Notas iniciais
Parabéns pra minha fic, que hoje completa três meses no ar!! =D
Bom, como prometido, aí vai o terceiro capítulo mais esperado da fic. (:
Quero comunicar também que estou terminando de escrevê-la (calma, que tem capítulo até pra dezembro ainda rs). o/
Espero que estejam com estintores de incêndio bem carregadinhos que o capítulo promete, huh? °u°
Bom, chega de enrolação, vai ler logo. n_n
Você mentia quando estávamos sonhando
O nosso choro era falso
Eu queria que você pudesse negar
Escutando hoje
O meu SOS na rádio
A única maneira de te dizer
o que sinto
Pode ouvir?
[...]
As paredes estão se fechando
Os meus sentidos desvaneceram-se
Sou assombrado pela tua sombra
Eu chego para sentir tua fé
Você não está aqui
Estás aqui?
Vem e salva-me
Salva-me
Rescue Me (precisa dizer de quem é? ._.)
Deixou Fernanda e Giovanna discutindo e olhou para a porta. O susto foi tão grande que tudo o que conseguiu fazer foi bater a porta na cara de quem esperava na soleira.
- O que foi, Looh? – Gih perguntou, espantada com a brusca batida.
- Er... n-nada, devia ser... Um desses moleques... Que tocam as campainhas e saem correndo.
- Caramba, os piás do mundo inteiro fazem isso, hein! Lá em casa, no Brasil, pelo menos todo fim de semana tinha um que apertasse a campainha e se escondesse! – Feer comentou.
(8) [Campainha toca de novo]
- Tá osso hoje, viu! – disse Gih.
- Ôh quem tá aí atrás da porta, eu vou falar! – Looh berrou. – Gih, não é moleque nenhum que tá tocando a campainha. – ela abriu a porta e o caminho para que eles entrassem.
“Ai, ferrou!”, pensou Feer.
- Bill... Tom? O... o que vocês estão fazendo aqui?! – Giovanna perguntou atônita.
- Boa noite, meninas – Bill começou -. Gih, nós precisamos conversar.
Giovanna estranhou. Bill nunca a chamava de Gih, a menos que o assunto fosse realmente muito sério.
- O que foi, Bill? Não, o que foi nada, peraí. Como sabia que eu estava aqui hoje, como ficou sabendo do endereço da minha prima e agora sim, o que está havendo?
- Gih, senta, que lá vem história! – Fernanda sugeriu.
Ela obedeceu.
- Pronto, agora eu posso saber o quê que tá acontecendo?
- Deve. – Bill respondeu. – Vou começar do começo, assim você entende o resto mais fácil. Minha mãe mora na casa de trás, aí na rua de baixo. Outro dia eu e o Tom tivemos uma discussão feia, e a sua prima ouviu tudo e foi lá falar com a gente. O assunto tinha a ver com você. A Looh não queria te esconder isso, aí a Feer ficou sabendo... – ele se interrompeu e sentou ao lado dela — Eu te garanto que nunca quis que você fosse a última a saber. Tom.
- Er... Gih... – Tom não sabia como começar, mas foi em frente – Me desculpe. Não fiz por mal, pra provocar, nem nada...
- Tom, do que você tá falando?
- Que era eu te mandando mensagem pelo e-mail do Bill.
- Quê?!
- Não fiz por mal! Eu não tinha outro jeito, ia falar, mas é que...
- Não! – ela o interrompeu – Que brincadeira é essa? Trouxeram a pegadinha do Faustão pra Alemanha? – Giovanna se levantou, incrédula.
- Me escuta, Gih. Não é pegadinha, é verdade, fui eu, eu que te mand...
- Não! – os olhos de Giovanna se encheram de lágrimas. – Não, por favor; isso não pode ser!
- Gih, se acalma, escuta o qu... – Feer tentou acalmar a amiga, mas foi interrompida:
- Não, não pode, não pode; qualquer um menos... Menos Tom! Menos... Tom...!
Giovanna abriu a porta e saiu à rua, correndo e chorando copiosamente. Tom saiu atrás. Bill teria ido também se não tivesse sido parado por Fernanda:
- Não, Bill. Deixa eles. Já tá feito, agora o assunto é entre eles dois.
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Giovanna corria pela rua, sem rumo. Iria para onde o vento a levasse, de preferência a um lugar longínquo e desconhecido da cidade. Sua cabeça estava confusa; e seu coração, partido. Já não se importava com as lágrimas que insistiam em cair.
“Por quê?”, pensava, “Podia ser qualquer um, por que justamente... Justamente... Ai, não consigo nem pensar. Meu Deus, me diga se eu atirei alguma pedra...”
- Gih! – Tom gritou tentando alcançá-la, interrompendo seus pensamentos.
Ela parou, se virou, passou a mão no rosto para enxugar as lágrimas – e quando ele chegou mais perto, saiu correndo novamente.
- Gih, espera! Por favor...
Tom a perseguia. De repente chegaram numa rua qualquer, aparentemente calma; lá ao longe se avistava um carro vindo em alta velocidade, mas ela atravessou correndo mesmo assim. Ele estava próximo, e implorava:
- Giovanna, me escuta, espera, por favor! – e, inconseqüente, ia também atravessando a rua, enquanto ela já se virava para correr outra vez.
Mal ela tinha dado um passo e foi obrigada a voltar: ouviu o barulho do tal carro se aproximando, virou-se num impulso e tudo o que seu corpo lhe permitiu fazer foi gritar:
- TOOOOOOOM!!
A velocidade devia ser algo em torno de 200km/h, pois a batida foi tão forte que o corpo de Tom não se contentou em apenas rolar pelo capô: subiu pelo para-brisa e caiu do teto do carro, que deu uma volta de 360° no asfalto e foi embora.
O desespero de Giovanna ao ver aquela cena foi tanto que ela nem pensou em olhar a placa do veículo. Só dispôs de movimentos quando este já ia longe, fora da vista. Correu ao encontro do amigo, caído no meio da rua, que não estava mais deserta – os moradores, assustados com o barulho, saíram às portas e janelas para averiguar. Ela o viu inconsciente, ajoelhou-se ao seu lado e tentou contato:
- Tom! Tom, fala comigo! Fala, Tom, pelo amor de Deus, acorda!
- Hey, garota! – chamou uma moradora – Eu chamei uma ambulância pro seu... er... o que ele é seu?
- Meu... amigo. Muito obrigada, moça.
- De nada.
Dali a uns instantes a ambulância chegou. Tom foi colocado na maca e Giovanna foi com ele para o hospital. No caminho, pegou o celular no bolso e ligou para Bill.
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- QUÊ?! – disse Bill, estupefato quando recebeu a notícia. – Ele... Atropelado?!
Fernanda e Eloisa se entreolharam preocupadas.
- Tá, Gih, pra onde vocês estão indo? – pausa – Santa Isabel? – pausa – Eu tô indo também. Tchau. – desligou o telefone – Tom foi atropelado.
- Como?! – Feer quase não creu.
- Atropelado, tá com a Giovanna dentro de uma ambulância indo pro hospital. E eu vou pra lá agora mesmo.
- A gente vai junto, Bill. – disse Looh.
- Tá, então vam’bora, eu vou em casa pegar o carro.
Bill desceu a rua correndo, entrou na garagem e berrou pela mãe:
- MÃE, PÕE UM CASACO E VEM AQUI! RÁPIDO, É CASO DE VIDA OU MORTE!
- Quê isso, Bill, pra quê essa gritaria?
- Entra no carro logo que eu te explico.
Simone tratou de entrar no carro já assustada com o desespero do filho.
- Bill, o quê que tá acontecendo?
— O Tom.
— O que aconteceu com o Tom?
— Ele foi contar a verdade pra Giovanna...
— E qual o motivo desse desespero?
Bill parou na casa de Looh para levar as garotas junto.
— Anda, Bill, me fala logo, aconteceu alguma coisa com o seu irmão?
— Aconteceu, mãe. O Tom foi atropelado. Estamos indo pro hospital.
— O quê?!
— Depois eu te conto com detalhes, agora me deixa dirigir que eu preciso chegar logo e ver o meu irmão.
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Enquanto isso, no hospital...
Tom fora internado na UTI em estado de coma.
- O que vai acontecer com ele? – Gih perguntou aflita.
- Ele será medicado e observado 24 horas, se reagir bem creio que em alguns dias recobrará a consciência – respondeu a médica, Dra. Elisabeth.
Nesse momento Bill e a Turma chegaram.
- Cadê o Tom? Onde é que ele tá? Eu quero ver o meu irmão! – Bill chegou pedindo na recepção. – Vê aí, moça, Tom Kaulitz, onde ele tá?
- Tom Kaulitz deu entrada há uns minutos, está na UTI. Mas ele não...
- Obrigado! – ele saiu correndo pelos corredores até achar a UTI. Avistou Giovanna sentada e foi ao seu encontro.
- Giovanna, o que aconteceu com o Tom?
- Ele tava me seguindo, eu atravessei uma rua... Ele veio atrás, daí apareceu um carro e...
- E...?
- ... E atropelou o Tom. Foi horrível, pior que cena de filme, e agora ele tá em coma e...
- Peraí, peraí, o que você disse...? Ele tá em... coma?!
Gih apenas assentiu com a cabeça.
A Dra. Elisabeth chegou trazendo notícias.
- Más notícias. Vocês são familiares dele?
Bill e Simone responderam que sim.
- O estado de inconsciência dele permanece o mesmo, mas estamos com receio de que se ele não apresentar pelo menos 1% de melhora em uma hora possa vegetar.
Notas finais
Duvide-o-dó que tenha alguém aqui que não conheça Rescue Me mas: Só por via das dúvidas rs.
Até sexta, pessoainhas curiosas!!
PS invejável: meu Humanoid chegou =D
PS legal: a partir de hoje, quem acompanha a fic e me tem no msn poderá ler um certo spoiler (implícito) da fic pelo meu subnick. Muahahahaha.
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