Between Two Lungs
2 Dog days.
Notas iniciais
Se passaram duas semanas desde que Stuart terminou comigo, duas semanas em que fecho os meus olhos e sinto o seu olhar tão severo e critico sobre mim.
Não me lembro de como cheguei em casa naquela dia, sei que quando acordei já se passava das duas da tarde e minha cabeça realmente doía, eu parecia não me lembrar e tudo parecia tão normal, acordar tarde e com ressaca pós uma festa. Me levantei e decidi que precisava de um bom banho, calcei minhas pantufas que estavam na beira da cama e fui em direção ao banheiro que ficava no fim do mesmo corredor em que meu quarto se localiza, as paredes as mesmas de quando eu era pequena e que sempre pareceram gigantes hoje em dia parecem tão normais, crescer tem dessas coisas, ao mesmo tempo que o mundo parece tão mais amplo as coisas se encolhem.
Ainda confusa por ter acabo de acordar e pela dor de cabeça quando avisto minha amiga, minha irmã de alma, a pessoa que mais amo ao ponto de ter marcado seu nome (na verdade seu apelido) em minha pele para sempre, Sad sack.
Seu cabelo castanho estava preso em um coque no alto da cabeça e sua bochechas estava levemente coradas fazendo um contraste com sua pele branca, usava um moletom cinza que caía até pouco abaixo da cintura e uma bermuda jeans curta, ela me olhou fazendo uma expressão de preocupada, Veio apreçada em minha direção e começou a falar:
– Florence! – sua voz também estava preocupada, confirmando sua expressão, o que me fez sentir um pouco perdida, mesmo sendo normal que ela ficasse preocupada comigo –O que aconteceu? Ontem te encontram abraçando os joelhos no jardim da casa em que você estava e tu não falava nada, sua irmã me ligou preocupada!
Desviei um pouco o olhar um senti soco no estomago, é assim que defino a sensação que passou por mim, tudo o que havia acontecido no dia anterior a aquele voltaram para minha mente, as palavras, o olhar de stuart, e como aquilo teve peso em cima de mim...
Me encostei na parede e escorreguei meu corpo até o chão onde já não pude controlar e as minhas lágrimas começaram a sair. Sad sack se sentou ao meu lado e abraçou, comecei a chorar mais ainda, ela não disse nada além daquele “shhh” que as pessoas falam quando estamos tristes, me deixei levar e a abracei de volta, me sentia segura em seu abraço.
Depois de um tempo que fiquei abraça com Sad sack, a porta se abre e logo Grace, minha irmão menor entrou afobada com Isa (que usava óculos escuros enormes, com certeza de ressaca igual ou pior que a minha) seu rosto com uma expressão de mal humor confirmou as minhas suspeitas, aquilo tirou um pequeno sorriso meu entre as minhas lágrimas.
As duas caminharam em nossa direção e se sentaram de frente onde eu e Sad sack estavamos (ou seja, no meio do corredor) deram uns sorrisos tão reconfortantes que as minhas lágrimas diminuíram, minhas amigas ali comigo, não precisava de outras coisa, Ficamos naquele clima tão confortável para mim por mais um tempo, ninguém falava até que Isa com seu jeito de vadia mal encarada cortou o silêncio falando:
– Florence, tá, você contar pra gente não vai? A gente quer saber exatamente o que aconteceu pra ter finalmente uma justificativa pra cortar oórgão sexual daquele filho da puta que só te faz sofrer.
Sad sack e Grace a olharam com total desaprovação, que tentava se defender:
–Mas gente, é a verdade! Eu nunca fui com a cara dele e nunca foi com a minha, agora que eles terminaram eu posso falar mal, igual das outras vezes poxa.
Eu por outro lado ri, e é isso que adoro em Isa, ela sempre consegue arrancar involuntariamente um sorriso meu, ela só precisa abrir a boca e começar a falar, Parei de sorrir e dei um suspiro pesado e disse:
–Ok, vou contar tudo para vocês, mas preciso de álcool por favor.
Não me importei que estava de ressaca, não podia falar aquilo sóbria, não sem desmoronar novamente. Grace fez uma cara de desaprovação mas visto que estava convencida de beber ela foi buscar. Trouxe vinho e assim que me servi tomei uma taça de uma vez só, as encarei e dando mais um suspiro.
Contei do momento em que ele chegou, a forma que ele disse, sobre seu olhar, seus motivos, contei também como não vi ele ir embora, e como meu coração parecia ferido naquele momento. Terminei de contar tudo a elas eu chorava ao ponto de soluçar, nunca soube lidar com essas coisas, sempre fui como uma criança ou pior.
Eles se entreolharam e chegaram a conclusão que deviam me embebedar, ficar bêbada de verdade, não relutei, concordava com elas. Colocaram uma música alta e nós ficamos bebendo e dançando e gritando o resto da tarde, naquele momento não pensava em Stuart, estava me divertindo, estava bêbada e tudo estava para trás, eu era aquele momento, eu não me sentia bem, mas era agradável.
Agora retomei a minha vida, não posso falar que o superei, eu o amo e infelizmente talvez o ame para sempre, mas não quero ficar chorando para sempre, chorei muito assim que terminamos e agora quero seguir a minha vida, não vou deixar o passado me afetar, não quero.
Notas finais
Sei que está uma onda florabella e espero que ainda tenha espaço pra uma fic em que a florence é gosta de homens, afinal, eu gosto da isa mas não ache que tenha algo além de uma amizade profundíssima.
Há, outra coisa, gostaria de saber a opinião de vocês, eu pretendo escrever a fic sem a fama, até porque pode dar contradições e essas coisas, mas se vocês quiserem eu posso tentar rs,
Só mais uma coisinha: O próximo capitulo entra os caras (Chris e Rob) e também entra o James, seilá, espero que não me abandonem e e eu falei demais né, beijo.
P.S: Vocês podem me corrigir a vontade, se você não tiver conta no nyah vc me encontra no meu twitter (sr_adso) quase o dia inteiro.
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