Black Magic - Parents and Sons

2 Capítulo 1: Chibchas, os abençoados.


Notas iniciais
MAIS UM CAPÍTULO! *--* Tive muitas inspirações para este capítulo, começando por Jack Ü, e terminando por J Balvin. :3 Enfim, este capítulo acontece muita coisa. Então, peguem uma comidinha, de preferência alguma besteira - como sorvete, bolo, brigadeiro, etc - e preparem-se para a ação. BOA LEITURA! ♥

Capítulo 1: Chibchas, os abençoados.

Parte I:Cidade de Ouro (Eldorado)

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Luna

E então o pequeno ser desandou em tagarelar, deixando Luna zonza.

— Ei, ei, ei. Calma. Agora vamos começar direito, meu nome é Luna... — O pequeno índio emitiu um fraco 'eu sei', fazendo-a parar de falar, logo retomando a fala, um pouco confusa. — Pera, como você sabe meu nome?

— Você é a Grande Maga do Plano Mental, Luna Sidus. — Afirmou o garoto, logo se pondo à completar. — Os deuses avisaram da sua chegada.

— Deuses? — Perguntou para si mesma, Luna, vendo o pequeno índio assentir. — Certo, qual seu nome? O que você é?

— Eu sou um Chibcha, esse é o nome de minha tribo, meu nome é Je, comando a proteção de crianças da minha aldeia. E minha cidade está correndo um enorme perigo, por isso eu preciso da sua ajuda. — Disse a criança, vendo o olhar duvidoso da garota.

— Como posso saber se o que fala é verdade? Eu não te conheço e nem sei se devo confiar em ti. — Assumiu ela, vendo o olhar desesperado dele, quase se arrependendo, mas não cedeu.

— Como prova, eu trouxe isso, uma obra feito pelo vidente da minha tribo. — Falou o garoto, entregando para ela um papiro fechado, ao encostar nele, podia sentir a aspereza que era, desdobrando-o. Ao abrir, deparou-se com ela em uma capa escura, com estrelas cobrindo-a, e um bastão de uns um metro e meio, e o Sistema Solar desenhado em um círculo ao seu redor, e em seguida, se viu com o queixo aberto e espantada.

— Como? — Perguntou ela.

— Não me pergunte, entre todos da aldeia, eu sou o único sem habilidades mágicas ou especiais. — Falou o menino. Ela murmurou um baixo 'eu acredito em você...' Ainda concentrada na pintura. E ele logo retomou a fala. — Então precisamos correr, temos que chegar em dois dias em Eldorado, que é na divisa de Brasil, Peru e Colombia, ainda dentro da mata amazônica. Vê aquele pequeno trecho de água? Ele nos guiará até a divisa.

Como ambos estavam separados por uma cerca, Luna guardou o papiro na pequena bolsa, e segurou a cerca com a mão direita, sentindo a energia correr novamente pelas veias.

"Rent-a" — Pensou, enquanto via a cerca ir rompendo, ao já estar no chão toda a cerca, Luna somente passou por cima da mesma, perguntando para o garoto: — E agora?

Os olhos do menino brilhavam, demonstrando que gostara da mágica, nível básico como Luna costumava chamar.

— Agora seguimos o trecho de água, o mais rápido que der. — Falou o garoto, enquanto a pegava pelas mãos e puxava-a, correndo.

O dia inteiro fora assim, correndo ao lado do trecho d'água e bebendo um pouco da água do mesmo, e quando parou por um segundo e olhou-se na água corrente, constatou que era melhor tirar aquele casaco de pele naquela temperatura úmida e extremamente abafada que aturara por cerca de sete horas, e mais de sete horas com aquele casaco já era para desidratar, o qual agora ela rasgava para poder criar uma cama para ela e Je.

— Eu posso dormir na terra mesmo. — Disse o garoto de 10 anos, enquanto já juntava algumas folhas.

— Não, sem problema. Mas eu insisto para que durma neste pequeno aconchego criado por minha pessoa. — Luna disse fazendo pose, vendo o garoto rir, topando.

— Pela posição das estrelas, estamos com apenas umas seis horas de viagem. Amanhã se nos apressarmos mais, chegaremos em cinco horas.

— Sinto que amanhã será puxado. — Dissera Luna, deitando-se.

— Concordo. — Deitou o menino.

...

O dia amanheceu rápido, com os pássaros cantando.

— Bom dia. — Disse Luna, espreguiçando-se ainda de olhos fechados.

— Bom dia. — Disse alguém de voz mais grossa, assustando a garota, que se pôs de pé e já ergueu a mão, pronta para se proteger.

— Je?! — Se espantou Luna, ao ver que o garoto de ontem 10 anos, agora estava com uma aparência de 15. — Mas que porr...?

— Meu povo é abençoado. Nascemos, e três dias depois temos aparência de quem está em seus 15 anos de idade. Você conhece a história dos Chibcha? — Perguntou o garoto, vendo a garota ainda assustada negar com a cabeça. — Bem, há muitos anos atrás, em 1500 mais ou menos, quando os Espanhóis começaram a tomar nossas terras, cujo acontecimento já havia sido previsto e notificado pelos deuses, nosso chefe de aldeia nos mandou ir embora, fugirmos, com nossas riquezas e tudo mais, ele ficaria lá. Não deu outra, ele morreu. Meu povo todo fugiu e se estabeleceu em um lugar seguro o bastante, construindo ao pouco Eldorado, com toda a riqueza achada e as que eram nossas. Esse trecho de água é o único lago que abastece Eldorado.

— Okay, fica a dúvida de como ele abastece uma cidade toda... Mas o verdadeiro 'X' da questão é como você pode crescer tanto? — Descrença era o que descrevia a cara de Luna.

— Inti, o deus do Sol, abençoou meu povo com o rápido crescimento, para que se houvesse uma guerra, nós estaríamos preparados.

— Certo, vou parar de perguntar, pois temos um longo caminho, mas assim que chegarmos em Eldorado, quero saber mais. — Avisou ela.

— Tem todo o direito.

— Ei, como é Eldorado?

— Toda de ouro, com algumas outras pedras preciosas. Esse seria o resumo da cidade. — Diz o garoto.

Recolheram as coisas, incluindo as partes do casaco de pele no chão, e começaram à caminhada ao lado do pequeno riacho, sentindo a luz entrando na floresta fechada os aquecer, e em baixo tom de voz, agradeceu Inti pelo dia claro.

Luna pensou ter escutado um som leve de chiado, mas acho que era somente um animal qualquer, então nem pensou em perguntar para Je.

Quando menos esperava, Je virou-se e pegando-a pelos ombros, jogou-a no chão, a tempo de segurar uma cobra enorme que lhe espirrou veneno nos braços. O veneno queimou, fazendo as pernas fortes de Je fraquejarem, os olhos dele assumindo um tom branco e sem qualquer aviso, ficou parado e gritou em alto brado, com a raiva lhe fazendo soltar a cobra, que ficou parada como se o seguisse em sua frente e do garoto saiu um espectro amarelo-mecânico meio alaranjado de pássaro ancestral que rodeou o corpo do garoto, o menino fechou os olhos, abrindo-os novamente e sorrindo para o espectro, o animal virou-se e matou a cobra, fazendo o corpo que começara a levitar de Je, cair em pé. O espectro sumiu, deixando uma coroa de penas na cabeça de Je.

— Ai meu Deus, que fantástico! — Berrou a garota, sendo chamada a atenção por Je: — Aquela cobra era de Supai, o deus da Morte, não berre, ele pode por algo pior à perseguição de nós.

— Desculpe. — Sussurrou ela, vendo ele soltar um risinho, achando graça. — Seu braço está melhor?

— Sim, parece que estou curado. — Mostrou ele o braço, e ela pôde constatar que não havia sinal de luta ali.

— O que foi aquilo? — Perguntou ela.

— Parece que eu tenho algum dom, afinal. — Sorriu ele, fazendo-a sorrir entendendo que aquele era o dom jamais descoberto dele. Ele olhou para trás e pegou na mão dela, levantando-a do chão, e pegando a bolsa pequena dela, junto com os pedaços do casaco rasgado. — Temos que nos adiantar, já perdemos a noite, e perdemos trinta minutos pela "batalha" com a cobra. — Falou ele.

— Como você sabe tão bem os tempos?

— Me localizo pela Lua, Sol e estrelas. — Disse ele, voltando a caminhar.

— Uhn... Olha, como se nós ficarmos sem falar nada e só caminhar vai ser chato, que tal uma corrida? — Sugeriu Luna, vendo Je assentir, enquanto ela disparava, correndo e ora saltando galhos ora desviando de solo faltoso. O garoto seguiu-a, sorrindo com a adrenalina, sentindo sua agilidade ajudar-lhe a empatar com ela.

Enquanto corria, asas despontaram de suas costas, lhe fazendo flutuar de leve, ao ele se dar conta, pegou a garota pelos braços e a colou em seu peito, abraçando-a para não deixá-la cair, ambos voando com rapidez ao lado do rio. Ela somente aproveitou, aproveitou o fato de que agora pelo que parecia o amigo, se podia chamar ele assim, tinha algo nas costas – asas – que poderia facilitar o trabalho deles, como por exemplo: poupar energia dos pés.

Ele desviava de tudo que lhes podiam atingir, como galhos, árvores e alguns animais, que começaram a ficar em bandos conforme chegavam perto de um ponto dourado que despontou de repente no horizonte coberto de árvores e folhagem.

Je passou voando pelas armadilhas na terra, sentindo o coração falhar uma batida cada vez que objetos cortantes quase atingiam eles.

Quando o ponto dourado foi substituído por uma enorme muralha de ouro, que por um furo no matagal dava para ser visto, Je pousou, sentindo as asas voltarem para 'dentro' de si, e pegando Luna pela mão, abriram caminho pela floresta, dando de cara com a muralha, que brilhava pelo Sol.

— Agora são exatamente 12:00. — Disse Je, fazendo Luna olhar para ele com um olhar irritadiço falso.

— Pode parar com essa adivinhação de horário. Coisa sinistra. Que preciso aprender... — Disse brincando, enquanto o garoto somente sorria e gritava um nome não fácil de pronúncia e a muralha começava a ranger, abrindo-se.

— Se prepare.

— Ai meu... — Disse Luna, com os olhos brilhantes assim que a porta abriu o suficiente para que pudesse ver dentro.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim, o próximo capítulo... Sai assim que eu acabar ele. :) Até os coments.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.