Between The Shadows

2 Capitulo 1 - Blood on the road - Part 1


Notas iniciais
Boa tarde galera! Aqui estou para trazer mais um capitulo para vocês! Espero que gostem. Leaim as notas finais! É importante Ah! Este capitulo tinha ficado imenso!! Tinha mais de 3 mil palavras,então achei melhor dividir ele para não cansar vocês. Tradução: Sangue na Rodovia POV: Narrador

48 Horas antes do desaparecimento

Em uma estrada não muito longe da cidade de Beacon Hills um carro azul escuro vagava sem rumo silenciosamente. Era por volta dás 22:30 da noite, o céu estava todo estrelado. O vento gélido, que batia nas pessoas dentro do carro . Podia-se ouvir o cantar da corujas descansando nas árvores ao redor. Os sujeitos dentro do veículo conversavam. O motorista dirigia com uma das mãos e a outra segura a mão da sua namorada. O som de risos preenchia o ambiente.

— Está pronta para contar pra sua mãe? — Indagou o motorista — Eu não quero nem ver a reação do meu pai quando descobrir, provavelmente vai me xingar de todos os nomes grotescos — Gargalhou o rapaz, sem tirar o foco da estrada silenciosa

A jovem olhava distraída pra seu reflexo no retrovisor do veículo. Admirando como seu cabelo estava arrumado naquela noite. Cujo ela estava tão preparada e animada, quanto alguém que ganhara na loteria.

— Por mais que seu pai seja rígido. Acho que não vai reagir tão surpreso quanto a minha mãe — Proferiu a jovem, enrugando a testa, um tanto confusa — Mesmo nós dois já sendo adultos responsáveis, ela ainda me vê como a linda filha exemplar que ela criou.

Ambos sorriram trocando olhares. O rapaz apertou a mão da namorada com mais força. Provavelmente ela devera ser mais ansioso, ainda mais agora que tinham algo importante para contar, sua hiperatividade parecia dobrar de tamanho. Era visível, pois suas pernas balançavam lentamente quando falava.

O carro do nada para de funcionar. O rapaz olha com a sobrancelha franzida, batendo uma das mãos no volante, transparecendo sua raiva. A jovem olhou pelas janelas procurando algum problema, um galho ou animal morto. Mas isso não poderia ser de fato, não ouve barulhos nem estalos. Só um cheiro de gasolina era inalado pelo casal. O jovem abre a porta e sai, a procura do problema. Ao analisar abrindo a parte da frente do carro, reparando que o problema deveria ser falta de gasolina.

— Amor, acho que a gasolina acabou — Afirmou o rapaz, em seguida fechando de leve, encaminhando-se até a janela do carro — Escuta, ali bem na nossa frente tem um posto de gasolina, fica aqui que eu já volto

O rapaz vira em direção ao seu destino. Antes de seguir se lembra de algo, voltando para o carro, abrindo a porta. Sentando no banco e se aproximando da namorada. Depositando um beijo em sua bochecha. Subindo suas mãos até seu cabelo, dispondo novamente um selinho. Em segundos, descendo suas mãos pelo vestido da jovem, até alcançar seu abdômen.

— Por favor, não se esqueça que se sentir alguma coisa, querer comer algo, sentir uma dor, vontade de vomitar — Dizia com rapidez — Não importa, só grite que venho correndo, está bem?

A garota apenas assenti dando um belo sorriso. E que lindo sorriso ela tinha, lábios carnudos e vermelhos. Aqueles olhos verdes que mudavam de tom de acordo com seu humor. Cabelos alaranjados e ondulados. Sua pele bem cuidada provavelmente macia como a de uma criança. A garota apenas sorri, voltando a analisar seu reflexo.

O rapaz segui em direção ao posto, e em questão de segundos some em meio a estrada escura e silenciosa. Que agora não se escutava mais corujas cantando. Somente sentia a brisa e tensão no ar. Subitamente algo rápido passa ao lado do carro. A ruiva correu os olhos a volta, buscando encontrar alguma coisa. Nada, nada além do farfalhar das árvores. Sem sucesso voltará a olhar seu reflexo, agora com as mãos sobre o vestido, acariciando de leve.

Bruscamente algo empurra o carro, fazendo cambalear e jogar a jovem para o banco do motorista. Atordoada conseguiu sentar no banco, olhando com mais atenção á sua volta. Pondo sua cabeça para fora contemplando algo ao seu redor. Quando avistou a sua frente três pares de olhos vermelhos. Seu rosto se corou imediatamente, aqueles olhos frenéticos á deixava perplexa. Era como se estivesse sendo hipnotizada. Lentamente aquilo se aproximou. A jovem pensou em gritar, sabia que aquilo não era normal. Tinha certeza que precisava sair dali o mais rápido possível. Braços firmes a seguravam seus braços. A mesma se debatia com as pernas, tentando sair, usando toda sua força. Uma das mãos segurava seus lábios. A ruiva instintivamente mordeu com força o dedo do sujeito. Que grunhiu ao olhar que a mordida fora forte o suficiente para fazer sangrar.

— Stiles!! Socorro!! — Conseguiu gritar, respirando fundo. Seu grito era alto e agoniante. Mas nada que pudesse impedir os capangas de lhe segurarem

A ruiva tentou novamente fugir. Mas já era tarde demais pra fugir. Assim que abriu seus lábios para gritar, uma mão brusca tapara seus lábios e nariz, com um pano branco emanando um cheiro forte. Fazendo a ruiva fechar suas pupilas e desmaiar.

Enquanto o jovem caminhava até seu carro. Sorria mentalmente e não parava de pensar como seria sua vida daqui para frente. Ainda questionava o que seu pai diria ao descobrir o que ele e sua namorada estavam ansiosos para espalhar para o mundo. Todavia toda sua reflexão se tornou vaga, ao perceber que o carro estava vazio. Imediatamente acelerou os passos chegando ao veiculo. Escancarou a porta, percorrendo os olhos procurando a ruiva. No banco apenas restava seu celular jogado. Não havia mais ninguém dentro ou ao redor.

Um vazio tomou conta do seu coração. Um desespero acelerava seus batimentos. Parecia que sua garganta estava se fechando, pois não havia palavras para descrever seu desespero. Sua respiração estava descompensada, seu corpo tremia freneticamente. Colocou a mão sobre seu coração, percebendo seu desespero. O que ele falaria para seu pai? para a mão da garota? a culpa cairia por cima dele. A vida dela estava em risco, era o que ele pensava. Naquele momento a única coisa que ele podia fazer era ligar para alguém pedindo ajuda. Ele pensou com certeza, em pegar o carro e sair dali a procurando. Mas, era melhor ficar buscando por lá, com a ajuda de alguém que tinha um olfato melhor que o dele. O mesmo agarrou seu celular no bolso da calça, discando e ligando desesperadamente.

— Alo Scott? É o Stiles, preciso da ajuda agora, eu não sei o que fazer — choramingou Stiles, gaguejando — A Lydia sumiu e...

Stiles olhou para o lado onde Lydia estava sentada. Havia algo no chão, que devido a escuridão era difícil de enxergar. O rapaz se aproximou e ligou a lanterna do celular. Ao olhar para o chão, percebeu que haviam rastros de sangue. Neste instante sentiu seu coração parar de bater. Soltando o celular. Ficando parado incrédulo, buscando de onde aquilo estava vindo. Deixando seu amigo falando sozinho.

Do outro lado da linha seu melhor amigo Scott tentava o acalmar. Enquanto lentamente passava os dados de onde ele estava. O que ele não sabia, e com certeza lhe deixaria mais intrigado. Era que no meio das árvores, os mesmos pares de olhos o fitavam com prazer. Não podia-se ver o sorriso dos sequestradores, nem ouvi — los gargalhando, enquanto a jovem desacordada estava caída em seus pés.

*

Em Riverdale a situação era diferente. O som de sirenes contornavam o bar e restaurante Gaspar's wolf meat. Provavelmente estava naquele instante sufocado de dúvidas que rondavam sua cabeça vazia. No lado de fora do bar, na vaga de carros, duas garotas discutiam seriamente. Sobre o que aconteceu lá dentro.

— Asheley, aquilo não foi sensato, você tem noção das pessoas que você matou lá dentro? — Indagou exaltada, a morena de cabelos longos — Sabemos que são suspeitos, mas não precisava daquele massacre!

A ruiva a sua frente bufava. Incrédula com a atitude da companheira.

— E o que você queria que eu fizesse? Ficasse parada esperando que devorassem você e o restante daquelas pessoas inocentes? — Vociferou, dando de ombros — Você sabe mais do que ninguém, que comigo não tem esse papo furado

— Isso não justifica seu método de assustar o cara — Charlotte respirou fundo, deixando ar finalmente entrar nos seus pulmões. Colocou a mão na cintura e fitou Asheley — Somos novas por aqui, se não mantermos o protocolo logo vão descobrir quem é você, e aquelas garotas não serão encontradas

— Desculpa Charlly, mas não vou bancar a boazinha, por causa de reputação — Indagou revirando os olhos — Não se preocupe, ninguém vai nos descobrir, tenho tudo sobre controle.

— Tomara que saiba o que está fazendo — Indagou a morena, bufando pelo nariz — Temos que conversar

A conversa sessou quando um rapaz com cabelos ruivos escuros, olhos vibrantes e bonitos interrompeu a conversa. Era alto e vestia uma jaqueta vermelha, com detalhes bordados semelhantes a jogadores de futebol. Tinha a testa franzida e lábios curtos.

— Oi, desculpa atrapalhar a briga de vocês, mas vocês são as pessoas que vão investigar o caso da garota desaparecida? — Esclareceu, colocando as mãos no bolso da blusa

A ruiva lhe encarava de cima a baixo. Pensava o que um garoto intrometido queria fazer no meio de uma investigação criminal? Com certeza, ela estava rindo por dentro, debochando daquela situação. Não era possível que nesta nova cidade as pessoas eram mais curiosas do que se imaginava. Asheley se aproximou do garoto, mantendo seu olhar misterioso. Olhava ao redor pensativa. No segundo seguinte sorriu pelo canto da boca, colocando sua mão no ombro do rapaz.

— Sim, nós somos — a ruiva fingiu sorrir — Porque a pergunta rapaz? — Indagou

— Porque eu e meus amigos temos suspeitas de quem seja o culpado — Confirmou o rapaz, olhando para os lados — Olha, eu sei que não conhecemos vocês e vocês devem estar pensando que somos só intrometidos, mas não somos

— Como é seu nome? — Indagou Asheley, olhando para Charlly com o canto dos olhos

— Meu nome é Archie, deixe-me mostrar o que sabemos — Suplicou o ruivo, um tanto confuso com o que afirmara

— Archie, esse caso não é como o de Jason, é mais complexo — Afirmou a ruiva, se aproximando do rapaz — Digamos que envolve coisas que você nunca viu, deve ter escutado em filmes. Mas, acredite se quiser aquilo é real, e se pessoas comuns, como você se meterem nisso. Pode ser que você morra tentando enfrentar o que estou dizendo — Asheley coloca a mão no ombro do rapaz, olhando bem nos seus olhos — Entendeu, Archie?

O garoto pareceu não entender ao certo o que ela estava querendo dizer. Portanto sabia que aquilo que estava causando os ataques não era brincadeira. Tinha certeza de que ele e os amigos tinham visto algo, e ele não ia desistir de convence-la. Estava determinado a fazer com que a mesma escutasse e visse as provas que ele mantinha guardado em sua casa. Não muito longe daquele local. O rapaz tirou a mão da ruiva bruscamente de seu ombro, lhe fitava fixamente, deixando bem claro que seu objetivo não era dar de ombros.

— Olha eu não vou ter como provar para você, se não me escultar — Vociferou o rapaz — Você tem razão, eu não sei ao certo o que está acontecendo, mas preciso te mostrar o que vimos naquela noite

Asheley cerrou os lábios, passando a língua sobre os dentes. Intrigada pelo rapaz ser insistente em um momento desses. De imediato a mesma pensou em um jeito mais prático de faze-lo ir embora. Não tolerava esse tipo de comportamento, estava acostumada a todos temerem de seu olhar. Mas aquele garoto era diferente, estava lhe afrontando. O sangue nas veias da ruiva pareceu ferver, a raiva se dividia em seu corpo. Asheley deu de costas, fechando os olhos e respirando profundamente. As veias a baixo dos seus olhos estavam visíveis, indicando que seu lado agressivo estava se revelando. Subitamente Charlotte, segura em seu braço ao perceber que a situação iria piorar. A morena a olha dentro dos olhos, dando ênfase através de suas íris. Imediatamente a ruiva entendeu, respirando fundo novamente, deixando exalar ao dos seus pulmões.

— Archie, nós vamos ouvir o que tem pra dizer — Charlotte ariscou um olhar positivo de Ash, que mantinha os punhos fechados — Onde e o que quer nos mostrar?

Charlotte sabia que aquela decisão não era a de Asheley, naquele instante deve que tomar uma providência, antes da situação esquentar. Archie gesticulou o braço apontando em direção a uma casa não muito longe dali. Todos adentraram o veículo que estava estacionado ali mesmo. Seguiram em direção a casa.

Ao se aproximarem da casa, a visão que tinham era desgostosa. As paredes de fora, da casa morta exibiam veias longas ao redor. Que avançavam até o teto descamado, onde se abriam úlceras bolorentas mesmo sendo o lado de fora da casa. As janelas quebradas, algumas ainda inteiras. O gramado amassado, com plantas mortas espalhadas pelo relevo úmido. O clima ao redor causava arrepios. Ao adentrarem a sensação era ainda mais desconfortável. Por dentro, não era tão ruim. As paredes com a tinta já estragada, como se tivesse sido rasgada caia lentamente sobre o velho piso de madeira. Havia apenas algumas cadeiras e uma mesa de centro. Aparentemente deviam ter sido colocadas recentemente.

Sentados nas cadeiras, duas garotas de cores de cabelo diferentes e um garoto sentado, que fitava seriamente Asheley, provavelmente pela expressão que a mesma lhe encarava. O rapaz usava um goro que cobria metade do seu cabelo, vestimentas simples e uma blusa xadrez amarrada na cintura.

— Até quem fim vocês aparecerem, Jughead já estava querendo ir embora — Afirmou a jovem morena, andando em direção aos três — Nem a Betty estava com paciência pra esperar

Archie aproximou-se da morena, colocando suas mãos em sua cintura. Virou-se para as duas detetives e esperou alguma palavra. Charlotte deu um meio sorriso para todos ao redor. Se aproximou os cumprimentando, em seguida colocando as mãos no bolso da calça. Porém Asheley não fez o mesmo, não deixava de encarar o rapaz de roupas folgadas. Enxergava algo nele, que ao seus olhos lhe acusava mentalmente algum segredo por trás daquele rosto com sardas.

— Bom, vamos direto ao ponto pra evitar esse gelo de vocês dois — Disse apontando com os olhos para Jughead e Asheley — Nós temos algumas provas — Disse, apontando para cima da mesa um pequena pilha de fotos — Alguém deixou essas fotos na frente da casa da Betty, dentro daquela caixa — Indicou para a pequena caixa, ao lado das fotografias.

Asheley se interessou naquele instante. Foi como se ela tivesse despertado. A mesma se aproximou analisando com cautela cada figura. Arregalou seus olhos incrédula. Já havia visto aquilo uma vez, mas não nesta quantidade, tão perto e junto um do outro. Por uns segundos a sala ficou em silêncio, até Asheley ariscar dizer algo.

— Você viu quem deixou isso na sua porta? — Ela questiona, arqueando as sobrancelhas

— N-não eu não vi ninguém — Gaguejou Betty cravando suas unhas em suas próprias mãos. Ela sabia algo, mas achava que falar iria prejudicar ao invés de ajudar

— Tem certeza Betty Cooper? — Indagou Asheley, tentando não lhe fitar

As palavras pareceram sumir dos lábios de Betty, era como se fogo passasse em suas cordas vocais. Subitamente a mão quente de seu namorado, segura a sua. Sem hesitar ela segura a mão, olhando de relance para Judhead. O mesmo assenti com a cabeça, passando confiança para a jovem. Transparecendo que era certo ela falar, esconder alguma coisa prejudicaria a vida da garota sequestrada.

— Okay, eu vi alguém de preto saindo da minha casa. Já era de noite e não consegui ver o rosto – Betty olhou de relance para Verônica – E, ouvi sons também, parecia gritos femininos, vindo de dentro de um carro preto

Notas finais
Então pessoal como ficou? O que acharam? Quero agradecer a todos que leram o primeiro capitulo e que estão acompanhando. Ah! Antes que me esqueça. A história se passa um ano depois da morte do Jason. Até o próximo gente!! Beijos da Scar!