Bittersweet.

11 11. Eu te odeio, Rouge!


Notas iniciais
Acho que esse era o capítulo que eu mais estava ansiosa para finalmente escrever, não sei explicar... Enfim, não vou me demorar. Tenham uma boa leitura.

Os sons de seus sapatos vermelhos eram ecoados pelo cômodo apertado enquanto Sonic andava de um lado para o outro, o som mudava quando ele mudava do piso de madeira para o tapete felpudo, porém sua impaciência nunca mudava, seus braços estavam cruzados com força no peito e seu rosto estava bastante vermelho de raiva e humilhação.

Sua mente repetia a pergunta que seus lábios não conseguiam proferir em voz alta. Ele sentia-se como protagonista de uma comédia horrível, onde ele era o centro das piadas desferidas a ele. Ele queria apenas ter tido um dia normal, pelo menos para ele. Comer e depois correr pelos prados e florestas, até mesmo se encontrar casualmente com Eggman e ter um pouco de diversão para matar o tédio. Mas não.

Como ele acabou ouvindo o que morcega tinha o obrigado a fazer? Por que ele simplesmente não a ignorou e seguiu sua vida?

— Argh, por que diabos eu estou fazendo isso? — Resmungou enquanto pisava duro, se sentindo desconfortável.

Ele mesmo não sabia se responder, porque no fundo ele temia se houvesse alguma resposta para isso.

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Abriu a sacola lentamente, como se esperasse que uma bomba estivesse dentro, mas ao olhar, ele desejou imensamente que fosse bomba, de preferência nuclear.

— Você só pode estar brincando! — Gritou enquanto jogava a sacola com seu conteúdo diretamente para um rosto com expressão divertida.

Seu sorrisinho se dissolveu enquanto seu rosto adquiria uma expressão irritada, suspirou enquanto olhava para o outro de uma assustadora.

— Isso não foi nenhum pouco educado, Blueboy. — Repreendeu enquanto colocava a sacola do seu lado no sofá. — Não vê estou querendo ajudar? — Fez seu melhor para que sua voz saísse magoada e ofendida, porém Sonic não parecia afetado pelo seu teatro de boa samaritana.

— E como isso — apontou para a sacola com uma expressão irritada — vai me ajudar? — Rosnou sentindo-se objeto de diversão.

— Ora, Blue, é muito simples. — Endireitou sua postura no sofá cruzando as pernas sensualmente e piscando para o ouriço. — Você faz o teste, simples. — Sorriu inocentemente.

— Rouge.... — Falou lentamente, buscando paciência. — Eu sou macho, caramba! Como diabos você quer que eu faça a porcaria de um teste de gravidez?! — Gritou, seu rosto ficando vermelho pela raiva.

— Hey, hey, acalme-se. Você faz como todo mundo faz. — Disse ainda se abalar.

— Qual parte de “eu sou macho” você não entendeu? — Rosnou novamente. Suas mãos se fechando em punhos apertados.

— Hey, você não pode ficar tão nervoso, você sabe, isso pode fazer mal para o bebê. — Cantarolou se levantando e rodeando o ouriço azul que parecia prestes a ter uma combustão espontânea. — Não, não, você tem que ficar tranquilo, sweetie. Você não pode se irritar nesse estado. — Disse suavemente.

Caminhou suavemente para onde o ouriço estava com uma expressão assassina e sem temer passou suavemente seus braços pelos ombros do ouriço, que a contragosto relaxou seus espinhos para que não a machucasse. Mesmo que seu desejo era fazer com que ela pagasse pelas brincadeiras, ele mesmo não teria tanta coragem para ferir Rouge.

— Rouge, pela última vez! Eu sou macho! Não existe criança alguma! — Gritou, porém ele mesmo estava quase acreditando, balançou a cabeça e a morcega teve se afrouxar seu abraço para não ser atingida pelos espinhos.

— Não? — Perguntou divertida. Seu dedo indicador da mão esquerda passeando pela bochecha cor de pêssego lentamente. — Então... — Seu dedo deslizou pelo seu queixo ainda em um ritmo lento e Sonic teve problemas para não se contorcer e acabar ferindo a morcega sem perceber.

— Então o quê? — Grunhiu, seu rosto se retorcendo em uma careta de desconforto.

— Não se sente nauseado, uh? — Usou o indicador para deslizar pelo seu peito lentamente, quase nem o tocando adequadamente e sorriu. — Sonolento? — Continuou antes que o ouriço pudesse dizer algo, acrescentando mais um dedo como se estivesse enumerando. Sonic que havia aberto a boca para retrucar a fechou, a morcega tomou isso como uma afirmação e sorriu. — Muita fome, uh? — Acrescentou um terceiro, fazendo com que se Sonic se sentisse desconfortável demais para suportar a ousadia da morcega.

— Rouge, pare.... — Disse lentamente em um aviso, não estava gostando da forma como a morcega estava agindo, porém não tinha a frieza necessária para a expulsar de sua casa, sabendo que Shadow possivelmente ficaria bastante irritado por ele fazer tal desfeita de sua consideração.

Ah... Pensar sobre Shadow fazia sua guarda baixar visivelmente. Não gostava de demonstrar, porém.

Rouge não sabia sobre seus sentimentos para o ouriço negro, claro. Para ela, o ouriço era na melhor das hipóteses louco. Ninguém em juízo perfeito iria doar seu corpo de boa vontade para os caprichos de Shadow. Nem mesmo ela que já tivera uma atração pelo ouriço seria capaz de tamanha ousadia.

Claro, ela já o provocou incontáveis vezes, mas mesmo assim só ficava na provocação. Até porque não era em Shadow que ela estava realmente interessada, não, longe disso.

Talvez as provocações dela servissem para provar para outra pessoa, ou melhor, um determinado equidna vermelho o quanto ela se interessava nele, porém ele era alienado demais para perceber, para a decepção dela. Ela primeiramente só o provocava por diversão, já que ele era bem mais emotivo que o ouriço negro que compartilhava as missões. Ele xingava, resmungava e em algumas ocasiões até mesmo esboçava um leve rubor de constrangimento. Enquanto com Shadow, bem, ele tampouco parecia agir como se ela estivesse ao seu redor, só respondia algumas perguntas diretas e não caia em suas provocações por nada.

Mas quando Sonic apareceu com sua preocupação para Shadow, ela não deixou de provocar, claro ela conhecia o que o ouriço ébano tinha e que lhe deixavam com um mau humor bastante duradouro senão eterno, porém ela não esperava que logo o ouriço azul fosse se candidatar para suprir tal necessidade.

Claro que não admitiria nem sob ameaça, mas sentiu ciúmes, teve inveja da coragem e Sonic e ainda por cima se sentiu ressentida quando ele conseguiu o que ela não. Rouge nunca foi modesta, não via razão para Shadow a ignorar como fazia. Até mesmo pensou que ele não tinha nenhum tipo de desejo de satisfazer sua tensão sexual, até claro, aquele dia em que ele viu Sonic um dia depois daquilo.

O ouriço mancava absurdamente enquanto parecia ter problemas em sentar no sofá da casa dele. Mas o que ela esperava? Não fora ela que sugeriu? Então por que ela esperava outro resultado?

Ela sabia que Shadow nunca seria passivo, mas realmente nunca esperava que ele fosse mesmo transar com seu rival. Seu rival! O ouriço que ele vivia reclamando que era irritante. O ouriço ele sempre disputava força e velocidade. O ouriço que perdeu a dominância para ele no sexo.

Ela teve vontade de rir, mas se recusou.

Porque se risse, logo estaria chorando.

Seu orgulho foi pisoteado com força, ela ainda tinha esperanças de um dia ter experimentado o que Sonic teve, claro, não exatamente da mesma forma, já que ela era uma mobian fêmea.

Ficou por um pouco mais de mês enquanto ela via que aquela situação tinha se repetido uma, duas vezes. E logo o ciúme se tornou preocupação pelo ouriço azul, a inveja se tornou um carinho por ele, enquanto ela parecia girar cada vez entorno dos dois, como conselheira, como amiga e até mesmo como uma irmã. Mas claro, a provocação sempre estava presente, mas não era por mal, era seu jeito de demonstrar que de alguma forma, ela se importa.

Algo passou a incomodar desde então, algo que ela não sabia nomear, talvez um sexto sentido que não tinha explicação racional, mas que a levou a acrescentar pacotes de preservativos a cada vez que ela levava lubrificantes e até mesmo novos acessórios para os dois. Ela já tinha lido e relido inúmeras vezes os arquivos de criação de Shadow, conhecia suas capacidades em teoria, mas e Sonic? Era um completo mistério.

Ela sabia que não tinha meios de nenhum dos dois terem quaisquer tipos de doenças transmitidas pelo sexo. Mas por que ela sentia que era necessário dar-lhes preservativos? Algo estava errado, mas ela não sabia o que poderia ser. E sinceramente, ela temia por Sonic.

Foi então que ele recebeu o telefonema da noite, algo naquele telefonema a incomodou.

Náuseas, palidez, desmaios, fraqueza, oscilações de humor e fome...

A ideia era absurda demais, era irreal, inacreditável. Era loucura.

Passou a noite toda sem prestar atenção alguma ao que Tails se empenhava em tentar explicar o mais simples possível para que a mente limitada de Knuckles entendesse. Só ouvia parcialmente, era um projeto de uma base para os ‘heróis’ e reconstrução de uma ‘Hidden Pallace’ que ela não sabia o que era, mas que parecia importante, já que Knuckles parecia bastante interessado desde que essa parte foi mencionada.

As palavras do garoto pareciam como uma nevoa, ela escutava, mas parecia que eram distantes, inalcançáveis.

Quando a reunião tinha terminado, ela parecia agir como um robô, porém conseguiu disfarçar toda a sua desatenção com provocações enquanto via de soslaio Amy ansiosa, mesmo que Rouge tivesse dito que não conseguiu encontrar nem Shadow e muito menos Sonic, a ouriça parecia não acreditar em nenhuma palavra que a morcega tinha dito sobre a falta de comunicação e sabia que, que ela soubesse onde o ouriço residia, teria ido correndo ao seu encontro.

Amy não sabia onde Sonic morava, foi um pedido, ou melhor, uma suplica que ouriço fez para seus amigos quando a ouriça não estava no mesmo recinto e depois de muita conversa, todos concordaram que só contariam caso fosse muito necessário. O que nunca chegou a acontecer, para a felicidade dele.

Aquela noite, Rouge não conseguiu dormir. Ainda estava desperta quando o comandante lhe fez uma convocação, porém poucos minutos depois ligou a dispensando. O que lhe deixou confusa, porém agradecida, duvidaria que conseguisse executar qualquer tarefa delicada no estado mental que se encontrava. E logo em seguida, outra ligação, a que mais lhe deixou preocupada.

Shadow assumiu uma missão sozinho, oh bem, não exatamente, pois ainda tinha Ômega como parceiro, porém ele fez isso para que ela pudesse olhar Sonic para ele... E aquilo foi algo que a confundiu. E não foi pouco.

Por que Shadow de todas as pessoas se preocuparia com Sonic? Mesmo que tivessem um segredo sujo e se encontrassem as escondidas por noites aleatórias, ainda assim pela visão da morcega eles ainda eram eles, mesmo que compartilhassem a mesma cama, ainda eram rivais, ainda competiam normalmente.

Essa foi uma das características de ambos que nunca fizeram com que os outros suspeitassem sobre eles. Exceto claro alguns deslizes de Sonic, como um grito de dor quando caiam de mau jeito no chato ou algumas olhadas longas que Shadow casualmente dava no corpo de Sonic. Porém, felizmente era só ela que notava.

Mas isso nunca impediu que houvesse provocações por parte dela, na qual Shadow ignorava e Sonic apenas fechava a expressão tentando não corar.

Quando Sonic deu por si, a mão de Rouge estava acariciando sua barriga, os dedos traçando círculos invisíveis entre a fronteira de pêssego e cobalto. E levou muito de si para não a empurrar com toda a força.

— Solta! — Gritou desconfortável, se contorcendo no abraço da morcega, seus olhos verdes brilhavam. — Eu já disse, Rouge! Eu já disse, não existe criança alguma, droga! — Rosnou enquanto se libertava e ficava a uma distância segura dela.

— Então por que não faz o teste? — Sugeriu docemente. E Sonic perguntava quando mais de ‘doçura’ ele suportaria antes de virar diabético.

— Porque não tenho motivo nenhum para fazer essa porcaria! — Retrucou, não se deixando levar pelo tom amistoso.

— Você vai fazer. — Disse simplesmente a morcega, dando um sorriso.

— Não vou. — Cruzou os braços fortemente no peito. Sua expressão era raivosa, enquanto seus olhos ainda brilhavam molhados.

— Ah, vai sim. — Continuou sem se abalar.

— Me obrigue, então. — Rosnou.

— Ah, vamos lá, Blueboy, o que você acha que Amy vai pensar quando souber o que os “rivais” andam aprontando entre as quatro paredes? — Deu um sorriso cruel enquanto usava os dedos para a palavra ‘rivais’.

— Você não—

— Quer apostar? — Interrompeu a morcega, esboçando seu pior sorriso.

— Argh! Eu. Te. Odeio. Rouge! — Gritou entredentes enquanto pegava a sacola no sofá e subia para o banheiro, sua expressão dividida entre raiva de humilhação, quando a porta do banheiro fechou, as lagrimas que segurava enfim caíram, deslizando por seu rosto quente.

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E ali estava ele, os testes idiotas estavam na bancada enquanto ele era obrigado a fazer o que ele mais odiava. Esperar.

Sua mente parecia estar presa em remoinho, seus pensamentos confusos, e se for verdade? Não, não era possível. Ele era macho, a ideia de Rouge era absurda, era ridícula. Ele não poderia estar carregando uma criança. Não.

O som de seus sapatos ecoando era o único som, enquanto ele ainda andava de um lado para o outro. As lágrimas haviam secado enquanto a contragosto ele fazia esforço para fazer os malditos testes, sim testes. Rouge fez questão de lhe comprar três deles, ele não sabia porque ela optaria por gastar dinheiro com essa estupidez, não havia razão alguma para que ela suspeitasse algo assim. Principalmente numa relação onde são dois machos. Dois machos!

Mas... E se o resultado for positivo? Se ele estivesse realmente carregando o filho de Shadow dentro de si? Uma pequena vida, um milagre filho daquele que tem seu coração?

“Não, não, não, não, Sonic! Pare que pensar idiotices!” Gritou consigo mesmo, mas parecia inútil, sua mente continuava imaginando demais, correndo mais rápido que seus pés nas possibilidades.

E Shadow recusasse? Se ele simplesmente não quisesse lhe ver mais por ter cometido o erro de engravidar? Ele não conseguia suportar o abandono de Shadow, não conseguiria mais ficar sem o ouriço negro e Sonic sabia que, se o ouriço negro não quisesse ser encontrado, eles nunca se veriam novamente por muito tempo. E essa possibilidade era dolorosa.

“Não... Shadow não é um canalha... Ele não faria isso... Faria?” Novas lágrimas frescas surgiam em seus olhos ao cogitar a possibilidade.

Abortar? Não... Ele não teria coragem, ele não conseguiria ferir algo que tão seu quanto de Shadow, essa era umas razões pela qual nunca conseguiu ferir Rouge mesmo com tantas provocações, muito menos o próprio ouriço, ele nunca conseguiu o ferir mortalmente. Seu corpo nunca obedeceria tal ordem.

Ele estava confuso, queria rir de sua estupidez, queria gritar sua confusão, queria chorar sua desolação. Queria tudo, mas a única coisa que conseguiu exprimir foi um soluço tímido. Nada além.

— Hey, Blueboy! — Ouviu a voz de Rouge, seguida de batidas suaves na porta. — Está tudo bem? Já faz mais de meia hora, algo errado? — Perguntou com preocupação.

Meia hora? Ele estava tão confuso assim que não viu o tempo passar?

Ele não conseguia responder, tinha um bolo enorme estava preso em sua garganta, balançou a cabeça atordoado, mesmo sabendo que Rouge não poderia ver.

Era hora, já tinha passado o tempo estipulado para o resultado dos testes. Suas mãos tremiam, seu corpo parecia sofrer uma pressão enorme e ele arfava. Seus nervos estavam a flor da pele. E mesmo que soubesse que ele era macho, ainda tinha a incerteza, porque mesmo que ele não quisesse aceitar, ele tinha os sintomas. Grande parte deles.

Ele queria desistir dessa palhaçada, não queria nem olhar para a fileira organizada de testes de gravidez coloridos sobre a bancada de mármore. Mas naquela altura não tinha volta.

Aproximou-se como se a sua frente estivesse uma bomba prestes a explodir em sua face. Medo, angustia. Ele não queria ao menos cogitar a possibilidade de gravidez, preferia que fosse apenas uma anemia boba ou até mesmo intoxicação alimentar. Tudo menos gravidez.

“Negativo, negativo, dá negativo, negativo.” Repetia mentalmente como se rezasse para que esse fosse o resultado. Seu coração disparava pela adrenalina e pelo medo. Pegou o primeiro, um que era cor rosa claro que parecia ridiculamente feminino demais. Franziu a testa, não eram mulheres que faziam esse tipo de teste?

Seus dedos ainda tremiam quando pegou o teste e olhou, relaxou instantaneamente ao ver. Dois riscos vermelhos vem nítidos eram vistos no pequeno display.

“Espera!” Seus olhos se arregalaram, não, não podia ser. Dois riscos vermelhos era de longe sinônimo de resultado negativo... Não... Muito pelo contrário...

“Não, não pode ser possível!” Sua mente gritava palavras mudas, seu corpo parecia mergulhado em gelo. Suas mãos perderam a força e o pequeno dispositivo caiu no chão com um baque quase inaudível.

Só podia ser uma brincadeira com ele, não podia ser verdade! Mas aquele teste jogava em sua cara o que ele insistia em negar. Não era lógico, mas mesmo assim aquele teste não mentia.

O que ele faria agora? Estava cada vez mais perdido, seus medos, suas inseguranças e seus receios para quem tanto ama nunca pareceram tão tortuosos quanto agora.

Avançou para o teste do lado, em uma esperança vazia de que o teste fosse negativo, porém era inútil, os dois riscos eram tão visíveis que chegavam a incomodar. Foi como um tapa na cara, insuportavelmente doloroso.

Foi uma ação inconsciente, porém sua mão esquerda estava em seu ventre, segurando como quem esperava que fosse se expandir de um momento para o outro, mas a região estava lisa, porém parecia duro. Não tinha sinal algum que denunciasse gravidez.

Pegou o terceiro com lágrimas escorrendo pelos olhos, não tinha mais esperanças algumas de um resultado contrário aos outros dois. Todo o seu mundo parecia rachar e estilhaçar em milhares de fragmentos enquanto ele estava preso em um choque total, diversas emoções lhe deixavam tonto e seus joelhos cederam.

Dois riscos vermelhos. Pela terceira vez.

Era o fim. E ele queria morrer.

Ergueu a cabeça para o teto de seu banheiro e gritou, gritou com todas forças, um grito rouco de dor, medo e desolação. Sentia arrependimento por ter começado a sua louca aventura sexual, arrependimento de ter ignorado aqueles preservativos com uma risada. Arrependimento da sua inocência se tornou sua ruina, inocência se beirou a ignorância.

Ele até mesmo se arrependeu de ter nascido.

Seu peito arfava e sua garganta ardia, porém aquilo era irrelevante. Ouvia Rouge gritando do outro lado da porta, ouvia suas batidas mais violentas na porta, mas aquilo tampouco lhe importava. E ele tremia.

Se levantou com um impulso e abriu a porta com violência. Olhou para Rouge com olhos mortos, vermelhos e desolados e antes que a morcega abrisse a porta para pronunciar qualquer palavra, o ouriço tinha desaparecido e ela ouvia a porta da frente bater com força.

Sonic correu.

E só Chaos sabia para onde.

Notas finais
Obrigada para quem leu até aqui, peço que, se houver qualquer erro de gramática ou até mesmo de concordância (ou te digitação que é o que infelizmente sempre acontece) que me avise por gentileza, serei muito grata. Comentem se acharem que devem, gosto de ler a opiniões e reações de vocês. Até uma próxima. by: Shadow Shirami [Antes que eu me esqueça, fiz um desenho há um tempo, acho que lembra o capítulo de hoje xD http://fav.me/d8vumdg]