Big Time Dream

36 Capítulo 36 - Epic Night


Notas iniciais
Mais um capítulo e desculpem a demora, é porque eu REFIZ ele. Ficou grande de novo, não consigo evitar. espero que não estejam cansando, pois ainda tem muita coisa por vir, apesar de eu já saber essa temporada vai acabar definitivamente.
Eu quero pedir um favor a vocês, se for possível:
Estou secretamente betando uma fic (haha), e queria muito que vocês dessem uma lida e se achar que merecemos, deixe uma review :D
https://www.fanfiction.com.br/historia/187582/Alguem_Como_Voce
Vale a pena ler, eu garanto :)
Xoxo!

James

Eu caminhava com passos firmes, com o rosto um pouco baixo para não ser reconhecido. De bem longe finalmente avistei Jessica, a garota com um short da largura da minha mão. Esse é a garota mais cabeça dura que eu já conheci. Eu ainda não acredito que estou realmente indo atrás dessa encrenqueira. Como ela teve coragem de falar mal do meu cabelo? Ele é perfeito. Acelerei o passo para alcançá-la o quanto antes e a levar de volta para Palm Woods. Por mim ela poderia se perder a vontade, mas eu realmente fiquei com medo da ameaça que recebi. Barbara parecia bem decidida a me matar.

Finalmente cheguei próximo dela e toquei em seu ombro. Ela gritou de susto, virou-se e me acertou com um soco. Me desequilibrei e cai no chão.

– Ai meu Deus! James?! – Fechei os olhos com força tentando amenizar um pouco a dor. Comecei a sentir alguém me sacudir pelo ombro. – James? Você está bem? – Abri os olhos lentamente e vi Jessica de joelhos ao meu lado.

– Não, pois uma louca me deu um soco no olho! – Exclamei e ela parecia não ter ligado por eu tê-la chamado de louca e estendeu a mão para ajudar a me levantar. – Eu me levanto só! – Levantei e caminhei, com a mão no olho direito, até um banco que havia naquela calçada larga.

– Me deixa dar uma olhada... – Ela pediu tentando por minha mão para baixo.

– Não faz nada. Já ajudou demais por uma noite. – Fui sarcástico.

– D-desculpa, eu não sabia que era você, é que a minha mãe sempre diz que...

– Chega. – Comecei a apalpar a área do dorso para o olho, onde doía.

– Escute, eu estou tentando ao máximo não me estressar aqui, mas você está pedindo.

– Você me deu um soco! – Eu disse indignado.

– Foi sem querer! Pensei que você fosse um... Um... Como se chama aquele cara que mexe com as garotas na rua?

– Um pervertido? – Era como ensinar uma criança a falar.

– Isso. – Ela disse mais calma e num estalo voltou com a expressão brava. – Pensei que você fosse um pervertido!

– Desculpe por não ser o tipo de cara que você esperava. – Ironizei.

– Cala a boca. – Ela disse e surpreendente riu. A risada dela era tão gostosa de ouvir, como se eu nunca tivesse ouvido uma melodia tão bonita. – Desculpe por te dar um soco.

– Tudo bem.

– Não está tudo bem, eu acertei sua cara e falei mal do seu cabelo. Se eu fosse você estaria com muita raiva. – Eu até que concordava com ela. Porque eu não estava com tanta raiva? Isso é tão estranho.

– Você está certa... Eu não estou com muita raiva. Não me pergunte por quê. – Ela riu um pouco novamente.

– Agora, você vai me deixar dar uma ver esse seu olho?

– Vá em frente. – Eu disse com descaso. Ela segurou pelo meu pulso e o abaixou, chegando bem próximo do meu rosto, mas ela não parecia ter segundas intenções. Queria que eu não tivesse, então tentei me controlar. Ela segurou no dorso do meu nariz, o que doeu um pouco e examinou. – Está doendo, não está?

– Um pouco.

– Aonde dói?

– Por aqui assim. – Apontei para a área.

– É que não está ainda, mas vai ficar roxo.

– Wow. Você sabe das coisas. – Comentei a fazendo rir um pouco e afastou seu rosto do meu. A risada dela era tão contagiante que me fazia rir junto.

– Já ganhei muitos olhos roxos quando eu era menor. – Continuou sorrindo. E que sorriso.

– Você... Tem um sorriso bonito. – Meu lado galanteador se manifestou.

– O-obrigada, você também. – Respondeu educadamente e extremamente sem graça, sumindo com o sorriso bonito. Ela virou o rosto e ficou encarando a avenida. Bola fora, James Idiota Diamond.

– Me desculpe por... Ter estragado sua noite. – Ela virou-se rapidamente para olhar pra mim. O que eu estava fazendo? Pedindo desculpas? Por quê? O que está acontecendo comigo? – Se não fosse minha estupidez, nós não estaríamos nessa situação.

– Não, eu que fui estúpida. Eu não devia ter dito aquilo sobre o seu cabelo, me desculpa. Se não fosse pro mim você não teria levado um soco. – O sotaque dela era tão fofo. Eu admirava o jeito que ela falava devagar procurando as palavras e forçando as letras.

– É verdade, você foi estúpida. – Eu disse com um sorriso e ela me deu um soco no ombro. – Tudo bem, todos nós fazemos coisas estúpidas. – Ela suspirou e voltou olhar pra frente.

– É por causa de uma dessas coisas estúpidas que fiz que estou nessa cidade. – Ela disse quase sussurrando. Franzi o cenho, sem entender. Que coisa que ela fez? Ah, não era importante saber, o importante era que ela estava aqui comigo.

Espera, eu realmente pensei isso?! Tem alguma coisa muito errada comigo.

– Obrigada por vir atrás de mim e não deixar eu me perder.

– Agradeça a sua amiga, ela me ameaçou de morte se eu não viesse.

– Ela ameaçou? – Perguntou absolutamente feliz e eu assenti com a cabeça. E eu ainda mantinha a mão no meu olho, para garantir que ele não fosse cair (Como se isso fosse realmente acontecer). – É por isso que eu amo ela.

– Yeah, yeah. – Eu disse sentido uma mistura de raiva com inveja.

– E... Me desculpe também por ter dito aquilo sobre o seu cabelo... Na verdade eu até gosto dele.

– Desculpas aceitas. – Meu ego estava inflando. Eu adorava quando admitiam que eu tinha a razão.

– Seu cabelo é tão legal que me dá vontade de... – Suas duas mãos audaciosamente bagunçaram TODO o meu cabelo.

– Tira as mãos do meu cabelo! – Exclamei jogando as mãos dela para baixo. Ela ergueu suas sobrancelhas bem feitas indignada enquanto eu tentava arrumar meu cabelo, e cruzou os braços para voltar a ficar encarando a avenida.

– Desculpa, eu não sabia que o seu cabelo era feito de ouro. — Ela debochou.

– O-oh mais respeito ok?

– Com você? Vai sonhando. – Ela disse em um tom debochado mais uma vez, ainda olhando para frente.

– Sabia que você é a 2ª garota mais difícil que eu já conheci em toda a minha vida? A 1ª é a minha mãe.

– Vai se acostumando, você tem uma semana. – Dei uma risada, mas vi que ela permanecia séria e eu ria sozinho, então me calei. Depois de alguns minutos de silêncio procurando as palavras certas para dizer, tentei me redimir.

– Sabe, nós estamos no centro de Los Angeles... A noite ainda não acabou. – Eu disse em um tom convidativo e com um sorriso no canto da boca, ela olhou para mim ainda em dúvida.

– O que você me sugere?

– O Vitamina da Hora deve estar aberto.

– O que é o Vitamina da Hora?

– É só a melhor vitamina do país.

– Parece uma idéia tentadora. – Deixou escapar um sorrisinho, quando de repente ficou séria novamente. – I-isso não é um encontro, é?

– Qual o problema se for?

– Eu tenho um namorado, dã. – Algo dentro de mim começou a criar um certo rancor por esse tal namorado dela.

– Então eu acho que somos só dois amigos indo tomar vitamina, o que acha?

– Assim é melhor. Espera... Somos amigos? – Perguntou incrédula.

– Acho que sim. – Sorrimos instantaneamente. Como ela podia ter dentes tão perfeitos? E aqueles lábios carnudos? Dava uma vontade de... Não, deixe isso pra mais tarde James, deixe pra mais tarde.

– Só não vai achando que eu vou ser boazinha com você só porque você é meu ‘amigo’, por que eu não vou.

– Que medinho. – Brinquei e nós rimos juntos. – Vamos, amiga? – A chamei levantando e estendi a minha mão para ela segurar. Ela hesitou e ficou um pouco indecisa. Olhei para sua mão e depois para seus olhos. Trocamos olhares. Senti uma corrente elétrica percorrer cada centímetro do meu corpo, então sorri e ela segurou minha mão.

Como ela conseguia ser tão diferente de mim e tão encantadora?

Jessica

Como descrever o indescritível? A noite junto de James estava sendo... Épica. Ao chegarmos ao "Vitamina da hora", eu exigi que dessem gelo em um pano para por no olho do meu ‘amigo’, que tentava não ser reconhecido. O atendente disse “Nós não trabalhamos com esse tipo de serviço” e eu retruquei com “Mas eu trabalho com o serviço de chutar a sua bunda”. Essa foi boa. Depois de muito brigar, o gerente do estabelecimento ameaçou me expulsar dizendo que eu estava “Incomodando os clientes”. Eu só não acertei um chute nele porque James me pediu para manter a calma. No fim, o gerente claramente reconheceu ele e cedeu a porcaria do pano com gelo. E ainda nos deu duas vitaminas de graça.

Vitamina divina! A minha era de morango e a de James era de mamão. Nós fomos tomando enquanto andávamos até Palm Woods, e eu percebi que eu não me divertia desse jeito faz um bom tempo.

Então Diego veio a minha mente. Nossos encontros, todos os momentos. Costumavam a ser divertidos também. Costumavam. Por mais que eu tente esquecê-lo, eu sinto a falta dele.

– Você não acha que esse olho roxo não me deixa sexy, estilo badboy? – James despertou-me de meus pensamentos.

– James, põe essa droga de pano no olho.

– Mas o gelo já derreteu!

– Então guarda o pano!

– Ok! – Ele colocou o pano no bolso da frente da calça. – Feliz? – Assenti com a cabeça enquanto terminava de tomar a vitamina. – Ótimo. Então, você tem certeza que eu não fico mais atraente com esse olho roxo? – Eu ri sarcasticamente.

– Você está tudo menos sexy com isso, não se iluda.

– Estraga prazer. – Ele riu e empurrou meu ombro.

– Não me faça te deixar com mais um olho roxo. – Ergui o punho.

– Você é doente. – Ele disse dando o ultimo gole na sua vitamina e eu ri novamente.

– Cala a boca. – Nós paramos para jogar os copos vazios na lixeira e continuamos a caminhar, conversar e nos provocar.

Chegamos a Palm Woods e eu já estava cansada de tanto andar, mas valeu a pena conhecer a cidade. E pensar que eu fiz caso por isso.

– Então chegamos... – Eu disse ao chegar à porta do apartamento da Barbara. Ele apoiou a mão na parede e se aproximou.

– Eu me diverti bastante hoje Jessi... – Ergui as sobrancelhas. Quem deu permissão pra ele me chamar de Jessi? – Tirando a parte que eu levei um soco. – Ele disse meio sem graça, e eu até achei bonitinho, então ignorei por ele ter me chamado pelo apelido.

– Eu também me diverti bastante, James. – Sorri. – E me desculpe mais uma vez pelo olho roxo.

– Não esquenta. – Com a mão livre ele tirou o pano do bolso da calça e me entregou. – Toma, quero que fique com isso.

– O-ok. – Segurei o pano, achando aquele presente muito esquisito. Ficamos alguns segundos nos olhando com sorrisos bobos estampados na cara. Até que o rosto dele começou a se aproximar do meu e por um momento eu estava indo até ele. É claro, aqueles olhos de avelã e aquela boca rosada eram de levar qualquer garota ao delírio, deve ser por isso que ele se acha tão irresistível. Estávamos tão próximos que eu podia sentir sua respiração quente contra a minha pele... Eu não podia fazer isso.

– O-o que pensa que está fazendo? – Perguntei dando um passo pro lado. – Eu tenho namorado, esqueceu? – James me olhou confuso e colocou as mãos nos bolsos da calça.

– D-desculpa, eu esqueci...

– Não esqueça mais. – Abri a porta do apartamento, entrando rapidamente e a fechei com força.

O que eu ia fazer? Nossa, meu coração está batendo muito rápido. Se não fosse o meu subconsciente para me alertar... Eu teria beijado James. Sendo que eu estou “provavelmente” com o Diego. O que eu estou pensando? Eu estou sendo fiel a um cara que quis me agredir.

Corri para o quarto, tomado cuidado para não acordar Barbara, e resolvi tomar um banho pra me espertar. Um banho gelado do jeito que eu gosto, para ver se espanta a imagem do rosto do James da minha mente. Depois escovei os dentes e coloquei um pijama fresquinho. Agora a pergunta era: Aonde eu iria dormir? Na cama, se Barbara não estivesse espalhada ocupando toda ela. Tentei empurrá-la para o lado, mas como ela é muito pesada (Não estou chamando minha amiga de gorda) acabei usando força demais e ela rolou pela cama e caiu no chão. O-ou.

– Qual. É. O seu. Problema?! – Ela perguntou se levantado com dificuldade do chão.

– Desculpa, eu só queria te afastar pra eu poder dormir, mas ai você acabou rolando e eu...

– Ok ok, tanto faz. – Ela pegou o travesseiro dela e o arrumar na cama. – Aliás, por onde a senhorita andava hein?

– Eu saí... Com o James.

– Ah ta, você saiu com... – Ela disse normalmente, então parou e arregalou os olhos quando se tocou que eu estava falando do James. – Vo-você saiu com o James?! Você sabe como é com as garotas que ele sai, não sabe? Ele dá o beijo no 1º encontro e depois some da vida dela, mas você não beijou ele né? Meu deus você beijou o James?! Não me diz que se apaixonou por ele, porque senão ele vai partir seu coração em pedacinhos e se ele fizer isso eu vou matar ele e...

– OU-OU-OU CALMA AÍ. NÃO. ACONTECEU. NADA. Entendeu?

Que alívio. – Suspirou. – Então, como foi? – Perguntou sorrindo.

– Foi... Divertido. – Eu disso com um sorriso de canto, relembrando os momentos.

– Eu te disse que James era um bom amigo. – Ela se deitando no seu lado da cama, me deixando um pouco confusa, pois ela acabara de dizer que ia matar ele por partir meu coração e depois disse que ele seria um ótimo amigo. É, talvez um cafajeste fosse um bom amigo, haha. Tirei o lençol de dentro da minha mala e fui me deitar. As imagens de James com o rosto a centímetros do meu voltaram a incomodar minha mente.

Isso é tão estranho... Tipo, ele não tentou nada com você?

– M-mais ou menos...

– Ah não. Não vem com ‘mais ou menos’. Ele tentou te beijar ou não?

– Pra falar a verdade – Suspirei. – Sim. Uns 10 ou 15 minutos atrás. – Eu disse um pouco envergonhada.

O que você fez? Me conta tudo. – Sua curiosidade aumentou.

Eu o lembrei que eu tinha namorado, ele ficou meio sem graça e eu entrei. E foi só isso. O sinceramente não tô nem um pouco a vontade com esse assunto, ok?

– Por quê? – Permaneci calada. – Por um acaso pensou demais no Diego? – Era incrível e irritante a capacidade que ela tinha de adivinhar o que as pessoas estavam pensando.

– É... Eu gosto muito dele, e às vezes eu sinto que a gente só tá dando um tempo sabe.

– Talvez seja isso mesmo! Você disse que ele não mandou nenhuma notícia né? Vai ver ele tá mesmo dando um tempo para você pensar se quer continuar com ele, ou não.

– Talvez você tenha razão...

– E tem mais, o que ele fez foi tão ruim a ponto de você não conseguir perdoá-lo? – O silêncio tomou de conta do quarto por alguns instantes. – Já que não quer me responder, pensa aí. Boa noite Jessi. – Bocejou e virou-se para voltar a dormir, me deixando com uma pulga atrás da orelha.

– Boa noite. – Uma das coisas que eu mais admirava nela era o seu jeito de usar as palavras, e como ela sempre tinha ótimos argumentos. Realmente me fez para pra pensar.

O que o Diego fez foi tão ruim assim? Primeiro: Ele não fez, ele só pensou em fazer, então foi “quase”. Ele deve me amar o suficiente para conseguir controlar seu instinto agressivo e não me machucar. Segundo: De acordo com a Barbara, ele não mandou mais notícias porque está me dando um tempo para pensar se a nossa relação ainda vale a pena, ou se eu posso perdoá-lo. E-eu posso perdoá-lo. Mas... Vale a pena mesmo continuar esse namoro? Continuar com o medo de ele fazer o que ele pensou em fazer?

Acho que ainda tenho muito tempo para pensar. Muita coisa pode acontecer ao longo de uma semana.

James

Jessica bateu a porta na minha cara, me deixando sozinho no corredor. Sem palavras, sem reação. Estranho, por um momento eu achei que ela queria me beijar... Tanto quanto eu queria beijá-la.

De repente um ódio começou a invadir meu corpo. Porque ela tinha que ter um namorado? Porque?! Más é claro, uma garota como ela não poderia estar solteira. Que raiva desse cara, seja lá quem ele for! Eu e ela poderíamos estar nos beijando agora, se não fosse por ele. Que raiva! E pra piorar, a única coisa que eu ganhei essa noite foi um olho roxo.

Andei até o 2J batendo os pés com força no chão, mas parei assim que entrei para não acordar ninguém. Ao entrar no quarto fechei a porta com cuidado para não fazer barulho, mas tomei um susto quando um dos garotos começou a gritar.

– NÃO! NÃO! NÃO! – Logan gritava e esperneava na cama, obviamente tendo um pesadelo.

– Cala a boca, você vai acordar todo mundo. – Reclamei pegando a almofada mais próxima e bati com força na perna dele. Ele se sentou ofegante, olhou em volta e suspirou mais que aliviado. Comecei a tirar os sapatos e ele deitou a cabeça em seu travesseiro.

– Graças a Deus... – Ele disse ainda ofegante.

– Teve um pesadelo? – Perguntei por perguntar.

– Dos ruins. – Respondeu quando me dirigi ao banheiro, deixando a porta aberta. – E você, está chegando da onde? – O ouvi perguntar.

– Eu fui com a Jessica tomar uma vitamina e voltamos caminhando. – Respondi enquanto tirava a roupa por trás da porta.

– Espera você teve... Um “encontro” com ela? – Perguntou surpreso.

– Mais ou menos. – Respondi com um sorriso.

Aproveitei que estava apenas com a minha cueca samba-canção e fui esvaziar a bexiga.

– Esse mais ou menos significa que o encontro não foi bom?

– Não, não. O “encontro” foi ótimo. Jessica é uma garota maravilhosa só que...

– Ela não beija bem? – Presumiu enquanto terminava o serviço.

– Bem que eu queria saber...

Dei a descarga e levantei a calça.

– Oh... Vocês não se beijaram.

– Eu até ia só que bem na hora, ela lembrou que tinha namorado. – Voltei para o quarto e peguei um camisão velho dentro da minha gaveta de roupas.

– Se meteu com uma garota que tem namorado? Isso é ruim.

– E eu não sei? Eu nunca fui rejeitado assim. Fala sério, quem rejeitaria isso? – Perguntei apontando para minha própria cara. – Eu sabia que essa garota tinha algum tipo de problema. – Eu disse vestindo o camisão.

– Eu acho que você está com uma bela dor de cotovelo.

– Eu? Dor de cotovelo? De uma garota que não quis me beijar porque tem namorado? – Me aproximei do seu beliche. – Faça-me o favor. Tem milhares de garotas espalhadas pelo país querendo sair comigo e eu vou me preocupar com uma que me rejeitou? Vai ela está feliz com aquele cara brasileiro e não quer estragar as coisas. – Eu disse em um tom debochado.

– Será que ela te mesmo namorado? – Pensou alto.

– O que? – Cruzei os braços. Ele permaneceu calado e pôs a mão na boca, como se tivesse falado uma besteira. – Você está me dizendo que ela talvez não tenha namorado e mentiu... Só para não ficar comigo?

– J-james, escuta. É uma possibilidade remota. – Se sentou. – Uma vez que antes de ela te conhecer, a Barbara avisou que ela tinha namorado – Tentou concertar.

– Vai ver as duas combinaram... É isso! Eu descobri tudo, por essa elas não esperavam. – Dei uma risada sarcástica. Tudo parecia mais claro agora.

– Não é mais fácil você aceitar o fato de que Jessica tem mesmo um namorado em vez de ficar vendo coisa onde não tem?

– Isso seria fácil demais. – Coloquei a mão no queixo e fiquei pensativo. – Hey... Você lembra quando a Jo veio morar aqui em Palm Woods? Ela mentiu para todos dizendo que tinha namorado, mas Kendall descobriu a verdade. E então eles começaram a sair e...

– Acabaram juntos?

– Isso! – Exclamei e ele bufou, deitando-se.

– Você realmente acha que o mesmo pode acontecer com você? – Perguntou incrédulo. – Um raio não cai duas vezes num mesmo lugar.

– Mas esse raio vai cair, meu amigo. E Jessica vai ficar louquinha por mim.

– Certo, e SE isso acontecer? E se ela ficar aos seus pés? Mas e depois, quando ela voltar pro Brasil, o que você vai fazer?

– Parti pra outra ué.

– Mas e ela? Não vai ficar com o coração partido?

– Ela supera. – Dei ombros e subi para a minha cama. Como eu não havia pensado tudo isso antes?

– Você é a pessoa mais egoísta do mundo. Parece que não aprende nunca a lição. – Se irritou e virou-se para voltar a dormir.

– Boa noite pra você também. – Ironizei.

Olhei para o teto e um sorriso surgiu no meu rosto ao imaginar a cara dela quando ela souber que eu descobri tudo. Aquela carinha bonita e arredondada com aqueles olhos amendoados e brilhantes e aqueles lábios sedutores não me enganam mais. Eu sou um gênio.