Birthday Plan
1 ♡ . único
Notas iniciais
Foi uma tentativa de angst, mas não consigo escrever angst desse mangá, socorro.
Em seu aniversário, Sarutobi queria passar o dia e a noite ao lado de Gintoki. Não só ao lado como também, e principalmente, abaixo. De preferência enquanto ambos estivessem nus e fazendo sexo há horas.
Ela separou as fantasias e brinquedos sexuais de todos os tipos, formas, tamanhos e funções. Escreveu à mão uma extensa lista de ideias, ainda não tinha desistido da alternativa de dia dos namorados, se cobrir de chocolate.
“Ele vai aparecer para o meu aniversário.” Sacchan disse convicta das suas palavras, quando Zenzou mostrou descrença no sucesso do seu plano.
Zenzou nada mais disse, apenas mudou de canal, tirando da previsão do clima de Ketsuno Ana, e ela permaneceu daquela forma em abril, entusiasmada e determinada.
No começo de maio, porém, chegou a duvidar em uma noite enquanto deitada no piso de madeira da casa de Zenzou, que, estava entregando pizzas aquela noite — e que, aliás, era a única pessoa que ela via à dois anos por motivo nenhum. Sarutobi podia apenas ir em Yoshiwara e botar a conversa em dia com Hinowa e Tsukki. E ainda assim, ela não fazia. Talvez, ela estivesse com medo de falar com alguém, porque ela não sabia como deveria agir sem Gintoki por perto. Não sabia se era amiga de Tae, se deveria agir normalmente com Shinpachi, sequer lembrava o que era normal. Gintoki não era unicamente seu hobby barra obsessão, era também uma motivo para ela interagir com algumas pessoas. A situação inteira era como quando algumas pessoas tinham um amigo em comum, e todos se davam super bem até que esse amigo fosse embora e os que sobravam permaneciam em um eterno silêncio constrangedor.
Enquanto isso, do contrário das pessoas que conheceu através do Yorozuya, Zenzou era como sua sombra, sempre esteve ali e sempre estaria, a conhecia melhor que ela própria. Sua presença era comum e confortável. Eles trocavam algumas palavras, ela enfiava algo na bunda dele — com seu consenso ou não, eles comiam pizza e ele reclamava que ela deveria ir para casa ao invés de trazer mais e mais coisas para a casa dele.
Sinceramente, era uma casa grande demais para ele só, não custava tanto dividir o espaço, nem no mesmo quarto ficavam na maioria das vezes, já que nas outras, Sacchan estava confortável demais agarrada ao seu travesseiro Gintoki para levantar e ir para o próprio quarto.
Entretanto, ainda que de confiança abalada, Ayame fez todos os arranjos necessários, e durante o mês de maio continuou à espera de Gintoki com uma convicção borrada sua visão.
No primeiro de junho, a confiança se esvaiu mais uma vez, ou provavelmente, tivesse dissipado no decorrer do mês anterior e estava em escassez na etapa final. Sarutobi acordou com a certeza de que ela apenas mentia para si, em uma tentativa desesperada da sua determinação e vontade em querer Gintoki de volta. Todos queriam e esperavam que ele voltasse, cada uma tinha sua forma de mostrar aquilo. Shinpachi seguia com o Yorozuya Gin-chan e ela, na inútil esperança se vê-lo no seu aniversário, como se ela fosse tão importante para ele àquele ponto — e que Sacchan sabia que não era. Gintoki também não apareceu no seu aniversário no ano anterior.
Na manhã de dois de junho não tinham bilhetes, cartões, presentes, nada com remetente de Sakata Gintoki e Sacchan não sentiu a decepção que esperava com a conclusão das suas expectativas. Os seus batimentos eram regulares, não havia uma única lágrima escorrendo pelo seu rosto, mas também não tinha um sorriso moldando seus lábios. Ela não estava eufórica de maneira alguma, era mais como se estivesse conformada que suas certezas se concretizassem, porém não conseguia comemorar pela vitória ou pelo fracasso.
De fato, sua parte podre era maior do que a boa. Talvez Ayame devesse apostar mais em casas de jogos, ela ganharia mais do que com seus trabalhos diários.
Naquela tarde, Sarutobi foi à Yoshiwara, pela primeira vez em dois anos. Ganhou de Tsukki um abraço de consolação, junto à um conjunto de lingerie, e uma garrafa de saquê de Hinowa. Tal qual que, à noite, foi esvaziada junto à duas fatias de bolo, três de pizza e um beijo que deu em Zenzou, o que levou à mais tarde naquela noite, também pela primeira vez, uma situação onde não foi Zenzou quem teve um brinquedo sexual enfiado no orifício anal.
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