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13 Capítulo 12 - Você? Mas, mas...
Você? Mas, mas...
Decidida que iria esquecê-lo, eu estava. O grande problema era conseguir quando você só consegue escrever sobre ele, e...pensar sobre ele. Quando você só quer senti-lo com você. Isso era incrível, mas mesmo estando com, digamos, raiva dele, eu o amava profundamente e continuava querendo estar com ele! Foi apenas alguns dias e mexeu tanto comigo.
Guardei a minha guitarra. Eu a considerava minha já que o Júlio quase não vinha nessa casa, ou melhor, nenhum deles vinha aqui há 2 anos. E afinal, quem estava afinando e limpando, às vezes, era eu. Era como se eu fosse a guardiã desses bens tão preciosos. De todos os itens dos Jonas!
Eu sabia que Greg devia estar me esperando lá fora para me levar para casa e depois voltar para a sua casa já que estava dispensado. Provavelmente ele já deveria ter dito à José que eu não vinha mais nessa casa e que não o usava mais.
Me levantei da cama e fui em direção à porta. Antes de começar a abrir a minha porta, ouvi alguma porta sendo aberta no primeiro andar. Tremi.
— Deve ser o Greg... — abri a porta e ouvi alguém pular. Ok, não era o Greg!
— Tem alguém ae? — epa! É o José!
Entrei novamente dentro do quarto e tranquei a porta. Não queria vê-lo agora! Acabei de chorar por ele e meu rosto não deve estar dos melhores...
— Babi? — ele lembra de mim. Ouvi sua voz se aproximar. Subindo as escadas? É! — Eu sei que você está aqui. Se não estivesse o Greg também não estaria — tremi mais — Aparece por favor. Estou com saudades de você!
— Até parece! — depois que eu falei me toquei que não deveria
— Ah, te achei. Você está no quarto do Júlio com as guitarras né? — ouvi sua voz encostada na porta. A maçanete de mexeu — Destranca a porta por favor. Quero conversar com você!
— Dizer o quê? Que me esqueceu durante o tempo que ficou fora do Brasil? Não precisa, eu já sei disso tudo! — droga, as lágrimas voltaram e terminei a frase com a voz embargada
— Não chore! Você não sabe um terço do que aconteceu... — ele me pareceu aflito, mas eu não vou abrir!
— José, eu quero sair e ir para casa... Por favor!
— Não vou deixar você passar enquanto não conversarmos.
Caramba, que ótimo Bárbara!
Me sentei na cama de novo e fitei a coleção de guitarra. Ouvi ele se encostar na parede e logo depois escorregar por ela abaixo. Deve ter se sentado no chão para esperar... Já vi que hoje eu vou dormir fora de casa!
— Babi, abre a porta...
— Não... — mais lágrimas rolaram pelo meu rosto e não consegui completar a frase
— Pelo amor de Deus! Me deixe te abraçar, eu sei que você está chorando.
— Eu...não estou...chorando! — droga de lágrimas! Não conseguia falar nada direito!
Minha real vontade, era abrir aquela porta e agarra-lo de qualquer maneira. Não vou fazer isso com alguém que namorou mesmo dizendo que sempre iria se lembrar de mim!
José PDV;
Meu Deus! O que eu faço para essa garota abrir essa porta? Vou passar um papel por debaixo da porta...
Abri minha bolsa, peguei um lápis e um papel e comecei a escrever. Ela tinha que saber o que aconteceu!
"Babi, eu tenho certeza que está magoada comigo por eu ter namorado a Taylor, mas por favor me desculpe! Olhe eu tive um motivo para fazer isso...
Eu era o único irmão que estava sem namorar a um bom tempo, e bem, eu sou o pegador né!? Então tive que disfarçar de alguma maneira. As perguntas sobre: 'Quem você ama de verdade, José?'; 'Por que não namora ninguém?' estavam frequentes. Então me envolvi com Taylor por um tempo e depois não tive cara para te ligar ou mandar mensagem pelo celular ou Twitter.
Me desculpe!
Eu ainda te amo. E muito!
José Medeiros
ps.: Depois que você ler, quiser ir embora... Pode ir!"
Dobrei o papel e empurrei o mais forte que consegui. Ouvi um gritinho de espanto e ri. Tive certeza de que ela ouviu meu riso, pois pela fechadura, eu a vi sorrindo.
— Leia por favor! Depois, se você quiser ir embora, eu deixo — falei ainda a olhando pela fechadura, e torcendo para que mudasse de ideia
— Ok — a vi levantando e vindo na minha direção
Como eu queria que essa porta estivesse aberta e eu pudesse abraça-la. Pude observar seus olhos, com lágrimas. Suas bochechas molhadas e vermelhas estava me dando uma vontade enorme de quebrar aquela porta e agarrá-la. Eu tenho certeza que ela está machucada comigo!
Quebrar a porta...ultimamente eu tenho malhado demais e a quebraria com a maior facilidade!
Babi PDV;
Levei o maior susto quando aquele papel passou por debaixo da porta. Ouvi José rindo lá fora e fiquei com raiva, mas percebi que minha cara deveria ter sido as mais cômicas. E bem, o riso dele era contagiante... Dei uma risada e tinha certeza que ele sorriu ao ouvir a minha risada. Há alguns anos atrás, ele sorriria.
— Leia por favor! Depois, se você quiser ir embora, eu deixo — falou
— Ok — me levantei pegando o papel.
Quando levantei com o papel pude ver seu olho na fechadura. Aquela cor quase me hipnotizou, mas fui mais forte e consegui voltar a cama.
O medo percorria meu corpo. Não pudia imaginar o que estaria escrito ali naquele papel. E minha vontade era não ler e não querer saber o resto que ele disse que eu não sabia. Só que para sair daqui, eu precisava ler. Abri a bendita carta e comecei a ler em voz alta...
— "Babi, eu tenho certeza que está magoada comigo por eu ter namorado a Taylor, mas por favor me desculpe! Olhe eu tive um motivo para fazer isso... Eu era o único irmão que estava sem namorar a um bom tempo, e bem, eu sou o pegador né!? — dei uma risada baixa, mas percebi que ele ouviu ao rir comigo — Então tive que disfarçar de alguma maneira. As perguntas sobre: 'Quem você ama de verdade, José?'; 'Por que não namora ninguém?' estavam frequentes. Então me envolvi com Taylor por um tempo e depois não tive cara para te ligar ou mandar mensagem pelo celular ou Twitter. Me desculpe! — suspirei, as lágrimas queriam cair de novo. Ouvi ele murmurar algo, mas não liguei! — Eu ainda te amo. E muito! José Medeiros. ps.: Depois que você ler, quiser ir embora... Pode ir!"
— Você...ainda quer ir embora? — ouvi ele perguntar com uma voz estranha. José Medeiros estava chorando?
— Não sei, José — ouvi ele suspirar e a sombra do chão sumiu
— Eu vou deixar você...
— Espera! — me levantei e destranquei a porta.
Vi seus olhos brilharem quando me viu na sua frente. Dei um sorriso e percebi que ele estava com medo de me abraçar e eu recusar. Suas mãos estavam paradas ao lado do corpo se mexendo impacientemente. Ri disso, mas ele não entendeu.
Peguei sua mão e coloquei na minha cintura me encostando em seu peito. Ouvi ele suspirar aliviado e dei um sorriso.
— Obrigado por entender, Babi. Eu vim te buscar...
O que? Meu mundo parou e meu sorriso desapareceu. Ele veio me levar!
Alguém quer tentar me acordar? Tenho certeza que estou sonhando agora!
Notas finais
SE EU RECEBER REVIEWS HOJE, EU POSTO AMANHÃ!
Depende de vocês... HAHAHA
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