Bilhete Trocado? Pretérito Imperfeito
47 É coisa do Tom
Notas iniciais
A maior parte desse capítulo tava escrita no bloquinho de notas do meu celular - acredite quem quiser.
Imagina uma criatura atrasada subindo a ladeira digitando no celular às 7 horas da manhã? Sou eu. Ainda bem que eu sei usar o T9!!
Well, chegamos ao penúltimo capítulo...
Que coisa triste...
Eu podia estar feliz, por me ver de férias de uma fic que ficou aí por 4 meses...
Mas não estou, porque agora eu vou me resignar a ser uma leitora.
É, amanhã é o fim...
Enquanto isso, enjoy.
Vem quase como uma doença
Você pega na minha mão e eu penso
Isso provavelmente é febre
Sim sim, eu sei que é recíproco
Mas eu quero que a amizade continue, não só a safadeza
Por favor, não pare
Eu te amo
[...]
Às vezes eu sinto que sem você não entendo nada
E se você se segura comigo, aquilo debaixo de mim
O sol gira
Nós realmente não nos prometemos para sempre
Oh, isso vem como isso veio
Eu estou pronto para qualquer coisa
Lukas Hilbert — Ich Liebe Dich
— Ótima ideia, assim você resolve onde vai dormir. Comigo ou com Tom?
— No quarto do Bill.
— Eu não disse que ela ia querer dormir comigo? – Bill deu a língua pro irmão.
— E o Bill vai dormir no quarto do Tom. – falou Simone.
— Como é?! – os gêmeos perguntaram em uníssono.
— O quê que tem? Tom, pede uma pizza enquanto o Bill dá um jeito na zona que deve estar o quarto dele.
— Isso foi golpe baixo! – Bill subiu reclamando.
— Para de reclamar, Bill!
Algum tempo depois, Tom e Giovanna realmente começaram a namorar, mas foram interrompidos pelo lançamento do novo CD da banda, o que fez com que os gêmeos recomeçassem a viajar mundo afora – mas agora sem perder o contato. E Gih foi pra Berlin fazer faculdade.
Bom, óbvio que quando foram pro Brasil pela primeira vez, em 2010 (yn), pegaram Giovanna pra levar junto. Pra comprovarem que os fãs brasileiros são os melhores e mais fodas.
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Em agosto de 2013 o Tokio Hotel voltou ao Brasil, e faria um show no Paraná bem no dia 1º de setembro. Gih estava assistindo no camarote, junto com Feer e Looh (que tinha ido com a prima conhecer o célebre “país tropical”).
Então, depois de um intervalo, Bill e Tom apareceram no palco, e Bill começou a falar, em bom português (!):
— Bom, todos aqui sabem que hoje é nosso aniversário. Podíamos estar em casa, comemorando com a nossa família, mas preferimos vir aqui porque Tom tem algo muito importante pra fazer.
Bill passou o microfone para o irmão, enquanto Gih pensava:
“O que esses dois vão fazer?”
Tom pegou o microfone e começou a falar:
— Desde que éramos crianças, eu gosto muito de uma pessoa. Ela era muito minha amiga, mas eu fiz algo que a magoou muito e que prefiro não contar. Não foi por querer, fiz isso mais por achar que não tinha outra alternativa, e sei que foi horrível o que fiz. Ela já me perdoou, mas eu não estou aqui a um oceano de distância das nossas casas pra pedir desculpas de novo, e sim pra falar publicamente o que eu realmente quero dessa história toda. Aqui especificamente porque esse país foi a casa dela por dois anos, e sei que vários dos presentes a conhecem.
“Tom, eu te mato!” – Bill a puxou para o palco, ela boiando na situação.
— O que vocês estão fazendo?? – perguntou.
— Não sei de nada – ele respondeu -, isso é coisa do Tom.
Ela subiu e foi para o lado de Tom.
— Essa é a Gih. Ela é minha namorada. Eu a amo desde que me lembro que sou gente. E é dela que eu tava falando.
— O que você tá fazendo? – ela sussurrou.
— Chiu, você vai ver.
— Eu quero saber o que estão aprontando!
Tom a ignorou e voltou a discursar:
— Primeiramente quero esclarecer que não é nada disso que vocês estão pensando. Mas é que se a gente contar a história toda não vai sobrar tempo pra terminar o show.
A plateia riu.
— Gih – ele continuou -, eu nunca quis te fazer mal... Eu te amo, com todas as minhas forças...
— Eu também.
Ele a virou de frente para si, de modo que todos pudessem ver os dois.
— Hoje é meu aniversário, Gih, e você sabe disso melhor do que ninguém. Posso te pedir um presente?
— Ai, Tom, já não foi o bastante o que eu te dei de manhã?
— Pior que não. Me dê o melhor presente que eu posso receber de você. É só isso o que eu peço.
— Como é que eu nego alguma coisa pra você, mein liebe? Fala, o que você quer?
— Fecha os olhos.
Ela obedeceu. Enquanto isso Bill ajudava Feer a subir no palco – ela tinha uma caixinha na mão. Ela entregou a caixinha a Tom, que, desajeitado, tirou o que continha dentro e deixou a caixa cair no chão. Pôs um anel (?!) em seu dedo e outro no de Giovanna.
— O que vocês tão tramando, Tom Kaulitz?? – ela sussurrou de olhos fechados. E Bill ajudou a Looh a subir no palco (que festa).
— Gih, você já vai entender o que tá acontecendo.
— Acho bom!
— Eu prometo que nunca mais vou te deixar triste. Nunca mais, ouviu?
Giovanna assentiu com a cabeça.
— Fica comigo pra sempre? Por favor?
— Sim, eu fico! Eu te amo, não posso ficar sem você!
Bill deu o microfone na mão de Eloisa, que andou até Tom e Gih e disse:
— Olha, sem querer dar uma de padre nem nada, mas eu vos declaro marido e mulher. Alguém tinha que dizer isso, né?
Giovanna mal teve tempo pra abrir os olhos e ver a aliança em seu dedo, nem falar nada – Tom a silenciou dando-lhe um beijo. A plateia foi ao delírio, todos aplaudiram, assobiaram, gritaram, riram.
— Você casou a gente?!? – Gih indagou surpresa.
— Não gostou? – Tom fez bico.
— E você pergunta? Você é louco! É óbvio que eu gostei. Eu amei! Eu te amo, te amo mais a cada minuto que passa!
Ela terminou devolvendo a Tom o beijo, enquanto Feer se apossou do microfone e começou a cantar o (clássico) Parabéns, acompanhada por toda a plateia.
Depois que o show acabou, as três garotas estavam ajudando Bill e os outros a guardar os instrumentos, e este perguntou:
— Hey, Gih, que tal a surpresa?
— Você sabia?! Filho da mãe! E ainda disse que não era coisa sua!!
— Claro que sim! Que graça teria se eu ficasse boiando? Nada teria acontecido, a Feer não teria passado o show todo guardando as alianças, a Looh não teria por que subir no palco e dar uma de padre...
— Ei!! – Looh brigou.
— Foi mal, eu não resisti... Mas continuando, se eu não soubesse, se elas não soubessem; a ideia mirabolante do Tom de casar contigo em cima do palco, no dia do nosso aniversário e no Brasil nunca teria saído da cabeça dele. Ele planejou tudo, nos convocou pra ajudar, e fomos; eu tava achando que não ia dar certo, mas deu... Então, sejam felizes, pombinhos, só não espero ter que segurar vela pra vocês.
— Ah, Bill, só você pra apoiar uma ideia dessas... Ainda mais vinda do Tom.
— Como não ajudaria? O Tom só teve a ideia, quem pensou e fez tudo fomos nós. Sem mim, Eloisa e Fernanda; nada teria dado certo, Tom nunca que ia conseguir arrumar uma gambiarra dessas sozinho. Ainda achei que demorou pra vocês casarem de vez...
— Eu achei que ele nunca sonharia em pensar em casamento. Nem eu mesma cogitei!
— Se tratando de Tom Kaulitz, concordo. Ele deu um nó na minha cabeça quando falou da ideia. Eu não acreditei, achei que ele tava zoando, mas caiu a ficha quando ele me mostrou as alianças.
— Quem diria que um dia eu veria Tom Kaulitz casado... Ainda mais com a minha amiga! E pensar que até um tempo atrás eu era fanzoca apaixonada... – Feer disse.
— Olha a declaração dela! – riu Looh.
— O papo deve estar bom aí mas eu tô fazendo uma retirada... – Tom chegou levando Gih consigo. – Vem, esposinha. Tem mais coisinha que eu preciso te mostrar. Se importa de voltar pra Alemanha agora?
— Não, mas por que você quer voltar agora? Não vai esperar o povo?
— Não dá tempo. Tem que ser agora, já tenho até passagem, o voo sai daqui a meia hora.
— Calma, Tom, deixa eu me despedir do povo primeiro, e ai, tem mala pra arrumar...
— Não se preocupa com a mala que eu já arrumei pra você.
Gih foi dar tchau e voltou em dois minutos.
— Pronto, apressado, podemos ir.
Foram. Ao chegar no aeroporto de Berlin, Tom foi dirigindo mesmo até Leipzig e já na cidade natal levou Giovanna direto para o parque. Mais precisamente, para a Casinha.
Numa das paredes de madeira da velha construção (que já era surpreendente pelo fato de estar em pé) haviam entalhados com canivete os nomes de Bill, Tom e Giovanna. Bill havia feito aquilo em 2005, na primeira vez que entrou na Casinha com Gih junto. Abaixo, um “für immer” escrito com branquinho, obra de Giovanna, de 2009, quando se resolveu com Tom.
E este último tirou do bolso uma caneta de CD e escreveu embaixo: “UND IMMER, UND IMMER, IMMER, IMMER, IMMER!!”
— Olha, o Bill não tá aqui, mas não importa, depois ele vem ver isso. Mesmo que essa casa caia, que esses nomes se apaguem, que esse parque morra ou seja lá o que aconteça, tá gravado aqui. Tá gravado que nós três; Bill, Tom e Giovanna; somos amigos pra sempre, não importa o que aconteça. Independentemente do fato de nós dois estarmos casados agora. Isso parece meio capenga, piegas ou o que você quiser chamar, mas não importa. Pra mim é isso que significa, olha isso aqui. Vai fazer dez anos que o Bill escreveu isso. Vamos esquecer de tudo, de tudo o que não devia ter acontecido, dos e-mails que eu te mandei, de toda a confusão, de tudo o que eu fiz que te fez sofrer.
— Eu já esqueci, Tom. Isso é um pedaço do passado que eu fiz questão de esquecer.
— Então termina de esquecer, Gih. Começa tudo de novo. – Bill apareceu, assustando-a.
Notas finais
Esse vídeo tem essas fotos dos Kaulitz mas 'cês sabem que a música é do Lukas Hilbert, né?
Anyway, até amanhã!!
:'(
Quero que saibam que eu amo vcs o suficiente pra sair da minha casinha confortável só pra vir postar. Eu estarei numa merda enorme se descobrirem que eu saí de casa essa hora.
Até amanhã.
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