Bilgewater e uma garrafa de rum!
3 Capítulo 3 - Lugar Melhor
Notas iniciais
Sarah retirou sua blusa e o short junto com as luvas, o clima ameno e o local desconhecido e assombroso não impediu Miss Fortune de procurar algum riacho assim que a noite caiu, saltou nas águas cristalinas sentindo a sensação de liberdade e conforto abrangê-la, embora piratas sejam forçados a viver em certas precariedades Miss Fortune odiava se sentir suja e logo acho um local para se limpar, porém a sensação de bem-estar cessou assim que voltou a superfície esta sensação foi substituída por certo incomodo. A luz da lua era escassa e coberta por poucas nuvens, mas o céu estava belo, como tudo em volta, o céu da Ilha das sombras também brilhava de forma diferente.
— Não é agradável espionar mulheres Plank. — Sarah se dirigiu para fora do rio em direção a sua roupa que estava em frente à Gangplank que a encarava — Pensei que não se rendia aos meus charmes.
Miss Fortune lançou um sorriso acompanhado com um olhar envolvente na qual Gangplank apenas ignorou.
— Senhorita Fortune, falando assim parece até uma mulher descente.
— Não me ofenda Plank. — Sarah Se vestiu enquanto Plank fingia olhar para qualquer outro lugar embora não tivesse muito para onde olhar — Algum problema?
— Tecnicamente.
— O que quer?
— Quero saber o que tem em mente. Uma mulher como você não parece que iria a Ilha das Sombras atrás de runas.
— Não me subestime. — Miss Fortune terminava de vestir-se — Sou uma caçadora de recompensas se é que não lembra.
Sarah começou a caminhar de volta a caverna e sentiu os passos de Plank a acompanhar.
— Como você mesma disse é um lugar perigoso, por que escolheu exatamente aqui?
— A Plank não enche. — Fortune descia algumas rochas.
— Vai escorregar.
— Não eu não vou. — Miss Fortune sentiu seu pé escorregar e a mão de Gangplank segurar seu braço. — Ela se restabeleceu e o encarou — Coincidência apenas isso.
— Claro.
O chão tremeu e ouvia-se um som mais ao longe, Plank segurou o braço de Sarah a conduzindo atrás de uma árvore oca de tronco largo. Os dois olhavam em direção ao riacho observando uma sombra parecida com uma aranha passar. Seguiram a sombra com o olhar até que se dispersasse pela escuridão novamente, só então se deram conta de que havia pouca distância física entre os dois.
— Às vezes tenho a impressão de que está tentando se matar. — Plank sussurrou enquanto se afastava estendendo a mão para Sarah que recusou.
— Às vezes tenho a impressão de que você está tentando me agarrar.
— Talvez.
— Não quero por você sua tripulação em risco, deixe-me cuidar dos meus assuntos.
— Já estamos em risco senhorita Fortune.
Gangplank abriu os braços mostrando que se localizavam na Ilha das Sombras, a ruiva apenas suspirou.
— Você não entenderia...
— Posso tentar.
— Estou à procura do meu pai.
— Aqui?
— Ouvi boatos de que ele estaria vindo para esta ilha.
— Então ele já deve estar morto ou bem longe daqui. — Plank suspirou se afastando de Sarah — Se seu pai quisesse encontra-la ele o faria, não entende que não tens significado para ele?
— Mas eu preciso falar com ele. Preciso saber que assassinou minha mãe. Meu pai deve conhecer, eu não descaçarei até acabar com a última geração do maldito pirata que matou minha mãe.
— Que descansem os mortos Sarah! Já pensou que tem sorte em estar viva? Já pensou que poderia ser uma emboscada para que você não saísse viva? Passou pela sua cabeça que pode ter sido seu pai quem contratou o assassino de sua mãe? Esqueça sua vingança, você é uma ótima caçadora de recompensas mulher, Podemos dominar os mares de Runeterra juntos!
Sarah encarou Plank com um olhar diferente. Ele não parecia ter pensado em tudo isso no calor do momento.
— Vejo que andou pensando em mim enquanto viaja Plank — Miss Fortune olhava nos olhos de Gangplank que hesitava em retribuir tal olhar.
Um galho a cima deles coalhou retraindo a atenção de Miss Fortune que dirigiu o olhar instantaneamente a ele, a baixa luminosidade não ajudava em nada no reconhecimento do que estivesse acima deles.
Gangplank novamente segurando o braço de Sarah a puxava vagarosamente para fora da cobertura dos galhos da árvore na qual o som provinha. Três pares de patas desciam do galho, olhos vermelhos apareceram dentre o escuro fitando Miss Fortune que encarava o ser que encaminhava-se em sua direção. Como uma aranha gigante a criatura encarava a ruiva com reconhecimento.
— Saaarah Foortune que prazer em vê-la — Um sussurro arrastado brotou, uma voz que soava como uma melodia macabra aos ouvidos de Gangplank e Sarah — Seu sangue possui um cheiro muito parecido com o de seu pai.
Gangplank se impulsionou puxando o braço de Miss Fortune, mas A aranha foi mais rápida Arremessando Plank para longe com uma das patas. Sarah rolou e começou a correr na direção do marinheiro e sentiu os passos rápidos do ser atrás dela que logo a arremessou em direção contrária.
— Não precisa tornar as coisas difíceis Sarah — A aranha se aproximava calmamente. Sou chamo Elise, quer noticias de seu pai não quer? Eu as tenho. Posso leva-la até ele, você só precisa... Me sseeguir.
— Meu pai? — Miss Fortune se rastejava para longe da aranha com os cotovelos enquanto a via se aproximar — Você mente. — Tomada de um medo estranho que a criatura causava nela Sarah mal conseguia respirar — Plank!
Miss Fortune se levantou novamente tentando correr para longe da criatura.
— Plank? — Elise olhou para o marinheiro por um momento e se pôs a rir enquanto jogava um material branco e grudento nos pés de Sarah que caiu com força no chão — Acredita mesmo que o assassino de sua mãe vai ajuda-la? — A aranha encarou a ruiva novamente que havia se desnorteado, tanto pelas confusas palavras que Elise proclamara quanto para o impacto que tivera ao cair no chão — Venha criança, posso leva-la até seu pai, ele está em um lugar bem melhor que este.
Sarah tremia olhando na direção da enorme aranha que se impunha sobre ela, como que se pronta a atacar. A voz da aranha agora era um sussurro abafado seguido de um olhar assassino:
— Vou leva-la para um lugar melhor... Irei levar todos para um lugar melhor!
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