Beyond The Black Valley
2 Capítulo 2 - A Construção.
As pedras são lançadas contra o monstro de fogo, que destrói o local, casas são destruídas, pessoas são feridas, como o ser humano é cego quando quer acabar com algo que os ataca, capaz de passar por cima de tudo para o destruir, e a ordem era dada pelo jovem Fukas agora praticamente fardado, um sonhador entregue ao seu sonho, as pedras não vão tendo êxito conforme são lançadas contra o gigante, que esquiva facilmente delas, logo partindo para cima do castelo no Lorde de Fhamorel, que da a ordem de ataque para seus servos guerreiros, todos partem para cima do gigante, que apenas acerta soldado por soldado com seu chicote de fogo, e a cada lança acertada de longe em seu corpo a queima como se fosse papel, Fukas observa agora em cima da muralha o gigante se aproximar, arrebatando qualquer coisa que passe em sua frente, o máximo que conseguia era atrasar ele em alguns instantes, não daria tempo para chegar os reforços dos portais, então a corneta do desespero e novamente tocada... – Todos os moradores de Fhamorel, fujam para o pico..agora!. Uma voz soava dando a ordem do superior, só restava fugir, daquela labareda. Fukas então vai se virando as costas, partindo junto aos civis, para o pico quando e puxado pelo ombro fazendo cair sentado ao chão... – Nada disso soldado, os guerreiros ficam na muralha para parar a besta !. Um qualquer dizia, segurando firme um machado longo com as duas mãos, Fukas engole a seco a saliva, e volta ao seu posto, segurando a espada em sua mão, tremendo as pernas, pensava para ele... que pelo menos poderia ser útil para alguma coisa, vivendo sua vida metódica agora era a hora de provar que não venho aqui para ser mais um, e como disse antes, daria a vida por Fhamorel e sue povo, então...
Então os arqueiros começam a lançar flechas em direção ao Monstro, uma chuva de flechas e lançada acertando diversas na criatura que não sente nada, apenas queimando com seu corpo a madeira lançada, a besta para, era apenas o que via Fukas de cima da muralha, observando ao longe, poucos entendem, até notar, uma pedra relativamente grande ser lançada aos céus, dominada por chamas em direção a muralha e em seguida outras, a criatura revidava com as pedras lançada contra ele, a muralha e atingida junto com outros anões, que tem seus corpos lançados ao céu, a muralha se parte ao meio, Fukas observa aquilo acontecer perto de si, até notar uma pedra vir em sua direção, não dando tempo para a esquiva, acertando seu posto fazendo a muralha desabar, e Fukas cair sobre os destroços... Não restava mais nada, apenas aguardar a destruição.
Um cavaleiro em seu cavalo branco, cavalga rapidamente com pressa, algo precisava ser dito, não estamos mais em Fhamorel, agora estamos na fronteira do pico com o mundo de fora, um cavaleiro se aproxima da fronteira, e logo é barrado por guardas... – Para trás jovem, não pode acessar o portal do pico !. O Portal do pico para “os de fora” era uma passagem que ficava perto do topo da maior montanha. – Vim de longe, para entregar uma mensagem, anão deixe eu passar... Temos a ordem do Rei, para fechar os portais, imediatamente, as criaturas de baixo, estão para retornar, por favor, deixe eu passar...! Quando o jovem via ao longe pessoas feridas em uma caminhada saindo do portal, muitas sangrando, queimadas, seu cavalo chegava a relinchar e dar dois passos para trás – Jovem, estamos em alerta, a cidade de Fhamorel, esta sendo atacada, não temos au... Quando cavaleiros cortam o local, escoltando o nobre de Fhamorel e suas rainhas, Belmor o jovem mensageiro então nota que a coisa está muito séria dentro da cidade dos anões, muitas pessoas gritam, correndo agora, com pressa, e uma multidão toma conta da entrada, gritos ecoam – Feche os portões, feche os portões...!. Se via um clarão dentro da passagem, e o bafo tomava conta da entrada, um bafo quente, parecendo que todos ali estavam saindo do inferno, o portão começa a ser fechado enquanto existe muitas pessoas dentro daquela batalha, e logo e fechado, deixando vários lá dentro, logo um mago, sela o portão.... –“ Deixo em sacrifício a alma dos mais lentos, deixo em sacrifício a alma dos nossos guerreiros, sele os portões deus do fogo, e de uma chance para as almas puras.” Era o que o mago dizia, selando com magia os portões, logo se escutando um grito irado da criatura, que vai lançando chamas a todos que via pela frente, caçando cada alma ali presente, já havia passado a um tempo as muralhas, certamente por Fukas, que agora acorda ao meio do cheiro de sangue derramado, com uma pedra em cima do seu corpo, que logo e tirada por um outro qualquer, lhe dando a mão ajudando Fukas a levantar.. – Jovem, se erga, vamos partir para o portal Gelado, dizem que há tropas de lá vindo em nossa direção. Fukas então levanta, meio tonto vendo alguns também se erguer ao meio de tanto destruição, e logo partindo em um comboio na direção ao portal Gelado, o passo é lento, e mal sabiam que agora eram meras oferendas para um deus, caminham por algumas horas, até notar cavaleiros virem em sua direção.. – Venham soldados retornem ao campo de batalha, os guardas dos portais estão todos indo em direção a Fhamorel, vamos pegar a besta...!. O grito animado de guerra dado por aquele líder não anima os guerreiros da muralha de Fhamorel, porém ordem era ordem, então, partem em retorno ao campo de batalha, com o pensamento de derrota certa, sim de derrota não para os limpos guardas dos portais mas para os conscientes da muralha, que já sabiam o que iria vir. Ao retornarem notam uma batalha sendo travada, o gigante está lutando com os guardas dos outros portais, e por surpresa uma de suas mãos está presa a uma corrente de metal, cravada ao chão, o gigante está sem seu chicote e preso recebendo ataques de longe sem poder revidar com tanto êxito agora, pedras são lançadas pelas catapultas na direção da besta gigante, que recebe os ataques com um choro, Fukas e os outros se animam, e gritam na direção da besta, quase derrotada, quando são pegos de surpresa, o gigante se solta, porém logo é preço por outra corrente, Fukas parte entre os destroços se escondendo em um antigo muro perto da besta, outros soldados partem em direção ao gigante, cegos por sua coragem, enquanto Fukas o observa atentamente, o Gigante se solta porém logo um arco gigante lança ma corrente prendendo ele novamente, a criatura cai de joelhos levantando um pó nos destroços ao meio da cidade, o gigante está perdendo suas energias, não consegue queimar mais nada, o gigante então se deleita e cai, logo se transformando em uma pedra e o grito ecoa Fhamorel, os guerreiros gritam sua vitória, Fukas se alivia,onde agora todos se reúnem na antiga praça e um anão fica em um altar dirigindo a palavra para os sobreviventes...- Fomos deixados aqui irmãos de guerra, os nobres abandonaram Fhamorel, e fecharam os portões, só temos nós mesmos agora, somos os guerreiros de fogo, fomos entregues ao Deus do Fogo irmãos, e vamos ser testados... Porém hoje provamos a todos, que somos mais que apenas guerreiros, somos os anões da batalha de fogo, somos os maiores, vamos derrotar as criaturas uma a uma, criar nosso exército, e tomar a terra dos homens de fora, eu estive lá, eles vivem como reis, enquanto trabalhamos para eles, somos dignos do trono irmãos. Você ai quem é você ? O falante aponta para Fukas. – Fukas senhor... Dizia Fukas agora tendo a atenção de todos.. – Garoto, eu vi você na seleção, e é homens que nem você que precisamos aqui, viu homens, um jovem deu a vida pelo nosso lorde, ele nos abandonou, agora vamos provar nossa decência... revolucionando esse sistema..! Todos gritam apoiando o revolucionário, enquanto Fukas nota o que ele diz, partilhando daquelas palavras, quando vão aparecendo mulheres, sobreviventes...
“ Se você acha que é o único que pensa diferente, olhe bem ao lado, todos pensam diferente e ao mesmo tempo a mesma coisa...”
– Mas vô isso é apenas uma lenda de anões não é ? Você não era essa tal mensageiro...Diz a criança na cama, com seu avô segurando da sua mão.. – Querida, se passaram mais de 50 anos, e nunca mais ouvi falar dos anões de Fhamorel, acho que foram sim todos consumidos pelo deus do fogo... Belmor, beija sua neta na testa, e a deixa dormindo, esperando que um dia a lenda dos anões de fogo, seja apenas mais uma lenda.
“Infelizmente cada um tem seu tempo, e ele não é igual para todos”
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