Biblioteca do Medo
5 Saga de um Maníaco: Papai Noel
Notas iniciais
Faltava apenas quinze minutos para chegar o natal, todos estavam dormindo menos Tom, estava animado demais para a vinda do Papai Noel que não conseguia dormir.
Para ele os minutos não se passavam, era como se as horas estivessem paradas, mas de pouquinho em pouquinho o tempo estava passando para a chegada do bom velhinho.
Faltava apenas alguns segundos para o natal, o garoto se explodia de alegria. Quando meia noite o garoto se deitou e esperou a vinda dele.
Ele conseguia sentir, algo em seu telhado, os passos eram pesados e estavam indo direto à chaminé. Tom ouviu um barulho na sala e logo pensou que o papai Noel já descera a chaminé.
O garoto conseguia sentir um cheiro forte de enxofre, sentia sua alma congelar. Levantou da sua cama lentamente e foi em direção a porta, onde via uma sombra subindo as escadas. Tom apenas espiava a sombra vir, pensava que iria vê-lo, mas pelo contrário, entrou no quarto dos pais dele.
Permaneceu por alguns minutos lá dentro, não se ouvia e muito menos se via nada que vinha lá de dentro.
Depois de um tempo em silêncio a porta se abre e o papai Noel sai do quarto com 2 presentes embrulhados. Desceu as escadas e foi em direção à árvore de natal para depositá-los lá. O pequeno garoto se aproximou da escada e fixou o velhinho, seu perfil era assustador, sua pele era completamente costurada e em algumas partes da casa as deixava como um rastro.
Sua pele descascava, dali vinha o cheiro de enxofre. Tom visualizava o homem que se dirigia a uma mesa com leite e biscoitos. O homem pegou o biscoito e o comeu, logo o cuspiu, jogou no chão e pisou em cima. Entrou na lareira e a subiu, deixando com que o garoto fique assustado em cima da escada.
Ele correu para ver o presente, haviam duas caixas. Uma dizia “da Mamãe” e o outro “do Papai”, mesmo tendo visto um papai Noel que nunca imaginará, Tom pegou os presentes e os abriu de uma vez só e viu algo que o assustou mais que o homem barbudo que acabara de sair pela sua chaminé, nas caixas haviam dois corações humanos ainda cheios de sangue e batendo.
Tom se levantou o mais rápido que pode e foi ao quarto de seus pais, abriu a porta com voracidade e viu que seus pais ainda estavam dormindo, mas o cobertor estava vermelho, então ele foi com calma até seu pai e o chamou.
— Pai! ... — ele o balançava e esperava alguns segundos de reação — Paaai! — Tom balançou o corpo tão forte que ele virou para o meio da cama e revelou um grande buraco no lugar do coração.
Foi correndo para o outro lado da cama avisar sua mãe, mas nela havia um buraco também.
De fato aquele homem arrancou o coração deles e o presenteou. O garoto ficou chocado, se encolheu no quarto e começou a chorar, enquanto isso ele via escrito na janela a sangue “Feliz Natal”.
Um bater de pernas em sua laje o assustou, houve um estalar de chicotes e depois algo sendo puxado com força. Por ultimo um homem gritando “How, how, how” que desaparecia com o barulho da chuva.
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