Birthday

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Espero que gostem.

Uma garota estava sentada no banco do parque. Uma garota irritada estava sentada no banco. Se sentia uma idiota, pois já estava lá fazia umas duas horas. “Cadê aquele idiota?” Ela pensou olhando para a tela do telefone pela quinta vez. “É bom que ele tenha um ótimo motivo...” Ela revira os olhos. Naquele dia em especial, eles iam comemorar seu aniversário de um ano de namoro. “Um ano se passou, e você continua atrasado...” ela pensou. Irritada de ficar plantada ali, e de não ser atendida pelo telefone, a jovem garota resolve ir na casa do namorado. “Espero que não tenha morrido, pois eu irei te matar com minhas próprias mãos..” Ela caminhava com passos pesados.

Ele não morava tão longe do parque. Então , ela levou menos de vinte minutos para chegar. A casa dele era simples, nada de muito extravagante.

—Deidara?—Ela chamou assim que bateu a campainha.—Oi ? Está em casa?—Ela girava a maçaneta, com fracasso pois a porta estava trancada.

Não convencida de que seu namorado estaria em outro lugar, ela resolve ir aos fundos e pular pela janela, que por sinal, ele sempre deixava aberta. “Nunca entenderei você” ela pensou quando entrou. “Você pode e vai ser facilmente assaltado assim..” Ela se vira e fecha a janela.

Logo, ela olha em volta e vê que sua casa, estava tão bagunçada desde a última vez que ela havia estado ali. “Você deveria contratar ao menos uma faxineira.” Ela pensou caminhando pelos corredores e notando a imensa bagunça que estava ao seu redor. Comida no chão, roupas no chão... livros no chão. Típico de um universitário que estuda na parte da manhã e trabalha a noite. Ela passa pelo quarto dele, e não o encontra. Decide então ir ao seu estúdio de trabalho, e lá ela o vê. Debruçado sobre a mesa , dormindo tranquilo.

—Seu...—Ela resmunga irritada caminhando em sua direção.

Estava pronta para dar um berro e exigir-lhe uma explicação por estar dormindo nesse dia tão importante, mas ela para ao ver que na mesa tinha um buquê de flores endereçado a ela. Em silêncio, ela pega o papel que estava entre as flores e começa a lê-lo.

—“Feliz um ano de namoro”.—Ela lia.—Awn.—De repente, toda a sua raiva havia passado.—Hey... querido..—Ela gentilmente o balança para acordá-lo.

—Hn?—Ele diz, abrindo os olhos bem devagar.—Ino ? O que faz aqui? A gente não ia se encontrar lá no parque hn?—Ele coça os olhos e a olha assustado.

Ela revira os olhos e cruza os braços.

—Estava te esperando a duas horas!—Ela aponta para o relógio na parede. Ele olha também e parece que não acredita no que está vendo. E isso fez com que sua raiva voltasse.

—Mas eu coloquei o alarme..hn.—Ele pega o telefone do bolso e percebe que havia centenas de ligações e mensagens de sua namorada irritada.

Ela o pega de suas mãos , observa a tela por uns segundos e logo mostra para o rapaz sonolento.

—Colocou o alarme para o horário certo, mas esqueceu de desligar o modo silencioso do celular , Baka!

Ele fica surpreso com isso. Ino suspira e se senta na beira da mesa, ainda estava triste, mesmo depois de ter ‘pego’ o cartão de parabéns do namorado. Afinal, o dia já estava na metade e eles não fizeram nada.Seu namorado que não era adepto a usar celulares havia perdido o horário, estava ali na sua frente com uma roupa qualquer. Ela por sua vez , havia se arrumado por um bom tempo , usava um belíssimo vestido azul claro, brincos delicados e exalava um magnífico perfume floral. Uma sorte que nenhum vizinho dele a viu pular a janela, pois veriam sua calcinha amarela.

—Desculpa hn.—Ele diz , colocado uma mão sobre as dela.

—Hum...—Ela diz, desviando o olhar dos dele e observando o quarto.

—Eu te comprei flores hn.—Ele pega o buquê.—Que tem uma mensagem....—Ele logo percebe que o cartão não estava dentre as flores.

—De feliz aniversário.—Ela diz fazendo um gesto para o cartão que estava na sua mão.

—Isso hn.—Ele diz sem graça, notando que ela já havia lido.—Queria ter escrito algo a mais mas...

—Está perfeito.—Ela diz sorrindo torto. “Esse seu jeitinho simples...”.

Eles sorriem um para o outro, mas o sorrido dela logo some.

—Longo dia de trabalho?—Ela pergunta notando que em seu estúdio, havia poucas de suas esculturas , provavelmente ele havia vendido todas.

—E de estudos hn.—Ele diz suspirando pesado.

“É justo.” Ela pensa ainda observando o estúdio. Sua vida era corrida, seus professores eram um saco e ele ainda morava sozinho, ou seja , tinha que manter uma casa,pagar contas e etc. Ela por outro lado não tinha essa rotina, pois apenas trabalhava meio período numa floricultura da família, decidiu não fazer faculdade pois achava que não levava jeito para tal e morava com os pais numa confortável casa no centro da cidade.

—Desculpa hn.—Ela ouviu ele dizer novamente.

—Está tudo bem.—Ela força um sorriso. Não estava... ela realmente queria sair com seu namorado naquela data tão especial.

Ele se levanta e lhe dá um beijo na bochecha.

—Vou me trocar hn.—Ele se afasta e vai para a porta.

Ela pisca várias vezes, “Já são quase cinco da tarde... pra onde iríamos?” ela pensou em dizer, mas ele já havia ido. É certo dizer que cinco da tarde ainda é cedo mas, para um namoro como o deles não. Deidara era cinco anos mais velho que ela, então seus pais lhe restringiu que chegasse cedo em casa, afinal na cabeça deles ela ainda era a ‘filhinha deles’ , tinha que se manter ‘pura’ nesse relacionamento. O que ela achava totalmente ridículo e imbecil.

—Para onde vamos?—Ela pergunta , quando ele aparece na porta, com uma vestimenta mais arrumada.

—Dar um passeio no parque... hn?—Ele diz notando a expressão dela.

—Ah..—Ela coloca uma mão na testa.—É bem tarde..—Ela aponta para o relógio.

Ele fica surpreso, sua expressão fica sem graça então.

—Kusou hn.—Ele diz se sentando na cadeira.

Notando que ele ficou triste com isso, a loira se senta em seu colo sem pedir licença e fica lhe encarando.

—Confesso que no começo fiquei bem triste...—Ela começa e faz uma longa pausa.—Mas notando que estava dando um duro danado essa semana, eu te perdoo.—E logo lhe dá um beijo rápido.

—Arigato hn.—Ele lhe manda um sorriso tímido.

—Terá de me recompensar em dobro, por dois motivos...—Ela morde os lábios.—Primeiro por ter se atrasado , claro e segundo... por ter me feito pular sua janela.—Ela conclui sem jeito.

Parecia que agora que ele percebera que a loira havia “entrado” na sua casa. Notando sua expressão, ela cai na gargalhada.

—Como...hn?

—A janela que sempre está aberta.—Ela o lembra se levantando e ficando de pé.—Você deveria mantê-la fechada.

Sem dizer mais nada, o rapaz se levanta e dá um beijo apaixonado na garota.

—Podemos ver um filme hn?Para compensar a primeira...—Ele sugeriu.

Ela logo se lembra do estado da sala dele e faz careta.

—Hum...—Ela diz relutante, além do mais, a sala tinha uma ampla vista para os vizinhos dele, ela não iria querer que do nada, algum pervertido a olhasse. O bairro dele não era um dos melhores.

—No meu quarto hn.—Ele a olha de cima a baixo.—Tenho certeza de que lá , poderá se sentir confortável e ... poderemos compensar a segunda lá também hn.—Ele pega sua mão.

Notando onde aquilo levaria, ela abre um largo sorriso malicioso e concorda com a cabeça. É certo dizer que ela iria chegar ‘tarde’ em casa. É certo dizer que seus pais lhe dariam uma bronca daquelas por não cumprir o combinado de se manter ‘pura’ para com o namorado , que afinal , ela nunca havia prometido que ficaria. É certo dizer que ela iria ouvir um sermão daqueles.. mas.. aquele era um dia especial pra ela. Naquele dia ela poderia ‘quebrar’ aquela regra boba e curtir o resto da tarde que havia lhe restado com seu namorado e ponto final.

Notas finais
E ponto final.
Espero que tenham gostado.
Até a próxima o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!