Big Time Dream
9 Capítulo 9 - The Date (Part I)
Logan
Nós rimos e nos divertimos enquanto não chegávamos. Que se dane o taxista.
– Onde nós vamos almoçar?
– Em uma lanchonete, bem famosa aqui em L.A. – Eu fiquei olhando para ela por uns segundos. Sua franja caiu em cima do olho. Eu peguei e a pus atrás da orelha.
– Eu adoro seu cabelo, mas não quero que ele fique na frente dos seus olhos. Eles são lindos demais para ficarem escondidos. – Eu não sei por que eu disse isso, simplesmente saiu. Talvez eu tenha pensado alto demais... A quem eu estou tentando enganar? Eu mal conhecia a garota, e aquilo meio que foi por impulso. Ela me olhou de um jeito, com aqueles olhos verdes e profundos, ela parecia insegura. Deu um sorriso tímido, acho que ela estava mais assustada que eu.
– Chegamos. – Eu disse. Desci do carro e segurei a porta para ela sair. Ela fez a reverência como se estivesse de vestido e abaixou a cabeça cordialmente.
– Você é muito cavalheiro. – E eu fiz como se estivesse com um chapéu e o tirando.
– De nada, madame. – Cruzei o meu braço com o dela e fomos andando e rindo em direção a lanchonete. Então o que eu menos queria que acontecesse aconteceu. Fãs. Eram três garotas, e elas correram em minha direção, Barbara tomou um susto, mas em nenhum momento ela pareceu irritada com a situação.
– Logan! – Uma baixinha com cabelos loiros me abraçou. Tentei me afastar. – Eu amo Big Time Rush!
– Eu também! – Disse a mais alta, de cabelos pretos. – Você é o meu favorito, sabia?
– Bem, obrigado pelo carinho! – Respondi sorrindo.
– Você também é o meu favorito! – Disse uma garota também loira só que um pouco mais alta que a primeira. De repente ela olhou Barbara dos pés a cabeça. – Quem é a sua amiga? É sua amiga não é?
– É sim... Uma amiga. – Olhei nos seus olhos e ela sorriu timidamente para mim.
– Meu nome é Barbara, e nós só vamos almoçar. – Disse ela, simpática.
– Acho bom. – Disse a loira mais baixinha. Elas pediram alguns autógrafos e depois foram embora.
– Eu pensei que você ficar irritada por causa das fãs.
– Por que eu ficaria? Somos só amigos. – Disse ela tranquilamente. Só amigos... – Ei, sabe do que eu lembrei? Que foi aqui que a gente se viu pela primeira vez. – Ela sorriu. – Minha prima estava histérica por ter visto vocês, e eu nem sabia quem vocês eram. Ela ficou furiosa porque eu a apressei. Se ela souber que eu te conheço, ela é capaz de pirar. – Riu.
De repente me deu um estalo. Eu sabia! Agora eu tinha certeza de que já havia visto ela antes. Eu sabia que já havia visto aquele sorriso em algum lugar. Tudo passou pela minha mente por um momento. Lembrei de ter visto ela de longe, tímida. E quando ela começou a se aproximar, nossa, eu lembro até da sensação que tive no momento. Eu nunca iria imaginar que a garota com que eu disse apenas oi e não lembrava nem mais do rosto depois, estaria saindo comigo uns dias depois.
– Você está pensativo, o que foi? – Ela perguntou, quando estávamos entrando na lanchonete. Segurei a porta para ela entrar, e ela agradeceu com um sorriso.
– Eu só estava lembrando como você estava linda nesse dia. – Ela ficou meio envergonhada. Será que eu estava indo rápido demais?
Barbara
Confesso que fiquei nervosa na hora da briga. Aquela garota Camille parecia ser tão simpática, e foi dizer uma coisa daquelas, só para provocar? E eu não sei o que me deu para ficar tão irritada. Eu mal conhecia o Logan, e fiz uma cena de... Ciúmes. Não pode ser, eu não posso ter ficado enciumada por causa de um garoto que eu havia acabado de conhecer. Eu devo só ter ficado irritada, só isso. No momento pensei que ele iria me usar, só como diversão. Isso sim me deixou irritada, mas depois que ele disse tudo aquilo sobre mim na frente de todo mundo, e me olhou com aqueles olhos castanhos adoráveis e sorriu da maneira que eu mais sedutora existente, foi impossível continuar brava.
– Vem, vamos sentar aqui. – Quando ele foi puxar a cadeira para eu sentar, eu o interrompi.
– Você já foi gentil demais hoje, eu posso fazer isso. – Me sentei e ele foi para o seu lugar. – Qual são os nomes dos seus amigos, aqueles da sua banda?
– Kendall, Carlos e James.
– O Kendall é o loirinho de sobrancelhas grossas não é?
– É sim. E o Carlos é moreno que vive com um capacete.
– O baixinho com cara de latino? – Perguntei animada. Ele me olhou com uma cara de “Hã?”
– É assim que você chama os meus amigos? Loirinho de sobrancelhas grossas e Baixinho com cara de latino?
– Mais ou menos... – Fiquei meio sem jeito. Ele riu.
– E como você chama o James?
– O alto musculoso. – Corei de vergonha, me deu vontade de cavar um buraco em baixo da mesa e me esconder. E ele riu mais alto ainda.
– Alto musculoso? Nossa, e eu, como você me chamava? – Perguntou sério.
– Ah você não tem apelido... Melhor chamarmos o garçom para fazer o pedido não é? – Tentei mudar de assunto.
– Não enquanto você não me contar qual é o meu apelido. – Percebi que ele iria insistir até eu contar. Tomei coragem e falei.
– No dia em que eu te vi pela primeira vez, você estava de boné. E quando você olhou para mim, e sorriu e... Eu, tipo, achei seu sorriso l-lindo. Você tem um sorriso pro lado, meio tortinho. Quando você sorri, um olho fica mais aberto que o outro, um charme. – Eu ri baixinho. – Então eu passei a te chamar de O garoto de boné e sorriso torto. E é isso. – Abaixei o rosto e fiquei esperando as risadas. Mas ele não riu, estranhei e levantei o rosto para ver se ele tinha ido embora depois da besteira que eu falei. Mas ele estava ali, e estava sorrindo para mim.
– É desse sorriso que você está falando? – Fiz que sim com a cabeça. – Pois fique sabendo que o seu sorriso é ainda mais bonito. – Corei. – Você fica ainda mais linda vermelha.
– Para com isso! Está me deixando envergonhada. Vamos logo fazer o pedido? – Ele riu e concordou. Fizemos nossos pedidos e ele ficou brincando com o hambúrguer e eu quase cuspi o meu de tanto rir. Ele era tão divertido, inteligente, e bonito...
– Barbara, você é daqui de Los Angeles? – Ele perguntou por perguntar, como quem não queria nada.
– Hmm não. – Fiquei meio insegura com a resposta.
– De onde você é? Eu sou de Minnesota.
– Legal, eu sou... Do Brasil. – Ele me olhou fixamente, espantado.
– Sério? Tipo, do Brasil, mesmo? – Ele não tinha digerido essa resposta.
– Sim, eu sou do Rio de Janeiro. Já ouviu falar?
– Já... É bem longe, o que você faz aqui? – Ele estava bem surpreso ainda.
– Você quem é aquele produtor/diretor Lewis Scotten?
– Mas é claro que eu sei, ele é muito famoso por aqui.
– Então, ele me chamou para fazer o papel principal em sua série nova! Eu era fazia no teatro no Brasil, mas meus pais acharam que já estava na hora de eu arranjar uma carreira, sabe, decidir meu futuro. Meus tios moram aqui, eu fiquei com eles por uns dias, até eu conseguir um lugar fixo para morar. Então... aqui estou eu. – Ele estava com os olhos arregalados, muito surpreso.
– Mas, você fala tão bem inglês. Como?
– Já vi que você vai fazer muitas perguntas... – Eu ri. Mas ele continuava imóvel. – Eu sempre vinha para cá visitar minha família, então eu me habituei ao inglês desde cedo. E não, meu cabelo não é vermelho natural.
– Você, parece americana, de rosto.
– De rosto?
– Você entendeu. Você é diferente de todas as garotas que eu já saí.
– E eu era tão típica no Brasil. As pessoas só me achavam estranha por causa do meu cabelo. Por isso os garotos não se interessavam muito por mim.
– Todos burros. – Sussurrou.
– O quê? – Fingi que não tinha escutado.
– Nada não. – Tentou disfarçar, e eu ri. Pagamos a conta e chamamos o taxi. Já eram duas da tarde.
– Espero que não apareça nenhuma fã agora. – Nós rimos.
– Sabe, parece que eu te conheço faz anos.
– Eu também acho. – Nos olhamos imóveis – Então... Você já quer voltar para Palm Woods?
– Sinceramente, não. Quero passar mais um tempinho com você. – Sorri.
– Ótimo, quero que você conheça um lugar. – Nesse momento o taxi havia chegado.
– Para onde você está me levando? – Perguntei muito curiosa. Entramos no táxi.
– Você vai ver. – Ele disse o endereço para o taxista e saímos. Ele olhou para mim e sorriu, com aquele sorriso que eu adorava tanto – Você vai gostar de lá, é o meu lugar preferido para relaxar e esquecer dos problemas. — Ele me olhou fixamente – A brasileira ruivinha dos olhos verdes. Está vendo? Você também tem um apelido. – Ele sorriu e tirou o cabelo da frente dos meus olhos.
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