa e viu sua mãe sentada no sofá assistindo a sua telenovela preferida, cumprimentou-a friamente e entrou em seu quarto, Kyoo começou a jogar seu RPG favorito em seu notebook; quando ele começava a jogar parecia que se desligava do mundo, passou a tarde inteira jogando e quando foi parar para perceber já eram sete horas e trinta e seis minutos, levantou-se, foi até a cozinha e bebeu um copo d’água.

Voltando ao seu quarto, muito frio por sinal, trancou a porta e deitou-se na cama e ficou alguns minutos no escuro de seu quarto olhando para o teto como quem não tem o que fazer. O vento soprava forte, e a janela fazia uma espécie de zumbido proveniente da fresta entre as duas folhas da janela, o ruído ecoava em seus ouvidos como uma marcha fúnebre num funeral. Kyoo decidiu fechar a janela para que o barulho parasse de o atormentar, então levantou-se da cama e aproximou-se da janela; estava chovendo. A janela estava emperrada e Kyoo não conseguiria fechá-la sem o auxílio de uma ferramenta, como a janela sempre emperrava, Kyoo já havia deixado uma espécie de martelo de borracha em cima da escrivaninha, virou-se para pegar o martelo e de repente viu o que mais temia: uma criatura, aparentemente uma caveira, com olhos esbugalhados e um capuz preto e carregando uma foice grande nas costas, os olhos, mesmo que cobertos pela penumbra do capuz, eram iluminados, assim como seus dentes pontiagudos.