Big girls Cry

1 Capitulo único - Big girls Cry


Notas iniciais
Escrevi essa fanfic de madrugada, ou seja, não deu pra revisar nada, desculpa ;_; se eu estiver com paciência amanhã, prometo fazer isso e.e

Dedido essa one-shot para a Nat King. Por que? PORQUE ELA É MELHOR LEITORA EVEE, PIPOUS ♥

— Você não está me entendo...

— E eu deveria?! — O cortou, se exaltando no pequeno apartamento. — Você está falando na minha cara que me traiu, e eu não estou te entendendo?! Ah, por favor, Gakupo... — Revirou os olhos, cerrando os punhos atrás das costas.

— Foi apenas o calor do momento, não precisa se preocupar tanto com isso... — O arroxeado, Gakupo, suspirou pesadamente enquanto massageava as têmporas. — Olha, Luka, não precisa...

— Apenas saia daqui. — O interrompeu novamente. Apontou para a porta com a mão enquanto virava o rosto para o lado oposto, permitindo a sua franja cobrir seus olhos.

— Por favor... — Pediu novamente, colocando a sua mão no ombro da rosada.

— Kamui, não irei repetir. — Disse friamente, dando um passo ao lado para afastar a mão dele de seu ombro.

— Se você diz, tudo bem. Foi bom namorar com você, Luka. — E assim, a última coisa que pode ouvir foi a porta batendo.


"Tough girl in the fast lane.
No time for love, no time for hate.
No drama, no time for games.
Tough girl whose soul aches."

"Uma garota forte numa via rápida.
Não tem tempo para amor, não tem tempo para ódio.
Não há drama, não há tempo para jogos.
Uma garota forte cuja alma dói."


Assim, permitiu seu corpo desabar no chão. O impacto em seus joelhos lhe causou um desconforto, mas não se importou com isso por ter caído encima do tapete que estava abaixo de seus pés. As lágrimas grossas começavam a cair, banhando o seu rosto que ganhava um brilho pela luz da lua que batia diretamente em sua cara.

Gakupo estava agindo estranho ultimamente. Estava escondendo algo. Ah, sim, ela sabia que ele estava escondendo algo. O conhecia muito bem, desde seus 15 anos e agora estava em plenos 24. Perguntou o que estava acontecendo, e depois de muito insistir ele finalmente disse. Havia transado com Sakine Meiko em uma das festas de seu melhor amigo, Kaito. Simplesmente surtou naquela hora. Ele admitiu que não estava bêbado, então por quê? Se perguntava.

— Eu não era o suficiente para você...? — Se perguntou com a voz fraca.

Todas as suas palavras ficavam presas em sua garganta. Quando saíam, rapidamente viravam soluços ou algo meio desconexo. Engoliu as lágrimas por rápidos segundos, mas longos o suficiente para se levantar, sair da sala e ir ao seu quarto. Não demorou muito e logo desabou na cama. Afundou seu rosto no travesseiro em forma de tentar se acalmar.

Virou um pouco a cabeça ao sentir seus pulmões implorarem por ar. Percebeu que a tela estava acesa, mas não havia nenhuma notificação nele. Apenas o plano de fundo da tela de bloqueio que mostrava o que havia perdido. Fechou os olhos com força e mordeu as bochechas por dentro da boca. Por que estava doendo tanto? Não tinha como fazer parar?


"I'm at home on my own.
Check my phone.
Nothing though.
Act busy, order in.
Pay TV, it's agony."

"Estou em casa sozinha.
Dou uma olhada no meu celular.
Não há nada, mas mesmo assim.
Ajo como se tivesse ocupada, em ordem.
TV paga, é uma agonia."


Se remexeu na cama em busca de uma posição confortável, mas aquilo estava sendo impossível com o seu coração pesado. Sentia que ele pesava mais no peito, sentia que alguém enfiava a mão e o esmagava até virar pó. Apesar de estar com raiva, não conseguia odiar Gakupo. Ainda o amava com todas as suas forças. Mas estava se sentindo vazia por completo. Não, não apenas isso. Se sentia iludida e enganada, além de boba por ter se apaixonado por ele.

Fungou rapidamente, e ao abrir os olhos pode perceber que seu travesseiro branco tinha varias manchas pretas. Ao se sentar na cama, conseguiu ver seu reflexo no espelho. A maquiagem escura que usava casualmente estava horrenda. Estava basicamente com marcas negras na cara. Mas se importou com aquilo. Ela se arrumava pra ele, não tinha motivos para se importar em estar feia.

Apenas se jogou na cama de novo e forçou as lágrimas a caírem. Ela queria chorar. Já foi forte por tempo demais. Em todas as situações que queria chorar se negava, se sentia fraca quando chorava. Mas agora ela não se sentia fraca. Ela se sentia uma inútil. Apertava com uma mão um dos travesseiros com toda sua força, querendo de certa forma descontar no mesmo. Queria sumir, queria apenas esquecer que aquilo havia acontecido. Queria apenas esquecer de tudo. Queria apenas esquecer dele.


"I may cry, ruining my makeup,
Wash away all the things you've taken.
And I don't care if I don't look pretty.
Big girls cry
When their hearts are breaking.
Big girls cry
When their hearts are breaking.
Big girls cry
When their heart is breaking."


"Posso chorar, arruinando minha maquiagem,
Lavando todas as coisas que você tomou.
E eu não ligo se não estou bonita.
Garotas crescidas choram
Quando seus corações estão partidos .
Garotas crescidas choram
Quando seus corações estão partidos.
Garotas crescidas choram
Quando seus corações estão partidos."

Pensou no dia em que foi pedida em namoro. Eles estavam numa viagem a trabalho. Ela é uma modelo e ele um fotógrafo, eram – e ainda são – perfeitos um para o outro. Lembrou que estava com a cabeça deitada no ombro de Gakupo, esperando pacientemente sinais de sono. Então, ouviu o arroxeado pedir um champanhe a uma das aeromoças. Assim que o abriu, tirou de dentro dele um anel com tonalidade prateada. As palavras saindo da sua boca com aquele voz rouca e grossa murmurando um "Aceita namorar comigo?" Com aquele sorriso de canto costumeiro que ela tanto amou foram inacreditáveis. Se perguntou se não estava sonhando, mas realmente não estava.

Diferente de agora, já que ela implorava para estar sonhando. Traição à ela sempre foi e sempre será algo sem perdão. Queria voltar atrás e se jogar nos braços dele pedindo desculpas pelo o que estava fazendo, mas não. Ela não seria tão idiota ao ponto de fazer isso, ele é o errado da situação. Com os pensamentos conturbados, ela finalmente conseguiu pegar no sono quando seu estoque se lagrimas já havia se acabado junto de sua voz.


"Tough girl, I'm in pain.
It's lonely at the top.
Blackouts and airplanes.
I still pour you a glass of champagne.
Tough girl
Whose soul aches."

"Garota forte, estou com dor.
É tão solitário no escuro.
Apagões e aviões.
E eu ainda lhe sirvo uma taça de champanhe.
Uma garota forte
Cuja a alma dói."

Acordou um tempo depois. Não dormiu muito, pois ainda estava escuro e a lua era visível no céu. Uma bela e brilhante lua minguante. Seus olhos estavam doendo. Não conseguia ver, mas podia jurar que eles estavam inchados e provavelmente muito vermelhos. Se levantou com certa dificuldade da cama, já que se sentia meio fraca, mas pegou o seu celular. Apenas uma mensagem. Uma mensagem dele.

"Me desculpe."

Por algum motivo, sentia que aquilo não seria o suficiente. Se estivesse realmente arrependido teria esperado ela ficar mais calma e falaria isso pessoalmente como das outras vezes que a magoou. Assim, frustrada, apagou a mensagem sem nem ao menos pensar numa resposta. Jogou o celular com força na cama. E se deitou novamente. Abraçou um travesseiro e se pôs a chorar novamente. Mas logo seu olhar foi tomado ao ouvir um pássaro cantando na janela. Teve uma idéia ao vê-lo voar.


"I wake up, I wake up, I wake up,
I wake up, I wake up, I wake up,
I wake up, I wake up, I wake up,
I wake up, I wake up, I wake up,
I wake up alone"

"Eu acordo, acordo, acordo,
Eu acordo, acordo, acordo,
Eu acordo, acordo, acordo,
Eu acordo, acordo, acordo,
Acordo sozinha."


Afinal, ela já estava sozinha mesmo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!