Between Two Sides

1 Capítulo 1 - Um fio de esperança


Notas iniciais
Tentarei ao máximo expressar como seria um apocalipse zumbi nessa fic que tera diversos capitulos e contara com capitulos especiais a partir de 5 comentarios, obrigado a todos e comentem por favor. Boa leitura!!

Mais um dia procurando exaustivamente por suprimentos na mesma cidade, pela décima vez no mês, como é de se esperar a cada busca o resultado piorava, a mochila estava leve como pluma, estava com fome, não tomava banho a semanas assim como meu "amigo" que caminhava ao meu lado Miguel um ex-mecânico de 50 anos, reservado, não fala muito sobre sua vida antes de toda essa merda, um velho amargo e carrancudo, nunca gostei da companhia dele mas nesses tempos não importa mesmo, contanto que ele não tente me matar é meu aliado.

– Chegamos — avisou ele — ei garoto, chegamos.

– Ah, eh, certo vamos indo — de fato estava tão distraido olhando meus pés que nem reparei na grande placa de boas-vindas a nossa frente.

RoadTrill-Georgia

Caminhamos em silêncio até adentrarmos a cidade. Uma cidadezinha minúscula de interior, de fato o lugar ideal, baixa população ou seja menos walkers no caminho, o lado ruim era a excassez de suprimentos que já se tornava algo preocupante, nas ultimas semanas esvaziamos todas as lojas e supermercados da cidade, agora restava procurar nas casas, algo mais arriscado e que pode ou não render suprimentos.

– Muito bem então, a gente já vasculho tudo quanto é loja por aqui — começou ele — vamos indo de casa em casa agora, e rezar pra acha alguma coisa.

– Hoje vai se um dia muito longo...

A cidade era um verdadeiro deserto, um walker ou outro andando aqui e ali mais nada preocupante, era estranho, o silêncio absoluto, nunca gostei de silêncio ou solidão, quando era criança, na hora de dormir deixava a televisão ligada , não por medo de escuro mas sim pelo incomodo que o silêncio me trazia e ouvir a moça do jornal falando sobre celebridades escrotas de certa forma me confortava, e agora o máximo que podiamos ouvir eram os grunhidos dos pobres perturbados caminhando sem rumo pela cidade, ah oque eu não daria pra ouvir o trânsito passando por essas ruas novamente. Na paisagem predominava a destruição carros quebrados, corpos deformados e o sangue . Um cenário que um dia fora um cidade pacata e calma, sem criminalidade, as crianças brincando pela praça aonde agora se viam pilhas de corpos apodrecendo, as escolas agora lacradas com tábuas, a sorveteria aonde o simpático vendedor que atendia as criancinhas aos domingos agora esmurrava a porta com sangue escorrendo pelo canto da boca, a pele apodrecida e os olhos completamente brancos, nunca pensei que viveria para ver isso.

Chegamos a primeira casa, pulamos o portão sem dificuldade, uma casa chique em um bairro de ricos, dois carros de luxo na garagem, sacada nos quartos, pintura nova.

– Estranho...- sussurrou Miguel para si mesmo.

– Oque é estranho?

– Sem barricadas, sem tabuas nas janelas, quem quer que morasse por aqui nem tentou se defender — explicou.

Não tinha reparado mais era verdade, a casa estava intacta, sem nenhuma proteção. Mas porque alguém faria isso? Os carros ainda estão aqui então eles não fugiram, porém a falta de proteção indicava que não estariam em casa.

– Bom vamos entrando — falou ele já tapando nariz e boca com a camisa, fiz o mesmo.

A porta era de carvalho puro, com belos adornos, feita a mão porém não nos impediria de entrar.

– Esse pessoal era rico pra cacete, acho que a gente deu sorte — comentou ainda do lado de fora da casa.

– Quem sabe até achemos armas, geralmente pessoas ricas tem armas, sabe pra caça e coisa e tal — comentei esperançoso.

– Você sonha demais moleque.

– Me passa um grampo — disse me agaixando em frente a porta.

Me entregou com uma careta e um resmungo, bastaram alguns segundos e... abriu.

– Fico me perguntando aonde você aprendeu a faze isso — questionou ele desconfiado.

– Devia é agradecer por eu saber faze isso, agora vamos indo ou tem mais alguma coisa te incomodando velhote? — perguntei um tanto irritado com a suposição dele.

– Se acalma ae moleque, foi só uma pergunta.

Ignorei o comentário e entrei na casa, para nossa surpresa nada, sem coisas reviradas, sem cheiro de podridão, absolutamente nada, uma casa intacta oque trazia esperanças de encontrar muitos suprimentos e dúvidas sobre os antigos donos do local.

– Você procura aqui embaixo, eu procuro no segundo andar — ordenou o outro.

– E quem te pois no comando? — questionei.

– Para de reclama e anda logo moleque.

Aquele velho já estava me dando nos nervos, acho que ele realmente não gostava de mim por alguns simples motivos como, eu namorar a filha dele e ele simplesmente fazer de tudo para sobreviver só ligando para si mesmo e a filha, jamais ajuda pessoas em perigo e não deixava que ninguém se junte ao grupo pois novos membro só servem para gastar nossos suprimentos dizia ele, existia uma linha tênue entre sobrevivência e crueldade e se ele a cruzasse eu mesmo daria um jeito nisso.

Comecei a vasculhar a casa e para minha surpresa ao checar a cozinha reparei que alguém havia mexido no armário aonde guardavam a comida e levado diversos alimentos deixando apenas alguns enlatados, no resto da busca encontrei um pouco de água e um armário com alguns medicamentos, desodorante e barbeadores no banheiro, e fui colocando tudo na mochila.

Agora faltava apenas um cômodo o primeiro andar, abri a porta cuidadosamente e vi que era um escritório, nada lá era muito útil mas para minha surpresa havia um rifle de caça Springfield M1903 pendurado em exposição, uma bela arma, longo alcançe e faz um belo estrago e para minha sorte... estava carregada "a esses ricaços e sua mania de caçar javalis e colecionar armas, admito que sempre quis uma dessas, sou louco por armas desde os 10 anos, e essa é uma mina de ouro" pensei comigo mesmo. De repente ouvi uma gritaria no segundo andar e fui rapidamente verificar com o rifle em mãos pronto para lidar com qualquer possível ameaça, enquanto subia a escada apressado vi uma porta entreaberta e fui verificar, Miguel estava parado como uma estátua, estático e sem reação olhando para uma cena chocante, eu nunca vi aquele velho assim, expressando algo como...tristeza? Seria possível? Parecia que algo naquela cena despertou algo nele, um sentimento forte, algo que ele jamais demonstrara antes.

– Puta... merda — foi tudo que consegui dizer ao ver a cena, o marido e a mulher na cama juntos, o marido com um .38 na mão e os buracos de balas em seus crânios cobertos pelo sangue seco, o cheiro de seus corpos apodrecidos dominava o quarto.

A alegria por encontrar suprimentos se esvaiu de meu corpo e então senti a tristeza, o mundo como o conhecíamos jamais voltaria, todos morreríamos uma hora outra, não sei bem se morrer seria algo bom ou ruim, não era tão diferente do mundo em que vivíamos agora. A esperança para eles acabou... e escolheram a saída mais fácil, o caminho dos covardes e o traçaram juntos saltitando de mãos dadas. Não importa o quanto lutemos no fim acabaremos mordidos ou assim.

– Espera? Ouviu isso? — sussurrou Miguel saindo do transe, tirou o .38 da mão do noivo e checou o cilindro — uma bala — e colocou-o na cintura.

Me concentrei e pude ouvir um leve choro vindo de algum lugar no segundo andar.

Notas finais
Bom esse foi o primeiro capitulo, espero que tenham gostado, comentem deixem suas impressões e criticas ( construtivas ) agradeço desde já a quem ler e principalmente quem comentar, se gostarem comentem isso incentiva muito o autor a postar por favor ok? Brigado pessoal.

ps: Se receber um bom numero de comentarios farei um capitulo especial.