Notas iniciais
Obrigada às lindas Pequenossegredo e Pati_Winchester que me deram ótimas ideias e ajudaram a escrever esse capítulo *-*

PDV Mark.:

Finalmente em Londres. Faz exatamente o meu tipo de lugar. Movimentada, um pouco antiga e quieta ao mesmo tempo. Saí do avião, esperei um século e enfim achei minha mala em meio a confusão toda de um aeroporto lotado.

Senti o celular vibrar. Phil tinha acabado de responder a mensagem que eu havia mandado no avião.

Sério que você já chegou? Nossa, que bom, cara. Vamos aprontar muito aqui na minha terra agora. Haha, to brincando. Ou não. Enfim, eu agora divido o apartamento com duas amigas, depois explico. Mas antes, vou te mostrar minha lanchonete favorita.Vou te mandar o endereço em outra mensagem, que essa já virou um texto. Não guarde o celular ainda.

É, realmente a mensagem se transformou em um texto.

Celular vibrou de novo. Endereço pronto, agora só escolher um taxi dos muitos que já estavam parados.

PDV Anna.:

Imagine um sábado daqueles bem monótonos, e sem absolutamente nada que preste pra se fazer.

Lá estávamos eu e Emily nos banquinhos do balcão da cozinha só sentadas sem tv ou computador, ou qualquer abençoada invenção, já que Phil tinha ido ver seu amigo numa lanchonete que ele adora.

- Ah, pelo amor de Deus, vamos fazer alguma coisa. — Emy disse.

- Ok, o que você sugere?

- Humm... — Nos olhamos como se uma ideia tivesse se estourado simultaneamente.

- Frozen Yogurt! — Gritamos e logo corremos para a porta.

PDV Mark.:

Phil tinha dito que sentaria na primeira mesa em frente a entrada, assim seria mais fácil de vê-lo e saber quem é, já que nos vimos a ultima vez quando tinhamos 15 anos, ou seja, sete anos atrás.

Fui até a primeira mesa.

- Ahn, com licença, você é Phil Sloan?

- Matt! Oi, sentá aí. Nossa, você está igualzinho. — Ele disse empolgado.

Ok, nem preciso dizer que a conversa foi muito longa né? Depois de umas duas horas:

- Bom, aqui já vai fechar, vamos pra minha casa? Eu aproveito e te apresento Anna e Emily. — Disse Phil.

- Ah, vamos sim. Só deixa eu... Ah, não.

- O que foi?

- Minha carteira. Eu deixei tudo no taxi. Bom, vai indo, Phil. Eu te encontro lá, tudo bem?

- Ah, ok. Boa sorte em encontrar as malas.

- Obrigado, vou precisar.

Por sorte eu havia pego o cartão do taxista. Pego o cartão mas esqueço as malas. Como isso é possível?

PDV Anna.:

- Emily, eu vou voltar pro apartamento. Me deu um sono do nada. — Eu disse, e era mesmo verdade.

- Aah, só porque descobri uma festa... — Ela disse com o celular na mão. — Você não se importa se eu for não é? Eu to totalmente com o contrário do seu sono.

- Não não, pode ir, divirta-se! — Eu disse já levantando.

Peguei um taxi. Apesar de termos carros, nós na maioria das vezes pegávamos taxis. Era tão divertido encher o saco do motorista. Mas hoje não, eu estava realmente cansada.

Abri a porta, entrei e a fechei. Liguei a luz e... Ah, não. Não, não, não, não.

- Phil? Phil, fala comigo, Phil, diz que não é nada. Phil!

Aquela foi definitivamente a cena mais horrível que eu já havia visto na minha vida. Phil estava jogado sobre o chão da sala. Sua cabeça com um buraco na testa, não era como o de uma bala era maior, era mais comprido como se fosse uma faca, formava uma grande poça vermelha. Seus olhos ainda estavam abertos. Nenhuma pulsação.

- Como o machucaram desse jeito? — Eu inutilmente tentava raciocinar em meio ao choro.

- Phil? Phil! — Ouvi uma voz atrás de mim dizer. — Oh, meu Deus.

- Quem é você? — eu disse já com a cara inchada do choro.

Ele fez um sinal para eu fazer silêncio.

- Mas o que... — Eu tentei dizer, e ele colocou sua mão em minha boca, me impedindo de falar, rapidamente olhou pela sala como se procurasse algo, foi até o enfeite de colocar chaveiros e pegou uma chave, que era a do meu carro, fechou a porta, e me puxou até o andar de baixo.

Ah, não, como se não bastasse, agora vou ser sequestrada. Ai, Senhor, me ajude.

- Qual desses é o seu carro?

Eu apontei pra um New Beattle branco, que havia sido presente de minha mãe adotiva, antes dela falecer. Nunca soube quem realmente tinha me tido, isso não importava. Pais são quem criam certo? Mas nada disso importava agora.

Ele fez um sinal para eu entrar no banco traseiro, depois de eu entrar, colocou sua mala no porta-malas, entrou e ligou o carro.

- Olha, tem algumas coisas que eu preciso que você saiba. Eu não vou te sequestrar, ao contrário do que provavelmente você está pensando, eu te salvei. Você não sentiu a presença de ninguém mais no apartamento?

Fiz que não.

- Pois então, ainda tinha uma pessoa lá, uma criatura, um demônio para ser mais específico. É de se surpreender que você não tenha notado.

- Espera, um demônio? Isso não existe.

- Espere, olha, fixe-se só no que vou te dizer por enquanto: Meu nome é Mark, e eu não vou fazer nada que te prejudique, ou te machuque. Apenas confie nisso. — Ele se virou e começou a dirigir. Ele dirigiu por um longo tempo.

Era muita coisa pra se absorver, como pode, um demônio no apartamento? Isso não era possível. Ok, sei que ele era amigo de Phil, mas não tem como eu confiar nele somente por isso. E como eu poderia saber se ele estava realmente falando a verd...

- Chegamos. — Ele interrompeu meu raciocínio. As pessoas adoram fazer isso comigo, só pode.

- E onde chegamos? — Eu disse também saindo do carro, estávamos em frente à uma casa antiga.

- Essa é a casa de Bobby, um velho e falecido amigo. Entre, eu vou te explicar tudo.

Obedeci.

Ele foi até o sofá e se sentou. Fiz o mesmo.

- Bom, por onde começar, hum... Ok, vou começar pela morte de Phil. A morte dele foi causada por um demônio. E quando eu cheguei, ele ainda estava no apartamento, eu senti a energia. Você também deveria ter sentido. Você é metade uma.

- O quê?! Como? Você... Você é louco?

- Anna, é a verdade, você nunca notou nada de diferente em você?

- Diferente...? — eu disse um pouco confusa.

- Sim, e você sabe exatamente sobre o que eu estou falando.

- Minhas visões...

- Sim, exatamente.

- Espera, como você sabe meu nome? Você lê mentes, é vidente, o que?

- Anna, estava escrito no chaveiro do seu carro. E sabendo se concentrar, você é a, digamos, \\"vidente\\" aqui.

- É-é muita coisa. — eu quase gaguejei.

- Olha, eu sei que... Espera, meu celular tá vibrando. Argh, porcaria de sinal. Eu já venho, não saia, tente fugir, ou qualquer coisa.

- Tudo bem. — Eu disse óbvia.

Levantei e olhei alguns quadros nas paredes, a sala, era tudo muito antigo. Fui até um pequeno armário em baixo da escada. Achei uma caixinha decorada, e tinha escrito: Coisas do Sammy. Abri.

Várias fotos de crianças, papeis com desenhos, e no fundo, senti algo duro. Ranquei um pedaço do fundo da caixinha. Tinha um retrato lá dentro, era uma mulher nova, morena, e muito bonita.

Fui colocar a caixinha em cima de um dos degraus da escada, mas o retrato caiu no chão, quebrando a moldura.

- Ah, não... — Levantei a foto, atrás estava escrito Ruby. em uma letra bonita. Peguei a moldura, e sem querer deixei cair uma carta. Eu a peguei e abri.

Anna, se você está lendo esta carta, é porque provavelmente eu estou morta e você deve estar com seu pai neste momento. Bom, eu sei que são muitas coisas pra você lidar, muita pressão, ser metade de duas espécies diferentes. Me desculpe por não ter sido alguém melhor, alguém que você pudesse se orgulhar, ou dizer sorrindo \\"essa é a minha mãe\\". Mas admito que realmente amei seu pai, sei que deve ter ouvido falar que demônios são vingativos, cruéis, e tudo o mais, mas eu mudei desde o momento em que estive com ele. Alguma parte nele me despertou algo que eu nunca havia sentido antes. Nem mesmo como humana. Eu sei que serei punida por isso, e eu vou merecer cada castigo, mas eu estou te escrevendo essa carta eu queria que você soubesse que eu vou continuar cuidando de você, aonde quer que eu esteja agora. Sei que não deveria dizer isso desta maneira, mas eu te amo, MINHA FILHA. Sempre te amei. Seja alguém melhor do que eu fui, prove pra todos o quanto você é capaz. Agarre-se a isso.

Percebi que ao terminar de ler a carta, eu estava chorando. E muito.

Então a porta bateu, deixando Mark do lado de fora.

- Ora, ora. Quem diria que um dia alguém veria essa cena. A filha de Ruby e Sam Winchester chorando. Isso é lindo.

Ai meu Deus. Me virei quase que tremendo pela voz de quem estava atrás de mim.

- Q-quem...

- Não fomos apresentados, ah que pena. — A voz dele era assustadoramente calma. — Sou Alastair, prazer senhorita Anna. Tão jovem, tão bela pena que — E suspirou tristemente para dar uma pausa.- vai morrer.

Ele se aproximou rapidamente de mim, muito rapidamente. Me empurrou me prendendo na parede e começou a me sufocar.

Com certeza aquele era o momento mais crítico de toda a minha vida. Eu não tinha por onde escapar, estava perdida e tudo o que eu queria e precisava era que alguém aparecesse pra me ajudar. Por algum motivo pensei na Emily e na Meredith. Elas não saiam da minha mente, sempre me ajudavam. E tudo o que eu queria era elas naquele momento.

- Alguém... Anna?! — Apareceu Emily do lado de Alastair, e ela estava diferente.

- Pera, mas o que... Anna?! — Agora era Meredith, do lado de Emily.

Eram realmente elas? Eu tentei dizer algo, mas eu estava sem ar, sem fôlego algum, e meu olhos estavam começando a se escurecer. Eu sentia que estava perdendo o controle sobre meu corpo. Já sem enxergar nada, senti o ar entrando novamente. E daí então só senti algo me segurar não permitindo que eu caisse.

E tudo então se escureceu.

Notas finais
Bom, eu levei um tempão pra fazer este capítulo, espero que esteja realmente bom, e que vocês tenham gostado ;**
E gente, mandem reviews pra mim poder postar logo o próximo capítulo.