Beyond The Black Valley
1 Capítulo 1 - O Limite
O barulho do ferro era intenso, dia e noite se escutava os choques do aço quente ao martelo, os olhos nem piscavam mais, não para os moradores de Fhamorel. “Trabalhar, trabalhar, trabalhar...” , era o lema muitos nunca haviam conhecido o mundo de fora, o que era dito a eles que era um mundo de pecados e violência, onde dito a eles o sangue tomava conta, então poucos anões se aventuravam a sair de Fhamorel, os poucos são guerreiros e comerciantes, sim mesmo sendo um povo fechado embaixo da terra, eles gostam de algum luxo, que sempre dado a um povo fechado acaba os viciando. Os anões de Fhamorel tem um acordo nobre com todos os reinos de cima, tendo apenas a obrigação de comercializar suas pedras preciosas, encomendas de armaduras, e impedir que qualquer criatura passe pelos portais do mundo superior.
As fronteiras entre Fhamorel e o “mundo de fora “, são chamados de os “5 Portais”, intitulados pelo popular local de O gelado, O Quente, O Barulhento, O Fedorento e O Pico. O Gelado, ao se aproximar respectivamente e muito frio... porém para os anões, o frio é o amigo intimo. O Quente possui uma temperatura elevada para os anões, poucos se aventuram. O Barulhento, é o mais bem protegido, com diversos guardas de Fhamorel, diz a lenda que é dali, que parte a maioria dos anões para o mundo de fora, o barulho de pessoas falando, carroças, e grande naquele portal. O Fedorento, é o mais conflituoso, sempre havendo envio de guerreiros para guardar sua entrada, porém agora esta mais controlado, o cheiro para os que se aproximam e forte, parecendo de carne podre. O Pico, é o mais misterioso, dizem os mais velhos que é aonde chegamos mais perto dos Deuses, outros dizem que é um observatório militar por dar visão a uma terra desconhecida, outros dizem que é apenas uma passagem no pico de uma enorme montanha.
Tudo isso era lenda, poucos haviam chegado sequer perto de tais portais, apenas a elite e guerreiros podiam chegar perto deles, e ninguém sabe ao certo se alguém atravessou de verdade, além dos mercantes que nunca voltam, então segue a vida, o conto e deixado para trás e segue a vida. Fukas um jovem habilidoso ferreiro, inicia sua jornada de trabalho, órfão desde cedo, foi sempre dito como o bebê que venho do fedor, por terem achado ele nas redondezas, e logo ser criado por um grupo qualquer de ferreiros, o que era para ser mais um anão trabalhador acabou se tornando um rapaz sonhador, sempre atrás de histórias, um aventureiro dentro dos limites que foi imposto a ele, trabalhe, trabalhe, não sonhe se não ira morrer de fome.
O trabalho naquela tarde era forte, e o barulho da fornalha tomava conta do sue local de trabalho, estava atualmente no setor de derretimento de ferro, Fukas, cansado quase no fim de sua jornada diária, não havia céu em Fhamorel, era coberta por uma forte camada de terra e pedras, então não se tinha noção do tempo, que era medido por quantidade de peças feitas, e como Fukas era um ágil com o metal, sempre sobrava tempo para pensar, o que fazia até durante o trabalho enquanto todos se mantinham concentrados, ele sempre se perdia em pensamentos quase que fazendo tudo no automático, logo que acaba, vai saindo a presas caminhando saindo da caldeira e descendo a cidade, onde logo se vê movimentos e alguns gritos dizendo: — Seleção para guerreiros! Venham, jovens...! . Fukas escuta aquilo dando um frio em sua barriga e corre em direção ao tumulto no centro da cidade, onde logo começa a seleção três anões fardados com uma armadura de metal pesado, olhando uma fila de jovens e velhos homens, enquanto uma mulher apenas observa as meninas, olhando para suas mãos, certamente para receber o tratamento de médicas, o personagem entra na fila, e fica a espera de ser chamado,a sua respiração ofega, era muito jovem para entrar na seleção, mal tinha completado seus 16 anos de idade, porém a cidade já estava pequena demais para ele, queria conhecer o mundo, suava frio, e logo era só havia mais um em sua frente que e chamado, Fukas treme não gostava de escutar não, e isso o deixava muito furioso, mas não adiantava discutir com o seletor, então ia deixar ele muito decepcionado, logo é chamado... – Jovem, dois passos a frente. Era o que o seletor dizia e Fukas rapidamente caminha até sua frente e tremia de nervoso e talvez medo. – Jovem, diga seu nome!. – Fukas Kevkul, senhor sou ferreiro. O seletor então apenas sorria e olhava em seus olhos, falando as curtas e sinceras palavras. – Jovem de ferreiros temos bastante, e sua idade e baixa demais para ser aceito no exército, morreria facilmente em campo... você imagina o que te espera além do limite ?
- Sim eu imagino, eu quero dar minha vida a Fha... O jovem era interrompido por um barulho de rocha se lascando, que vinha de baixo da terra, seguido de um tremor que faz frágeis pessoas cambalearem, e depois tudo fica em silêncio, esperando... O silêncio tomava conta das mentes dos anões, o que seria aquele tremor, algum cálculo errado? O chão esquenta, se via o mesmo rachar, trincando por toda a cidade, a fumaça subia entre eles, até ter outro tremor, agora mais forte, fazendo os copos caírem no chão, os soldados puxam suas armas, as pessoas correm para suas casas, o lorde de Fahmorel, desperta e vai até a janela do sue enorme castelo observar do alto de uma colina de pedra o que estava acontecendo na cidade,é quando um fio rubro sai do chão, subindo e em seguida um braço gigante parte a cidade ao meio, um gigante tomado por fogo, aparece jogando centenas de anões para todos os lados, quando se escuta a corneta do desespero, uma corneta que não se ouvia a anos, o gigante sobe a superfície, lançando pela boca chamas nas pessoas, que gritam queimadas, Fukas, caído ao chão, coberto por uma fumaça densa negra treme, e sai correndo estava bem próximo, corre tropeçando em alguns corpos ali, e logo cai novamente, com uma espada de ferro em sua frente e um escudo do mesmo material, ele recolhe em suas mãos, e se vira para o gigante, talvez seria a hora de provar a todos que ele era diferente, ao dar um passo a frente em direção ao gigante recebe uma chicotada, o fio vermelho acerta o escudo e o lança a alguns metros, Fukas bate com as costas contra uma casa, se machucando muito, enquanto os arqueiros lançam suas flechas de ferro contra o gigante, não fazendo muito efeito, a corneta de antes, dava a ordem para que todos os portais fossem fechados, menos o do Pico, todos os soldados depois de fecharem os portais, se dirigiam a cidade, não era uma distancia curta, o portal mais próximo estava a um dia de caminhada, iriam ter que dar fim a esse problema antes, que ele destrua a cidade, o gigante era o tamanho de “10 anões de altura”, e com o físico forte, seu corpo todo era em chamas, com um chicote vermelho em sua mão, tão quente quanto as chamas do inferno, ao ponto de quase derreter o escudo de Fukas que o solta, e foge com a espada em mãos, enquanto acha um capacete de um guerreiro morto e o veste, e logo recebe uma ordem no meio daquela confusão, sendo confundido com um soldado.. – Soldados, recue... De a ordem as catapultas...!. Dizia o capitão, e logo Fukas parte em direção as muralhas, gritando aos quatro ventos – Armem as catapultas, bombardeiam a cidade, acertem o gigante.
“Esteja sempre preparado para ser o que quer ser.”
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