Notas iniciais
"Os humanos se submetem a tantas situações ridículas por seus medos"

- Quem é você? – Respondeu o homem sentado em uma grande mesa de madeira polida com uma enorme e aparentemente confortável poltrona preta acolchoada da qual levantou com o susto que tomou com a menina entrando em sua sala.

- Black Rock Shooter... – Ela respondeu sem demonstrar nenhuma emoção diferentemente do homem, que pareceu mais aliviado e animado.

- Black Rock Shooter? Você é a Black Rock Shooter? – Ele gritou sorridente apoiando-se em sua mesa.

- Hai.

- Eu não acredito! – Ele gritou animadamente ao saber que um ícone adorado por todos da cidade estaria diante de seus olhos – Hey, vocês — Eles berrou reparando que seus seguranças ainda apontavam suas armas mal-encaradamente para a menina — o que estão fazendo?! Abaixem isso agora!

A menina apenas permaneceu olhando inexpressivamente para a bronca que o homem dava aos seus seguranças que imediatamente abaixaram suas armas e encostaram-se na parede.

- È uma verdadeira honra ter a senhorita na nossa humilde metrópole! – Falou o homem logo após pular a mesa a sua frente e fazer uma reverencia formal a menina, que o ignorou totalmente, e concentrou sua atenção mais a janela do que ao próprio homem. –Mas ao que devo sua agradável visita?

- Os roubos... – Ela murmurou deixando o homem com uma aparência paralisada pelo espanto, e talvez até... Medo?

- O-O-O Que? – O homem tentou disfarçar mudando sua expressão para um preocupado sorriso falso que tremia em seu rosto tomado pelo desespero, que certamente tentava inutilmente esconder algo – Que assaltos? Nossa cidade é calma e pacifica! N-Nada errado esta acontecendo aqui! C-Certo?

- Mentira... – Ela murmurou com sua fria expressão assustadora, que poderia arrancar a verdade do coração de qualquer psicopata de tão frio e desesperador que teu olhar amedrontador poderia ser.

- Co-co-co-como? Cla-claro que é... – O homem tentou mentir em vão, implorando não olhar nos olhos ameaçadores da menina, mas por um descuido olhou em seus olhos sentindo-se tão pressionado e assustado a ponto de não conseguir mais pronunciar uma palavra sequer – T-T-T-TÁ BOM! É verdade! Mas nós não podemos alertar o povo sobre isso! Isso causaria um tumulto! E o povo iria ficar tão feliz ao saber da sua presença aqui! Eu lhe imploro!!!

O homem gritou ajoelhando-se, num gesto de dar pena de tão ridículo, Enquanto seus seguranças entreolharam-se e a menina apenas o olhou com seus olhos mais ameaçadores e dolorosos que nunca, como quem sente nojo daquele homem.