Between the Woods
5 Nate aparece para resgate... De novo
Notas iniciais
Para a minha felicidade, realmente não houve nenhum sonho com lhamas, e também não houve sonho.
Eu acordei ás 7 da manhã, sendo que as aulas só começam ás 10. Estava realmente ansioso com aquilo tudo. É sério, eu não parava de tremer.
Saí do meu quarto e me dirigi ao banheiro, para tomar um banho e me arrumar. Felizmente a água já estava quente, me fazendo ter uma incrível vontade de não querer mais sair de baixo do chuveiro.
Depois de tomar meu banho e de me vestir com minhas roupas normais, calça jeans azul, minhas botas de caminhada, meus vários casacos de frio e meu gorro preto (porque parecia estar realmente frio lá fora), fui dar uma olhada nos materiais que minha mãe havia comprado. Um pequeno papel com os meus horários estava encima da caixa com meus livros e matérias escolares. O fato de eu ter que checar aquelas coisas não me agradou, pois apenas me lembrava de que eu teria um ano pela frente. Um ano bem duro e estressante.
Minha mãe ainda não estava acordada, podia se notar pelo som do seu ronco que vinha de seu quarto. Quando o assunto vai á ela, alguns dizem ronco, mas eu digo britadeira.
Eu arrumei minhas coisas para o dia numa pequena mochila que havia trazido comigo. Antes de fechá-la, me lembrei do casaco de Nate. Eu o peguei e coloquei na bolsa, para caso o encontrasse na escola. E então fui tomar o meu café da manhã.
Dessa vez, eu o posso chamar de café da manhã. Duas torradas com manteiga e uma caneca de café puro. Estava pronto para o meu dia. Ou talvez nem tanto preparado.
Escrevi um rápido bilhete para minha mãe, para quando ela acordasse, e então saí de casa. Sim, bem antes das aulas começarem. Eu realmente não queria me atrasar no primeiro dia.
Estava um dia bonito. Havia neve por todo lado e alguns flocos de neve caíam do céu, mesmo assim, o sol brilhava intensamente oque fazia meus olhos doerem.
Eu respirei fundo daquele ar gelado e puro. Aquilo era realmente bom. E então comecei a andar.
Era até agradável. Eu andei durante algum tempo, talvez uns vinte, trinta minutos pelo caminho de terra que me levava até a cidade. Durante o caminho eu olhei bastante para a floresta, e sinceramente, não parecia tão ameaçadora como era antes. Agora parece de dizem: Acampe aqui e nós te fazemos degustar a sua barraca. Eu pelo menos acho que melhorou um pouco.
O vento que soprava era gélido e fraco, fazendo um som engraçado de assobio quando passava por entre as árvores.
Depois de algum tempo caminhando, finalmente chego ao ponto de ônibus. Um simples telhado azul coberto de neve e um pequeno banco em baixo, na qual eu me sento.
Demorou um pouco, mas logo o ônibus apareceu. Eu fiz sinal e ele parou. Logo eu entrei, dando um olá ao mal-humorado motorista (Eu entendo, ninguém merece acordar cedo) e me sentei num banco, perto da janela, onde eu podia ver toda a paisagem.
Nada de especial, apenas alguns veados que passaram correndo ao lado do ônibus. Fora isso, era a mesma paisagem que eu havia feito com minha mãe, no dia anterior.
Algumas paragens depois e várias pessoas entrando, a maioria da minha idade, na qual eu acreditava serem estudantes, já que carregavam consigo mochilas e utensílios escolares. Não era o suficiente para lotar o ônibus, sendo assim, continuei sozinho até chegar à escola.
Não demorou muito, depois disso de chegar ao lugar. Era o mesmo, porém mais cheio agora. Mas mesmo assim, continuava a ser um lugar um tanto quanto deprimente. A quantidade de pessoas não ajudava muito.
Eu apenas tentei não chamar atenção nenhuma, oque não era difícil, já que me misturava bastante entre a multidão.
Eu entrei no edifício, que por mim era um labirinto. Eu praticamente perdi uma hora lá dentro tentando me encontrar.
Depois, fui falar com uma funcionária, mais ou menos 50, com um cabelo loiro que chegava aos ombros, e com um uniforme verde das funcionárias da escola. No seu peito podia ver o seu crachá com, o nome Linda, escrito com caneta permanente. Não parecia tão feliz por estar na escola cheia de crianças, mas era feliz o suficiente para ajudar um novo aluno perdido.
Depois de alguns minutos explicando, eu finalmente entendi o caminho por entre aqueles corredores brancos cheios de armários e pessoas.
Comecei a andar na direção em que ela me apontou. Peguei o folheto com os horários das aulas. Já era 9:30, oque significa que estive a explorar bastante aquele lugar. Eu continuei a andar e a olhar atentamente ao horário. Eu continuei andando para frente, sem me importar muito com o caminho, já que não havia ninguém no corredor. Infelizmente eu estava errado e acabei por dar um encontrão com alguém. Agora eu também estava ficando cego. Ótimo
Recuperei-me da batida e olhei para a pessoa. Era um cara de mais ou menos 1,80 de altura, bem forte, tinha o cabelo loiro bem curto e bagunçado. Atrás dele havia mais três pessoas, todas igualmente atléticas e nem um pouco contentes comigo.
— Devia olhar por onde anda, fedelho. — Disse o mesmo com quem topei.
Os outros foram para frente, formando um pequeno círculo a minha volta.
Eu já tinha experiência o suficiente para saber que tinha dado um encontrão com o valentão da escola e sua gangue, e que provavelmente iam me atormentar durante todo o ano letivo.
— E quem diabos é você? – Perguntou outro, á minha esquerda. Seu cabelo era raspado e seu tom de pele era moreno.
Nesse momento eu apenas entro em pânico e não consigo formar uma frase direito.
— Eu sou... Hãã... Novo...?- Eu digo. Eu sei que não é a melhor coisa para se dizer, mas ei, eu estava nervoso.
— Novo?- Disse um, á minha direita – Ei, Dylan, Lembra oque fazer com os novatos?- Ele continuou, olhando para mim enquanto falava, formando um sorriso diabólico
— É claro que sei, Ha ha. – Disse Dylan, aquele com qual tive o encontrão, que parecia ser também o líder do grupinho.
Eles começaram a se aproximar de mim quando alguém colocou a mão no ombro de Dylan, fazendo esse parar e se virar.
Novamente, Nate me dá um susto. E novamente salva a minha vida
— Deveria deixá-lo em paz, Dylan. – Ele diz, fuzilando o valentão com o olhar.
Ele dá um pequeno pulo e vai de costas para trás, batendo em mim.
Dylan estava recuando com... Medo do Nate?
— Olha só, outro falhado. – Diz o moreno, porém também recuava.
— Vamos lá pessoal, deixem o novato respirar um pouco. — Disse Nate, no mesmo tom sério que eu o havia visto na floresta, dando alguns passos à frente.
Dylan e seus comparsas apenas se afastam de Nate, e consequentemente de mim, oque me deixou bastante aliviado.
Eu agora me encontrava ao lado de Nate, e os três valentões se encontravam à nossa frente.
— Nos vemos depois, novato. – Grunhiu Dylan, indo embora com seus colegas.
Aquilo tudo apenas me deixou com um pensamento: Oque diabos acabou de acontecer aqui?
Quando a cena toda acabou, me encontrei virado de frente com Nate. O silêncio predominava, enquanto eu ainda digeria oque havia acabado de acontecer.
— E aí? – Disse Nate, como se nada tivesse acontecido. Sua expressão continuava a mesma.
Eu ainda fiquei pensando sobre tudo aquilo durante mais alguns segundo.
— Oi – Foi tudo aquilo que consegui tirar da minha boca.
— Você ainda tem o meu casaco? – Ele disse depois de mais alguns segundos. Ele deve ter percebido que não ia ser eu a gerir aquela conversa.
Eu pensei um pouco.
– Sim! – Eu disse puxando a minha mochila das minhas costas, abrindo e tirando de lá o casaco verde com cheiro de avelã. Vou sentir falta daquilo.
Eu entreguei para ele o casaco. Ele imediatamente o pega e aperta em volta da cintura.
— Obrigado... Ask – Ele diz. O fato de ele não ter esquecido o meu nome me faz bastante contente. Acho que é estranho o suficiente para alguém ou esquecer, ou não o esquecer.
— De nada... E ei, oque foi aquilo, por sinal? – Eu digo ainda um pouco surpreso com aquilo tudo.
Ele pensa um pouco, como se escolhesse cada palavra com muito cuidado.
—Bem... É incrível oque rumores podem fazer. – Diz, como se aquilo fosse o suficiente para me fazer entender. Infelizmente apenas me deixou mais confuso. Mas como eu prezava ter alguém para me defender daqueles caras, eu apenas não aprofundei o assunto.
— Então, oque está fazendo aqui? Sabe que as nossas aulas só começam ás 13:00, não é? – Ele diz tentando mudar de conversa.
Infelizmente eu não sabia desse detalhe. Eu disse, odeio primeiros dias de aula. Tudo dá sempre errado para mim.
— Hãã... Sério...?- Eu pergunto, descobrindo que perdi várias horas muito úteis da minha vida para nada.
—Sim, a professora não vai dar aula, e depois vamos só ter uma palestra, umas atividades e estamos dispensados.
Afinal, não era tão ruim.
— Você está sozinho, não é? – Ele diz me olhando de cabeça aos pés, me examinando.
— Bem, as únicas pessoas que conheço são uma funcionária chamada Linda, aquele Dylan e bem... Você.
Ele para e pensa um pouco.
— Bem, posso te apresentar o meu grupo... Se você quiser, é claro... – Ele continuou.
Isso me impressionou, para falar a verdade. Esse dia estava cada vez mais inusitado
—Eu não vejo nenhum problema. – Eu disse. Realmente não tinha problema, afinal, alguém estava me convidando para um grupo no meu primeiro dia.
—Bem... Sendo assim, siga-me – Ele diz, se virando e andando enquanto averiguava o casaco em sua cintura.
Eu o segui, observando atentamente para não acertar mais ninguém.
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