Big White Room
1 I am NOT crazy.
Notas iniciais
Espero que gostem!!!
Comentem por favor??
Obrigada.
-Finn-
Eu estava tão nervosa, hoje era meu primeiro dia no Hospital Psiquiátrico de Lima, Ohio. Sou psiquiatra recém formado então hoje seria meu primeiro dia como médico de verdade. Me deram uma lista com vários pacientes que seriam de minha responsabilidade a partir de hoje.
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Mais ou menos duas horas depois eu tinha visto quase todos os meus pacientes, quase todos que vi estavam sedados já que estavam em estado crítico de surto, tinha apenas uma paciente para ver. Rachel Barbra Berry, 22, nascida e criada em Lima. Entrei em seu quarto e ela estava dormindo, podia ver que ela não estava sedada já que tinha seus punhos fechados fortemente e amarrados à cama. Meu Deus, como ela era linda. Me aproximei e no momento que fiquei ao lado da cama ela abriu os olhos, eles eram enormes e cor de chocolate.
“Quem é você? Você veio aqui porque te disseram que eu sou louca? EU NÃO SOU LOUCA!” ela gritou para mim e por um segundo não tive ideia de como reagir, mas então eu sorri para ela.
“Oi Rachel, eu sou seu novo médico, estou aqui para te ajudar e não para te julgar. Então, como você está se sentindo hoje?” perguntei e ela pareceu chocada, seus grandes olhos ficaram húmidos, mas logo em seguida sua cara de tristeza se transformou em um sorriso irônico.
“Você não vai me enganar senhor médico, você veio aqui apenas para me sedar. Vocês estão me fazendo dormir minha vida inteira, eu não sou louca! Esse quarto que me deixa louca, é tão grande, e vazio, e branco.” sua voz falhou no final da frase e tudo que eu queria era abraça-la, mas sabia que não podia. Essa garota tinha algo de diferente e isso me fazia querer saber mais sobre ela o que era totalmente inapropriado para a relação que teríamos de médico/paciente.
“Eu não estou tentando te enganar Rachel, eu realmente estou aqui para te ajudar e te fazer sentir melhor, eu prometo.” eu disse e ela desviou o olhar, e naquele dia ela se recusou a falar comigo novamente.
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Cheguei em casa mais tarde com o arquivo de Rachel na minha mão, eu precisava saber o que estava acontecendo com ela que já estava naquele hospital há dois anos. Li o arquivo e descobri que ela tinha tentado suicídio exatamente há dois anos e sua depressão não melhor desde então. Ela foi mantida no hospital para que ela não atentasse contra a própria vida novamente, mas durante esse tempo também desenvolveu transtorno de ansiedade e síndrome do pânico. Naturalmente ela estava quase sempre amarrada à cama para que ela não destruísse seu quarto no momento de crise. Nunca conversou com ninguém do hospital e apenas sorria quando sua família ia visitá-la. Alguma coisa estava muito errada com ela e eu iria descobrir o que era, eu precisava descobrir.
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Acordei no meio da noite com meu celular tocando.
“Alô?” disse sonolento, era do hospital.
“Dr. Hudson, uma das suas pacientes está desaparecida, não conseguimos achar em lugar nenhum.” escutei a pessoa do outro lado dizer e meu coração acelerou, era uma mulher e eu apenas tinha 3 pacientes que eram do sexo feminino e apena uma não estava sedada hoje.
“Estou à caminho. Quem é ela?” perguntei me levantando da cama e procurando minhas roupas.
“Srta. Berry.” Suspirei, lá no fundo sabia que era ela e isso me deixava tão triste. Desliguei e mudei de roupas o mais rápido que pude. Dirigi até o hospital.
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“O que aconteceu? Como ela pode escapar? Ela estava amarrada à cama!” eu perguntei à enfermeira e ela sacudiu a cabeça, ela não tinha a menor ideia de como Rachel tinha escapado. Decidi olhar na vizinhança e vi uma garota sentada em um banco no parque, eu sabia que era ela. Estacionei o carro e fui até lá.
“Rachel?” ela estava olhando para o nada e assim que ela me ouviu ela abaixou sua cabeça a encostando em seus joelhos. Sentei ao seu lado e vi que um dos seus pulsos parecia estar quebrado, ela deveria estar com muita dor. “Aqui, me deixe ajudar.” disse tocando seu pulso delicadamente e ela praticamente rosnou para mim.
“NÃO ME TOQUE!” ela disse em um tom seríssimo, peguei seu queixo e a fiz olhar nos meus olhos pela primeira vez.
“Rachel, meu nome é Finn Hudson, eu quero ser mais que seu médico, eu quero ser seu amigo, você pode confiar em mim.” ela fez uma coisa que eu realmente não esperava, jogou seus braços em volta de mim e me abraçou forte, a abracei de volta e a segurei forte em meus braços enquanto ela chorava. Aquilo pareceu certo, apesar de provavelmente não ser.
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-Rachel-
Senti alguém se aproximando de mim então decidi parar de fingir que estava dormindo, quando abri meus olhos vi um homem lindo olhando para mim, quem era ele? Se apresentou como meu médico e meu encanto por ele acabou naquele mesmo instante. Eu não era louca e todos me tratavam como se fosse, estava trancada nesse quarto por dois anos só porque decidi que esse mundo não era mais um lugar legal para se viver. Já odiava aquele cara que insistia em dizer que estava aqui para me ajudar, ninguém podia me ajudar. A morte era a única solução, por que ninguém via isso? Depois que o médico lindo foi embora decidi que tinha que escapar dessa prisão que todos chamavam de hospital. Tinha uma lixa de unha escondida no meu travesseiro, assim tentei cortar a corda que prendia meu punho à cama, mas no final acabei puxando com força demais e senti uma dor enorme, mas eu finalmente estava livre. Saí correndo e vi um banco, eu precisava sentar a dor estava demais.
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Estava vendo as estrelas pensando em tudo que já tinha acontecido comigo, e que talvez algum dia eu iria me sentir melhor, eu mal podia esperar para me sentir melhor. Eu não queria morrer, eu apenas queria acabar com toda essa dor dentro de mim. Estava perdida em pensamentos quando alguém me chamou e se sentou ao meu lado, era meu médico.
“Rachel?” escutei ele dizer e então ele tocou meu pulso, doeu demais. “Aqui, me deixe ajudar.” ele disse e eu surtei.
“NÃO ME TOQUE!” disse em um tom sério e ele fez uma coisa inesperada. Pegou meu queixo e me fez olhar em seus olhos pela primeira vez.
“Rachel, meu nome é Finn Hudson, eu quero ser mais que seu médico, eu quero ser seu amigo, você pode confiar em mim.” ele disse e sabe-se lá o motivo eu acreditei. Joguei meus braços à sua volta e o abracei forte, ele me abraçou de volta enquanto chorava em seus braços. E aquilo me fez sentir como se eu estivesse encontrado meu lar.
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Eu não tenho a menor ideia de quanto tempo ficamos lá, mas senti ele me soltar e me agarrei forte à sua camisa.
“Não.” Sussurrei e ele sorriu.
“Precisamos dar uma olhada nesse pulso Rachel. Eu acho que quebrou, você está com dor não está?” ele perguntou doce e eu apenas assenti. Ele me pegou no colo estilo noiva e me levou de volta para o hospital. Me odiei por me sentir super bem nos braços dele, ele era o inimigo. Eu não devia me sentir daquela forma. Antes que pudesse notar já estava de volta ao meu quarto e ele estava cuidando do meu pulso, estava tão inchado e roxo que me fez sentir vontade de vomitar.
“Por que você está me ajudando? Eu não quero ficar sedada o tempo todo. Confessei e ele assentiu.
“Eu sei disso Rachel, por isso estou aqui para te ajudar, se você deixar eu sei que posso ajudar você a sair desse lugar.” ele disse e eu sacudi a cabeça.
“Eu não quero sentir mal em casa, eu quero sentir bem. Mas eu não posso.” comecei a chorar novamente, me odiava por ser tão fraca. Ele terminou de imobilizar meu pulso e se sentou ao meu lado.
“Não desista de você querida, eu sei que é difícil, mas eu acredito que você vai se sentir melhor se deixar as pessoas te ajudarem. Você é tão nova, tem uma vida linda pela frente.” ele disse e eu assenti. Estava determinada a dar uma chance para esse tratamento e eu não tinha a menor ideia do porque, mas aquele homem era diferente, tinha um efeito enorme em mim. Esperava que pelo menos uma vez na vida alguma coisa desse certo para mim.
*três semanas depois*
Meus pais vieram me visitar, era a primeira vez que eles vinham desde que Finn começou a trabalhar aqui. Nós nos tornamos bons amigos e ele me convenceu a seguir o tratamento à risca, realmente eu comecei a me sentir melhor. Mas eu estava com medo porque achava que estava me apaixonando por ele, e era óbvio que isso não daria certo. Sabia que ele era meu amigo, mas também sabia que ele nunca iria se envolver com uma paciente.
“Rach!” ouvi minha mãe dizer e sorri para ela, podia ver o choque em seu rosto. “Você está sorrindo, isso é maravilhoso!!! Como você está?” ela perguntou animada sentando ao meu lado. Conversamos por um tempo e Finn entrou no quarto.
“Oh, me desculpa, não sabia que tinha visitas Rach, vou checar os outros pacientes primeiro, ok?” ele perguntou e eu assenti. Seu sorriso era tão lindo. Ele sorriu e saiu. Minha mãe percebeu nossa interação e sorriu.
“Quem é esse rapaz Rach?” ela perguntou rindo duvidosamente. Acho que corei um pouco.
“Ele é meu médico.” Disse e ela sorriu mais ainda.
“Só seu médico?” eu assenti e ela me abraçou. “É tão bom te ver assim.”
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