Beward
1 Capítulo 1 - Luz Sem Intensidade
Notas iniciais
Para me amar e esperar
Sem me pedir nada mais
Se pudesse ser verdade
Já não haveria escuridão
Só luz sem intensidade
Se pudesse ser verdade
Já não haveria escuridão
Belinda - Luz Sin Gravedad
Narrado por BELLA SWAN.

— Mais uma vez! Ainda não está perfeito.
Em poucos dias haveria uma grande apresentação. Por mais experiencia que eu tivesse nesses passos, parecia que não dar certo. Nunca era perfeito o suficiente. Por mais que eu tentasse, nunca era o bastante.
— Faça de novo!
A voz dela me irritava. Me cansava.
— Bella, preste mais atenção. Faça de novo. — Ela ajeitava minha cabeça e a posição de meus braços. Para Renée, nunca estava bom o bastante.
Eu sou apenas o seu sonho perdido da juventude. Sou o preço dela. O preço que ela pagou quando engravidou e perdeu tudo o que sonhava.
— Bom. Repita esse mesmo passo duas vezes. Termine com Effacé.
Ela estava olhando cada um de meus passos. Ficava ao meu lado esperando por algum erro que eu pudesse chegar a cometer.
— Mais suave. Mais amor, Bella.
— Não consigo mais, Renée. Estou cansada e com fome.
Ela olhou para seu relógio e me encarou de volta. Ela não tinha expressão alguma em sua face.
— Mais dez minutos e vamos descer para o almoço. Você tem só mais um mês para ficar perfeita para sua apresentação, Bella. Você sabe que estamos tentando há longos cinco anos coloca-la novamente no mundo do Ballet. Se você perder essa chance, logo ficará velha demais para isso.
— Quando se ama o que faz, nunca é tarde demais para isso, mamãe. Eu realmente estou tentando.
— Bella, a gente está trabalhando duro para que tudo dê certo em sua carreira.
— Você já parou para pensar que talvez seja tarde demais para isso, mamãe? Tarde demais para tentar a grande carreira?
— Amorzinho... Não faz assim, filha. Olha, você tem vinte e quatro anos, vamos fazer isso em grande estilo, logo você vai ver o quão gratificante é ser reconhecida no mundo da dança.
Eu amava a dança. Amava expressar minhas emoções. Realmente amava derramar meus anseios nisso; mas sinceramente, com Renée daquele jeito, eu perdia totalmente a minha vontade de continuar com tudo isso.
Desde o meu acidente há sete anos, quando eu ainda tinha dezesseis anos, tudo desmoronou em minha vida. Perdi as minhas memorias. Perdi a minha identidade, mas por incrível que pareça, eu não tinha me esquecido da dança.
Quando cheguei em casa pela primeira vez, depois do acidente, me senti muito solitária. Era como se algo em mim faltasse. Foram três meses em coma no hospital. Lembro-me de acordar chorando. Mas era uma grande tristeza em meu peito. Renée segurava minha mão e me chamou de filha. Foram três dias até que eu começasse a confiar nela.
Olhar aquelas fotos me dava um sentimento de estranheza, era como se nem fosse eu. A cada dia, eu me sentia mais e mais uma intrusa naquela família.
Disseram que sofri um acidente de carro e que eu estava sozinha no carro. Eu havia batido em uma árvore. Disseram que eu sai escondida no meio da noite e que só receberam a ligação no dia seguinte... Não me lembro de nada.
Depois que meu corpo se recuperou mais ou menos, descobri a sala de dança na casa dos meus pais. Lembro-me se fechar os olhos e de me lembrar de olhos verdes intensos me olhando enquanto eu dançava. Sempre vejo esses olhos verdes, até mesmo hoje, em meus sonhos. Então meu corpo automaticamente, se mexia, eu era a dança, a dança estava em mim.
Ali em senti que eu ainda me lembrava de mim. Agarrei a dança com todas as minhas forças.
Notas finais
A T E N Ç Ã O: CAPÍTULO POSTADO DIA 21/08/2018. CAPÍTULO NÃO REVISADO.
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