Bilgewater e uma garrafa de rum!
5 Capítulo 5 - O perigo ajuda.
Notas iniciais
A caminhada foi longa e perceberam o quão longe estavam, lulu se ocupava em indicar o caminho a Miss e Gangplank onde poderiam encontra mantimentos, e pelo percurso explicava um pouco de sua história e de como acabara na ilha.
— Não a cataloguem pela fama, é um lugar maravilhoso se souber onde pisar. – Lulu sorriu.
— Então essa fada é sua amiga de infância? – Sarah olhou para a Fada – Pixie?
Lulu riu.
— Ela não gosta deste nome. – A garotinha apontou para o céu e Pixie pousou em seu dedo – Eu sei, eu sei. Também amo você.
Sara e Gangplank se entreolharam parando de andar por um momento e se fez silêncio, eles escutaram o barulho de água e ao voltar a andar viram um rio ao longe.
— Como veio parar aqui na ilha? – Sarah perguntou olhando desconfiada.
— Vim com um amigo, ele tinha alguns assuntos pendentes e pediu para que eu o deixasse ir sozinho, mas no final me perdi dele e estou tentando o encontrar a um bom tempo.
— Sinto muito. Deve ter sido... Difícil.
Gangplank encarou Sarah, os dois já imaginavam o que teria acontecido com o companheiro da garotinha, assim como sabiam que ele nunca mais voltaria.
— Mas enfim, aqui é um ótimo lugar se souberem onde pisar, e em quem confiarem. Nem tudo é o que parece! – Ela sorriu para a fada ao seu lado – Não é Pixie?
Sarah a encarou um tanto incrédula para a garotinha que insistia em conversar com sua fada muda até sentir Gangplank tocar em seu braço.
— Sim?
Miss observou o cenário que se estendida a sua frente com uma mão cobrindo os raios do sol que machucavam os olhos verdes da garota.
Um rio de águas transparentes corria em volta e pelo centro de um campo repleto de árvores frutíferas, alguns pequenos animais saltitavam e andavam de um canto a outro. A moça não evitou o sorriso assim com todos os que os acompanhavam e andaram com certa impaciência até o local.
— Você, a menina roxa e sua tripulação podem cuidar das frutas enquanto eu e meus homens caçamos. – Gangplank se impôs.
— Nada feito, a diversão só para você? Até parece. Também irei caçar. – A ruiva discordou dando um passo a frente.
— Eu cuido das Frutas! – Lulu se atarefou sorridente olhando para o pessoal de Sarah – Vocês dois podem ir caçar, e poderia me emprestar sua tripulação Capitã? Indicarei as melhores frutas se deixar aos meus cuidados!
Sarah chacoalhou os ombros como se não se importasse e logo se separaram.
— Eu procuro no bosque, você pode procurar algo no rio. Levarei metade da sua tripulação comigo. – Sarah começou a caminhar sem se importar com a resposta de confirmação e metade dos homens seguiram a moça.
Gangplank suspirou irritado com o jeito autoritário da mulher, sempre fora ele a dar as ordem em tudo e ter que seguir o que Sarah impunha lhe causava um desconforto imenso, porém para evitar contendas se encaminhou para o rio com o resto da tripulação.
Algumas horas mais tarde Gangplank já havia apanhado coelhos e vários peixes e caminhava com tranquilidade pelas margens do rio com o pensamento correndo na mesma velocidade que a água, o som do rio — assim como o som do mar — sempre lhe fazia bem e descansava sua mente que guardava tantos acontecimentos, se não fossem as marés Gangplank nunca teria aguentado o peso em sua consciência, mas aquele som lhe livrava de qualquer culpa.
— Procurando liberdade? – Uma voz rouca e abafada sussurrou ao homem. Gangplank descascava uma laranja, sentado em uma rocha e olhou para os lados sem avistar ninguém. Seus marujos já faziam caminho até o ponto de encontro para voltarem a gruta – Talvez um pouco mais de riquezas, diga-me o que o homem que tem tudo ainda pode querer?
— Quem está aí? – Gangplank tentou seguir a voz, mas ela parecia emanar do rio – Apareça.
— Não sou uma ameaça, por favor fique calmo. Sou um Rei dos mares, assim como você, porém não vivo na superfície. – Gangplank encarou o rio onde uma mancha escura brotava do fundo – Já ouvi seu nome pelos sete mares Gangplank, muito... Admirável sua vasta reputação. — Ouve um momento de silêncio enquanto o homem observava a sombra na água — Apenas sacie minha curiosidade.
— Acredito que ninguém pode ter tudo, apenas tento ter o máximo possível.
— Tem certeza disso? — A voz o desafiou — Sei de muitas coisas e acredito que talvez... Possa.
Gangplank segurou a laranja com mais força, estreitando o olhar em direção ao rio, ao mesmo tempo que desconfiava sentia uma leve curiosidade rondar-lhe os pensamentos.
— E exatamente... Como?
— Tenho uma proposta a fazer. — Gangplank se levantou hesitante olhando para o rio — Como eu disse, sou o rei do rio e posso ter de tudo, e dar a você qualquer coisa, porém tem algo que sempre me incomoda sabe, eu sinto muita fome.
— Qualquer coisa? – Gangplank caminhou pensativo.
— Sim, façamos um acordo.
— Um acordo? — Gangplank olhou a sombra. — Então o que preciso fazer?
— Sim, você só precisa... Pedir.
Antes que Gangplank pudesse entender o que se passava, a sombra atravessou a água com uma boca enorme em sua direção, o homem se jogou para trás se arrastando , mas o monstro foi mais rápido, quando Gangplank fechou os olhos aceitando o destinho ouviu um ruido e o monstro urrar. Ao olhar o observou se rastejar em direção ao rio com uma flecha atravessando sua boca.
Suspirou aliviado, e olhou em sua volta.
Não era um tripulante, muito menos alguém que conhecesse, mas era um homem, seus olhos eram totalmente roxos e usava um cachecol vermelho. Em sua mão empunhava um arco da cor de seus olhos, o cabelo branco estava preso e escorria comprido pelas costas do rapaz.
— Quando quiser dançar com a morte novamente, ao menos conduza. – O homem abaixou o arco e observou o rio.
Gangplank se levantou receoso analisando o rapaz.
— A morte ronda de várias maneiras nesta ilha, não se deixe levar por nada que lhe seja dado fácil.
— Claro — Gangplank olhou para a água pensando o quanto seria irônico ter morrido por um monstro do rio — E a quem devo agradecimento?
— Pode me chamar de Varus, mas por favor não perca seu tempo, apenas fiz o que era preciso. – O rapaz suspirou.
— Varus? – Lulu chamou brotando repentinamente um pouco atras.
O rapaz olhou confuso para a garotinha que correu e se jogou em sua direção o abraçando.
— Lulu? – Varus o abraçou com um sorriso – Pensei que nunca mais a encontraria pequena.
Miss Fortune se aproximou olhando para os três.
— O que está havendo aqui?
— Lembra quando contei que vim para cá com um amigo? – Lulu alargou o sorriso de orelha a orelha abraçando o rapaz – Miss, Gangplank este é Varus. Varus eu encontrei esses dois na floresta!
O rapaz olhou para os dois capitães que processavam a informação surpresos.
— Podemos ir para casa agora? – Lulu perguntou o olhando com esperança.
— Sinto muito, mas não consegui encontrar nosso barco.
— Bom, tenho uma divida com você e uma com Lulu – Gangplank se manifestou ignorando o olhar curioso de Sarah imaginando o que ocasionara a dívida com o rapaz, e começou a andar em direção a tripulação que os esperavam para voltar a gruta fingindo estar calmo – Se quiserem e puderem esperar um pouco, estão convidados a voltar conosco.
Fale com o autor