Sango conversava com Miroku debaixo de uma árvore, no intervalo entre as aulas do colégio:

-Então Sango, a menina que eu catei ontem...

Sango revirou os olhos:

-Qual era o nome dela, Miroku?

-Eh... Ha...Ta...Hanna...Sei lá, era Ha alguma coisa. O fato é que ela era muito gostosa, você tinha que ver os...

POW!

Sango meteu um soco na cabeça do primo:

-SEM DETALHES, CARAMBA!

Miroku massaeou a cabeça lá no chão:

-Que mão pesada Sangozinha.

A menina fechou os punhos com raiva.

"Calma Sango, se controla, não demonstra a mágoa..."

Ela respirou fundo.Miroku era seu primo.

E desde que ela se lembrava, ele sempre fora um tarado e galinha.

Ela sempre arranjava as meninas para ele, e depois ele sempre fazia essa pequena seção-tortura com ela, contando com detalhes tudo o que acontecera.

-Mas então, aí eu encostei ela na parede, e ela disse que...

Sango não podia mais se segurar:

-Eu to atrasada, tenho que ir, tchau Miroku.

Sango jogou sua mochila nas costas e saiu de lá rápidamente.

Miroku ficou encarando as costas da menina:

-Are? o.O

Sango foi correndo para o banheiro, e se trancou lá para que ninguém visse.

Olhou para o espelho. Seu rosto estava vermelho e os olhos brilhantes.

Ela respirou fundo, e contou até dez.

Ela não seria fraca á ponto de chorar.

Nunca derramara uma lárrima por causa daquilo. Não seria agora...

Ela suspirou, pesarosa.Desde criancinha era apaixonada por Miroku

Mas ele a via apenas como á uma prima, pior, como á uma irmã.

E por isso ele confiava aquelas coisas á ela.

E era a pior coisa do mundo. Mas era também o único jeito de ela poder ficar junto com ele sem levantar suspeitas.

Ela olhou para o rosto, que voltava para a cor normal.

Sempre segurava as lárimas.

Garotas crescidas não choravam.

E por isso ela nunca chorava. Achava feio demonstrar seus sentimentos.

Depois de beber água, ela foi para a classe. Miroku estava sentado na carteira dela:

-Sangozinha, você sabe que filme está passando no cinema?

Sango arregalou os olhos, com o coração batendo forte:

-Não... Porque?

Será que ele a ia chamar para sair?

-Ah, porque...

Finalmente, será que...?

-Eu queria saber se você não podia me arrumar aquela sua amiga, esqueci o nome dela, pra ir comigo.

-Kagura?

-Essa mesma!

-Ela não é minha amiga.

-Oh...

Miroku pareceu decepcionado.

Era muito galinha, já havia ficado com a maioria das garotas da escola, embora no outro dia nem sequer se lembrasse dos nomes delas.

-Então eu dou um jeito depois.

Miroku deu um beijinho na testa de Sango, e foi para o seu lugar.

Kagome se sentou na frente de Sango, e disse:

-Xiii... Que cara é essa, menina?

Sango apenas suspirou:

-O mesmo de sempre.

Kagome olhou para Miroku, que lançava olhares á Kagura no outro canto da sala:

-Esse seu primo não tem jeito mesmo hein Sango?

A menina concordou:

-Pois é, não tem mesmo.

E ninguém sabia como aquilo a machucava. Ele nunca deixaria de vê-la apenas como a irmãzinha como ele sempre a vira.

***

O sinal da escola bateu, e os alunos suspiraram aliviados:

-Putz, que dia hein Miroku, duas provas de uma vez só...

-Pois é cara, e ainda tem o trabaho de química...

InuYasha e Miroku sairam andando até a saída da sala. Então no corredor uma menina avista Miroku, e começa á acenar dramáticamente:

-MIROKU! OE, MIROKU! MIROKUUUUUU!

O menino olhou para ela, e disse, meio com medo:

-Y-yo...

A menina correu até ele. Miroku rastreava a memória á procura do nome dela.

Loira, cabelos lisos, ligeiramente baixinha, muito bonita...

Sakura?

Não... Não devia ser Sakura...

Hanna?

Também não...

Yura?

Nem...

Hakana?

Sim... Combinava com ela. Hakana.

A menina parou na frente dele, co olhos brilhantes, e o abraçou com força:

-MIROKU, QUE SAUDADES MEU LINDO!

InuYasha se afastou pra ficar observando a cena, dando risadas. A menina grudara em Miroku e não queria mais soltar.

-Miroku, o que foi? Você não se lembra de mim?

Miroku gelou:

-Claro que eu lembro, acha que eu ia esquecer uma menina como você? Você é inesquecível, minha linda.

-Jura?

Os olhos da menina brilharam. Ela disse:

-Então qual o meu nome?

-Seu nome..Eh... Hakana, claro, tinha como esquecer?

A menina o soltou. Seu rosto se contraiu numa expressão de choro, e em menos de cinco segundos ela já chorava desesperadamente

-VOCÊ NAO..NÃO...NÃO L..LE...LEMBRA! NÃO, NÃO LEMBRAAAAAAA!

Miroku levou as mãos á cabeça. Não podia ver mulher chorar:

-Acalme-se, era só brincadeira, é claro que eu sei seu nome, fica tranquila.

Ela olhou para ele, e parou de chorar:

-Então qual é?

Ele parou.

-Yurihime?

A menina avançou pra cima dele, e começou á unhar todas as partes do corpo dele que ela conseguia alcançar:

-COMO ASSIM YURI HIME"???

(N/A: Yuri- lésbica, hime-princesa)

-Não..Eu nã disse... Yuri Hime...

Miroku tentava afastar a menina, que investia com as unhas com raiva no pescoço dele. InuYasha observava a cena á distância, e ria de se acabar.

-Eu disse Yurihime, não Yuri-hime!

-MAS ESSE TAMBÉM NÃO É MEU NOME!

A menina o largou, e olhou para ele com desprezo:

-Sabia que você não prestava... Bem que minhas amigas me avisaram... GALINHA!

A menina saiu, e Miroku esfregou o pescoço:

-Itai...

InuYasa dava risada.

-O que é, seu pulguento?

-Nada, é que é ridículo ver como você só se fode.

-Baka.

Miroku pegou a mochila que a menina derrubara de seus ombros e continuou andando.

-Ah, você quer ir lá em casa hoje InuYasha?

-Pra que?

-Eu vou alugar um filminho com a minha prima e...A Kagome vai.

InuYasha parou:

-Tá... Eu vou sim. Que horas?

-Oito.

-Certo.

Miroku sorriu por dentro ao ver o sorriso do amigo. Ele era tão obviamente apaixonado!

Mas também era tão obviamente sem atitude!

***

Notas finais
Espero que gostem e comentem!
Bjoks
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.