Beyond the Eyes of Darkness

3 Capitulo 2 - The Eye of God Organization


Notas iniciais
Agaya In: Oi gente, estamos trazendo mais um capitulo, mas infelizmente vamos demorar mais para postar com o fim das férias, mas mesmo assim não vamos abandonar vocês, enfim, aproveitem, bjos. Srta. Who In: Oi, como vai você? Espero que bem, como disse a minha amiga Agaya não vamos abandonar, mas com o começo das aulas fica um pouco mais complicado de postar (eu que o diga tenho quatro fanfics, mas isso não vem ao caso) o que importa é que vocês se divirtam com os capítulos já que é pra isso que trabalhamos tanto, aproveitem, bjos ;). Obs: Quem quiser ver os looks dos irmãos descritos na fic o link ta nas nostas finais ;)

–O que diabo... — Ele disse.

–Tsc... Vejo que saiu para brincar hoje Tifon... — Aquela voz, eu já a tinha ouvido, uma vez, apenas uma, mas não podia ser.

–Mostre-se... — Ele estalou os dedos. E então lá estava Kristen, a garota da escola, ela tinha uma arma negra gigantesca, que era quase do tamanho de seu braço, meus olhos se arregalaram aquilo tudo era surreal, de mais para eu processar.

–E então... Eu vou ser legal hoje e vou te dar duas opções: ou dá o fora daqui agora ou eu mesma vou arrebentar sua cara pra acabar com esses seus joguinhos! FUI CLARA? — Ela o ameaçou aquilo foi... Diferente no mínimo, eu só havia a ouvido falar uma vez na escola o ano inteiro, e foi tão baixo e calmo que mal consegui ouvir, acho que tinha sido numa aula de história, estávamos falando sobre religiões, e guerras religiosas que ocorreram na antiguidade e ela disse algo em francês que eu não entendi, mas o professor rapidamente traduziu como uma frase de Napoleão Bonaparte, ela dizia ‘’Guerras religiosas são apenas homens competindo para decidir quem tem o melhor amigo imaginário’’, grande maioria da sala não gostou muito de ouvir isso, eu não me importei, nunca fui religiosa, depois daquilo ela nunca mais disse nada, pelo menos não que eu tivesse ouvido, e na verdade a Kirsten não parece o tipo de pessoa de quem falaria daquela forma com um demônio, mas pensando bem, ela não parecia à mesma garota de todos os dias, o uniforme da escola havia sido trocado por um corpete roxo apertado com detalhes de correntes douradas, um casaco de couro, a curta saia preta de cintura baixa com detalhes deixava um pouco de sua barriga á mostra e grande parte de suas peras descobertas, ela tinha botas decoradas com engrenagens que iam até o meio de suas panturrilhas, ela usava uns brincos estranhos, munhequeiras de couro e um colar prateado de cruz com uma pedra negra no meio, a armação de seus óculos foi trocada por outra que eu nunca a havia visto usando, sentia que nunca tinha visto aquela garota... Ela tinha um olhar ameaçador, como se pudesse acabar com ele só com o olhar, eu senti certa repressão cair sobre Tifon, mas eu não conseguia prestar muita atenção, pois ele me fizera ter medo o suficiente para banhar meu rosto de lágrimas.

–Certamente... Eu devia ter percebido sua presença, mas... Onw... Por que tem sempre de fazer essa cara de malvada Kriss? — Ele disse fazendo biquinho. Se meu cérebro estava confuso antes, agora havia queimado de vez, ela tinha vindo para ajudar a mim ou a ele? Não, ela não pode ter vindo por ele, eu conseguia ver o ódio em seu olhar. –Mas não faz mal, eu também posso brincar. — Ele estalou os dedos e sua faca cresceu, e se transformou em uma enorme lamina negra. –The Sword of the ages (A espada das eras). — Ele disse profundamente, em seu tom de voz rouco. –A espada que viu todas as desgraças desse planetinha imundo... — Ele começou a andar em direção de Kristen. –Ela representa cada desavença, cada vingança, cada morte sangrenta em cada guerra. — Ao ficar de frente para ela, ele lambeu a lamina da espada. –Ainda sinto gosto do Vietnã nela. Vai querer mesmo me enfrentar Kristen?

–Eu não preciso. — Ela disse apontando para o horizonte, eu pude ver na janela que ela tinha quebrado que o sol estava nascendo, mas como? Era começo de noite agora pouco.

–Tsc! Algum dia... — Ele disse lambendo os lábios.

–Nem nos seus sonhos mais otimistas demônio asqueroso. — Os olhos dele brilhavam em excitação, ao que parece a repulsa dela só o deixava mais feliz. Ele virou-se para mim e lançou mais um olhar obsceno. –Parece que a reunião de família vai ter de ficar para depois, até mais irmãzinha, te vejo em seus... sonhos. — Ele deu um sorriso, e então desapareceu. Mas ele havia deixado bem claro que ainda não era o fim, meu coração começou a tentar pular para fora do meu peito depois que ele saiu.

–O-o que aconteceu aqui? — eu disse tentando me recompor daquilo o mais rápido que podia. -Mas... O-O... a-aquele lugar... Minha casa... Era noite... O que? Kristen... O que você...

–Uou, fica calma ai garota. — ela disse na tentativa de me reconfortar, mas ainda sim com certa perspicácia.

–O que aconteceu aqui? — Eu disse me acalmando por fim.

–Isso... Foi uma noite normal na minha vida, mas suponho que tenha sido a mais estranha da sua. — Ela disse enquanto se aproximava de mim e me estendia à mão, ela me ajudou a levantar do chão e então eu olhei a volta, o que aconteceu com esse lugar?! Vi a bagunça que estava: a janela em estilhaços, o sofá um pouco rasgado em uma das partes, as almofadas reviradas, vários livros no chão, a parede coberta por aqueles desenhos de olhos, a luminária quebrada, era desesperador, meu coração bateu muito forte só de dar uma vista de olhos, não, não podia ser real, claro que não, eu vou acordar daqui a pouco e vou correr para abraçar minha mãe.

–Vamos logo... — ela disse friamente segurando em meu pulso. Um sentimento pulsou fortemente em minhas veias, eu fui sequestrada por garoto estranho que diz ser meu irmão, eu não sei não, fui parar num lugar estranho, fui ameaçada, e quase morta, e quando eu voltei ela estava lá, quer saber de uma coisa? Eu estou cansada de ser tratada como uma boneca de trapos e ser jogada de um lado pra outro por todos! Acho que o nome desse sentimento é ira. Eu puxei meu pulso da mão dela rapidamente.

–COMO ASSIM VAMOS!? QUEM DIABOS É VOCÊ? O QUE ACONTECEU COM A MINHA MÃE? QUEM ERA ELE? O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI? — eu perguntei irritada. Ela suspirou, aparentemente havia visto que não tinha outro jeito além de me contar, ou estava cansada, ou os dois. Provavelmente era a terceira opção, já que ela se sentou no sofá rasgado, não... Sentou não é bem a palavra, ‘’se jogou’’ combina mais, ela passou alguns segundos sentada em silêncio apenas olhando para mim, como se me estudasse, naquele momento eu tive certeza, ela realmente me observava na escola.

–Aquele cara... Chama-se Tífon, é o demônio das secas, e seu meio irmão mais velho. — Ela disse apoiando os cotovelos nas coxas e rosto nas mãos.

–M-M-Meu irmão!? Como?

–Eu sinto muito, mas não posso te dizer muito mais sobre o assunto enquanto estivermos aqui fora, não é seguro.

–E para onde vamos?

–Para as instalações de EOG.

–EOG!? A marca multinacional!? O que diabos vamos fazer num lugar como aqueles!? N-Nós temos de nos esconder! Arrumar um jeito de nos proteger! Pessoas! Chamar a polícia! Não fazer umas comprinhas! — Eu disse enquanto gesticulava com os braços no ar. Ela deu uma risada, como se aquilo tivesse sido a coisa mais engraçada que já tinha ouvido.

–Você ao menos sabe o que quer dizer EOG?

–Claro. Todo mundo sabe. Elyot, Oliver e Gregório. Os fundadores da marca obviamente. — Ela riu mais.

–É claro que não, isso é só um disfarce, a sigla EOG, quer dizer ‘’Eye of God’’, eu faço parte da organização que luta contra os demônios, como o que apareceu aqui. Eu conheci sua mãe lá.

–Onde... Onde está minha mãe?

–Isso não vem o caso agora, vamos. — Ela disse levantando-se.

–NÃO VEM AO CASO!? COMO ASSIM NÃO VEM AO CASO!? — Eu tentei não gritar, falhei.

–Eu não estou autorizada a falar mais que isso enquanto estivermos do lado de fora das instalações Eye of God, você vai ter de me acompanhar... E confiar em mim.

–Como posso ter certeza se confio em você? — Eu disse um pouco baixo.

–A música favorita da sua mãe é ‘’Here comes the Sun’’ dos Beatles, ela sempre a cantava inteira quando estava muito feliz, mas nas ocasiões de tristeza ela apenas cantava docemente ‘’Here comes the sun, here comes the sun, and I say it's all right’’ (Ai vem o sol, ai vem o sol, e eu digo que está tudo bem). Tudo será explicado, mas você vai ter de confiar em mim. — Ela disse olhando nos meus olhos.

–Tudo bem. Eu disse, ainda não confia completamente nela, mas sua expressão enquanto falava da minha mãe... Ela certamente tinha grande apreço por ela.

–Ótimo. — Nós passamos pelo arco da porta do apartamento 833 do prédio St. Paul, localizado no centro da sombria cidade de Londres, o lugar que eu havia chamado de lar durante os 16 anos mais tranquilos e felizes que qualquer um pudesse esperar, eu parei de costas para a porta, meus pés não se mexiam mais.

–Você poderia ir descendo? Perguntei quando me dei conta de que não conseguiria dar nem mais um passo antes de ficar sozinha pela primeira vez nas últimas horas, eu só precisava pensar... Esvair, nem que fosse apenas por alguns momentos.

–O que houve? — Balancei a cabeça.

–Só preciso de um momento. — eu falei um pouco baixo

–Vou estar na frente do prédio quando estiver pronta, mas não demore. — Eu sorri um pouco desconfortável para ela. Observei a figura sua desaparecer no elevador que descia, eu tinha sorrido o tempo inteiro, mas quando as portas do elevador fecharam-se levando consigo Kristen minha expressão ficou séria, eu encarei a porta branca, onde estava escrito o número da casa em dourado, quantas vezes eu já tinha limpado aquele número? Talvez 833 pensei dando um pequeno sorriso, toquei levemente a madeira da porta, quantas vezes os meus amigos tinham entrado lá? Quantas vezes passei sorrindo por essa porta? Quantas vezes fiquei feliz ao ver minha mão passar por ela? Isso me levou a outro pensamento, eu tinha pedido desculpas a.. ela? Pela vez em que fugi? Não lembrava.

–Eu sinto muito. — Disse encostando a testa na porta, como se ela fosse transmitir a mensagem a minha mãe . –Eu só queria... Oh... Ela sabia que não era por mal, por isso me perdoou. –Vou te encontrar mãe, eu juro!

Depois de mais alguns momentos eu desci, apenas para encontrar uma Kristen extremamente impaciente, logo que eu cheguei ela praguejou um pouco e depois deixamos o prédio de St. Paul, eu não sabia muita coisa, mas sabia que não veria aquele lugar por bastante tempo, e também que nunca mais o veria da mesma forma que antes, eu não me sentia pronta para isso.

Nós andamos bastante por várias ruas, o sol tinha nascido a essa altura, mas já havia sido encoberto pelas nuvens, parecia que iria começar a chover a qualquer momento, mas eu não me importei muito, pois uma tempestade muito pior se alastrava em minha cabeça, eram tantas perguntas sem resposta, tantos acontecimentos, minha vida havia sido virada do avesso de uma vez bem de baixo do meu nariz, e eu não podia fazer nada a respeito disso, e acho que essa era a pior parte, ver tudo em que eu acreditava todos os meus sonhos para o futuro, sublimarem diante dos meus olhos, eu via a fumaça deles bem na minha frente, e tentava agarra-la com as mãos... Mas era inútil, eu estava á ponto de ter um ataque de nervos quando chegamos a um prédio enorme, nós entramos, e pegamos um elevador até o que parecia ser o subsolo, e alguns metros á frente de onde o elevador havia parado tinham dois guardas com armas quase idênticas á de Kristen, só que maiores, eles guardavam uma imensa porta de metal, eu fiquei com medo, mas mesmo assim andei ao lado de minha estranha “salvadora”. Kristen passou por eles tranquilamente, mas quando fui fazer o mesmo um deles me barrou.

–Prove sua identidade. — Ele disse com autoridade apontando a arma dele para mim.

–Perdeu a razão?! Ela é a filha da Jones! — Ela tentou voltar, mas o outro guarda a barrou. –O que estão fazendo!? Eu sou sua superior! — Ela protestou.

–Ordens do chefe. — O que a segurava disse vagamente, e logo após ouvir isso ela parou de lutar.

–Maldito... O que ele pretende com isso?

–Prove, ser quem diz que é. — ele voltou seu olhar a mim

–E-E-E-Eu.... — Eu travei só por ver aquela arma na mão dele apontada para mim, como eu poderia provar algo assim!? Ele quer minha carteira de identidade ou algo do tipo? Eu poderia... Poderia.

–Abaixe sua arma soldado. — ouvimos uma voz masculina vinda de trás dos soldados e de Kristen, um homem... Parecia ser não muito mais velho que eu, eu não podia ver o rosto, ele se aproximou e se posicionou á minha frente. –A maior glória em viver... Não está em jamais cair. — Ele arqueou uma sobrancelha para mim.

–Já que aquele que nunca caiu, nunca aprendeu, deve-se obter a vitória com de forma justa e apertar a mão da derrota com graça, porém nunca se deve aceitar fracasso, mas sim usa-lo a seu favor, como instrumento para crescimento. – Minha mãe a recitava para mim, muito tempo atrás, e me mandou guardar aquelas palavras comigo, disse que talvez eu fosse precisar algum dia, eu só nunca imaginei que eu iria precisar delas numa situação como essa, Mas como é que ele sabia disso? O soldado me olhou de cima a baixo por longos momentos.

–Podem passar. — Ele nos disse por fim.

Caminhamos por alguns corredores, que estavam cheios de portas de metal com etiquetas que não pude ler, caminhamos em silêncio até chegar a uma que dizia ‘’Biblioteca’’ Então aquele cara abriu e entramos os três numa sala cheia de porta arquivos metálicos enormes, que se estendiam até onde os olhos podiam alcançar, havia também várias mesas para estudos, ele puxou três cadeiras de uma das mesas, uma para cada um de nós, ele sentou de frente a mim, e Kristen ao lado dele, e ambos me encararam.

–Esse é Daron, meu irmão... — disse Kristen sobriamente.

–Hmmm... Eu disse acenando com a cabeça para ele. Pode responder minhas perguntas agora? — Eu disse cansada de todo aquele mistério.

–Você conta. Preciso de café depois de uma noite dessas. — Ela se levantou.

–E talvez de roupas descentes... — Ele disse um pouco baixo.

–O que? — ela se virou rapidamente com fogo no olhar.

–Nada... — Ele disse, pude ver que sorria, prestei um pouco de atenção nele, eu o conhecia, mesmo que de longe, mas também parecia diferente do garoto que eu via na escola, usava uma camisa social com as mangas arregaçadas até depois dos cotovelos, colete e gravata pretos, havia um coldre de couro que ele usava para por uma arma, e em seu cinto havia uma espécie de bolsa de couro cheia de papeis, tinha uma espécie de fone de ouvido metálico pendurado pelo pescoço e óculos retangulares, estava meio... Steampunk, mas nada tão gritante quanto o look da irmã ele olhou para mim, e sorriu calorosamente.

–O que você quer saber? — Havia tantas coisas que eu queria saber, tantas perguntas, mas só uma passou pela minha cabeça naquele segundo.

–O-O que eu sou?

–Você Lilith Jones, é 'A Criança dos Dois Mundos' – ele disse como se fosse uma espécie de título- nascida de uma mãe humana, com um pai demônio.

–Então é verdade...

–Temo que sim.

–Minha mãe, onde ela está?

–Essa é uma boa pergunta.

–Então... Vocês também não sabem?

–Não, não entendemos como Tífon foi capaz de encontra-la, nem o que aconteceu com sua mãe. –Aquelas palavras atingiram meu coração como uma bigorna e o amassou, eu não pude evitar, as lágrimas desceram por meus olhos, eu apoiei meus cotovelos nas coxas e desabei, eu só tinha minha mãe no mundo, e agora não tenho ninguém, eu mal sei quem ou o que eu sou agora, eu nem posso ir pra casa, porque ele sabe onde eu moro. Eu senti um toque em meu joelho, olhei para cima um pouco confusa. –Ei... Não fica assim. Estamos fazendo o possível para encontra-la, ele disse.

–Não dá. — Eu disse entre soluços.

–Você talvez já tenha ouvido a expressão ‘’Que a justiça seja feita mesmo que os céus desabem sobre a terra’’. — Eu balancei positivamente a cabeça. -Vamos encontra-la, eu juro. — Ele disse, o calor que emanava daqueles profundos olhos azuis, o toque dele na minha pele, era tudo tão seguro e familiar que me senti melhor, por menos que fosse eu me sentia melhor, eu forcei um sorriso e ele me retribuiu com um enorme e caloroso.

–Ah não vem com conversinha pra cima da pirralha Daron, diz logo a ela a verdade, e se ela não suportar então aqui não é o lugar dela. Eu também gostava da Jane, mas você não pode fazer promessas que não sabe se cumprirá. — Kristen havia voltado com três cafés, um pra cada um, tinha acabado de notar, mas os olhos dela apesar de também serem azuis eram diferentes dos de Daron, os dela emanavam um frio glacial.

–Minha irmãzinha é uma graça não é? — Ele disse com ironia entre os dentes, fuzilando-a com o olhar.

–Não preciso de graça, eu trabalho nas linhas de frente, cientista. — Da maneira como ela falou parecia até que tinha algo errado em ser um cientista.

–E eu te mantenho viva, soldada. — Ele retrucou no mesmo tom.

–Vocês poderiam me explicar tudo isso? Estou cansada de ouvir histórias em pedaços. — Eu disse, apesar de estar realmente cansada de tudo aquilo não queria que aqueles dois começassem uma briga naquele momento, não era uma boa hora.

–Claro, mas não nós, ele. — Kristen apontou para a porta, onde eu vi um homem idoso de terno, gravata e pequenos óculos redondos. –Daron. Vamos. — Ela disse autoritária.

–Te vejo depois. — Ele disse sorrindo para mim. Eu os observei chegar até o homem, se curvarem diante dele e saírem pela porta, ele se aproximou e ficou de frente para mim, parecia bondoso, mas da forma como me olhava... Senti que me considerava repugnante.

–Sabia que esse dia chegaria... — ele suspirou

–Eu não quero ser rude, mas tive uma noite bem difícil, pode soar um pouco direto, mas... O que o senhor quer? Eu disse baixo. Ás vezes somos inocentes, inocentes de mais, mais inocentes do que deveríamos ser para nossa própria segurança, e nesses momentos fazemos perguntas cujo as respostas acreditamos querer saber, quando na verdade ter ficado no escuro teria sido muito melhor. E aquele era um desses momentos, a resposta fez meu queixo cair, certa vez ouvi uma teoria, ela diz que tudo tende a passar de um estado de ordem, para um estado de caos, eu a ouvi quando tinha doze anos, eu não acreditei muito na época, mas agora eu sinto como se tudo tivesse sido preparado há muito tempo, mantido na mais perfeita ordem, e que durante toda a minha vida tudo estava correndo para se espatifar nesse dia.

–Meu nome é Jonhatan Smith Jones, sou o presidente da Eye of God, e também, sou seu avô.

Se pudesse usar apenas uma frase para descrever minha vida naquele exato segundo seria essa ‘’do pó ao pó, da ordem ao caos’’, porque naquele instante tudo irremediavelmente virou pó, e o caos venceu a batalha dentro de minha mente, naquela hora, eu tive um imenso choque de realidade, não... Não podia ser... Aquilo não era um sonho... Era o que estava para começar.

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Então eu chorarei em nome de todos aqueles que sofrem a eterna busca pela inatingível redenção....

Notas finais
Look Kristen: http://www.polyvore.com/kristen/set?id=136241051 O Daron tava vestido assim: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/13/76/3a/13763ac335ac6389472f4a4656261238.jpg
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.