Bittersweet.

47 46. Não dê as costas para o inimigo.


Notas iniciais
Leiam as notas finais.

— Cumprido. — Voz de Topaz saiu baixa enquanto assentia consigo mesma, passou a mão pelo cabelo, ajudando para longe de seus olhos azuis claros, ajeitou sua postura para uma ereta, pegando sua arma com dificuldade e a ajustando nas costas, ao seu lado apareceram três soldados, suas expressões eram de confusão e suspeita, apesar de estarem silenciosos ao seu redor, ela lhes deu um olhar sério.

Ela lhe deu um olhar severo que eles tremeram e se entreolharam, engolindo em seco.

— O último carro com os sobreviventes acabou de partir, Capitã. — Um deles pronunciou nervosamente.

— Ótimo. — Assentiu. Eles olharam-na esperando. — O que estão esperando? Essa é uma missão séria! Não treinem vocês para ficarem parados como patetas, tratem que fazer alguma coisa!

Eles assentiram rapidamente, correndo para onde estavam outros soltados, que faziam parte da barricada para impedir que invadam o perímetro, repórteres rodeavam o lugar como urubus ávidos por uma notícia em primeira mão, se espremendo contra a barreira viva formada por policiais overlanders e agentes GUN recém-chegados. Topaz suspirou com a cena enquanto estava no aguardo da próxima ação.

Havia se passado alguns poucos minutos desde que havia recebido as ordens dada por Mary através de um camaleão, magenta de olhos dourados contrariados e expressão séria, era fácil sua tarefa, atirar em um ponto especifico e pronto, a razão dela querer que derrubassem um biplano era um mistério, desde que conhecia a aeronave de algumas missões que haviam participado como backup do Team Dark, no entanto, deixaria sua curiosidade para depois.

Também tinha sido pega de surpresa por ela não ter usado seu comunicador, talvez a morcega sentisse que seu contato poderia ser cortado por alguma fonte externa, sua expressão se fechou, Mary estava praticamente sozinha sem poder entrar em contato com outros soldados para backup e não podia atualizar ninguém do que estava acontecendo.

Seus olhos rondaram rapidamente o espaço, o único lugar alto que estava ao seu alcance não podia dar-lhe uma visão bastante clara, exceto se estivessem ao redor do ponto de visão.

Confirmou brevemente se sua arma estava bem colocada e se esticou em um alongamento, era uma longa, íngreme e perigosa subida, checou seu comunicador, estava funcional.

Começou a subir lentamente os destroços, fazendo mentalmente uma conta para saber se estava há uma distância segura do raio de ataque de Eggman e o suficiente para não ter nenhuma interferência em sua comunicação via satélite pelo comunicador, nunca teve contato direto com uma missão com o rank daquela e não tinha absoluta certeza do que poderia acontecer caso fizesse o movimento errado. Tentou limpar sua mente das possiblidades de fracasso, que claro, ela sabia que eram altas.

Atrás de si, um som de explosão soou, virou a cabeça instantaneamente para a direção, onde via que os repórteres gritavam e câmeras de filmagem pareciam estar sendo quebradas por alguma força invisível, uma a uma as câmeras explodiam e gritos soavam de susto e indignação.

Topaz balançou a cabeça com a cena, enquanto um sorriso se alastrava por seu rosto, apesar de sua face transparecer uma preocupação mais acentuada, algo certamente estava para acontecer, desde que sabia quem havia encomendado a ruína das câmeras e sinceramente não sabia se era um bom sinal ou um presságio de uma catástrofe.

Estremeceu, seus pés finalmente tocavam a parte alta de um prédio, enquanto retirava sua arma das costas e se deitava no chão, olhando para um lugar que pudesse coloca-la e aguardar pelo momento certo, seus bolsos com balas especiais para variadas emergências, aprendeu com a experiência que não deveria baixar a guarda e esperar pelo fracasso, havia sido treinada arduamente e lutou com unhas e dentes para chegar em seu posto, não tinha conquistado tudo apenas por ser um rostinho bonito, boa aparência e sentimentalismo não era atributos de um agente do governo, não existia laços seja de sangue ou não.

Sua arma tinha uma mira com zoom regulável de altíssima qualidade, assim como silenciador, para momentos em que precisasse ser rápida e sutil, para não estragar as missões. Posicionou-se adequadamente, seu coração batia rápido demais em seu peito, assim como seus dedos estavam gelados, a mira estava posta e tinha apenas um alvo.

Mary.

.

.

— Era... Um impostor? — A voz de Knuckles estava confusa, olhando para todos esperando uma resposta clara.

— Hmpf. Aparentemente, equidna. — Shadow cruzou os braços no peito, olhando com frieza para todos.

— Um impostor... — Rouge sussurrou baixo, em sua posição humilhante e chocada no chão, olhando para suas mãos enluvadas com desolação. — Então... Talvez Eggman saiba... — Sussurrou alto demais, sem dar-se conta de que tinha ouvintes.

— Saber do que? — A pergunta veio do equidna, que tinha uma expressão zangada no rosto, como se estivesse sentindo-se irritado por estar sendo excluído de algo.

— Falando em saber... — A voz de Shadow soou fria e cortante, seus olhos se direcionaram para Mary, que estava há alguns sentimentos no ar. — Você — cuspiu de forma arrogante, olhando para a morcega com superioridade — quero respostas.

— Não abri uma sessão de perguntas, ouriço. — Rebateu no mesmo tom. — Espere na próxima.

Shadow rosnou.

Não me ignorem! — A voz saiu em um rosnado alto vindo o grande robô ainda em funcionamento. — Vou ensinar a não me ignorarem. Hohohohoh — A risada alta causou um arrepio pela coluna dos que estavam assistindo, Mary que estava no ar, usou suas asas para se içar para cima e longe de um possível ataque para se organizar.

Um barulho alto soou pelo lugar, em um piscar de olhos, duas enormes naves apareceram sob suas cabeças, como se sempre estivessem ali.

— Camuflagem! — Mary rosnou consigo mesma, olhou para seu pulso, apertando um botão, para confirmar algo que já tinha previsto. Só ouvia som de estática.

Estavam sem comunicação, teria que sair da área se quisesse chamar reforços.

E também havia Sonic, o ouriço não estava em lugar nenhum nas intermediações e temia que, estando sozinho pudesse fazer mais imbecilidade do que já fez. Suas mãos se fecharam em punhos, as unhas pontiagudas trespassando a carne da mão.

Estava tudo perdido para eles se não encontrassem a fonte de energia ou uma abertura para contra atacar, as chances eram quase nulas, um rosnado saindo por seus dentes trincados, estava ficando sem tempo e as possibilidades de tragédias era iminente, não conseguiria lidar com o fato de que o herói e defensor estava impossibilitado de lutar, tornando as alternativas limitadas.

Olhou de repente para um ponto especifico, sentindo alguém observando-a, seus olhos vermelhos focalizando os azuis de Topaz que mantinham a mira sobre si, seus olhos se estreitaram antes de sorrir para ela com lábios cerrados.

Mas, antes que pudesse falar qualquer coisa, o compartimento de carga das duas naves se abriram, enquanto centenas de robôs saíam e se aglomeravam no chão destroçado tais como formigas.

Dr. Eggman nunca se daria tão facilmente por vencido.

Estavam perdidos.

Notas finais
Bem, eu fiquei uns bons três meses ausente e sem escrever Bittersweet, foi um tempo longo e angustiante de fato, agoniante. Mas agora eu posso dizer com orgulho que, todo esse tempo ausente valeu a pena. Meu livro, na qual dediquei todo esse tempo já está à venda na Amazon com uma história inédita e original e, em razão do halloween, ele estará de graça somente pelo dia 31 de outubro, sob o nome de Bailes Infernais. Até uma próxima~ by: ShadowShirami