Beyond The Barricade
8 MÉMOIRES "Éponine" - Quando a Morte Era Bela
Notas iniciais
Éponine morre em 1832, abatida tiro na barricada. Mas esta morte, tantas vezes merecida, tantas vezes injusta, não é o final. De cada vez que alguém a lê nas entrelinhas e a resgata dos braços da morte ela renasce e reinventa-se. Pois uma obra como Os Miseráveis nunca morre. Uma obra como Os Miseráveis é eterna.
Éponine nasceu e morreu em berço de espinhos. Passou a infância a bater na porta da more. Morte, deixai- a entrar agora pois o seu espirito está cansado dos dias e das noites e deseja unir-se à criança que foi outrora numa graciosa e lancinante dança de morte.
Quando ela era e a sua irmã eram mais pequenas, a sua mãe gostava de as vestir com pequenos e adoráveis vestidinhos de seda rendilhados em tons pastel. Sobretudo no domingo de páscoa, quando a estalagem tinha mais clientela e todos as adoravam ver, presenteando-as com amêndoas torradas e de licor ou ovinhos pintados. Nesses dias festivos era ela o centro das atenções, não que na altura ligasse muito a isso. Gostava que tivesse aproveitado um pouco mais. Gostava que tivesse durado para sempre.
Eram estas as melhores memórias de Éponine, quando a sua vida era simples e feliz. Quando não havia preocupações e ela amava e era amada.
Depois cresceu e a vida foi madrasta com ela e foi forçada a pagar preços cada vez mais caros para sobreviver.
Notas finais
Beijos ♥
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