Big Time Dream
10 Capítulo 10 - The Date (Part II)
Eu fiquei realmente curiosa. Para onde será que ele estava me levando? Shopping? Parque de diversões? Será que ele estava me sequestrando? Ok, já chega desses pensamentos idiotas.
– Para onde você está me levando? – Perguntei pela última vez, prometo.
– Calma, você vai ver! Você é muito curiosa, sabia? Eu estou aprendendo muito sobre você hoje. Até agora eu sei que você é bem divertida, engraçada, irritadinha... – Ele me olhou sarcasticamente e ergueu as sobrancelhas, e eu fiquei vermelha. Fiquei irritada ora. – Por qualquer coisinha você cora eu ainda não sei distinguir quando é de raiva ou de vergonha, mas você fica muito fofa quando cora. – Eu empurrei seu ombro
– E eu também aprendi muitas coisas sobre você. Que você é um nerd muito convencido de que me elogiando assim vai ganhar alguma coisa. – Ele virou e me olhou ironicamente.
– Espere e verás. – Eu fiz uma cara de “Hã?” e ele riu. – Chegamos. – Eu olhei para o outro lado da janela, e vi uma praia. Descemos do taxi, estava ventando muito, mas estava bem ensolarado. A praia estava praticamente vazia.
– A praia? Você quis me trazer pra praia? – Disse espantada.
– Sim. – Começamos a caminhar em direção a areia. Já na areia, ficamos andando reto por um tempo.
– Mas eu conheço este lugar, eu sempre vinha pra cá com a minha prima quando eu era menor.
– Então não é uma surpresa.
– Você vem pra cá pra relaxar? Sozinho?
– Geralmente quando eu tenho um dia de folga, como hoje. Sozinho, eu só vim poucas vezes, mas na maioria das vezes eu vinha com James, Kendall e Carlos.
– E o que vocês faziam?
– Andávamos, conversávamos, brincávamos um pouco, de vez em quando íamos pra água.
– Está afim de fazer isso?
– Isso o que? – Me olhou espantado. Eu pulei na sua frente e o puxei pela camisa, ficamos nossos rostos bem próximos.
– Ir para o mar!
– Mas nós só temos essas roupas. – Apontou para minha camisa.
– É só tirar, e depois colocar, dã. – Ele ficou me olhando, meio espantado. Eu tirei a camisa e os sapatos, desamarrei o cabelo e corri para água apenas com o sutiã e o short. Ele ficou parado.
– Você vem? Ou ta com vergonha de tirar a camisa na minha frente, bebezão? – Gritei para ele. Ele riu, tirou a camisa e os sapatos e correu para a água.
Logan
Eu não sei se ela percebeu, mas não era de costume em L.A. as pessoas tirarem a roupa e correrem pra água. Quando ela tirou a blusa, ah minha nossa, não quero voltar com aqueles pensamentos imprórprios de novo. Entrei na água e por um momento a perdi de vista. Dei uma olhada em volta, mas não a vi na água. Será que ela tinha se afogado? Comecei a ficar nervoso. Senti alguma coisa segurando meus pés. Gritei.
– Bú! – Ela pulou em minhas costas.
– Você quer me matar de susto?! – Reclamei.
– Você é muito chato, nem sabe brincar. – Ela me deu língua e virou as costas. Eu dei uma risada.
– Quando as pessoas quase me matam do coração, eu geralmente não acho tão engraçado – a virei de frente para mim — mas essa sua carinha de brava, é muito divertida.
– Bobo! – Ela me jogou água e eu revidei, começamos uma guerra de água. Não consigo me lembrar quanto tempo fazia que eu não me divertia tanto com uma garota. Bastante tempo. Pra fugir da guerra, ela mergulhou, e eu a perdi de vista mais uma vez. Resolvi seguir as bolhas da água, e quando eu percebi que ela ia levantar, eu mergulhei. Segui por dentro da água e me levantei segurando em sua cintura.
– Eu nem me assustei, ok? – Ela disse, com o ego lá em cima. Eu ri e ela jogou água na minha cara. Depois de muito brigar, resolvemos fazer uma competição de nado, nós não demarcamos a chegada, quem conseguisse nadar mais ganhava. Digamos que eu a deixei ganhar.
– Vocês garotos são todos iguais quando perdem em algo. “Eu não estava jogando pra valer” ou “Eu só te deixei ganhar pra você ficar feliz”. Faça-me um favor! — Ela riu.
– Orgulhosa. – Nós rimos e nadamos mais um pouco. Ela parou e se arrepiou de repente.
– Brrr. Está começando a ficar frio. Melhor nós sairmos antes que a gente pegue uma gripe. — Eu concordei e nós saímos da água e fomos em direção as nossas coisas que eu deixei perto de um tronco caído.
– Que horas são? – Perguntou ela. Olhei no meu celular.
– Cinco e meia. Já vai escurecer.
– Vamos ficar mais um pouco? Por favor, por favor, por favor?! – Ela juntou as mãos e começou a pular.
– Só porque você implorou. – Rimos e nos sentamos no tronco, ela colocou sua camisa e eu pus a minha. Ficamos olhando para o horizonte esperando o sol ir embora. Olhei para ela e percebi que seu cabelo ruivo ficava lindo no sol, e ainda mais lindo com o vento batendo sobre ele. Ela fechou os olhos e sorriu. Resolvi fazer o mesmo. A sensação era ótima, parecia que o vento e o sol se misturavam e acariciavam meu rosto.
– Estou com frio. – Eu não disse nada, apenas pus meu braço em sua volta, e ela encostou sua cabeça em meu ombro e se encolheu. Eu acho que eu gosto dela. Tinha algo nela que me atraia e eu não sabia exatamente o que era, mas eu só queria ficar ali do seu lado com os braços em sua volta, e nada mais importava.
– Ei, você está acordado?
– Estou. Eu só fechei meus olhos.
– Então abre. – Eu os abri, e vi o pôr-do-sol. Eu já havia visto algumas poucas vezes, mas aquela era especial. Barbara se soltou de mim e pôs suas mãos em seu queixo, apoiando seus cotovelos nos joelhos. Ela estava sorrindo, não estava mostrando os dentes, mas estava sorrindo. Era difícil de acreditar que o destino pôs uma pessoa do outro lado do continente na minha vida.
– Você acredita em destino? – Perguntei. Ela me olhou e franziu a testa.
– Não. Pra mim destino é só uma desculpa para as pessoas não fazerem o que querem e o que tem de ser feito.
– Bom ponto de vista. – Puxei seu rosto para perto do meu.
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