Big Wave: Uma onda de mentiras
4 Esconder e Correr?
Notas iniciais
Quero esconder a verdade
Quero abrigar você
Mas com a fera dentro
Não há onde nos escondermos
No caminho de volta para meu trabalho o Cullen não falou muito, ele parecia estar concentrado desvendando algo em sua cabeça. Quando faltava um quarteirão para chegarmos ele falou algumas palavras que me fizeram pensar e pensar muito.
—Olha Bella independente do que você me esconde, eu tenho uma proposta para você, eu quero que você volte a competir e quero que você faça isso pela CS, mas com uma diferença dos outros patrocinadores, eu estou disposto a te dar uma certa porcentagem da sociedade da CS.
—Como? Você só pode ser louco.
—Não sou não, eu sou o dono de lá e como eu te disse a minha empresa só existe por causa da minha vontade de trabalhar com você, sinceramente acho que faremos um grande time. E pelo o que eu descobri tudo o que você precisa é estar na mídia de novo, você sabe ter visibilidade estar sob os holofotes .
— O que você sa..- Já perguntá-lo o que ele sabia quando olhei a frente e vi que já estávamos na rua do Eldorado porém o que me chamou atenção foi o tanto de pessoas e policiais que entravam e saiam de lá. Acho que desci do carro antes mesmo de parar entrei como um furacão na loja.
—Com licença, licença, me deixe passar por favor, com licença. — Pedi empurrando as pessoas. — O que aconteceu aqui, perguntei a um engomadinho ao meu lado.
— Foi tentativa de assalto, mais o senhor reagiu e apanhou dos assaltantes e recebeu um tiro. — Droga meu mundo parou Sr. Gerson, aí meu Deus o que fiz?O preço sempre é alto, sempre. Fui tirada dos meus lamentos por um policial.
— Senhorita Maíra Dawier?
— Sim sou eu. O que aconteceu? — O policial não falou nada que o engomadinho não tenha dito, pois quando chegaram os bandidos já tinham fugido. Então ele me informou qual hospital Sr Gerson estava e mi liberou pois meu chefe estava consciente quando eles chegaram e já havia explicado que eu estava em meu horário de almoço quando tudo aconteceu. Só então lembrei-me que o Cullen estava bem ao meu lado com a maior cara de interrogação, é acho que agora terei que dar maiores explicações mais primeiro tenho que ver o Sr. Gerson. Me virei para a Cullen e sussurrei — Olha eu sei que você não está entendendo muita coisa, mas só não me chame pelo meu nome aqui ok?- Ele balançou a cabeça assentido e ainda parecendo confuso. — Será que você poderia me acompanhar ao hospital? Eu juro que não vou mais te fazer motorista hoje, depois do hospital eu te deixo em paz ok! — Com essa frase eu consegui sua atenção pois ele me olhou bem dentro dos meus olhos e falou bem firme.
— Eu não vou deixar você ir a lugar algum sozinha, eu não vou perder você de vista de novo, nunca. — Tudo o que ele falou de algum modo me deu a confiança que eu precisava, eu não estava mais sozinha e agora eu tinha um plano, tomara que dê certo.
—Ok então Sr Cullen, vamos ao hospital.
—Quando você vai me chamar de Edward? Você faz eu parecer velho chamando-me de senhor. Eu só sou três anos mais velho que você pelo amor de Deus!!!- Ele falou já dentro do carro. E antes de responder eu pensei no motivo de não chamá-lo pelo primeiro nome, eu tinha medo de me apegar as pessoas pois todos os meus amigos sofrem as consequências por estarem perto de mim, só que agora isso não fazia mais sentido não é? Afinal de contas eu teria que trabalhar com ele, confiar nele.
—Olha Edward é só o costume de tratar os clientes. — Quando o olhei ele estava com um sorriso lindo. — Que foi?
—Fala de novo? O meu nome, fala?
—Edward!
—De novo?
—EDWARD!!!!EDWARD! EDWARD!!!- Gritei em alto e bom som dentro do carro e ele gargalhou deliciosamente me levando junto com ele, ficamos conversando amenidades e quando dei por mim já estávamos em frente ao hospital. Antes descermos do carro eu lhe falei. — Olha Edward..-Ele sorriu de novo para mim, garoto bobo. — É sério, muito obrigada mesmo, eu estive só por muito tempo.
—Eu sempre quis estar ao seu lado Bella você só não me esperou. Mas agora eu não vou a lugar algum sem você e eu quero dizer isso. — Lindo, eita homem lindo. Foco Bella foco, primeiro resolva sua vida depois é depois.
—Ok então Sr Cullen vamos nessa.- Falei ele fingiu-se de bravo mas me acompanhou. Entramos no hospital e claro ele chamou a atenção de todas as enfermeiras e médicas e pacientes, claro sr. delícia na área, e o mais interessante é que ele mostrava-se alheio a todos os olhares e piscadelas que recebia. Andamos até o posto de enfermagem e eu pedi informações de estaria o Sr. Gerson graças a Deus era um enfermeiro e ele disse para seguirmos o corredor da esquerda até o quarto 128,agradeci e quando virei para falar com o Edward ele estava com uma carranca para o enfermeiro. Garoto bobo como se eu ou alguma outra mulher no local pudéssemos tirar os olhos de cima dele.
—Vamos querido o quarto é o 128. — Fiz graça o chamando para poder tirar o vinco que estava em meio a sua testa. Peguei sua mão e o puxei quando olhei para trás ele estava com um sorriso bobo nos lábios,totalmente amarrado! O que eu faço com você senhor Cullen?
—Quer dizer que sou seu querido agora?
— Sim Edward você é meu querido amigo.- Por enquanto.
— Por enquanto.- Ele ecoou meus pensamentos sussurrando baixo, aí eu fiquei com um sorriso bobo nos lábios.
Entramos no quarto e eu vi a senhora Wilma cochilando em uma cadeira no canto do quarto e o Sr. Gerson assistindo tv. Ao ouvir passos virou os olhos em nossa direção e sorriu suavemente para mim. No geral ele parecia bem um pouco machucado no rosto, um olhar cansado e o ombro direito enfaixado. Graças a Deus ele está vivo.
—Ei garota o que você está fazendo aqui? Eu não levei aquela surra para você vir aqui e colocar tudo a perder. Você já contou a ele?
—Não. E eu vim rapidinho não vou demorar e dei meu nome falso na recepção.- Ele assentiu em entendimento.
— Garoto será que você poderia pegar alguma coisa para a Maíra comer? Aposto que ela não almoçou.
—Nem ele. Vai Edward aproveite e coma algo também ok?! — Ele me olhou em dúvida e não saiu do lugar. -Eu não vou sair daqui sem você querido, você sabe disso não é?!Pode confiar eu estarei aqui quando você voltar.
—Promete?
—Sim Edward prometo! — Então ele se virou e saiu do quarto fachando a porta atrás dele. Quando virei Sr Gerson estava segurando o riso e o soltou logo que sentei.
— Iiiii ó só tá mó amarradona no haule engomadinho!!!UHUHUHUlll
— Ei moço olha o respeito viu!E pare de rir que você está com dor.
—Admita que você gosta dele.
—Tá gostar eu até gosto, mais o senhor sabe como minha é complicada e eu o conheci não faz nem 5 minutos.
— Sei sim e como sei, senti isso hoje. Não foi assalto b foi queima de arquivo, eles me bateram para que eu falasse a verdade , eles queriam saber de você. Mais eu fui firme e disse que não te conhecia, que nunca tinha ouvido falar de você. Eles conversavam entre si e falaram algo assim: Nós temos que achar o pendrive e a senha antes dela, e se não conseguimos todos amigos dela vão rodar em um piscar de olhos, temos que pará-la ela sabe demais. O que é que você sabe de tão grave hein?
—Nem queira saber Sr. Gerson, nem queira saber. Eu vou embora da cidade, eu tenho um plano. -Antes de poder falar mais alguma coisa a porta bateu, Edward estava de volta e irado.
—Você vai ir embora? E eu?
—Depois conversamos Edward, calma. Ouça o que tenho a dizer aqui e fique calmo.- Pedi ferozmente olhando em seus olhos e torcendo para que ele me entendesse.
—Com isso eu posso lhe dar, só não me deixe no escuro.-falou se aproximando e segurando minha mão.
—Não vou.- apertei sua mão de volta em sinal de confiança.
— Olha Bella eu tenho algo para você, aqui pegue esse envelope por favor. — Levantei-me peguei o envelope amarelo que estava em cima do criado-mudo.- Abra, essa chave é de uma cabana de pesca minha, não está em meu testamento, ou seja, não é rastreável, meus filhos nem sonham que ela existe, ela fica no Brasil no estado de Sergipe na cidade de Aracaju, porém essa cabana fica em uma praia bem afastada da cidade ela fica lá na lagoa do Goré , que é uma pequena ilha turística porém lá só se chega de balsa ou algum outro barco, isso é para você ter como última alternativa entende? Vocês tem que ter um refúgio de toda essa bagunça e nada melhor para uma surfista do que ficar perto do mar não é? Aceite querida é de coração, você nos ajudou tanto nesse ano que ficou com a gente. Por favor?
—Nossa Sr. Gerson eu nem sei o que falar. Muito, muito obrigada mesmo! E o senhor não pode mais ficar aqui, o senhor sabe não é?-falei emocionada.
—Sei sim filha, e nós vamos vender o mercadinho e vamos para o interior. Vai ser melhor assim, já to ficando velho o reumatismo nem deixa mais eu pegar onda. Como que pode algo assim? Mó dawn não é truta?-falou fazendo graça.
—Sim Sr. Gerson verdade.-Falei rindo seu bom humor e suas gírias da época dos dinossauros.
— E você vai fazer agora minha filha?-perguntou de repente sério.
—Primeiro..- Olhei para Edward que estava atrás de mim observando nossa troca.- Eu vou contar toda a verdade para o Cullen ali, ao estilo do surf você sabe, depois vou voltar a treinar e vou competir novamente. Pois como diz meu bhrother tá na hora de ficar de novo sobre os holofotes e jogar toda a merda no ventilador.
—Bella! Cuidado querida, você sabe com o tipo de gente você está lidando ele ainda não,não deixe pontas soltas ok. Eles não podem te pegar de novo. EDWARD !Prometa que você não vai deixar ela fazer besteira?!-falou aflito o encarando.
—Não vou, eu prometo.- Ele falou totalmente sério. Nos despedimos do casal e saímos do hospital. Decidir que era hora de colocar tudo em pratos limpos, começando por Edward.
—Edward você sabe surfar?-falei andando em sua frente.
—Sei, por que?- perguntou olhando-me com curiosidade e um brilho nos olhos.
—Por que nós vamos agora, toca pro meu apê que eu vou tirar essa roupa e pagar minha prancha depois vamos a sua casa e você faz o mesmo. — Falei passando por ele e indo em direção ao estacionamento.
—Sério nós dois vamos surfar juntos? Agora? — Perguntou correndo até onde eu estava. Uau!Eu nunca tinha parado para analisar essa coisa de ser ídolo de alguém, eu nunca tinha levado a sério esse negócio de que eu era especial, inspiração ou exemplo para os jovens. Mas olhando agora dentro dos olhos brilhantes de Edward, vendo esse sorriso maravilhoso tenho a noção de que tudo que eu fiz foi totalmente egoísta, pois não pensei em momento algum que eu era alguém real e que as pessoas tinham orgulho de mim.
— Sim cara surfaremos agora! Vamos antes que eu mude de ideia!!!
—NÃO! Vamos, vamos!- Ele dirigiu a toda velocidade ouvindo minhas instruções para meu apê, chegando lá peguei minha prancha e o Cullen a colocou no carro e eu aproveitando enquanto ele desceu troquei de roupa, coloquei meu biquine um short jeans e uma camiseta peguei meus allstars joguei em uma mochila junto a uma peça de roupa e coloquei uma havaiana nos pés. Já estava quase colocando a chave na fechadura quando Edward voltou, ele estava no telefone e falava animadamente com alguém.
— Sim vou levá-la aí, sim hoje sim, ok depois a gente se fala bjos, também estou feliz muito mesmo, te amo tchau!!!
—Então senhorita Be..Maíra, coloque uma muda de roupa nessa mochila por favor por que hoje você vai ir conhecer a família Cullen!
—O que? Não hoje não que é isso, além do mais eu tenho que ir cantar no sarolho mais tarde. Deixa para outro dia.- Aí não faz essa carinha por favor! Assim ninguém resiste. Pensei o vendo fazer aquela carinha de cachorro que caiu da mudança.
—Mais ta todo mundo te esperando para jantar.- Falou com as bochechas ficando vermelhas, lindo.
—Olha desculpe-me por isso, mas eu realmente não posso faltar no sarolho hoje.
—A que horas você tem que etá lá para cantar?
—Ás oito e meia.
—Então dá tempo sim de ir ver minha família e depois te levo para cantar. E não tem não, agora vamos surfar.
Edward saiu mi arrastando para a escada, chegamos ao carro em tempo recorde.
—Para que praia iremos?-perguntou já dirigindo.
—Para a das docas.
—Por que lá?
—Por que lá é longe e deserto o suficiente.
—Ei você não vai me matar e enterrar por lá não né?-perguntou bem humorado.
—Háhaha engraçadinho, não me dê ideias. Mas não iremos lá por que lá é mais seguro para nós neste momento.
—Sei, e lá iremos finalmente conversar não é?
— Sim conversaremos!
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