Big Wave: Uma onda de mentiras
15 Acorde-me
..Acorde-me por dentro
Eu não consigo acordar.
Acorde-me por dentro
Salve-me...
—Bella!!Bella!!Acorda tá na hora do almoço!
—Eu dormi?
—Acho que sim a não ser que estava treinando.
—Treinando?
—É para quando morrer!!
—Háhahaha engraçada você!
—Disponha!!!E vamos logo que tenho fome!!!-Falou e saiu andando rápido a minha frente. E fui logo atrás para acompanhá-la mas tava meio difícil pois a cada passo que eu dava uma das detentas parava-me e olhava-me dos pés a cabeça. A penitenciaria de segurança máxima de Samoa apesar de ser aparentemente quadrada por fora por dentro era redonda com muitas celas, são três andares em volta de um pátio que lembra uma arena de rodeios ou uma pista de skate só que sem as rampas .Segui meu caminho o mais rápido que consegui e então cheguei ao grande refeitório que estava cheio de mulheres almoçando, quando cheguei perto dos bandejões fez-se silêncio por todo ambiente levantei minha cabeça e olhei ao redor e todas elas olhavam-me de volta, abaixei minha cabeça e segui para onde a comida estava sendo servida peguei um pouco de tudo pois estava morrendo fome…
—Dia difícil novata?-Falou uma mulher com traços indígenas ela me lembrava Sue mais pelo vejo em seu crachá chama-se Zafrina.
—Pois é!
—Normal.
—Não vai falar que também vou morrer não? É o que todas estão falando agora mesmo. -Aponto as pessoas a minhas costas. -Elas estão apostando quanto tempo demorarei para morrer você sabe um peixinho fora do mar!
— Eu não posso falar por que eu apostei que você viveria, então viva garota!!!
—Vou tentar.
Olhei a minha frente e vi uma mesa vaga então fui em sua direção, coloquei minha bandeja em cima da mesa, mas não tive tempo de sentar pois logo meu rosto estava sendo esmagado contra a mesa, tentei me soltar mas estava imobilizada. Droga!!!
—Mais vejam só gente, nem bem chegou e já quer sentar na janela. Não bonita tu vai comer é alí no chão assim como todas as cadelinhas novatas que chegam, você entendeu? -Balancei a cabeça confirmando e então fui solta e jogada ao chão com a minha bandeja de comida sendo virada na minha cabeça. Olhei em volta e todas riam de mim, a mulher que me jogou no chão estava a minha frente batendo palmas e sorrindo para minha cara. Ela era enorme eu não teria a minima chance contra ela por isso baixei minha cabeça levantei e corri para fora do refeitório, corri sem rumo pelo corredor até passar pela porta do vestiário entrei e fui diretamente para baixo do chuveiro deixando a água levar os restos de comida e minhas lágrimas não sei quanto tempo fiquei ali mas quando me virei para sair dei de cara com três mulheres olhando-me, não tive tempo de me mexer a única coisa que senti foi a mão dá maior segurando meu rosto e empurrando minha cabeça com bastante força contra o azulejo da parede e enquanto a dor agonizante se espalhava por meu cérebro meu corpo escorregou ao chão onde recebi mais três socos e um pontapé na barriga para logo em seguida um pisão em minha fonte fazer-me dizer um bem-vindo olá a inconsciência e meu último pesamento foi...Zafrina vai perder a aposta.
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