Bicho solto
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Somente posso ser Selvagem, porque aparei presas e garras, domestiquei instintos primários (que estão comigo, na corrente) e aprendi a não reagir, mas a agir.
Somente posso ser Subversiva, porque não sigo ninguém; o meu Norte é a minha consciência pacificada, contando com algum autoconhecimento.
Somente posso ser Revolucionária, porque abri mão de ideologias prêt-a-porter e penso com a Minha Cabeça, linkando os meus saberes, visando ao bem-estar dos seres vivos e à preservação da natureza.
Somente posso ser Louca, porque me dou ao luxo (e ao prazer) de ouvir vozes interiores, de atentar a insights, intuições, pressentimentos... E, quando quero chegar a algum lugar, não rastejo, não ando, não corro: dou saltos quânticos.
Somente posso ser Poeta... Não, não! Não posso ser poeta, se você não me ler, não sentir a minha alegria, não passar o dedo no meu sangue e provar, não imaginar remotamente a minha dor.
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