Bittersweet.
50 Nada acontece.
Notas iniciais
Fulano POVI ligado.
Cá estava eu a me levantar de minha maravilhosa, quente e aconchegante cama, mesmo que não fosse minha de verdade, mas do hotel. Acordei cedo, as 10 da madrugada, enquanto soltava um gemido de sono, desde que eu sou vagabundo e fui dormir as 2h da manhã me masturbando para caralho graças ao wifi do hotel.
Eu não paguei estadia, meu nome já me era porta de entrada garantida em quase todos os lugares, desde que eu ainda era melhor de idade e não me deixavam frequentar boates, sabe-se lá o porquê.
Apesar de que mesmo se que eu quisesse, não tinha como fazer isso, desde que nem com identidade falsa me deixavam passar, pedi Tails para me arrumar uma, mas o segurança olhou para aquilo e começou a rir tanto que se mijou, o que tinha de errado na minha data de nascimento? Eu ainda era maior de idade tendo nascimento em 1840. Não tinha nada de errado ali, eu hein.
Mas também eu não queria mesmo, tinha pornhub e eu estava satisfeito com isso, apesar de topar muito com shitporn no meio ali e acabar brochando, como casal a transar ao som de I am (All of me), apesar de eu já me masturbei ouvindo Who I am e acabei em crise depressiva, mas o Shadow nunca vai saber disso.
Eu espero que nunca.
Enfim, depois de devanear sobre minhas atividades noturnas, finalmente me levantei da cama e olhei pela janela, estava um sol do cacete. O que é? Sou menor de idade e um herói modelo e falo palavrão mesmo, pau no seu cu se não gostou.
Tails estava preocupado de eu estar vendo muito South Park e que disso possa estar diluindo meu cérebro de forma que eu pareça um babaca cuzão, mas apenas delicadamente mostrei meu dedo do meio e o mandei se foder, no melhor estilo Craig Turcker, ele saiu puto, mas eu ri para caralho.
Fui para o banheiro e caguei — não literalmente — para descrever tudo o que eu fiz lá, até porque todo mundo que conheço e desconheço sabem o que se faz em um banheiro, sai de lá e vesti minha roupa favorita, que era absolutamente nada senão luvas, meias e sapatos, desde que não estou em uma praia de nudismo e sair por aí com minhas mãos à mostra poderia me render um processo por atentado ao pudor.
Sai do quarto e por conveniência dopei com Shadow no corredor, que bateu contra mim e grunhiu para que olhasse para onde andava, mas quando olhei para trás para me desculpar, ele já tinha sumido, o que engraçado, já que meu quarto era o último do corredor e não tinha nenhum mais, acabei por ver a cena mais bizarra da minha vida de 16 anos, ele foi direto e bateu na parede e depois sumiu? Olhei para a parede de novo e esfregay os olhos de novo, talvez eu tivesse imaginado?
Dei de ombros e continuei andando, mas teria que procurar o Shadow e perguntar o que caralhos foi aquilo, se é se eu encontraria ele alguma hora, desde que quando ele quer sumir, nem com macumba encontra ele.
Desci as escadas desde que elevadores me deixam enjoados e cheguei ao salão de jantar, a turminha da pesada já estava reunida ali, com a aquisição de uma esquila que sabe-se lá de onde veio chamada Venda, acho que era esse o nome, que estava abraçada a Amy por alguma razão desconhecida a não ser a paixão desenfreada de criar discórdia na fandom juntando as duas personagens para criar uma treta maligna.
Sentei na cadeira que estava vazia e olhei para o pessoal, todos estavam ali comendo comidas pesadas que não eram de nosso país, mas coisas totalmente aleatórias como um delicioso hambúrguer preparado por Tails com um suco Del Valey e eu peguei meu maravilhoso café da manhã que era uma delícia dos deuses: torradas secas e um leite desnatado com nescau.
— Cadê o Shadow? — Perguntei enquanto Knuckles enchia um prato de... Feijoada?
— Nunca nem vi. — Knuckles comia de boca cheia e eu estava prestes a repreendê-lo por sua falta de educação a mesa quando Rouge falou me tirando de meus pensamentos sobre falta de educação.
— Crime ocorre nada acontece. — Ela falou enquanto comia sushi com garfo e faca.
Dei de ombros, Rouge sempre falava coisas filosóficas e profundas, relaxei na cadeira de madeira dura enquanto Cream sorria para mim e dizia com palavras doces e sinceras:
— Eu só estou aqui porque sou uma loli. — Seu Chao de estimação repetia sua espécie como se fosse um Pokémon do seu lado. — Eu dou cadeia! — Ela exclamou alegremente enquanto saia da mesa e dava pulinhos para fora do salão por nenhuma razão aparente. Perguntando para todo estranho que aparecia pela frente se sabiam que lolicon dava cadeia.
Comi meu café da manhã e me levantei, todos já estavam se levantando também em uma coreografia típica de fanfic, onde todo mundo me segue por que eu sou o protagonista e estou narrando essa porra.
Então nos dirigimos em fila indiana para fora. Ugh, detesto água, é molhada e fria. Mas eu sou obrigado a estar nessa porra de lugar porque é isso que dá visibilidade, fanservice, não me pagaram para isso e nem mesmo eu ganhei bolo. O bolo era uma mentira. Cream já estava muito na frente, brincando com Cheese e conversando com estranhos que faziam caretas para ela com suas perguntas intelectuais e adultas.
Então como eu estava realmente necessitado, por nenhuma razão. Saí perguntando para todos que estavam em meu caminho se haviam visto Shadow, no que claramente todas as respostas eram negativas, não entendi nada e isso era uma situação muito estranha, ser personagem principal de fanfic yaoi é difícil e ninguém entende, pelo menos ainda não protagonizei uma cena de pornô ruim, ainda.
Mas ainda assim estou a procura desse maldito ouriço por razão alguma, até que vejo o novo casal passando pela minha frente, conversando coisas aleatórias que eu apenas peguei parte da conversa:
— Mas isso está certo, Sal? — Amy parecia perguntar algo que não é da minha conta e nem quis saber.
— Talvez, Sugar. — A esquila respondeu pensativa, olhando para a ouriça com preocupação.
Então avisei um balde perdido na praia, na verdade era de um menino que estava fazendo um castelinho estúpido na praia, mas ninguém precisa saber, então corri até ele e peguei-o, indo até o começo do mar e enchendo-o de água, joguei nelas e sai correndo.
— Por que jogou água na gente?! — Amy perguntou puta, enquanto seu martelo de materializava sabe-se lá de onde.
— Vocês estavam muito safadas. — Respondi com seriedade. — Agora fiquem aí soro caseiro.
— Que — elas falaram em uníssono, enquanto me afastava me sentindo com dever cumprido e com honra limpa, mas enquanto corria, assistia a bizarra cena da Rouge correndo em câmera lenta com um biquíni de babado vermelho, com seus sobrenaturais seios grandes balançando devagarinho. Água voava em sua direção sendo jogada por crianças aleatórias cujo rostos nem vi, mas na moral, se eu não fosse shadowsexual, estaria paudurecido na hora.
Enfim, depois de andar para caralho num sol fodido, finalmente achei uma sombra para ficar, mas mesmo que ficasse nela, não tinha nenhuma fodendo nuvem no céu, então teria que voltar pro sol mais cedo ou mais tarde.
Fiquei frustrado andando todo esse tempo, só faltou tocar a música da Hatsune Miku agora, mas daí eu reparei bem na sombra e vi que não parecia fazer sentido, parecia a imagem familiar da silhueta do Batman.
Olhei para cima.
E fiquei confuso.
— Eu sou o rei da escuridão, justiceiro das trevas! — Shadow falou seriamente, enquanto balançava sua capa preta.
— Shadow, quantas vezes eu tenho que te falar que você não é o Batman?
— Já viu eu e o Batman no mesmo lugar ao mesmo tempo? — Ele me perguntou com um meio sorriso.
— Não.
— Então.
É... Faz sentido, debati comigo mesmo enquanto ele descia da pedra em que se meteu, andando lentamente em minha direção.
Então ele me encarou e eu encarei de volta, sua expressão séria se transformou em uma expressão de bravo.
— Eu quero transar. — Ele falou para mim enquanto se aproximava de mim.
— Vestido de Batman?! — Perguntei dando um passo para trás, não vendo meu envolvo e tropeçando em uma pedrinha, caí de cu no chão.
— E por que não?
Por que não? Ele realmente perguntou por que não?! Porra! Eu não sei “por que, não?”!
E agora? Como eu ajo? O que eu falo?
— Só se for com Halls preto.
Ele tirou minha luva com os dedos, fazendo uma cara safada de personagem de hentai, mas então ele olhou para trás e olhou para mim, segui seu olhar e vi um quarteto das tartarugas.
Mas que caraio, nem aqui essas porras dão sossego?!
— Vamos sair daqui, eu vi o Botas.
Ele... Viu o Botas? Agora fodeu. Corre Berg.
Corremos igual retardados ao som de sweet dreams quando olhei para Shadow e ele segurava seu celular, de onde vinha a música.
— Que foi? — Questionou-me enquanto desligava a música e o colocava em um dos ‘bolsos’ do cinto de utilidades que tinha na cintura.
Chegamos no hotel e ele nos levou para seu quarto, que era só dele porque era emo para caralho e ninguém aguentava as crises existenciais dele ouvindo Evanescence e reclamando da vida. Embora ele tenha uma puta cama grande, porque ele ostenta dinheiro porque trabalha pra GUN e fica ostentando Haley Davidson e não sei mais o que, suspirei enquanto ele me jogava contra a parede.
— Lagartixa. — Ele sussurrou lascivo.
Então ele me jogou na cama logo depois, sem motivo algum apenas para mostrar que pode, eu sentei na cama e mostrei o dedo do meu para ele. Shadow chegou perto de mim e pegou meu pulso em que eu mostrava o gesto obsceno e colocou o dedo na boca enquanto chupava e mordiscava-o, eu soltei um arfar de surpresa enquanto percebia que ele estava me olhando com olhos vermelhos obscurecidos de luxúria.
Ele tirou minha outra luva e apertou meus dedos com força, colocando minha mão em sua nuca e se arrastando até estar deitando em cima de mim, seus lábios mordendo levemente minha orelha e seu sussurro fazendo meus pelos se eriçarem.
— Vou te fazer gemer como uma cabra de vídeo viral do youtube. — Ele falou de uma forma forte, máscula, me fazendo estremecer.
— Mas nem fodendo.
Desafiei-o, ele apenas sorriu, enquanto me virara de quatro e penetrava meu ânus que tinha um tamanho levemente maior e mais largo, adentrando meu reto com seu caralho afrodescendente e veiúdo.
E o resto... Foda-se, ninguém tem que saber.
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