Billie Joe Armstrong E Glória Haushinka
27 1995 até 2000: 5 anos sem a Glória
Notas iniciais
[Glória's POV]
Viver nunca foi tão fácil. Assim que cheguei na casa da minha mãe, ela me recebeu super bem, esquecendo por completo minhas rebeldias do passado. Ela me matriculou em um curso de desenho super foda, e eu me diverti muito lá, fiz vários amigos. Um bando de conformados e alienados, mas parece que ser assim é tão mais simples, né? Resolvi assumir esse estilo de vida simples. Eu procurava não pensar no meu passado, esquecer tudo. Mudei até o jeito de me vestir. Eu era agora uma garota normal.
- Filha, tá na hora do seu curso, se apressa. — minha mãe chamou
- Estou indo, mãe! — eu respondi
Saí pelas ruas calmas, observando os muros e janelas intáctos, sem nenhum vandalismo. De repente, vi alguém que eu não esperava ver nunca mais.
- Ora, ora, ora. Se não é minha ex-namorada Glória. — ele disse, me analizando de cima a baixo
- Alex Portner, quem diria que eu te veria de novo. — eu disse
[Billie's POV]
Toda a confusão mental que vem tomando conta da minha mente desde que a Glória partiu me fez me afastar da banda por um tempo. Preciso reorganizar minha mente, acompanhar o crescimento do meu filho, reacender o amor entre mim e minha esposa e esquecer de vez a tal Glória. Apartir de hoje não penso mais nela.
- Amor, faz tempo que quero tentar uma coisa com você... pode ser a salvação do nosso casamento. — eu disse
- Claro, pode falar. — Adrienne disse
- O que você acha de sado-masoquismo amor? — perguntei
- Pensei que você nunca fosse me perguntar sobre isso. — ela riu
[Glória's POV]
- O que faz aqui? E aliás, que roupas são essas? Você parece uma adolescente de subúrbio. — ele riu
- Estou morando com minha mãe aqui, e não sou mais punk. — respondi a verdade
- Quem diria. — ele riu
- E você, o que faz aqui? — perguntei
- Arrumei emprego aqui, e estou cuidando da minha família. Lembra da Miriam? Ela teve uma menina. — ele disse
- Parece que todo mundo está se casando, menos eu. — eu disse
- Quer um conselho? Esse estilo conformado não combina com você. Aposto que você só se sujeita a isso por estar fugindo de alguma coisa. Não se deixe levar pela facilidade da vida no subúrbio, se a sua alma nasceu para voar alto. — ele disse
- Quanto mais alto eu tento voar, mais forte é a queda. — eu disse
- E mais forte você fica. — ele piscou e foi embora
Não entendi. Ele foi um fdp comigo, mas de qualquer forma, me ensinou uma grande lição. Se eu continuar aqui, morando com minha mãe, o máximo que vou conseguir é um bom marido, uma vida tranquila, tudo sempre ok... mas eu quero muito mais. Pena que não posso abandonar minha mãe agora, ela anda tão doente.
[Billie's POV]
Uau, nunca pensei que minha mulher fosse tão boa dominatrix na cama. Sobre isso escrevi a música Blood, Sex and Booze. Depois disso a vida de casal melhorou tanto! Ainda mais depois da notícia que ela estava grávida de novo, e um tempo depois veio a nascer mais um menino, Jacob Danger Armstrong. Durante todo esse período até 2000, escrevi várias músicas sobre diversos assuntos. Escrevi Waiting, Castaway, Macy's Day Parade, Minority, Jackass, Church On Sunday, Warning, Fashion Victim, Deadbeat Holiday, Hold On e Misery. Nem lembrava o nome da garota que tanto atormentava meus pensamentos antigamente. Qual era o nome dela mesmo?
[Gloria's POV]
Estamos em 2000. 5 anos se passaram desde que eu vim para o Colorado. Acabei meu curso de desenho, e minha mãe... morreu recentemente, de cancer. Herdei seus bens, que não eram grande coisa, apenas a casa e objetos. Eu estava trabalhando de garçonete, mas agora tinha chegado a hora de eu seguir com minha vida. Seria tarde demais? Eu tinha chegado aos 29 anos. Foda-se, ainda sou a mesma garota punk. Vendi a casa, coloquei o dinheiro na minha conta e peguei o avião. Destino: Oakland. Será que ainda se lembram de mim por lá?
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