Big Time Dream

29 Capítulo 29 - Falling into Temptation


Notas iniciais
"Caindo em tentação"
MIL DESCULPAS PELA DEMORAAAAAAAA. Tive provas numa semana e na outra uma peça. (faço curso de teatro)
Pra compensar, eu tenho mais 2 capítulos prontos. Não esqueça de comentar depois que ler :)
OBS: Esse capitulo ta meio HOT, e por favor NAO ME MATEM kkkkk

Logan (Depois que deixou Camille no apartamento)

Cá estou eu, lendo um livro de física quântica na poltrona da sala, enquanto Katie ignora minha presença assistindo TV. Confesso que eu também não prestara nem um pouco de atenção no livro, pois minha cabeça estava longe. Na verdade não tão longe, ela se encontrava no 4º andar. Sim, eu ainda estava pensando no que havia acontecido no apartamento de Camille.

Eu não consigo aceitar que aquela era a Camille. Talvez ela esteja sobre o efeito da febre de Hollywood, ou... Ah, a quem eu quero enganar? Aquela é a verdadeira Camille que, aliás, é uma ótima atriz. E conseguiu atuar o papel de boa moça por todo esse tempo, e continua enganando a todos, menos a mim. Eu tinha a missão de fazer a máscara dela cair de uma vez por todas, mas como?

– E aí, onde você se enfiou depois do piquenique? – Kendall perguntou quando ele e os outros entraram pela porta.

– Fui deixar Camille no apartamento dela, dã. – Estremeci ao dizer o seu nome.

– Oh, eu pensei que você ia passar no apartamento da Barbara, afinal, você só foi deixar a Camille e voltou, não foi? – Kendall perguntou como se soubesse que eu estava escondendo alguma coisa.

– Y-yeah, eu resolvi voltar. Eu tinha que passar aquela pomada. – Inventei a desculpa na hora. Eu confesso que estou ficando bom nisso. Mas é claro que eu ainda não passei a bendita pomada para o hematoma.

– Entendi. – Ele e os outros se acomodaram no sofá grande.

– A Drianna foi embora e você nem se despediu dela. – Disse Carlos.

– Desculpe, mas falando nela, por que ela surtou naquela hora mesmo? – Perguntei. Carlos e James olharam para Kendall, que os olhou repreensivo. Eu estava começando a ficar curioso.

– N-nada, ela só teve um... Ataque e saiu correndo sem motivo. Sabe, coisa de gente doida. – Disse James. Carlos parecia ter se irritado e empurrou o ombro de James.

– Ela não é doida. – Carlos protestou e James pisou em seu pé.

– Sim, ela é. – Ele disse com firmeza, até que Carlos se conformou com a dor em seu pé. Se eu não tivesse coisa pior com que me preocupar, com certeza não teria engolido essa história.

Depois de um tempo, James e Carlos começaram a discutir pra ver quem era o mais estúpido, então eu resolvi não ficar perto demais da briga, peguei meu livro e fui para o quarto, deitar na minha cama e espairecer as idéias.

Pelo visto eu não ia ter paz hoje, pois logo depois Kendall entrou no quarto, rindo.

– Esses dois com essas brigas diárias... – Riu mais um pouco e logo percebeu que eu não estava dando a mínima. – Você está mesmo lendo esse livro? – Perguntou enquanto subia as escadas do outro beliche. James não ia gostar de ver Kendall em seu território sem permissão.

– O que você acha?

– Que não. – Riu. – Você está bem?

– Eu pareço bem?

– Não também. Afinal, o que aconteceu pra você ficar assim?

– Nada. – Virei a página do livro, sem ao menos ter lido a anterior.

– Tem certeza que não está acontecendo nada? Vamos, me conte.

– Não passa pela sua cabeça que às vezes eu quero nem que seja só um pouco de privacidade? – Fechei o livro com força.

– Calma! Eu só perguntei. Se não quiser falar, não fala. – Permaneci quieto e voltei a “ler o livro”. Kendall deitou suspirando. Droga, quando eu fico nervoso, é apenas mais um passo para me estressar, seja pela besteira que for.

Kendall sabia que tinha alguma coisa errada e eu não queria contar. Quando tem algo que me incomoda mesmo, é a ele que eu recorro. Bem, dessa vez não pode ser diferente.

– Desculpe. – Sentei, passando a mão no cabelo bagunçado.

– Você não precisa se desculpar, eu que me meto muito na sua vida. – Sentou-se também.

– Não fala besteira, você é... Um bom amigo. E não deixa ninguém na mão. – Sorrimos.

– Valeu cara.

– Então, eu tenho uma coisa séria pra falar e... – No exato momento, james entrou no quarto, eufórico. – O que foi agora?

– Eu não consigo achar meu pente da sorte!

– Você lembra a ultima vez que usou? – Perguntou Kendall, James parou pensativo.

– Acho que foi no piquenique...

– Então deve estar em uma das cestas talvez.

– Ah é! Logan, onde você pôs as cestas? – James me perguntou, aliviado. Eu arregalei os olhos, merda. Mil vezes merda. – Eu te fiz uma pergunta. Cadê as cestas?

– E-eu esqueci.

– Esqueceu? Aonde?!

– No apartamento da Camille. – Droga.

– Pensei que você tinha só deixado ela e voltado... – Kendall perguntou. Eu tentei responder, mas eu não tinha mais desculpas, até que fui salvo pelo surto de James.

– Kendall, agora não. Você, Logan – Apontou o dedo para mim. – Vai buscar, eu preciso do meu pente da sorte!

– Mas eu não quero ir buscar. Vá você.

– O que? – Ele veio batendo os pés até mim. – O meu cabelo está bagunçado e mais tarde eu tenho um encontro. Você TEM que ir buscar.

– Mais encontros, menos encontros, faz alguma diferença com quantas pessoas você sai toda a semana?

– Você vai, nem que não queira! – Ele me puxou pela orelha e tentou me jogar de cima da cama, mas Kendall o arrancou de mim antes que ele me jogasse.

– Calma aí! Ele está com a coluna toda esculhambada, lembra?

– Eu não to nem aí. Quero meu pente da sorte. – James disse, mexendo no cabelo. Kendall soltou James, e veio até mim.

– Vai lá, por favor. – Kendall pediu.

– Kendall, você não entende, eu tenho que te contar...

– Vai logo, antes que ele surte de uma vez. – Eu bufei e desci do beliche. Saí do apartamento batendo os pés, bem a tempo de ouvir James gritar.

– E não volte sem o meu pente! Ouviu?!


Bati à porta. Não houve resposta. Bati de novo, de novo e de novo, mas nada de Camille abrir. Um bom sinal de que ela não estava em casa. Um alívio, pois eu não queria falar com ela, pelo menos não agora.

Voltei pro apartamento e não fui bem recebido, sem nem ter entrado.

– Onde está meu pente? – James perguntou através da porta, logo depois que eu batera à porta.

– Camille não está em casa.

– Sinto muito, mas você não entra sem o meu pente.

– James, para com isso e me deixa entrar. – Comecei a bater à porta com força. – Sabe lá que horas ela vai voltar, abre essa porta!

– Eu posso esperar até às oito.

– Mas agora que são cinco da tarde, você quer que eu espere todo esse tempo.

– Oh yeah.

– Você só pode estar ficando louco. Abre essa porta! – Não houve mais respostas. Chutei a porta, mas nada. Olhei embaixo do tapete, nem a chave estava mais lá. Ótimo, fui trancado do lado de fora. – Srta. Knight, você está ai?

– Sim querido!

– Ufa, a senhora não vai me deixar aqui em fora, não é?

– Mas eu quero as minhas cestas!

– Srta. Knight, por favor! – Só restou o silêncio. Estou vendo que estou sozinho nessa. O jeito era ir, e esperar.

Chegando lá bati à porta novamente, só pra confirmar a ausência dela. Então eu confirmei que iria esperar mais um tempo. Sentei no chão do corredor e fiquei mexendo no celular, que pro meu azar descarregou logo. Bufei, fiquei inquieto. Respirei fundo e tentei relaxar. Estava começando a ficar cansado. Bem cansado...


1 hora.


2 horas.


– Que cena linda e rara de se ver. – Despertei ao ouvir a risada de Camille. Abri os olhos e ela estava parada na minha frente. – Você dormiu de tanto esperar por mim, que romântico. – Eu levantei rapidamente, desamassando a roupa. – Só você mesmo, Logie. – Ela se aproximou e tentou colar nossos lábios, porém desviei e ela acabou indo de contra com a parede.

– Eu não vim aqui pelo motivo que você deve estar pensando. Eu só vim buscar as coisas que eu esqueci hoje cedo. Ou eu vinha, ou eu não entrava em casa. – Ela riu e permaneceu com um sorriso no rosto.

– Ah sim. – Ela destrancou a porta. – Entre, eu já vou trazer. – Ela fez um sinal com a mão para eu entrar.

– Eu espero aqui. – Eu disse friamente. O sorriso de seu rosto sumiu.

– Como quiser. – Ela entrou. Recostei-me na parede, de frente para a porta. Não demorou muito e ela voltou com as cestas nas mãos, e as colocou no chão. – Aqui estão. – Ela veio até mim e passou a mão em meu rosto. – Não ganho recompensa por ter guardado suas coisas com todo o carinho?

– Não.

– Você não pode negar... – Tentou me beijar, mas eu desviei novamente. – Você NÃO pode me negar!

– Claro que eu posso. – Tentei empurrá-la para longe de mim, mas ela segurou os meus dois braços.

– Se você continuar com essa frescura, eu vou começar a me irritar.

– Ah é? E o que você vai fazer? Por que se você fizer alguma coisa eu juro que...

– Jura que o que? – Permaneci calado. – Logie, Logie. Você acha que eu sou idiota? Depois de tudo que você viu e ouviu hoje, viu como eu sou de verdade, ouviu o que eu realmente penso sobre as pessoas, e agora está louco para contar para todo mundo, e foder com a minha vida. Eu me revelei pra você. Mas agora, se você resolver abrir o bico, ninguém vai acreditar em você.

– Eles vão acreditar sim.

– Baby, esqueceu quem é a atriz aqui? Eu posso fazer com que todos acreditem que você é um canalha, um cafajeste, um duas caras. Você vai fazer tudo que eu mandar. Então nem pense em abrir a boca, ou me desobedecer, senão, a Barbara vai ficar sabendo que você se aproveita da indefesa melhor amiga dela, que sou eu, e ela vai odiar você pra sempre. – Ela pôs a mão na testa e começou a fazer uma atuação forçada. –"Oh Barbara, o Logan me beijou, e se aproveitou de mim. Você não sabe das coisas horríveis que ele falou! Aquele cara é um idiota, safado! Se eu fosse você, nunca mais olhava na cara dele!"

– Você não vai ganhar nada com mentiras. E desde quando eu me aproveito de você? Você só pode estar viajando...

– Desde hoje. – Num piscar de olhos, Camille me prendeu contra a parede, colando seu corpo com o meu. Tentei escapar, mas ela rapidamente tomou a iniciativa de levar as minhas mãos até sua bunda. Tentei me soltar, só que quanto mais eu tentava sair, mais ela pressionava minhas mãos contra sua calça jeans. Ela tinha uma olhar arrepiante e um sorriso malvado no rosto.

– O que você está fazendo? – Perguntei. Ela me calou de mais perguntas com um beijo. Um beijo forçado. Não abri a boca, virava o rosto pra fugir, mas ela me capturava sem perceber. Cansei de lutar contra e simplesmente me deixei levar, imaginando a que horas Camille iria cansar daquele joguinho.

Ela finalmente percebeu que não estava mais tão forçado da minha parte, foi quando um beijo verdadeiro começou a fluir. Libertou minhas mãos, que se guiaram involuntariamente para o rosto de Camille. E ela pôs as suas mãos em minha cintura, me trazendo para traz e, sem interromper o beijo, entramos em seu apartamento.

– As coisas – Eu murmurei entre o beijo. – Estão lá fora. – Ela se desgrudou de mim e correu para o corredor. Peguei um tempo para pensar e passar a mão no cabelo. Espera, o que está acontecendo? Eu estou deixando isso acontecer?

Camille jogou as cestas pelo chão e trancou a porta.

– Não queremos ser incomodados. – Ela disse e colocou suas mãos em meu rosto, para grudarmos nossas bocas novamente.

Por um lado, eu tinha raiva de Camille, mas por outro, eu ainda a desejava. Eu não sei o que acontece comigo, mas só sei que no fundo, bem no fundo, Camille mexe muito comigo. Eu ainda não sei se isso é bom ou ruim.

Quando dei por mim, estávamos no quarto. Ela começou a desabotoar minha camisa, e acabei revelando o meu enfaixamento.

– Isso vai ser um problema? – Ela perguntou.

– Como assim?

– Você sabe, você vai precisar de muito jogo de cintura pra me satisfazer hoje. Acha que consegue, nesse estado? – Ela riu e eu ergui as sobrancelhas. Ela está duvidando de mim? Comecei a desenfaixar e tirar a sustentação de metal das costas. Que se dane.

Joguei Camille na cama e tirei suas roupas, deixando-a apenas de peças intimas. Prosseguimos com os beijos cada vez mais calorosos. Eu não conseguia me controlar mais. Camille fazia com que todo o meu corpo se arrepiasse com cada toque, cada beijo.

A mão dela se guiou até o zíper da minha calça.

– Seja meu.