Black Leaf, O Rei Dragão
2 Uma assassina atrapalhada. Uma verdade dolorosa.
July acorda na Manhã seguinte e logo percebe que Ryan não está na barraca, então coloca seu casaco e sai, assim que o vento gelado toca seu rosto ela escuta Ryan Chamar seu nome de cima da pedra.
– Bom dia July, Dormiu bem?
– Pode-se dizer que sim... Mas espera um pouco, como você chegou ai em cima?
– O outro lado da pedra é um pouco acidentado.
– Bom desça daí logo, temos que seguir viagem.
– Sim senhora. Diz Ryan ao pular da pedra.
– Não é porque você é um guerreiro espiritual que você é imortal, um pulo desses poderia te matar.
– Mas não matou. Diz Ryan em um tom de deboche.
– Não se esqueça que você é meu soldado, e que estamos em uma missão.
– Missão para buscar algo que me pertence, e que está no castelo.
– Sim, afinal, sua capitã te chamou para vir até aqui.
– Ok, desculpe...
– Vamos, me ajude a desmontar o acampamento, por favor.
– Sim senhorita.
Eles desmontam o acampamento, e seguem viagem, após meia hora de cavalgada eles encontram uma floresta e como não tem muitas opções eles decidem atravessar, Ryan começa a escutar alguns barulhos.
– July, você também ouviu isso?
– Isso o que? Não ouvi nada.
– Tudo bem, deve ser fome, podemos parar para comer?
– Logo a frente tem uma clareira, podemos parar lá.
Ryan percebe uma sombra passar ao seu lado e novamente chama a atenção de July.
– July, você viu isso?
– Isso o que? Ryan, acho que você não está bem, vamos apertar o passo para comer logo.
– Se você diz...
Após cinco minutos de caminhada eles chegam a clareira e decidem caçar alguma coisa para comer, July consegue dois coelhos e um esquilo, o que é mais do que o suficiente para eles.
eles comem, apagam o fogo e continuam viagem, ao entrar novamente na floresta, uma menina simplesmente cai de uma arvore em cima de Ryan, seus cabelos eram da cor das cinzas de uma fogueira, seus olhos eram castanhos como o tronco e uma arvore, alta, sem corpo, mas tinha um olhar assassino, então ela abriu um sorriso e disse.
– Olá!
July, por ser muito cautelosa, já está com sua marreta em mãos.
– Quem é você? E saia logo de cima dele!
– Calma ai, não precisa se estressar docinho...
– Ei meninas, primeiro, eu que deveria estar reclamando, acabei de ser esmagado por alguém que eu nem conheço, e segundo, era você quem eu tinha visto antes?
– Sim era eu, a propósito, meu nome é Laura. Diz ela saindo de cima de Ryan, e o ajudando a levantar.
– Bom, e o que você faz aqui? Diz July imediatamente, sem dar espaço para Laura e Ryan conversarem.
– A princípio, eu vim aqui mata-lo e pegar sua arma. Diz Laura. Mas quando eu olhei para os olhos dele...
– Seus olhos também não são ruins. Diz Ryan suavemente.
– Pera ai, ela queria te matar e você está dando em cima dela??
– N-Não, eu apenas devolvi o elogio.
– AAAh!! Convenhamos, você não tem esse costume.
– E você alguma vez já me elogiou.
– Não, mas... Diz July abaixando o tom de voz, e voltando a guiar Meriel para fora da floresta.
– Ei, July, aonde você está indo?
– Calma rapaz, não precisa ir atrás dela, eu estou bem aqui, lembra? Diz Laura virando o rosto de Ryan em sua direção.
– Não, eu vou atrás dela, e você vai vir com a gente, acho que nos deve algumas explicações.
– Purrrrr... Diz Laura fazendo uma pata de gatinho com uma das mãos. Tudo o que você quiser.
– Não temos tempo para joguinhos. Suba em Hyperion, ela está se afastando.
– Cedendo seu cavalo a uma assassina como eu? É bom saber que ainda existem cavalheiros por ai.
– Basta!
– É só elogiar que a atitude muda...
Eles seguem viagem, com July na dianteira e Ryan mais atrás junto com Laura.
A viagem segue até o anoitecer sem ninguém dizer uma palavra, então Ryan quebra o silencio com um simples.
– É melhor montarmos acampamento aqui, já está escurecendo.
– Ninguém te perguntou nada... Diz July com um tom tão baixo, mas tão triste, que Ryan nem a escutou.
– July, você me ouviu?
– Ouvi sim, mas pelo que me lembro...
– Você dá as ordens aqui capitã, desculpe. Diz Ryan antes mesmo de July terminar a frase.
– Você vai deixar essazinha te dar ordens?
Antes de Ryan pensar em uma resposta July pega a sua marreta, e num movimento tão rápido Tenta atingir Laura que estava sentada no cavalo, mas para sua surpresa, só havia uma nuvem de fumaça e July havia caído, antes mesmo que July pudesse se recompor, Laura já tinha uma adaga em seu pescoço, e outra apontada a Ryan.
– Mais um passo e ela morre.
– Achei que você...
– Sim, eu realmente não queria confusão, bem que gostei de você, mas não posso recusar o desafio de uma capitã.
Laura então se levanta, mas sem nunca abaixar sua guarda se afasta e entra em posição de combate.
– Ande! O que está esperando? Levante e lute! Desconte em mim toda a sua raiva!
July se recompõe e investe na direção de Laura como um leão investe na direção de sua presa, e então levanta sua arma acima da cabeça, pronta para triturar os ossos de sua adversária, Laura simplesmente levanta uma de suas adagas e bloqueia o ataque.
July então repara na adaga, uma lamina de aproximadamente 12cm feita em aço, o cabo media 5cm, era feito de chumbo, e tinha uma Safira cravada em seu centro, na lamina havia escrita em runas magicas a seguinte frase, Feroz como um predador, ao ler isso July levanta sua marreta e se afasta.
– Vamos lá! Já desistiu?
– Não irei enfrentar outra guerreira.
– Ainda bem, não estava afim de lutar.
Dizendo isso, Laura cai sentada em uma pedra próxima ela, sua barriga ronca, Ryan decide que irá caçar, pede a Laura para buscar alguns gravetos e a July para preparar a fogueira.
– Você não me dá ordens.
– Faça como quiser, só estou tentando chegar vivo no castelo, para pegar essa tal coisa que me pertence.
– Vocês dois são namorados?
– N-Não! Dizem Ryan e July em uníssono.
– É perceptível, vocês brigam mais que cão e gato.
– Isso é mentira. Diz July.
– Não July, não é... Ela tem a razão.
E com essas tristes palavras Ryan se retira. Após comerem eles continuam viagem, porém, como chegaram a uma planície eles seguem viagem a cavalo, Ryan e Laura dividem o cavalo.
Laura se aproveita da situação para fazer mais um de seus joguinhos, Agora que ela não está por perto é hora de agir, ao pensar isso Laura se apoia em Ryan, o abraça, e com uma voz sedutora diz.
– Ryan... Falta muito para chegar, eu estou com sono!
– Eu não sei, é a primeira vez que saio da cidade, aliás, porque você está com sono? Não está nem perto de anoitecer.
– Eu passei a noite toda vigiando a barraca de vocês de cima daquela pedra... Sim, eu vi a briga de vocês.
– Aquilo não...
– Não precisa se explicar garotão. Você ainda vai ser meu.
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